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Em 1981, Indiana Jones debutava na tela grande com o dobro de arrecadação de bilheteria do segundo lugar no ano e claro que muitas empresas queriam “participar” deste sucesso.
A Marvel Comics foi uma das primeiras a notar o potencial do filme e lançou uma adaptação oficial, em três partes, de “Indiana Jones e os caçadores da Arca Perdida”, era o início de uma parceria que iria durar seis anos.
Mas a maior parceria da empresa e o estúdio foi uma série mensal que durou entre 1983 e 1986 e se chamava “The Further Adventures of Indiana Jones”. A série teve 34 edições e tinha a participação de personagens do filme, como Marcus Brody e Marion Ravenwood.
Na mesma época ainda houve o lançamento de uma adaptação oficial de “O Templo da Perdição”, como uma mini-série em três partes.
Logo que a poeira do primeiro e do segundo filme abaixou a Marvel cancelou a série mensal e voltou a publicar aventuras do personagem apenas em 1989, com a adaptação em quatro partes de “A última cruzada”.
Após dois anos, em 1991, a Dark Horse Comics iniciou seu casamento com Indiana trazendo ao público “Indiana Jones and the Fate of Atlantis”, uma adaptação em quatro partes do jogo homônimo.
Entre 1992 e 1996 a Dark Horse lançou regularmente histórias inéditas do Doutor Jones produzidas por dezenas de roteiristas e desenhistas diferentes.
As seguintes aventuras foram lançadas:
- “Indiana Jones and the Shrine of the Sea Devil”, escrito e desenhado por Gary Gianni e publicado em 1992;
- “Indiana Jones: Thunder in the Orient”, seis edições escritas e desenhadas por Dan Barry de 1994;
- “Indiana Jones and the Arms of Gold”, escrito por Lee Marrs e desenhado por Leo Durañona em 1994;
- “Indiana Jones and the Golden Fleece”, dois números escritos a quatro mãos por Pat McGreal e Dave Rawson, e desenhados por Ken Hooper;
- “Indiana Jones and the Iron Phoenix”, também da dupla Lee Marrs e Leo Durañona;
- “Indiana Jones and the Spear of Destiny”, de Elaine Lee e do mestre Dan Spiegle;
- “Indiana Jones and the Sargasso Pirates”, quarto edições de Karl Kesel lançadas em 1995.
Além disso, foi lançada uma série em 12 edições baseada na série de TV “O Jovem Indiana Jones”. A série trazia a adaptação dos 12 primeiros episódios da série e não fez muito sucesso.
Com o interesse do público diminuindo cada vez mais, tanto a série do jovem Indiana quanto as histórias originais para os quadrinhos foram canceladas e nenhuma editora se arriscou com o personagem durante 13 anos. Até, claro, o anúncio do quarto filme.
Este ano a Dark Horse anunciou um plano de revitalização do personagem nas HQs, que iniciou com o relançamento das histórias originais em encadernados especiais e com a publicação da adaptação oficial do filme pelo roteirista John Jackson Miller e com desenhos do brasileiro Luke Ross, o lançamento ocorrerá um dia após o lançamento do filme.
A adaptação será seguida do lançamento da história inédita “Indiana Jones and the Tomb of the Gods” em junho e de uma série mensal infantil intitulada “Indiana Jones Adventures”, que seguirá o molde da série de sucesso, “Clone Wars Adventures”.
Cabe a nós brasileiros esperar que uma editora nacional preste atenção nestes novos projetos e traga as aventuras de nosso arqueólogo predileto para terras tupiniquins, corrigindo um o descaso passado com as aventuras do herói. |