OS RESULTADOS – Colocações finais e um olhar do Anima Mundi para a animação brasileira.
JÚRI POPULAR - RJ
Melhor Curta-Metragem
1. LAVATORY-LOVESTORY - Konstantin Bronzit - Rússia
2. LAPSUS - Juan Pablo Zaramella - Argentina
3. PREY - Tom Kyzivat - EUA
Melhor Animação Brasileira
1. ATÉ O SOL RAIÁ - Fernando Jorge, Leanndro Amorim - Brasil
2. VIDA MARIA - Marcio Ramos - Brasil
3. LEONEL PÉ-DE-VENTO - Jair Giacomini - Brasil
Melhor Curta Infantil
1. NATUREZA MORTA - SHAUN THE SHEEP 'STILL LIFE' - Chris Sadler - Reino Unido
2. A MENINA E A RAPOSA - ZHIHARKA - Oleg Uzhinov - Rússia
3. LEONEL PÉ-DE-VENTO - Jair Giacomini - Brasil
Melhor Primeira Obra
1. ATÉ O SOL RAIÁ - Fernando Jorge, Leanndro Amorim
2. VIDA MARIA - Marcio Ramos
3. LEONEL PÉ-DE-VENTO - Jair Giacomini
Melhor Animação Em Curso
1. LE MARCHAND DE SABLE - Cyrille Drevon, Nelly Durieux, Amel El Kamel - França
2. BALLOON - Joseph Kim - Austrália
3. A GREAT BIG ROBOT FROM OUTER SPACE ATE MY HOMEWORK - Mark Shirra - Canadá
Melhor Portifólio
1. FEDEX 'STICK' - Traktor - Estados Unidos
2. COCA COLA 'VIDEOGAME' - Smith & Foulkes - Reino Unido
3. PARÓDIA - Marcello Laruccia - Brasil
PREMIAÇÃO DO JÚRI PROFISSIONAL
Melhor Design / Direção de Arte
L'EVASION - Arnaud Demuynck, Gilles Cuvelier, Gabriel Jacques - Bélgica, França
Melhor Trilha Sonora
RECTO VERSO - Gabriel Jacquel - Bélgica, França
Melhor Roteiro
THE DANISH POET - Torill Kove - Canadá, Noruega
Melhor Animação
MOYA LYUBOV - Alexander Petrov – Rússia
Nesses sete dias assisti 240 curtas, 2 longas, 4 papos e 2 palestras em 32 Sessões do festival. Muita correria, cansaço, compras de souvenirs, e sempre vale a pena ir ao Anima Mundi tentando pegar o festival por completo.
Com isso temos uma noção maior do que está acontecendo no mercado, ou como estão os autores que simplesmente animam pela arte. Mas o melhor foi ver como a animação brasileira estava maravilhosa esse ano. E se está assim com certeza esse festival de 15 anos ajudou bastante a animação brasileira chegar onde chegou. Para vocês entenderem melhor esse panorama, coloco minha última conversa do festival com um super animador.
Com vocês o autor de clássicos como “O Arroz Nunca Acaba”, “Engole Ervilha” e “Chifre de Camaleão”, Marcelo Marão, ou simplesmente Marão.
Jovem Nerd: Diz aí Marão, 15 anos de Anima Mundi, pra você que é uma figura já carimbada dó festival como é essa história?
Marão: O festival definiu grande parte do desenvolvimento da história da produção de animação do Brasil inteiro. Em função do festival a produção aumentou imensamente, o interesse pelo mercado em animação de múltiplas mídias diferentes cresceu, foi criada uma Asociação Nacional a ABCA (www.abca.org.br) foram criados cursos para que tivéssemos uma educação mais acadêmica do que auto-didata.
Tivemos o primeiro curso de pós graduação na PUC-Rio e estamos tendo vários outros pelo país que estão surgindo aos poucos. Antigamente era difícil encontrar filmes brasileiros de animação em qualquer festival fora do Brasil. Hoje em dia sempre tem pelo menos um filme brasileiro participando em todos os festivais, e além disso, o Brasil tem sido o foco como o país homenageado de vários outros festivais muito importantes como Annecy (França), o Festival de Otawwa (Canadá) e AniMadrid (Espanha).
Todos eles exibiram uma gama enorme dos últimos 40 anos de animação brasileira. E quem foi o grande ponto foi o Anima Mundi que não só estimulou as pessoas a fazerem animação, mas fez com que todo mundo que não é da área percebesse o quanto tem gente querendo assistir animação no país inteiro. |