Cientistas tentam restaurar movimentos de pacientes paralíticos
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Em muitos lados da ficção-científica, o microchip é uma das saídas mais fáceis para se explicar aumentos exponenciais de habilidades mentais ou de habilidades físicas. E, claro, é um must nos RPGs CyberPunks.
No entanto, na vida real ele é mais modesto. Cientistas britânicos estão trabalhando em microchips que poderiam permitir a pessoas com paralisia, movimentos simples, como levantar um copo ou pegar um talher. Movimentos esses que para nós são completamente normais, mas fazem falta para quem não consegue fazer por causa de uma espinha dorsal danificada.
“A pessoa pode ver o objeto que quer alcançar, a pessoa pode ter a intenção de alcançar o objeto, o cérebro pode enviar o comando ‘pegue este copo de chá’, mas o sinal se perde no caminho, sem os nervos necessários na espinha dorsal. Se nós conseguirmos os sinais desses neurônios e interpretá-los com o que chamamos de ‘decodificando algorítimos’, aí nós podemos mover um aparelho-robô no braço paralizado.”
Espera-se que a tecnologia esteja pronta em cinco anos, mas os cientistas dizem que o maior problema é fazer com que os sinais funcionem com tecnologia sem fio. Os chips produzirão dezenas de milhares de dados, e uma conexão sem fio tem muita dificuldade em enviar e receber essa quantidade de dados.
“É uma quantidade imensa de dados, então o sinal não será o suficiente. Estamos tentando fazer um pouco de processamento básico para diminuir os dados necessários para serem enviados. Ou seja, em vez de 30 mil dados por segundo, talvez nós enviaríamos apenas 100, ou 1000.”
Não só é uma tecnologia interessantíssima, como incrivelmente necessária no nosso mundo.
Via The Escapist

Stephan Martins se espanta com a inteligência e a determinação das pessoas, e nunca deixa de admirar isso.
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First?
Mas o problema é a distribuição de avanços como esses na nossa sociedade…
Eldar, disse tudo.
Fantástico !
Embora fique muito curioso em saber como transformar neurotransmissões em códigos binários.
Esperamos mais novidades !
Por mais simples que pareça.
O problema é a aceitação da Igreja nesse processo.
Afinal, muitos vão ver como um dos sinais do fim do mundo, apocalipse divino ou coisa pior, a volta do Bush (a banda, não o ex-presidente).
Mateus
Neurotransmissão em códigos binários?
Lembre-se que o estímulo nervoso se dá por pulsos elétricos (transmissão de sinais elétricos). Estes podem ser amostrados malandrosamente, numa taxa pra Nyquist nenhum botar defeito. Assim estamos agora trabalhando com sinais discretos, ou dependendo da precisão, sinais digitais. Ou seja, nada mais é que todo aquele blá-blá-blá que vimos em teoria de sinais e sistemas, propagação, eletrônica, etc.
Vai ser o olho da cara.