Amazon ignora editoras brasileiras para lançar eBooks no mercado nacional

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A Amazon já declarou que, no futuro, abrirá uma versão brasileira da mega loja de livros e outros itens. Mas a ideia não é simplesmente abrir uma loja online para concorrer com as gigantes do país — a Amazon quer difundir o Kindle e o mercado de eBooks aqui no Brasil.

Mas as editoras estão resistindo. Aparentemente, as negociações com as editoras não estão avançando, o que forçou a Amazon a ir atrás diretamente dos escritores.

Por enquanto, não há notícias de grandes avanços. Mas Paulo Coelho, o Mago dos Nerds (que disponibilizou toda a sua obra para o compartilhamento livre e apareceu na capa do PirateBay) já cedeu os direitos para a Amazon lançar seus eBooks (exceto O Aleph) através da loja brasileira (sem interferência das editoras).

A Amazon já possui uma extensa biblioteca de vendas de eBooks em português. Mas o que a empresa quer é lança-los aqui no Brasil, com a maior facilidade e acessibilidade o possível.

Via SuperDownloads


Stephan Martins
Stephan Martins acha que a Amazon tem que conversar com uma certa NerdBooks…

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32 Comentários
1 Diogo diz:
há 3 semanas e 1 dia

Depois as editoras brasileiras vem reclamar da pirataria…

2 Gustavo N. Rocha Dias diz:
há 3 semanas e 1 dia

Conccordo Stephan!

3 NDO diz:
há 3 semanas e 1 dia

NerdBooks na Amazon NOW!

4 Berstarke diz:
há 3 semanas e 1 dia

Por mim eu só quero é que eles parem de bloquear vendas de livros por região.

5 NerdSide diz:
há 3 semanas e 1 dia

Opa NerdBooks na Amazon! \o/

6 Forrest666 diz:
há 3 semanas e 1 dia

O mercado em evolução!

7 Ânderson Peroty diz:
há 3 semanas e 1 dia

Só espero preços condizentes….

Hoje se encontra no Submarino A Batalha do Apocalipse por R$19,90 (O livro fisico), e na Saraiva o ePub custa R$ 28,00!!!!
ALGUEM ME EXPLICA ISSO!?!

8 VaMx diz:
há 3 semanas e 1 dia

Por isso eu AMO meu kindle!

9 Sissa diz:
há 3 semanas e 1 dia

nerdbooks e livros afins na kindle store, NOW! Assim poderei ler tudo que lançarem no kindle que comprarei *O*

10 Luiz Mendes diz:
há 3 semanas e 1 dia

Eu tenho um Nook, e gostaria muito de poder adquirir livros no site da Nook, mas como sou Brasileiro não posso comprar.

Descobri uma loja nos EUA com bons preços que vende Ebooks mesmo para o terceiro mundo.

ps: Ebooks tem que custar menos que os livros físicos isso é claro.

11 Murillo diz:
há 3 semanas e 1 dia

[QUOTE] Diogo: “Depois as editoras brasileiras vem reclamar da pirataria…” [/QUOTE]

Espero que a Amazon consiga ensinar pelo exemplo como se faz um mercado de sucesso. Não é só a Saraiva que vende livros digitais MAIS CAROS do que os de papel, isso está completamente errado.

12 ALU diz:
há 3 semanas e 1 dia

Não acho muito correto passar por cima das editoras… As mesmas vem fazendo um trabalho MUITO bom, principalmente em comparação com os outros mercados de entretenimento brasileiro.
E também há a questão das livrarias, que podem ser muito prejudicadas isso (tal qual as lojas de quadrinhos vêm sendo com a nova política de quadrinhos digitais simultâneos aos físicos).
Deixo claro que não sou contra os livros digitais, mesmo preferindo infinitamente a experiência de leitura de um livro físico; e que sou absolutamente a favor da vinda da Amazon ao Brasil… Só não acho certo ignorarmos aqueles que tanto tem feito por nós nerds leitores.

13 Felipe Bonifácio diz:
há 3 semanas e 1 dia

Eu trabalho em editora mas apoio essa iniciativa. Editoras não sabem nada de ebooks!

14 Luísa diz:
há 3 semanas e 1 dia

Amazon não é editora, Amazon não prepara textos. Aos que agora ficam de mimimi, as editoras ficam reclamando de pirataria, deveriam aprender a cadeia de produção de um livro antes de saírem cuspindo besteira. Certamente as editoras brasileiras ainda não dominaram os ebooks e, considerando a baixíssima venda deles, ainda estão em tempo de aprender. Apoio a iniciativa de um Paulo Coelho que disponibiliza seus textos, porque ele sabe que suas vendas não diminuem assim: ele apenas fica mais famoso. Entretanto, se há um contrato com uma editora, ele não pode se desvencilhar – deve ser o caso do Aleph. A Amazon vai pegar livros ainda sem contrato ou os já sem contrato. E que texto vão usar??? Quem vai preparar esse texto? Ótimo a Amazon vir pra cá, mas não querendo atropelar as coisas.

15 Edmilson diz:
há 3 semanas e 1 dia

As editoras Brasileiras querem ter grande lucro ai complica!

16 Danilo Pianco diz:
há 3 semanas e 1 dia

Assim fik mais fácil eu mesmo tenho que comprar um livro de 300 pratas
isso me derruba…se fosse um e-book seria mais em conta, fóra que carregar 10 kg de livros pra cima e pra baixo hj em dia é desnecessário
e ainda faz uma pra natureza SÓ VEJO VANTAGANS…esse negocio de magica dos livros pra min não existe to pronto pra um futuro PDFisado

17 Rafael diz:
há 3 semanas e 1 dia

ALU, a Amazon não ignorou ninguém. Foram as editoras que ignoraram a Amazon.

E não tem jeito, os ebooks vieram pra ficar.

Vão cada vez mais roubar mercado dos livros físicos, assim como aconteceu com os cds de música.

Se as editoras não quiserem acompanhar o mercado, elas simplesmente quebrarão.

18 SalAM diz:
há 3 semanas e 1 dia

As editoras nacionais não querem EBOOKs no Brasil. Por isso o preço do livro digital é bem mais caro que o tradicional. Isso foi falado pelos próprios editores.

Só porque fizeram um “BOM” trabalho (por anos vendendo livros de papel caríssimos), não significa que a concorrência externa tenha que entrar na dança das editoras nacionais.
Parabéns pra Amazon por encarar esse pessoal. Corre agora o risco deles criarem algum lobby e o governo parir mais um mirabolante imposto protecionista, como sempre, para proteger poucos e ferrar muitos.

19 Barrigoni diz:
há 3 semanas e 1 dia

Se depender das editoras, os e-books vão ter o mesmo preço dos produtos de papel!!

Quer saber, FODA-SE AS EDITORAS!!

Obrigado Amazon!!

20 Squivo diz:
há 3 semanas e 1 dia

@Diogo (primeiro post)

Depois TODAS as empresas que vendem qualquer tipo de mídia querem reclamar de pirataria.

Mas quebrar o status quo existente no jeito antigo de se vender ninguém quer.

Paulo Coelho sobe cada vez mais no meu conceito, daqui a pouco to lendo os livros dele. (Espero que não me entendam mal, não curto os livros do Paulo Coelho, mas virei fã da pessoa Paulo Coelho desde o nerdcast com ele).

21 Rato de sebo ( frequentador de sebo de livros antigos) diz:
há 3 semanas e 1 dia

Garera
Não gosto de livros eletronicos, prefiro livro fisico mas tem produtos na amazon do Reino Unido por exemplo que só posso comprar se eu tiver cartão internacional e gostaria muito do produto. Se a amazon operar no Brasil eu poderei comprar o mesmo produto aqui mesmo.

Pessoal, os ABdA de 19,90 podem ser versão economica, pesquisem sobre isso antes de comprar para ver se é isso que vcs querem mesmo.

22 Lucas Carvalho diz:
há 3 semanas e 1 dia

Asim que o ebook se popularizar no Brasil irei fazer da seguinte forma.

O livro possui venda digital ?

Se a resposta for sim eu compro,se for não eu baixo na net de graça.
Cabe as editoras escolherem se quer receber ou não pelo livro.
#fikdik

23 Rômulo diz:
há 3 semanas e 1 dia

Era esperado que isso ocorresse, primeiro porque a economia brasileira vive um bom momento, o que atrai os olhos e os dinheiros estrangeiros. Acredito que seja positivo para o mercado brasileiro, de tal maneira que possa estimular o desenvolvimento de livros digitais, queira ou não é a revolução digital.

24 jeffborba diz:
há 3 semanas e 1 dia

Por isso eu AMO meu kindle!²

25 Luísa diz:
há 3 semanas e 1 dia

O preço do livro de papel não está na impressão nem no papel. Está na preparação de texto (tradução, revisão). Dos 40 reais que em média de um livro, apenas uns 3 ou 4 reais são de impressão. E ebook não vai pra frente no Brasil porque os suportes são caros: comprar um iPad ou qualquer e-reader é luxo. Mesmo empresas megaotimistas com os ebooks no Brasil, como a Gato Sabido, superestimaram o mercado brasileiro. Vão ver quantos ebooks foram vendidos. E ebooks estão sendo produzidos pelas editoras. Quem está dando vivas pra Amazon não faz a menor ideia de como funciona o mercado, ou seja, deveria ficar bem quietinho.

26 André diz:
há 3 semanas e 1 dia

Longe de mim querer reclamar dessa bela iniciativa da Amazon.

Mas livro pra mim é na base da celulose mesmo, peace out.

27 LeoNERD diz:
há 3 semanas e 1 dia

@Luísa,

se você diz que 4 Reais correspondem aos custos de impressão então o resto é lucro da Editora, já que o percentual que vai para o autor também é mínimo?

Quem tem que ficar quietinho é quem defende editora, gravadora e tantos outros ATRAVESSADORES que existem. O leitor está interessado no livro e o autor quer vender para esse leitor, quem está nesse meio de caminho é que tem que recolher-se a insignificância de atravessador. Pelo menos a Amazon se propos a fazer isso.

sds,

28 Berthier Jr diz:
há 3 semanas e 23 horas

Luisa, em qual editora você trabalha?
Vamos colocar em pratos limpos?

Livros, que em lançamentos são vendidos por R$ 50,00, depois podem ser comprados por R$ 12,00 ou menos. Qual a mágica? Quem quer a Coleção de Guerra dos Tronos por R$ 89,00?

Não há necessidade de se substituir livros físicos por digitais, me parece que existe mercado para ambos.

Muitos aqui dizem que preferem tal mídia, outros outra, qual o problema de cada um curtir a sua? Não há a necessidade de defender a sua e toda opinião em contrário é errada. Por favor, deem um tempo, a discussão deve estar em outro foco.

LP´s estavam fadados ao limbo, e hoje estão voltando, ninguém fala sobre isso,não é? Acho que podemos tratar esta revolução digital, como um novo nicho, não o que substituirá totalmente o antigo.

Impossível existir um mercado de e-book´s? Que tal esta comparação:
Qual a possibilidade de existir um extenso mercado de TV´s de alta tecnologia neste mesmo país?

Quem aqui já fez Faculdade/Universidade, não se sentiria agradecido por não necessitar levar toneladas de livros para as aulas, e ficar levando-os de lugar para lugar,na necessiade de lê-los a qualquer momento de tempo ocioso?

Por favor,não temos de discutir:
Qual é o melhor? Qual é o mais aceito? Qual é o mercado que lhe é devido?

E sim, o por que os preços de papel podem variar tanto, e dos digitais, que não tem de ficar em lojas, não tem remessa postal, nem tantos outros encargos, devem custar mais do que os físicos?

Isso sim deve ser a discussão central.

Saudações.

29 Paulo Pontes diz:
há 3 semanas e 23 horas

Não sei se o pessoal do Jovem Nerd lê os comentários, mas eu fiquei extremamente decepcionado com o fato de que tive que comprar a batalha do apocalipse e o filhos do eden em livro de papel. Tenho Kindle e gostaria muito de ter estes livros em forma digital, já que por problemas de saúde tento andar sempre com o mínimo de peso possível.

Já o protocolo Bluehand eu comprei em papel porque o formato diferente e a presença de ilustrações por enquanto não fica bom no kindle e em caso de apocalise é bom ter uma cópia em papel! :)

30 Rafael diz:
há 3 semanas e 21 horas

Luisa, os custos que você mencionou (como tradução e preparação) são fixos.

Com isso, quanto maiores as vendas, menor será o valor destes por unidade de livro.

Então se as editoras começarem a vender os ebooks por um preço menor (já que não tem os custos variáveis), elas venderão mais livros no total (oferta e demanda) o que possibilita diluir ainda mais os custos fixos.

Ninguém falou para parar de vender livro de papel. Mas se vender também ebooks por um preço mais baixo (obtendo o mesmíssimo lucro por unidade) elas venderão mais livros, aumentando o lucro total.

Os tablets vão virar “bunda” em 1 ou 2 anos. Todo mundo terá, igual aconteceu com o celular. Olha o tamanho do mercado que está nascendo aí.

Se a editora onde você trabalha ainda não notou isso, é melhor procurar um novo emprego.

31 Luísa diz:
há 3 semanas e 18 horas

LeoNerd, o resto vai para direitos autorais, design de capa, trabalho do editor, tradução, copidesque e 3 revisões. E tudo isso é deveras caro. (mas claro, vc não sabe disso, não é? Deve achar que fazer livro é passar do word do autor pro papel da gráfica, sem trabalho algum, não é mesmo? e que tudo que as editoras fazem é ser a ponte, que passa do word pra gráfica, sem fazer nada, sem ter custo algum, esses atravessadores que só querem ter um lucro bizarro em cima dos pobres leitores assíduos como eu imagino que vc seja)

Berthier, compra-se barato ou livros encalhados (melhor algum dinheiro que nenhum) ou livros usados. Ou, se vc compra grandes quantidades, é possível diluir o preço do livro, assim barateando o custo dele. Afinal, livro é caro porque vende pouco (e, sim, é um círculo vicioso). São MUITAS as questões do e-book. e concordo que é uma tremenda perda de tempo ficar discutindo sobre “papel ou e-ink?”, quando temos coisas mais relevantes pra pensar. E, sim, esse é um problema que temos no Brasil ainda.

Rafael, você esqueceu de que as vendas podem NÃO aumentar, apenas se dividirem entre e-book e livro físico. E daí, vc não dilui nada. É complicado apostar diminuindo preço do livro, vc não concorda? Não é certo que um determinado livro vá vender mais se seu preço for mais barato. Alguns livros já saem mais baratos do que seu custo de “fabricação”. Editora, no Brasil, não é máquina de fazer dinheiro. Ereader vai ser bunda? Mas ainda não é. O mercado está andando para quando esse momento chegar.

Não sou contra livros eletrônicos, muito menos contra a vinda da Amazon, mas NINGUÉM se perguntou quais os termos da negociação da amazon com as editoras brasileiras, não é mesmo?? Óbvio que trazia um sem-número de desvantagens pras editoras e só coisas boas pra Amazon. As editoras brasileiras querem, sim, investir em ebooks, mas ainda é um mercado extremamente pequeno. E não vai ser em termos desiguais, só porque é uma grande empresa internacional, que elas vão deslanchar. E repito: Amazon não é forte pra derrubar contratos. Se vocês acham que vão conseguir comprar o novo Game of Thrones pela Amazon como e-book, estão enganados, pq existe um contrato com a Leya e a Amazon não pode vender sem quebrar alguns contratos.

32 Pedro diz:
há 2 semanas e 6 dias

@Luisa, os custos na venda de um livro não importam para o consumidor. Ele apenas quer comprar o conteúdo e o autor quer vender. Ponto. Se a editora puder ajudar nessa tarefa cobrando um preço justo, bom. Se ela não puder ou quiser e a Amazon for capaz disso, então a editora que amargue o prejuízo de sua própria cobiça. Para o consumidor, o intermediário é dispensável. Na primeira oportunidade ele será substituído ou dispensado.

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