31/07/2005, 02:48
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#1
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Nerd Supremo ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 979 Registrado: 18-April-2005 De: Chieri - Torino - Italia Membro nº: 497 |
Bom, não sei se o pessoal curte contos de fadas, mas eu e a Columbine estamos escrevendo uma e resolvi postar pro pessoal dizer o que acha.
Ainda não está pronto, vou postar por partes, pq é um pouco longo, e ainda falta fazer uma introdução, etc. Mas tudo isso nós vamos arrumando e melhorando. Tudo o que vcs sugerirem nós vamos considerar tb! Deixem comentários, bigada! xD ________________________________________________ Dizem as pessoas vividas, em sua experiência e maturidade, que as fadas não são mais que frutos da célere imaginação das crianças. Eu não me consideraria uma pessoa de grande conhecimento, mas presenciei acontecimentos importantes e preciosos, tanto que estes não se encontram registrados em livros, mas na memória daqueles que os guardaram como valiosos presentes. Afinal, que presente poderia ser mais doce e raro que presenciar o nascimento de uma fada? E nada anunciava que tal fato pudesse ser conseqüência dos acontecimentos daquela manhã vazia. Sob o céu borrifado de nuvens, apenas uma menina; fazendo deslizar entre seus dedos delicados a corda de um úmido poço. A atividade corriqueira não necessitava da completa atenção da menina, que contemplava alguém se aproximando enquanto sentia o vento batendo gelado em seus dedos agora molhados. Os cabelos ruivos caindo no rosto sardento, os olhos, mesmo de longe, brilhantes de tão verdes. A menina sorriu ao reconhecer o amigo; o balde cheio de água chegando as suas mãos. Conheciam-se há tão pouco tempo, mas ele já havia notado que sua amiga era especial; tinha algo naqueles olhos castanhos que lembrava o mel, tanto pela cor como pela sua doçura. O vento que agora batia em seus cachos igualmente castanhos criava uma visão que aquecia o mais frio dos invernos, e era por isso que gostava tanto de sua companhia, ela lhe era agradável e divertida, fazendo parecer que mil anos se passavam em um dia quando saiam para brincar; o tempo simplesmente não parecia suficiente. O menino aproximou-se e, como sempre fazia, sorriu. Viera fazer um convite a menina, um convite para que fossem juntos visitar um lugar por ele descoberto há pouco, mas que lhe parecia belo e, de alguma forma, mágico. Uma faísca de expectativa brilhou nos olhos da menina assim que ela ouviu o convite, e seu olhar aceitou-o antes que sua boca proferisse um “sim”. Juntos, menino e menina, rápidos e alegres como dois passarinhos, tiraram do poço o pesado fardo; e, em um minuto, já o haviam carregado até a casa desta ultima. Após explicarem a mãe que iam sair mais cedo para fazer uma caminhada, começaram a atravessar o quintal, que ainda acordava, recebendo os primeiros raios de sol, que tímidos, apareciam por entre as nuvens. As pequenas operárias começavam seu doce trabalho, deixando um aroma suave no ar quando agitavam as flores. Enquanto iam avançando pela estrada que cortava a vila, o menino contava a sua aventura na tarde anterior, quando descobriu o lugar que criava tantas expectativas. Dizia ser um lugar novo, nunca visitado, e por esse mesmo motivo parecia mágico, intocado, puro. Ainda em seu passeio no dia anterior, ouvira o barulho tranqüilo de muitas águas, que unido ao barulho do vento produzia uma suave musica, de harmonia simples, mas encantadora. E encantada ficou menina quando eles lá chegaram. O tal lugar a que se referia o menino era a entrada de um bosque, com arvores delgadas e de folhas que brilhavam sob o sol, lançando sombras sobre a grama que cobria o chão. Espalhadas aos montes entre as raízes retorcidas das arvores, havia dezenas de flores, grandes e pequeninas, de aspecto aveludado ou frágil como algodão, multicoloridas ou pálidas como a lua. Borboletas dançarinas flutuavam entre elas, a brisa assobiava uma canção, entre as folhas, e, no ar, a menina pôde sentir aquela magia de que falava o amigo. Vendo um sorriso brincar nos lábios finos da amiga, o menino pegou com cuidado a sua mão, e conduziu-a devagar para o reino de cor, sombras e sonhos que havia no interior do bosque. (continua.........) Este post foi editado por Ruby: 03/11/2005, 22:06 -------------------- ![]() DD, brigada pelo conjunto darling :* Me adiciona! | Conto de fadas | last.fm | Livejournal | Plurk | Twitter |
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31/07/2005, 18:23
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#2
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![]() Power Nerd ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 291 Registrado: 3-July-2004 Membro nº: 210 |
continua, continua, continua!
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31/07/2005, 20:00
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#3
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Nerd Supremo ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 718 Registrado: 21-May-2005 De: Floripa Membro nº: 583 |
Vc postoooooou! E nem pediu minha autorização!
Brincadeira. Pessoas, espero que vcs gostem. -------------------- Die, die, we all pass away But don't wear a frown, 'cause it's really okay ![]() You may try and hide, and you may try and pray But we all end up, the remains of the day ![]() |
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01/08/2005, 00:38
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![]() Regente do Multiverso ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Admin Posts: 3926 Registrado: 19-July-2004 De: Guarulhos-sp Membro nº: 241 |
Ruby, Colombine... Muito Bom, a forma narrativa de voces é muito interressante, bem estruturada e coesa, só tende a melhorar com o tempo continuem. Acredito que quanto mais escritores no forum melhor!! Ah aproposito...Eu Acredito em Fadas! -------------------- Deus Não joga Dados Com o Universo. ![]() Eu Sim... Sua Vez! Em um Universo Eminentemente Maligno e Cruel, O Bem Comum e a Piedade, São a Verdadeira Vilania, Portanto.... ON-1.373.462-RN Equação de Drake, a Resposta para a Vida Inteligente PROJETO AZUL PROFUNDO EM PROGRESSO... ...||||| 50% CONCLUÍDO YOU SHALL NOT PASS!! a menos que Eu esteja entediado |
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01/08/2005, 01:35
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![]() Consciência Cósmica ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Jogadores de PBF Posts: 2189 Registrado: 25-July-2004 De: Porto Velho - Rondônia. Membro nº: 262 |
Eu não! (Morre uma fada...) XD Sério agora. Gostei do início... tem clima! Só achei que o "inicio" foi muito curto, posta logo o restante! Tem algum personagem adulto de destaque na história? -------------------- ![]() Se você quer uma imagem do futuro, imagine uma bota prensando um rosto humano para sempre |
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01/08/2005, 09:55
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![]() Aquele que É ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Jogadores de PBF Posts: 6326 Registrado: 11-June-2004 De: Brasília/Patos de Minas Membro nº: 47 |
Manda mais, manda mais manda mais.!
-------------------- ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() De volta com a Assinatura mais amada do JN. Votem Nela. =) Ítalo Del'Equilibrium - Templarius Summus MAHOU SENSHI SHINKU BAKU BAKU ANO BAKURETSU TAI, Ítalo Del'Equilibrium, 4° Ano Universitário, Estilo SUPREMO!. Leiam as regras, cliquem aqui! Isso aqui parece uma floresta =D |
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01/08/2005, 18:51
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#7
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Nerd Supremo ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 979 Registrado: 18-April-2005 De: Chieri - Torino - Italia Membro nº: 497 |
Unh.. eu ia até responder, mas depois me toquei que acabava com algumas surpresas da história... Mas obrigada pelos comentários pessoal... já que pediram tanto, aí vai o próximo pedaço. Resolvi postar uma parte maior, mas como sou malvada, cortei bem na parte de suspense, sushuhsush, para manter a curiosidade de vcs, etc. __________________________________________________________ Quanto mais avançavam, mais aquela atmosfera os cercava. Vinha como suave neblina cobrindo seus pés, e ia crescendo, até os envolver completamente. E sem perceber, aquela melodia soprada pela brisa os guiava através do bosque. Uma melodia encantadora. Talvez por alguma arte secreta daquele bosque feiticeiro, menino e menina esqueceram aos poucos o rápido passar do tempo. Aquele lugar lhes parecia talvez atemporal, um pedaço de fabula perdido no mundo, e tudo que lhes importava era simplesmente estar ali. E assim eles correram e brincaram, riram e sonharam entre as arvores e flores. E, enquanto a noite caia no mundo longe dali, os dois se embrenhavam cada vez mais no bosque e em suas ilusões, sem notar a escuridão que os envolvia aos poucos, silenciosa como o apagar de uma vela. Mas, por algum motivo que eu jamais soube explicar, todo aquele encanto subitamente espatifou-se em mil pedaços; frágil peça de cristal chocando-se com o chão duro e frio. A menina agarrou instintivamente a mão do amigo, sua respiração se tornando mais curta e apressada enquanto percebia que o bosque, até agora um divertido parque de diversões, tornara-se de repente um intransponível labirinto, cuja saída lhe parecia infinitamente distante do ponto em que estavam. O menino suavemente colocou as mãos da amiga entre as suas, e olhando naqueles dois espelhos cobertos de lágrimas e medo, disse serenamente que tudo estava bem. Os dois iriam juntos observar o lugar ao seu redor, e, antes que percebessem, estariam saindo daquele lugar. A menina se reconfortou com o carinho e a segurança dos olhos daqueles que segurava suas mãos e enxugou as lágrimas dos olhos, olhando o labirinto que se formara ao seu redor. Começaram então, a seguir em frente -se realmente as direções faziam alguma diferença naquele bosque. Mas quanto mais exploravam o lugar, mais caiam nas armadilhas do bosque, que os levava aonde bem entendesse, como se tivesse vida própria. E vida própria ele tinha, com seus suspiros e sussurros, que no ar carregado de mistério planejavam artimanhas. O bosque não tinha revelado toda a sua magia, pois muita coisa ainda estava por vir; ele havia escolhido as duas crianças para que conhecessem o coração do bosque, aonde poucos chegaram, e nenhum desses poucos havia retornado. Aos olhos humanos o bosque era traiçoeiro, considerado cruel por alguns. Mas a verdade é que o bosque era misterioso, assim como sua história. Não havia nenhum homem se quer, que, depois de contemplar as maravilhas ali contidas, tivesse retornado e compartilhado com alguém o que vira. De cruel nada tinha aquele bosque. Os homens tendem a confundir suas inocentes brincadeiras com armadilhas -assim como tendem a condenar coisas que não conhecem; medo do desconhecido. Brincadeiras essas que só um coração inocente e infantil iria compreender; só um coração infantil teria a coragem e a curiosidade para seguir adiante. Porem, naquele dia, uma importante lição seria dada: até mesmo a mais ingênua das brincadeiras traz conseqüências, e quais estas seriam ninguém jamais poderia prever. Eram infinitas as possibilidades, assim como eram infinitas as direções a seguir. Mas por algum motivo que menina e menino não saberiam explicar, eles sentiam em seus corações uma estranha vontade de continuar bosque adentro... Depois de algum tempo que não sabiam definir, encontraram uma clareira. Porque haviam seguido por aquele caminho, não importava mais, os dois não procuravam mais o caminho de casa, eles buscavam agora saciar essa curiosidade, essa estranha vontade que o bosque proporcionava. A melodia e os sussurros agora os cercavam completamente, e nada mais ouviam. E nesta clareira, tiveram então que tomar uma decisão: para seguir adiante, tinham que escolher entre dois caminhos. Um guiava para um lugar sombrio, escuro e gélido como o inverno. O outro, era igualmente misterioso, mas parecia ser mais encantador, mais suave, devido ao aroma que era exalado das exóticas flores. Um estranho brilho chamava a atenção dos olhares curiosos para este caminho. E de uma certa maneira, o primeiro caminho dava uma sensação de solidão; um arrepio. -------------------- ![]() DD, brigada pelo conjunto darling :* Me adiciona! | Conto de fadas | last.fm | Livejournal | Plurk | Twitter |
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05/08/2005, 08:39
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#8
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![]() Grão-Imperador Nerd ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 1438 Registrado: 23-July-2004 De: Jaboticabal Membro nº: 255 |
Realmente é uma narrativa muito interessante, devo confessar que eu gostei muito
Se quiser aceitar uma sugestão, tenta colocar algum diálogo para talvez o texto não ficar muito cansativo (não que eu o tenha achado assim, mas tem gente que pode achar). E o pior é que eu curto esses contos fantásticos e esse me prendeu a atenção, podem continuar está muito bom Outra sugestão: Quero ver saaaaangue! quando começa a porradaria sem sentido e o ratalhamento de espadas ? PS: Comentários absurdos podem fazer mal a sua saúde e podem até matar quem os escreve, por isso use com moderação ruuuuuuuuuun!! -------------------- Clique na figura para ler meu conto original -^^-
![]() Ultimas atualizações: 25/03/2006 Nightscream - Asas de gaia Áster - Guerreiro com a força ancestral Troféu Jovem nerd de melhor artista tradicional ^^ |
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06/08/2005, 16:16
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#9
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Nerd Supremo ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 718 Registrado: 21-May-2005 De: Floripa Membro nº: 583 |
Hum, desculpa se eu vou decepcionar alguém, mas nosso objetivo inicial é exatamente não usar diálogos. -------------------- Die, die, we all pass away But don't wear a frown, 'cause it's really okay ![]() You may try and hide, and you may try and pray But we all end up, the remains of the day ![]() |
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07/08/2005, 21:27
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#10
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![]() Grão-Imperador Nerd ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 1185 Registrado: 12-June-2004 De: Gravataí Membro nº: 85 |
Pô, terminei de ler as duas partes e achei bem legal, principalmente no estilo de narrativa e tudo mais. Por mim não precisa ter dialogos, mesmo pois a historia fica mais original assim.
-------------------- MEU DEVIANT ART
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09/08/2005, 22:31
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#11
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![]() Grão-Imperador Nerd ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 1037 Registrado: 19-June-2005 De: Pelotitas Membro nº: 684 |
Realmente ficou muito bom!!! \o/
Parabén para as 2 e eu quero ver o restoooooooooooooooo -------------------- ![]() ~ CAMPANHA JN - POR UMA GRAFIA MELHOR ~ Porque nem todo mundo tem que saber ler klingon... |
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27/08/2005, 00:57
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#12
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Nerd Supremo ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 979 Registrado: 18-April-2005 De: Chieri - Torino - Italia Membro nº: 497 |
Bom, não sei se tinha alguém por ai esperando, mas desculpa a demora ^^
Aí vai mais um pedaço, que ficou um pouco mais longo e descritivo, a partir dele queremos começar a "ação". Por favor, opiniões, opiniões. ____________________________________________________________________ O segundo caminho fulgia, reluzia, piscava; e todo aquele brilho se refletia nos olhos admirados da menina. E, de repente, esses olhos perceberam uma luz mais forte, como uma estrela em miniatura se formando da magia do bosque, piscando travessa por um momento e se desfazendo no ar. Um vaga-lume? Devagar, e quase sem notar, a menina aproximou-se desse caminho brilhante. Sua mente sequer notava o que o seu corpo fazia; o que importava para ela era o fato de que seu espírito queria mais do que tudo seguir naquela direção, sem se perguntar qual seria o destino que lhe aguardava dali para frente. Uma sombra, porem, cobrira lentamente o coração do menino. O segundo caminho lhe parecia, talvez, iluminado demais, convidativo demais; e ele estreitou seus olhos em desconfiança. Ele tampouco desejava percorrer o primeiro caminho, pois sentia calafrios apenas ao olhar para ele; e algo lhe dizia para voltar pelo caminho que os levara até ali. Estava decidido a dar meia volta, tudo aquilo parecia muito errado, não deveriam ter seguido bosque adentro; um estranho arrependimento crescia, assim como uma sombra em sua mente, por mais que ainda não entendesse tudo aquilo. De qualquer jeito, percebeu que ainda iria descobrir o motivo, a amiga insistia em aproximar-se da luz que se movia. Mas não era realmente da luz que o menino tinha medo, era da sombra que se projetava dos objetos banhados por seu brilho. Ele tentou chamar a amiga e, para sua própria surpresa, sua voz soou baixa e fraca, não mais que um sussurro; como se ele temesse despertar o que quer que pudesse viver naquele bosque. O menino chamou novamente, agora um pouco mais alto; mas a menina sequer olhou para trás, com se as melodias que o bosque tocava incessantemente a tivessem deixado surda para qualquer outro som. O menino sentiu algo comprimido em seu peito quando percebeu que não tinha outra opção alem de seguir a menina. Sentia um frio anormal se apoderando de seus sentidos, mas jamais deixaria que sua amiga seguisse sozinha por tão misterioso caminho. Agora era tarde demais para olhar para trás. E então os dois seguiram, vagarosos, através do segundo caminho. Quem observasse separadamente os olhares do menino e da menina haveria de pensar que eles estavam em lugares completamente distintos: enquanto os olhos da menina brilhavam de encantamento e expectativa e seus lábios desenhavam um sorriso a cada vez que ela julgava avistar um brilho veloz; o olhar do menino não demonstrava mais que hesitação e temor, e ele olhava alarmado à toda volta a cada barulho que ouvia, enquanto seus passos inconstantes vacilavam. Ele pensava na situação, olhando ao redor, como se esperasse encontrar uma saída para aquele labirinto, um caminho que os levasse milagrosamente para casa; o ar ficava cada vez mais pesado, doía. Enquanto olhava para cima, na tentativa de encontrar esperança nas estrelas, notou que uma delas se mexia, e era rápida. Aquele brilho não era de estrela, brilhava muito mais, mas ao mesmo tempo parecia ser menor; não transmitia aquela sensação de grandeza, aquele sentimento eu nos diz que elas estão lá, nos vigiando, através da eternidade, na sua silenciosa existência. Seguiu aquele brilho brincalhão com o olhar, sem que realmente quisesse fazer aquilo; era irresistível. Menino não percebeu, mas em questão de instantes, o lugar estava cheio daqueles brilhos. Flutuando ao seu redor, como se convidassem as crianças para uma brincadeira. Menina já havia se entregado ao momento. Pulava e brincava; perseguia aqueles brilhos como se mais nada importasse. Menino não conseguia mais se conter, aquela mágica o envolvia, e de uma certa forma, atingia o seu coração, fazendo-o esquecer todo o medo; mergulhara num maravilhoso sonho. Começaram a brincar juntos, perseguindo os brilhos, tentando, se fosse possível, prende-los. Aquele momento era especial, mágico. Mágico? Sim, talvez mais do que os dois amigos podiam supor naquele momento. Porque os brilhos não eram simplesmente brilhos, tampouco filhos desgarrados de estrelas distantes. Não eram vaga-lumes, não eram ilusões, não eram pirilampos ou novos e desconhecidos insetos noturnos. Eram fogos-fátuos. Quem nunca ouviu falar neles? Acreditando ou não nas historias contadas sobre estes fantásticos seres, qualquer pessoa neste mundo reconhece este nome. Fogo-fátuo. Uma espécie de fada na visão de alguns, um espírito sadicamente divertido na visão de outros, a criança inconseqüente do mundo feérico na ótica de um terceiro. Seja qual for a forma que os fogos-fátuos adquirem nos sonhos das pessoas, há uma idéia essencial que, por um motivo ou outro, é tida como verdade absoluta: fogos-fátuos não devem ser seguidos. Quando andando por um campo, dizem as pessoas cautelosas, limite-se a observar o ponto de luz que de repente surgiu a sua frente, e não corra atrás dele. Quando atravessando um pântano, não siga as luzes coloridas que brilham inocentemente sobre poças lamacentas. E quando caminhando por um bosque, não saia de sua trilha para seguir um travesso vaga-lume. Mas o menino e a menina não sabiam de nada disso. Ou, se sabiam, esqueceram-se completamente naquele momento. -------------------- ![]() DD, brigada pelo conjunto darling :* Me adiciona! | Conto de fadas | last.fm | Livejournal | Plurk | Twitter |
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27/08/2005, 03:17
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#13
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![]() Grão-Imperador Nerd ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 1185 Registrado: 12-June-2004 De: Gravataí Membro nº: 85 |
Uau! Eu já estou apavorado com o destino dessas crianças... Muito misterio. Tô curtindo a história ta muito boa. Mal posso esperar a continuação.
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27/08/2005, 05:09
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#14
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![]() Regente do Multiverso ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Monitorados Posts: 3330 Registrado: 10-June-2004 De: Paragominas PA Membro nº: 9 |
Ruby, Columbine, tipo assim, vocês adoçaram e tal a amizade dos dois, mas não deixo de ficar pensando em qual era a intenção do menino, ao levar a menina para o meio do mato, onde não tinha ninguem por perto
Muito bom texto, quero ler o final, tinha até umas duas sugestões: Vampiros e zumbis. Mas devem seguir a sua intuição. Este post foi editado por Amigo do aranha: 27/08/2005, 05:10 |
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27/08/2005, 09:48
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#15
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![]() Consciência Cósmica ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Jogadores de PBF Posts: 2189 Registrado: 25-July-2004 De: Porto Velho - Rondônia. Membro nº: 262 |
Teorias sobre "Contos de Fadas":
- As crianças vivem em um mundo mágico e tudo isso existem mesmo. - Elas vivem no nosso mundo, todo o evento é criado pela imaginação dos dois. - Elas foram abduzidas por aliens (fortes evidências disso no último capítulo!!!) - Elas caíram no poço e estão no mundo induzido pela consciência coletiva. Será que eu assisti Lost demais? Tá bom demais... já tenho até uma frase "favorita" no texto: Mas não era realmente da luz que o menino tinha medo, era da sombra que se projetava dos objetos banhados por seu brilho. E não liguem pro AdA, ele esta sendo maldoso!!! Droga, geralmente eu que pego os detalhes maldosos primeiro... heheheh -------------------- ![]() Se você quer uma imagem do futuro, imagine uma bota prensando um rosto humano para sempre |
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28/08/2005, 20:15
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#16
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Nerd Supremo ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 718 Registrado: 21-May-2005 De: Floripa Membro nº: 583 |
Droga, a frase não é minha. Brincadeira, eu também adorei essa frase da Ruby! Obrigada pelas opiniões, pessoas. E desculpem se a gente está demorando um pouco p/ postar as continuações, mas escrever no meio da aula é mesmo meio demorado... ^^" *aí alguém pergunta: "e pq vcs não se juntam p/ escrever em outro horário?" Ahn, é, pois é. Preguiça, talvez. -------------------- Die, die, we all pass away But don't wear a frown, 'cause it's really okay ![]() You may try and hide, and you may try and pray But we all end up, the remains of the day ![]() |
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29/08/2005, 22:26
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#17
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Nerd Supremo ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 647 Registrado: 1-August-2005 Membro nº: 846 |
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Este post foi editado por Fodaman: 20/05/2007, 22:37 |
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01/09/2005, 12:47
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#18
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![]() Grão-Imperador Nerd ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 1438 Registrado: 23-July-2004 De: Jaboticabal Membro nº: 255 |
Tá muito legal.
Você precisa atualizar sua história com mais freqüência E ai que tipo de ação seria o próximo capítulo? Pancadaria insana, retalhamento de espadas, kame hame ha? -------------------- Clique na figura para ler meu conto original -^^-
![]() Ultimas atualizações: 25/03/2006 Nightscream - Asas de gaia Áster - Guerreiro com a força ancestral Troféu Jovem nerd de melhor artista tradicional ^^ |
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11/09/2005, 12:05
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#19
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![]() Grão-Imperador Nerd ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 1037 Registrado: 19-June-2005 De: Pelotitas Membro nº: 684 |
Pra mim tá excelente!!!
Gostei da maneira que vocês se utilizaram do "menino" e "menina" sem o artigo na frente, ficou bem legal o efeito! Tô no aguardo da continuação, meninas!! -------------------- ![]() ~ CAMPANHA JN - POR UMA GRAFIA MELHOR ~ Porque nem todo mundo tem que saber ler klingon... |
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18/09/2005, 16:44
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#20
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Nerd Supremo ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Grupo: Membros Posts: 979 Registrado: 18-April-2005 De: Chieri - Torino - Italia Membro nº: 497 |
Depois de muito tempo, ai vem a continuação!
Obs: Obrigada, obrigada, obrigada pelos comentários e a empolgação do pessoal! \o/ ________________________________________________________________ Seguiram e brincaram; se pudessem, teriam voado. Isso é claro, se a realidade não os tivesse despertado como um relógio e suas badaladas. Os fogos-fátuos estavam congelados no ar. Pararam sua dança, como que presos em uma estática brecha do tempo e do espaço; e ali ficaram, parecendo mais do que nunca uma constelação perdida entre as árvores. Seus olhos, outrora pedras faiscantes, iam se aquietando como uma fogueira que aos poucos diminui, mas sem apagar completamente. Os olhares, hipnotizados por algo que doce e suavemente os conduzia. Não podia compreender nada daquilo, o sonho parecia congelado, como se estivesse esperando algo acontecer. O menino pensava se tudo aquilo não era realmente um sonho inquieto em sua mente, pois a amiga também olhava paralisada, como se estivesse igualmente hipnotizada, na mesma suavidade que os fogos-fátuos. Devagar, ele olhos em volta, procurando aquilo que tanto encantava – assustava, talvez? – sua amiga e os pequenos seres cintilantes. Surpreendeu-se ao perceber que eles não se encontravam mais em um corredor estreito entre as arvores, e sim, em uma espécie de... Clareira, se é que aquele lugar era realmente uma clareira. A sua volta, havia um grande espaço circular sem arvores, onde o chão era coberto apenas por grama e folhas caídas, mas, mesmo assim, não era possível avistar o céu. No centro da clareira havia uma enorme arvore, mas larga do que qualquer outra que o menino pudesse lembrar de ter visto, e as folhas que saiam do topo de seu maciço tronco se espalhavam em todas as direções, ocultando o céu por trás de limbos muitos verdes, grandes e brilhantes. Como que perguntando o que estava acontecendo ali, o menino voltou eu olhar novamente para a menina, esperando receber de volta um olhar igualmente intrigado. Mas, pela sua surpresa, os olhos da menina continuavam tão imóveis quanto os fogos-fátuos, pregados em algum ponto distante que ainda não chamava a atenção do menino. Seguindo a linha imaginária que ligava os olhos castanhos da menina ao que quer que fosse que ela tão intensamente observava, o menino sentiu de repente o seu fôlego ser roubado por um ladrão inexistente. Agora entendia o que estava deixando todos a sua volta paralisados, hipnotizados por uma canção sem som. Era uma menina. Não aparentava ter mais que seis ou sete anos de idade, conseqüência de seu corpo magro e suas mãos pequeninas. Usava uma espécie de vestido curto, apenas um pedaço de tecido azul-claro que cobria seu corpo; e não tinha sapatos nos pés. Sua pele era incrivelmente pálida, tão branca que parecia brilhar, como se fosse coberta por um fino pó de estrelas. A boca da menina era pequena, ao contrário de seus olhos, que eram grandes e redondos, de um azul surpreendentemente claro, pintados em um tom diluído de tinta. E os seus cabelos, a primeira vista negros, eram na verdade também azuis, aquele tom de azul-escuro que cobre o céu em uma noite iluminada pela lua. Mas o que surpreendeu o menino foi notar que a estranha garota tinha asas. Asas de cor lilás, semitransparentes, de uma aparência frágil e bela. Pareciam poder rasgar ao menor toque, como se fossem feitas de papel. Mas o menino não duvidava que pudessem erguer a pequena menina n ar, se ela assim desejasse. O próprio bosque aparecia estar em silencio, em respeito a bela criatura que se aproximava. Não sabia donde ela tinha saído, mas parecia estar lentamente atraindo o menino com aquele belo par de safiras. Ele já não sabia ao certo se era ele que se movia na sua direção, se ela flutuava ao seu encontro, ou se o chão tinha a intenção de uni-los. Sua respiração diminuía, assim como o vazio que os separava. Cada respirar demorava uma eternidade, e todo o seu corpo – desde seus pés ao ultimo rubro fio no alto da cabeça – esperava atento. Nem sabia o que deveria esperar, não sabia o que estava para acontecer; esperou, e o que ele sentia já há muito havia ultrapassado o medo. O olhar da fada era curioso, parecia estar atenciosamente examinando e estudando aqueles estáticos humanos na sua frente. Ninguém – além da própria fada – ousava se mexer; e ela, bem, ela agia como se não notasse a crescente tensão no ar. Estava curiosa, queria saber o que eram, se eles eram reais, e depois de um pequeno instante de hesitação, levantou sua mão em direção ao rosto do menino. Já tinha visto muitos humanos antes, nos seus passeios pelas bordas do bosque; humanos que passavam rápido pelo caminho, indo e vindo, carregando bolsas e sumindo pelo horizonte mais rápido do que surgiam. Gostaria de poder pergunta-las, o que tanto faziam, e porque nunca visitavam o bosque. E agora, havia um humano a sua frente, mas diferente daqueles que conhecia. Ele era menor, quase do seu tamanho, e em seus olhos ela via algo diferente, especial; olhos humanos não brilhavam daquele jeito. Queria toca-lo, saber se estava vivo, pois não se mexia. Mas no momento que ia senti-lo, o menino se esquivou, como se a fada o tivesse despertado do sono. O menino procurou apoio no olhar da amiga, mas ela não estava mais ao seu lado, ela estava novamente enfeitiçada, mas não mais pela fada azul. -------------------- ![]() DD, brigada pelo conjunto darling :* Me adiciona! | Conto de fadas | last.fm | Livejournal | Plurk | Twitter |
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Versão Simples | Horário: 09/02/2010, 06:02 |