Up - Altas Aventuras | Resenha
Para o infinito e além!
Star Trek - Resenha
Ajustem seus Phasers em 'explodir cabeças'!
Tudo o que você sempre quis saber sobre Star Trek
Mas não tinha um amigo nerd para perguntar
Watchmen | Com quantos quadros se faz uma obra-prima?
A palavra final de Alan Moore sobre super-heróis
Conheça os curtas de animação indicados ao Oscar 2009
Cinco filmes megaboga!
 
 
   
 
 
Jovem Nerd no Olhar Digital da Rede TV!
Veja a reportagem aqui!
Jovem Nerd no Vida Loca Show
Direto da Jedicon SP 2007
Jovem Nerd no Retrato Celular
Exibido no Multishow
 
 
   
 
 
Casamento Nerd - Azaghâl e Portuguesa!
Veja o ganhador da promoção Dia da Toalha 2009!
Levou um 'A Batalha do Apocalipse'!
Veja e vote nas fotos e vídeos do Dia da Toalha!
Valendo 'A Batalha do Apocalipse'!
 
 
   
 
 
A vingança nunca é plena
Nova era dos trabalhos escolares
Que falta faz uma Mariola
São Lourenço Tales
Hitler está decepcionado com o NERDCAST!
O Führer desabafa
 
 

Watchmen | Com quantos quadros se faz uma obra-prima?

A palavra final de Alan Moore sobre super-heróis
Terça-feira, 3 de março de 2009 Alottoni, o Jovem Nerd

Em meio a uma tempestade de informações, discussões, expectativas e opiniões geradas pela estréia do filme de Zack Snyder nos cinemas, é natural que venha à tona um questionamento primordial: Mas Watchmen é isso tudo mesmo?

A resposta a essa pergunta pode variar de acordo com o gosto de cada um, mas independente de variadas e calorosas interpretações, a publicação tem um único, inegável e intransferível valor para o universo dos quadrinhos.

Entre 1986 e 87, as 12 edições de Watchmen cairiam como um assombroso e impressionante cometa, destruindo paradigmas e conceitos muito bem estabelecidos em mais de 40 anos de cultura de heróis fantasiados.

A inédita perspectiva de Alan Moore, aliada à arte de Dave Gibbons e cores de John Higgins não só se tornou um sucesso instantâneo de crítica dentro e fora do mundo dos quadrinhos, mas como também um fenômeno de vendas que colocou a DC Comics, mesmo que temporariamente, à frente da campeã Marvel Comics.

Para entender melhor o que esse fenômeno representa, é necessário nos alinharmos com a genial mente de Alan Moore. Antes dele, ninguém nunca havia feito uma análise crítica e realista ao gênero dos super-heróis. Aliás, talvez nem houvesse razão, visto imensa suspensão de descrença necessária para se assimilar aquelas figuras coloridas de cuecas por cima das calças.

Tal tarefa era naturalmente o ofício de crianças e adolescentes, que não precisavam (nem deveriam) questionar o âmago de suas fantasias e aventuras. No entanto, Moore conseguiu captar e traduzir uma idéia que acompanhou uma geração inteira de fãs, que mesmo depois da vida adulta, ainda tinham olhos para seus heróis mascarados.

Segundo Moore, o objetivo era analisar a relação do ser humano com o poder. Neste âmbito, o pano de fundo escolhido foi o medo da guerra nuclear representado pelo conflito soviético no Afeganistão, algo real e contemporâneo à publicação da Graphic Novel.

Não obstante, as similaridades com o nosso mundo cessariam por aí, pois o aspecto mais importante por traz do complexo cenário de Watchmen seria, em essência, a alma da história.

O MANIFESTO SUPER-HOMEM

Se abrirmos uma revista mensal do Super-Homem, o veremos lutando contra as artimanhas de Lex Luthor, monstros mágicos e invasores alienígenas. Metrópolis enfrentará hecatombes de proporções bíblicas, mas no fim do dia, tudo voltará ao normal.

Não só isso, o mundo à sua volta e eventos históricos permanecem imaculados como conhecemos. Se subtraíssemos os super-seres e as super-ameaças, teríamos como resultado essencialmente um reflexo de nossa realidade.

A proposta de Alan Moore era outra. Se o Super-Homem realmente existisse, não teria sua simples presença moldado inevitavelmente nossa sociedade em algo profundamente distinto do que conhecemos?

Watchmen deu, pela primeira vez, uma interpretação política para os heróis.

Em uma homenagem à Era de Ouro dos quadrinhos, os Minutemen surgem na mesma época, entre os anos 1930 e 40, como a primeira expressão do vigilantismo mascarado. No entanto, a análise em questão ainda não está no comportamento de super-seres, já que não existe nenhum no primeiro grupo de heróis, e sim no de pessoas comuns, que escolheram se fantasiar e combater o crime.

Mas até mesmo a idéia de usar uma fantasia para bater em bandidos é analisada e ridicularizada na sociedade de Watchmen, como seria na nossa. Um dos membros do grupo, o Coruja, relata que quase morreu quando um bandido deslocou sua máscara, tapando sua visão. Quem não teve tanta sorte foi Dollar Bill, que teve sua capa presa em uma porta e morreu sob tiros de assaltantes de banco.

Detalhes bizarros muito bem construídos por Alan Moore, que se refere a tudo isso como uma piada cínica sobre super-heróis.

Que motivações reais poderiam levar alguém a este ponto? E de que forma eles se relacionariam entre si e com a sociedade? De que forma seriam diferentes de políticos, policiais, milícias ou qualquer grupo de autoridade que conhecemos? A resposta é: Não seriam.

Como é que a Psylocke, desfilando na Mansão Xavier de maiô cravado na bunda, nunca ouviu um comentário maldoso do Wolverine? Em Watchmen, a questão sexual dos mascarados não é só debatida, como levada até as últimas consequências.

Essa discussão se aprofunda muito mais com o surgimento do Dr. Manhattan em plena guerra fria, o único super-ser de fato, que é o cerne do argumento, muito bem estabelecido na trama pela referência: “Deus existe e ele é americano.”

Neste ponto começam as verdadeiras mudanças sociais e históricas em Watchmen, afinal como poderiam os EUA serem humilhados no Vietnã quando aliados a um deus?

REALIDADE ALTERNATIVA, HERÓIS DISTORCIDOS

Estabelecido o parâmetro díspar, o resultado dessa equação é um 1985 muito distante do que conhecemos. Tanto pelo progresso científico proporcionado pela mente e habilidades do Dr. Manhattan quanto pelas implicações políticas dos novos heróis.

No entanto, este admirável novo mundo se inclina mais para uma distopia que o contrário, quando o romantismo dos vigilantes mascarados se desfaz em consequências sociais que levam a uma greve da polícia, em protesto contra as insustentáveis e questionáveis atividades mascaradas. O resultado é a Lei Keene, colocando o vigilantismo na ilegalidade.

Qualquer autoridade responde a uma superior. A polícia responde ao governo, o governo responde ao povo. E os mascarados? A quem respondem? O que acontece é um resgate natural e do pensamento do poeta romano Juvenal “Quis custodiet ipsos custodes?” ou “Quem guarará os guardas?” ou “Quem vigia os vigilantes?”.

Como constantemente pichado nos muros da cidade: “Who watches the watchmen?”.

Aliás, essa é a única menção do nome Watchmen na história. Na verdade, nunca houve um grupo oficial de heróis depois dos Minutemen, apenas uma tentativa de formar o que seria chamado de “Combatentes do Crime” em 1966, com a segunda geração de heróis.

Estes trabalharam sozinhos ou em parcerias temporárias, mas nunca funcionaram como uma equipe.

O mais interessante são os mergulhos feitos nas origens de cada um desses personagens durante a trama, que revelam-se em cabais desconstruções da figura do herói, e em alguns casos levantam a questão de se o mundo não estaria melhor sem eles.

DR. MANHATTAN (Jon Osterman)

O único super-ser. Antes um cientista que teve acidentalmente seu corpo desintegrado em um experiência com campos intrínsecos, acabou se reconfigurando em uma figura semi-divina.

Pode ser considerado um benefício ou um perigo para a humanidade. Em tese, sua presença era uma mensagem clara aos comunistas de que a América detinha um poder supremo e indestrutível. Por outro lado esse poderia ser mais um motivo para a aceleração da corrida armamentista e a precipitação de uma guerra nuclear.

Mesmo com seus poderes quase ilimitados e sua onipresença temporal, o Dr. Manhattan vive em uma balança entre suas emoções humanas e sua indiferença divina. É sem dúvida o personagem mais complexo e enigmático de Watchmen. Talvez o salto mais extenso de Alan Moore na contemplação do imaginário, da filosofia e da ficção-científica.

RORSCHACH (Walter Kovacs)

Seu codinome é atribuído ao fato de sua máscara (ou face, como ele mesmo diz) mimicar os testes psicológicos de Hermann Rorschach, feitos através de pranchas com manchas de tinta simétricas.

Assim como o Dr. Manhattan representa o poder do Super-Homem, Rorschach é um retrato mais realista de Batman neste universo. Segundo Moore, um investigador com traumas de infância e consequências muito mais densas, que resultam em um homem de valores distorcidos, obsecado por uma vingança impalpável e em constante agonia psicológica.

A história de Rorschach é a mais assustadoramente real de todas e acontece todos os dias com milhares de pessoas. O tamanho da psicose em sua mente é um efeito irrefutável de sua aterradora vivência. A única diferença e que ela foi direcionada à punição do mal. Ou assim ele pensa.

COMEDIANTE (Edward Blake)

Podemos ver uma versão niilista do Capitão América encarnada no Comediante, aliás, talvez uma das faces mais verdadeiras da America. Cruel, cínico, egoísta, o Comediante é muito parecido com o Coringa de Batman - O Cavaleiro das Trevas (filme), ignorando convenções sociais e em sua crença de abraçar o caos para realmente entender como o mundo funciona.

ESPECTRAL II (Laurie Juspeczyk)

É uma bagunça emocional. Influenciada pela mãe (Espectral dos Minutemen nos anos 40), assume seu legado sem realmente entender as consequências disso. Era um caminho fácil e estava à sua frente, parecia lógico e justo, mas como em muitos casos reais, foi uma escolha que a acabou levando a uma vida vazia.

OZYMANDIAS (Adrian Veidt)

Inspirado em Alexandre, o Grande, Veidt foi um herói idealista, mas incompreendido. Mas título de ”homem mais inteligente do mundo” pode ser encarado, a princípio, como uma grande ironia da doutrina americana do consumismo, já que foi o único que se transformou em uma marca. Quase como um político, usou sua popularidade em prol de si mesmo, criando um império de produtos, merchandising e auto-ajuda.

No entanto, do alto do trono de seu império, Veidt se apresenta em sua intimidade sempre com uma expressão de tristeza e melancolia, como se soubesse que há algo terrivelmente errado com toda essa situação.

CORUJA II (Dan Dreiberg)

Talvez o mais sensato da nova geração de vigilantes, também faz alusão a Batman fantasiando-se como um animal noturno e com uma garagem cheia de gadgets. Mas em contraponto, suas motivações são românticas, baseadas em seu gosto por histórias de heróis e admiração por Hollis Mason (Coruja dos Minutemen).

No entanto, depois da Lei Keene, que tornou os heróis ilegais, se aposenta e vive uma vida sem propósito, à beira da depressão.

VILÃO INVISÍVEL

Apesar de existirem adversários tão loucos e fantasiados quanto os próprios vigilantes, em Watchmen, a falta do super-vilão desequilibra a equação debatida anteriormente. Sem super-desafios, restam aos heróis combaterem a intangível tragédia social que os cerca.

Mais uma vez cabe o questionamento: Qual é a eficácia de um herói sem vilão?

Seria a mesma de querer curar uma doença com analgésicos. Por mais que os vigilantes espanquem, prendam ou matem líderes do submundo, assim como acontece com polícia e bandidos na vida real, a verdadeira solução nunca é alcançada. Não há dedos suficientes para tapar todos os buracos de uma represa prestes a romper.

O ponto mais importante levantado por Alan Moore na série, é justamente como salvar a humanidade de si mesma. E qual é a relação desses malucos fantasiados com esta verdade? De que forma eles realmente poderiam fazer a diferença? E até onde eles mesmos foram responsáveis pelo caos que os cerca?

A RIQUEZA DE UM UNIVERSO

Watchmen conta uma intensa história de conspiração e mistério que se mantém até a última edição. Mas não é só no thriller que está a riqueza da Graphic Novel.

Alan Moore e Dave Gibbons criaram um universo inteiro, cheio de detalhes, signos e tantos níveis de compreensão, que é comum ainda ser surpreendido na 3ª ou 4ª releitura.

Apesar do relógio do apocalipse se aproximando da meia-noite ser um forte símbolo, a série acabou sendo representada pela imagem do smiley face, a carinha feliz manchada de sangue, que é um ícone perfeito para o motivo da série, a desconstrução do inocente universo dos super-heróis em uma fria e cruel realidade.

O smiley pode ser visto por toda a série como um tema recorrente, desde em faíscas de cabeça para baixo nos hidrantes elétricos, até na cratera de Galle em Marte (que realmente existe).

O espirro de sangue também se repete, às vezes como água, tinta ou mancha. Sempre presente em elementos significativos da trama, como um aviso, como uma exclamação.

Moore e Gibbons também mergulharam em uma viagem metalinguística inesquecível em Contos do Cargueiro Negro.

Através de um jornaleiro de uma banca de jornal de esquina, o leitor é apresentado ao cotidiano das pessoas comuns, indo e vindo, discutindo manchetes de jornais, seus medos e angústias. Em meio a tudo isso, um rapaz lê uma revista em quadrinhos.

A história dentro da história funciona como um artifício de sincronia entre fantasia e realidade, descrevendo paralelos entre o marinheiro perdido e as motivações e psiquês dos vigilantes de Watchmen. Também é uma brincadeira com o próprio universo.

Idéia de Dave Gibbons, em um mundo em que heróis mascarados existem de verdade, a fantasia dos quadrinhos fugiria deste tema, já saturado pela imprensa e medos populares, desviando-se para outros mitos, como por exemplo, histórias de piratas.

Watchmen sempre foi considerado por muitos como uma obra infilmável. O próprio Alan Moore defende isso até hoje. Aliás, essa foi, em espírito, sua intenção declarada ao escrever uma história repleta pequenos e minuciosos detalhes, easter eggs, múltiplos níveis de narração e compreensão.

O fenômeno justifica-se não só pelos seus méritos técnicos, mas como por influência que pode ser vista até hoje nas HQs Os Supremos, Alias (a detetive ex-Vingadora), Poder Supremo e outros selos adultos Marvel. E também fora delas, como por exemplo em Lost (influência declarada pelos produtores), Heroes, Os Incríveis e na narrativa realista dos novos filmes de Batman, de Christopher Nolan.

Este é o valor de Watchmen, embora possa parecer estranho para quem não se interessa por super-heróis, certamente transcende os círculos de seu meio, como demonstração do pináculo do talento artístico na criação de uma verdadeira obra-prima literária. Mesmo que esteja disfarçada com roupas coloridas e cuecas por cima das calças.

Tags: , , ,

86 COMENTÁRIOS

  1. JoaoFPR diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 12:15 am

    Alexandre, escreveu muito bem a respeito de uma obra-prima da literatura (não vejo só como quadrinho, é desmerecer a obra), parabéns.

  2. Guilherme diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 12:25 am

    Parabéns pelo excelente texto, Allotoni. Levantou pontos que eu ainda não havia enxergado ou pensado. Não vejo a hora de assistir o filme e comprar a edição definitiva, através do link do Jovem Nerd, é claro.

    Destaco ainda o humor afiado dos trechos:

    “Como é que a Psylocke, desfilando na Mansão Xavier de maiô cravado na bunda, nunca ouviu um comentário maldoso do Wolverine?”

    “[...] Watchmen [...] certamente transcende os círculos de seu meio como demonstração do pináculo do talento artístico na criação de uma verdadeira obra-prima de seu meio. Mesmo que esteja disfarçada com roupas coloridas e cuecas por cima das calças.”

  3. VanZan diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 12:28 am

    Ótima leitura.
    Acredito que quem ver a história hoje, tanto a HQ quanto o filme não vai se sentir surpreendido como se foi na década de 80, não terá uma aceitação muito grande pelo público que não lê HQ.

    Isso é porque o próprio cerne da discussão em Watchmen foi copiado ao longo desses mais de 20 anos, e já batido várias vezes, vide histórias mais recentes como The Boys, The Authority, e tantos outros títulos que tiram os super-heróis do pedestal e os mostram humanos.

  4. Boszo diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 12:34 am

    Excelente, Alexandre!!!

    Watchmen é uma obra prima da literatura, Graphic Novel, romance em desenhos….

  5. Schwantes diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 12:40 am

    Uma das melhores matérias sobre Watchmen que eu já li. Concisa, densa e ampla ao mesmo tempo. Esperamos por mais outras como essa.

    Parabéns, Alottoni.

  6. FernaNdo diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 1:22 am

    Palmas para o Alottoni, um dos melhores textos sobre Watchmen que eu já li.

    Muito bom.

  7. Eron G. M. diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 7:00 am

    Muito bom o texto, bem completinho e fazil de lêr!
    Mas mesmo assim não acho que Watchmen seja TUDO isso, veja bem, adoro e acho que sim é uma das melhores HQ’s, mesmo assim não endeuso. xD

  8. Dr. Hardman diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 7:34 am

    Recomendei via link a meus contatos Nerds, JN. Muito bom o texto. Só me deixou afoito para que chegasse a sexta-feira.

    É bom ver que alguém ainda lembra o “Quis custodiet ipsos custodes?”.

  9. Dexr diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 8:53 am

    Muito bom o texto, faz um apanhado geral sobre as mais varidas facetas desta obra prima dos quadrinhos.

    Não sei, mas ainda estou um pouco com receio de assistir o filme. Continuo achando que esta é de fato uma obra infilmável, apesar de Zack Snyder ter provado seu valor em 300…

  10. LZ diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 9:46 am

    Parabens Sr. Jovem Nerd. Materia muito bem escrita, com ritmo, fluencia e alem de tudo, interessante.
    Como diriam os antigos, Alea Jact Est.

  11. Fausto diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 10:38 am

    @VanZan, tb acredito numa aceitação pobre do público em geral. Mas mesmo a própria HQ original não é tão fácil de digerir.

    Eu a li pela primeira vez no final da década de 90 e achei super densa e complicada. E todas as vezes que reli tinham coisas “novas”, não entendidas da vez anterior.

    Salve Moore!

  12. Daniel P. Rodrigues diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 11:18 am

    Muito bom o texto. Realmente Watchmen é a melhor Graphic Novel que já fizeram e arrisco dizer que jamais será feito algo parecido.

    Espero um Nerdcast sobre watchmen nesta ou na próxima sexta. Aposto aqu será esse o tema.

    Abraço

  13. Marco Tulio diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 12:53 pm

    Ótimo texto!!

    Watchmen ownaa!!

    Só vou assistir ao filme depois de ouvir o nerdcast sobre Watchmen. Se for essa sexta ou na prox num interessa…

    =D

  14. Shooter McGavin diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 1:42 pm

    Legal a percepção semiótica da obra. Será que tem dedo do Fanatic nisso?

  15. Alottoni, o Jovem Nerd diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 1:47 pm

    @Shooter McGavin

    Não, só do Alottoni mesmo e sua intensa paixão por Watchmen. :)

  16. Tuma diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 2:07 pm

    JoaoFPR, acho que, ao dizer que Watchmen não é “só” quadrinhos desmerece a obra, você desmerece na verdade os quadrinhos. Quadrinhos não são um ramo da literatura, e sim uma arte autosuficiente, com sua própria linguagem e signos. Se o Moore visse vc falando uma coisa dessas, com certeza discordaria da sua colocação, justamente porque Watchmen, além do enredo e da temática, é uma obra de arte sequencial perfeita no uso da técnica e da linguagem quadrinística. Moore domina a linguagem dos quadrinhos, e fez ótimo uso dela. Comparar com a literatura é válido, mas convenhamos que Watchmen é, acima de tudo, uma obra prima da nona arte.
    Abraço,

  17. 1/Nerd diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 2:34 pm

    Alo, Toni, o Cereal killer.
    Gostei muito do seu ensaio. Gostaria de ressaltar que WATCHMEN foi considerada um dos melhores romances em lingua inglesa pela revista TIMES.

    O critico americano Ezra Pound disse que o artista é a antena da raça. Ou seja, ele capta o zeitgeist e o substancializa em uma obra de arte.

    Moore, foi além. Ele não só capturou a essência do mundo imperializado pelo american way, como sugeriu que somente um evento catastrófico poderia mudar a nova ordem mundial e reunificar o mundo.

    Esse evento veio a ocorrer de fato, em 11 de Setembro de 2001, iniciando a ruptura do modo moderno de vida, de onde a grande crise mundial que enfrentamos é reflexo direto do tombo do gigante.

    Mais que isso. O cenário e o terror Alien (estrangeiro) poderia ser descrito por muitos como profético, dado a identificação semiótica entre ambos.

    Abraços, Alexandre, o grande
    Nerd.

  18. Alottoni, o Jovem Nerd diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 2:49 pm

    @Tuma

    Concordo com você que os quadrinhos são uma arte autosuficiente, mas de maneira alguma quis diminuí-la em comparação à literatura.

    O que disse foi simplesmente o fato da obra transcender seu meio, “invadir” outro, quase como um corpo estranho, um alienígena. Digo isso não porque a arte dos quadrinhos era vista como algo menor ante a literatura, mas os super-heróis sim.

    E o que Alan Moore fez com eles em Watchmen foi levá-los muito além da simples leitura pulp. :)

  19. ricardo diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 3:09 pm

    Gostei do artigo. Trás bastante informação sem ser enfadonho. Muito bom para quem ainda não leu a obra e e interessou pelo hype em volta do filme (que eu *não* verei).

    Abraços!

  20. Alexandre Esposito diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 3:17 pm

    Excelente artigo. Eu particularmente terminei Watchmen com um leve “gostinho de quero mais”, mas aí a culpa é mais da turma que endeusou a obra além da conta e elevou minhas expectativas a níveis irreais. Ainda acho V de Vingança a maior obra-prima do Moore (pena que os Wachowsky cagaram o filme).

    Parabéns pelo texto!

  21. Rafael Morgado diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 3:29 pm

    Palmas!

  22. Tuma diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 3:51 pm

    Jovem Nerd, eu tava respondendo ao Joao FPR, que disse que Watchmen é “uma obra-prima da literatura (não vejo só como quadrinho, é desmerecer a obra)”…

    Realmente o seu texto não tem nada que fale de uma ou outra coisa desmerecendo. Aliás, é um texto muito bom. Me lembrou daqueles sobre Matrix que você escreveu pro Omelete, hahaha. Faça mais isso!

    Abraço,

  23. Carlos Soler diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 4:57 pm

    Alexandre,

    gostaria de saber sua opinião sincera sobre as pessoas (assim como eu) que NUNCA leram ou se interessaram por quadrinhos, mas que não veem a hora de pode assistir ao filme.

    Vejo essa situação mais ou menos como a que foi citada no Nerdcast sobre as pessoas se consideram nerds mas nunca leram Senhor do Anéis, apenas assistiram os filmes.

    Por outro lado, no meu caso pelo menos, vejo isso como uma porta de entrada para os quadrinhos, já que se eu realmente gostar do filme, com certeza irei comprar a edição definitiva para saber o que ficou de fora do filme e coisas do tipo.

    Parabéns pelo excelente texto, só me deixou com mais vontade de ver o filme.

    Abraço!

  24. Eron G. M. diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 5:52 pm

    Infilmavel? Pega Algo de Neil Gaiman… Sandman é infilmável, Watchmen é filmavel, não em sua totalidade, mas ainda assim filmável.

  25. Leo Kitsune diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 6:08 pm

    Tuma, concordo com cada palavra.
    E com o comentário do Alottoni tbm.
    Afinal, Moore escreveu uma obra acima de tudo metalinguística. Watchmen foi feito para funcionar em quadrinhos, pois fala sobre quadrinhos.
    (não quero com isso dizer q não deveria existir o filme. o filme é relevante e necessário, sim!)

    LK

  26. Jackson diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 7:26 pm

    Excelente texto, JN. Watchmen tem mesmo essa coisa de “transceder”, tanto que agrada até quem não tem familiaridade com hq’s. Mas acredito que só aproveita o potencial máximo da obra, todos os seus detalhes, minúcias, sutilezas e ironias, quem tem experiência com os quadrinhos tradicionais de super-heróis.

    Quadrinhos esses que hoje são muito mais realistas e maduros (até por influência de Watchmen). Quem assistir o filme e se interssar em ler a hq, saiba que existem muitas outras obras que podem ser chamadas de literatura. Tratando de super-heróis, inclusive.

    Sobre Watchemn ser “infilmável”, estou meio de saco cheio desse discurso. Então é melhor não haver um filme? Prefiro botar fé e esperar um ótimo longa, o melhor possível. Claro, é preciso noção das coisas pra aceitar que é uma ADAPTAÇÃO pra uma mídia diferente. Fidelidade absoluta seria impossível. Não vai estar a altura do original, nem vai provocar a mesma sensação (até por já se conhecer a história), mas assistir esse filme será uma bela experiência. Sexta tá chegando!

  27. Carlão diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 7:43 pm

    Ótimo texto, um dos melhores que eu já li não só sobre watchmen, mas sobre qualquer coisa!
    E pra mim HQ é uma arte, óbvio, mas faz parte da “linha” literatura tb. Acontece que ás vezes ela é “desprezada” pelo caráter pré-concebido de que HQ é só pra crianças.

  28. Leandro Caracciolo diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 8:28 pm

    Alottoni,

    Parabéns pelo texto fabuloso!

    Você exaltou todas as qualidades da obra em um texto ritmado e cheio de informação. É uma ótima referência para aqueles que vão assistir o filme sem ter lido Watchmen.

    Sem dúvida este artigo está entre os melhores já que passaram pelo site.

    Abraço!

  29. Gustavo "Coca" diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 8:56 pm

    Nossa, Alottoni, muito bom o texto! Excelente para melhorar a compreensão de Watchmen, e, como não contém spoilers significativos, posso apresentá-lo para alguns amigos que irei arrastar para a sessão na sexta-feira.
    E mais uma vez parabéns pelo bom trabalho!

  30. RomRufus diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 10:32 pm

    Alottoni, parabéns pelo ótimo texto.
    Achei muito interessante a relação que você faz com supers como dr. manhattan = superman ou comediante = capitão américa. Estou acostumado a ver mais a relação dos heróis de watchmen com os supers que o Alan queria usar inicialmente, capitão atomo, besouro azul, etc.
    Fora isso, o texto também traz uma ótima explanação sobre toda a obra, estou recomendando a todos os meus colegas.

  31. pakirow diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 10:55 pm

    correu uma lagrima pelo meu olho direito
    parabens … muito bem escrito

  32. Lucas diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 11:00 pm

    parabens jovem nerd vc realmente disecou a obra e analisou muito bom
    otimo texto parabens

  33. DocBrown diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 2:34 am

    Texto primoroso, JN, meus parabéns!

    Acho que só faltou citar os paralelos intencionais entre os protagonistas e os personagens da Charlton Comics (cujos direitos foram adquiridos pela DC pouco antes da série ter sido escrita); no mais, tudo perfeito!

    E seguimos esperando pela sexta-feira :).

  34. Pablo Brenner diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 10:39 am

    Fala Alexandre,
    Parabéns pelo texto brother, sou fã de WATCHMEN, mas confesso que da primeira vez que li não entendi o porque de todos mundo considerar a série como a obra-prima definitiva dos quadrinhos, foi agora na segunda leitura (por causa da expectativa do filme) que descobri tudo isso que você traduziu nesse magistral texto, que é exatamente o que torna esses 12 volumes tão maravilhosos.

    Os wallpapers estão sensacionais hahaahah

    Forte abraço!

  35. Billy Atomic diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 11:08 am

    Excelente texto, a melhor análise de Watchmen que eu já li.

    E Pablo, comigo aconteceu a mesma coisa. Eu li a primeira vez, fiquei um pouco chocado mas não achei “a melhor graphic-novel de todos os mundos”. Foi só na segunda vez que eu comecei a entender pra valer a dimensão da coisa.

    E esse ótimo texto otimiza a compreensão de alguns pontos.

    Ah, e adorei a comparação do Comediante com o Capitão América. O cara é mesmo a verdadeira face da “américa”.

  36. Rey Ooze diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 11:19 am

    Alottoni, não tenho muito o que comentar além disso:
    Você devia escrever mais colunas. Seu texto é muito bom e o site do JN sofre com alguns textos sofríveis que aparecem vez em quando.

    parabens

  37. Carlos EJT Vázquez diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 12:08 pm

    Opa, ainda não li a matéria, mas Alan Moore é com um “L” só!
    Abraço!

  38. Jônathas diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 1:20 pm

    Puxa texto ìncrivel, parabéns Alexandre

  39. Marcos Makiyama diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 3:23 pm

    Cara, eu tinha escrito um texto sobre o assunto também, mas bem superficial e sob uma ótica bem diferente.

    Só que esta tua matéria é a análise nerd definitiva sobre Watchmen (os quadrinhos). Deve ter te consumido algumas horas pesquisando e escrevendo, mas o resultado ficou muito bom.

    Parabéns mesmo!

    E que venha o filme!

  40. shakebr diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 5:58 pm

    Excelente texto Alexandre … acho que vc deveria escrever com mais frequencia no site. Parabéns!

  41. PROF. SHESMMAN diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 8:38 pm

    ALEXANDRE, SEU TEXTO ESTÁ SIMPLESMENTE MAGNÍFICO.
    REALMENTE DIGNO DA OBRA PRIMA QUE TANTO REVOLUCIONOU.
    ESCREVA MAIS!!!!!!

  42. Ingloryon diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 11:22 pm

    Nossa… perfeito!
    Depois de dias e depois de tantos comentários elogiando o texto, o meu pode parecer até irrelevante e desnecessário, mas eu simplesmente não consigo me conter e preciso expressar o quanto te adimiro por ter escrito um texto tão bem feito. Ótimo trabalho, parabéns!!

  43. diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 12:33 am

    Meio ingênua a sua visão JN. Comparar o Comediante a um vilão é diminuir bastante o personagem, bem como achar o Veidt um idealista e o Coruja II simplesmente um romântico. Mas a finalização foi legal.

  44. diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 12:37 am

    Cabe ressaltar que Watchmen é a obra mais mal entendida da história (junto com Elektra Assassina), já a mini foi um dos fatores que levaram a onda de heróis bad boys e vazios que tomou os anos 90.

  45. Alottoni, o Jovem Nerd diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 12:49 am

    @Zé

    Cara, se você não considera o Comediante um vilão, Ozymandias um idealista e Coruja II um romântico, não deve ter lido o mesmo Watchmen que nós. :P

  46. Victor diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 2:08 am

    Não esquecendo de mencionar que até a perseguição ao vigilantismo mascarado do Sen. Keene reflete também a perseguição que os quadrinhos, principalmente os de super-heróis sofreram entre os anos 50 e 70, numa caça às bruxas que pretendia colocar como justificativa de todo o mal no mundo a presença dessas obras no cotidiano do povo ;)

  47. Gabriel LA Cunha diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 11:17 am

    Parabéns pelo excelente artigo Alottoni, e, LÓGICO, pelo excelente site! É sempre bom vir ao JN e encontrar material novo, e de qualidade, como é característico de vocês!

    Grande abraço, e continuem assim!

  48. diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 12:29 pm

    Po Alottoni, a grande sacada de Watchmen é justamente desconstruir esses clichês.

    O Comediante é um soldado e, principalmente, é um cínico. É alguém com uma percepção única de mundo, não, ele não é um vilão. É um assassino, estuprador e coisa e tal, mas não é um vilão. Que ainda por cima encontra sua redenção no fim. E se mostra mais humano que o Veidt, por exemplo.

    O Ozymandias representa justamente o orgulho e a pretensão dos super-heróis. Ele se acha o escolhido para salvar o mundo. Pode até ter começado por idealismo, mas ele se coloca acima da humanidade depois. Sob certos aspectos ele é o que mais se aproxima de um vilão em Watchmen.

    O Coruja? Certo, que parte de fetichista em latex vc não encontrou lá? Sim, ele é o mais romântico de todos os personagens, mas, de novo, é reduzir muito o personagem defini-lo pelo romantismo.

    Hehehe, lemos a mesma minissérie cara, mas a graça dos trabalhos do Alan Moore é justamente a possibilidade de múltiplas interpretações. :)

  49. histofilipe diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 3:55 pm

    muito bom artigo, o site falta esse tipo de conteudo mais aprofundado para os fans do site

  50. Alottoni, o Jovem Nerd diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 12:59 am

    @Zé

    [SPOILER ALERT]

    É verdade, tão aí as múltiplas camadas de entendimento. Mas algo que eu acho genial é como o Ozymandias é tratado com um formato de vilão (ele tem até seu covil isolado), no fim ele se transforma em uma espécie de herói. Fez algo que nenhum dos vigilantes jamais conseguiu, atacou a doença, coisa que ninguém havia feito antes.

    Aliás, justamente por fugir do “preto e branco”, “right and wrong” tão predominante na cultura de heróis e vilões clássicos, ele se coloca entre os dois. Ele é um pouco dos dois. Sacada genial de Alan Moore. Que personagem!

  51. HUNTERSIRAD diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 1:12 am

    O texto fcou otimo e desfiou Watchmen de maneira muito sensata, mostrando detalhes que mesmo depois de tantas re-leituras eu ainda não havia percebido, já assisti ao filme hoje na primeira sessão, e apesar da faosa frase “o livro e melhor” e uma obra que assim como o original merece varias revisitações, pois e denso e apesar de suas liberdades romanticas, não desmerece a obra e funciona melhor como adaptação do que outras obras de Moore, que foram adaptadas com V de Vingança e Liga Extraordinaria. Apesar do primeiro ter seus meritos. No final das contas sem querer concordar com Moore, mas Watchmen assim como algumas outras obras acaba não funcionando de maneira completa em outras midias, mas e um bom filme e uma excelente HQ. Parabens pelo texto Alottoni, muito bom!!!

  52. Jorge Campos diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 3:14 pm

    CORUJA II (Dan Dreiberg)
    foi inspirado no besouro azul e não no batman

  53. Alottoni, o Jovem Nerd diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 3:49 pm

    @Jorge Campos

    Sim é verdade, mas não estava me referindo à inspiração e sim fazendo um paralelo com um personagem mais conhecido do público geral.

    E se você parar para analisar, consegue ver um pouco de Batman no Coruja II. :)

  54. Marcos diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 5:32 pm

    É tão bom que tem que ser uma obra literária… Porque quadrinhos não podem ser tão bons assim! Típico pensamento preconceituoso que existe até hoje… Eu acho muito engraçado como poucos consegue ver Watchmen como uma HQ tão boa quanto qualquer outra obra de outra mídia. Watchmen não é literatura e nunca vai ser, Watchmen é uma HQ. Tem desenhos, narrativa visual, e balões de diálogo… Não é literatura. Na verdade, Watchmen é tão perfeita e revolucionária em sua mídia que eu nunca vi outra obra tão relevante assim correspondente em outras mídias. O que é muito irônico…

  55. Alottoni, o Jovem Nerd diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 8:31 pm

    Mais uma vez. Não são os quadrinhos que sempre foram diminuídos ante a literatura, mas os super-heróis. E o que Alan Moore fez foi dar-lhes uma profundidade que os QUADRINHOS jamais deram.

  56. Leonardo diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 9:20 pm

    Muito boa essa matéria !!!

  57. Leonardo diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 9:24 pm

    Melhor quadrinho de todos !!!

  58. Efraim diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 9:55 pm

    Allotoni…. TU TAVA INSPIRADO HEIN RAPAZ!

  59. QUEIROZ diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 10:50 pm

    É engraçado Jovem Nerd que tanto o Rorschach e o Coruja tem um que de Batman. O Rorschach teria mais ahaver com o Batman do Nolan até pela voz, e o Coruja é o Batman do Adam West, o cabeça fria.

  60. Lucas Fernandes diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 1:46 am

    Allotoni, parabéns. A resenha ficou ótima! Agora ninguém mais tem a desculpa de não querer ir ver o filme nos cinemas por que não sabe a história. Sinceramente, depois que eu ler a versão completa que está sendo relançada, se continuarei a ler outros quadrinhos chochos de heróis. Watchmen é realmente o melhor Graphic Novel já feita nos 4,5 bilhões de anos da Terra, e quem provar o contrário eu tiro o meu chapéu… ou não.

  61. MasHein? diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 2:32 pm

    Nossa JN, você escreve bem hein. Disse basicamente a mesma coisa no último Nerdcast, mas aqui está muito melhor desenvolvido. Meus parabéns.

    Quando à discussão entre você e Zé, eu concordo com os dois. O Comediante é um peão do governo que gosta do que faz. Tem todos os apectos de um vilão (cinismo, ódio, deseja o caos) mas é herói unicamente por estar do lado “certo”.

    Já Ozymandias eu diria que é o contrário. Tem todos os aspectos de um herói (idealismo, auto-controle, deseja o bem e a ordem) mas acaba como vilão por se colocar acima de todos num ato tão extremo. Quem é ele para decidir sozinho sacrificar milhares de vidas para manipular as outras bilhões? A guerra no Afeganistão foi o último grande conflito da Guerra Fria, depois disso o comunismo ruiu sozinho. Um cara tão inteligente poderia analisar a situação da URSS e prever seu fim próximo.

  62. Rod diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 8:43 pm

    Adorei a matéria. Fanatismos a parte, eu adoro Watchmen, e em tempos passados já cheguei a dizer que continuar a publicar quadrinhos depois de Watch era uma heresia a obra de Moore.

  63. Garota_d diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 8:51 am

    Descobri Watchmen totalmente por acaso. Como adoro filmes baseados em quadrinhos porque gosto de quadrinhos, resolvi pegar as HQ e ler. Fiquei impressionada. Primeiro com a qualidade do traço, os detalhes e depois com a qualidade do argumento. Pensei: Isso é coisa de gente grande mesmo! Fiquei num expectativa para ver o filme. Foi extasiante.

  64. Gargula diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 4:24 pm

    adorei a sua materia muito bem escrita e avaliada, que agora nos faz pensar:
    os herois são mesmo necessarios?
    o que mudaria sem eles?

  65. Maciel diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 6:26 pm

    Gostei da resenha, Terminei de ler todas as edições ontem. Achei bem interessante.

  66. Gabriel Valente diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 7:31 am

    Excelente texto, Allotoni, parabéns.

    Já reli a revista e assisti as 5 horas de Motion Comics, só falta agora ver o filme.

  67. Gley Riviery diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 8:27 am

    Uma coisa que eu achei que o Alottoni ia comentar é que o Coruja e o Rorschach foram parceiros e melhores amigos durante algum tempo, e que isso demonstra mais ainda a relação dos dois com o Batman. Agindo juntos, eles expressam claramente a dualidade representada pelo defensor de Gotham.

  68. Marcos Vinicius diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 4:35 pm

    Caraca!!! Que texto bom!!! Excelente Tonão….Chongão Rocks!!!

  69. Senhor Peçonha diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 8:44 am

    Tsc Tsc Tsc… CHUPINHADO DA WIKIPEDIA(Eng)… Este site já foi melhor

      >> Resposta do editor:

      Na verdade foi chupinhado de anos de adoração por Watchmen, cunhado com opiniões (e redação) próprias do autor, com pesquisa no maravilhoso documentário “The Mindscape Of Alan Moore”, entrevistas publicadas na web e impressas muito antes do Wikipedia sequer existir.

      Aliás, pode-se até dizer que o artigo do Wikipedia sobre Watchmen também foi chupinhado destas mesmas fontes.

  70. Encosti diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 3:07 pm

    Grande Alexandre!!

    Excelente texto. Eu gostaria somente de acrescentar um detalhe sobre os “Contos do Cargueiro Negro”, que foi algo que chamou minha atenção, lá pela segunda ou terceira vez que eu li.

    [SPOILER ALERT!!]

    Além de ser um recurso interessantíssimo de metalinguagem, ele também é um retrato perfeito da situação do mundo e da sociedade em Watchmen. O fato do marinheiro se desesperar, e cometer as maiores atrocidades e atos de selvageria, temendo chegar tarde demais e ter sua família e cidade devastadas pelos piratas, somente para chegar lá e descobrir, da maneira mais brutal, que nada de mal havia acontecido, reflete perfeitamente o espírito da Guerra Fria, e da gurra nuclear iminente. O medo irracional faz com que imaginemos situações, e acreditemos nelas, com tal intensidade, que nossa razão se perde e somos capazes de fazer coisas piores, por medo que que outros façam com a gente antes.

    Bom, pelo menos isso foi como eu vi a história. Da primeira vez que eu li, eu me senti como o garoto que lê o gibi, na história “mas que porra é essa? Essa história não tem nada a ver com nada…”. Só algumas leituras depois eu consegui absorver essa idéia, e hoje em dia, ela me parece muito clara.

    Grande abraço a você e a todos do JN.

  71. Pe.agá diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 8:07 pm

    Master Piece by Allotoni, falando sobre a master piece de Moore

  72. Luiz Mendes junior diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 6:39 pm

    Uma excelente análise da obra prima de Moore.

  73. Edu diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 12:42 am

    é tudo uma grande piada… :)

  74. rurounikz diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 1:18 am

    Hi, I’m a Marvel and I’m a DC:

    http://www.youtube.com/watch?v=1n3VSw1XBOo

  75. Guilherme diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 9:44 pm

    Coruja II Rorschach = Batman do TDK

  76. Jason diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 3:53 pm

    Muito legal a resenha. Só tenho uma observação: o tema mais repetido na graphic novel é o relógio, e não o smile, como o colunista apontou. Aliás, o próprio smile sangrento representa um relógio, onde o “ponteiro” de sangue marca mais ou menos 10 pra meia noite. Esse relógio/smile é referenciado em outros momentos da obra, como no vidro da Owlship, ou na tela de radar, apenas para citar os exemplos mais óbvios. Enfim, a complexidade de Watchmen é tamanha que estes e outros easter eggs estão espalhados por toda a obra.

  77. Esó diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 10:36 am

    Ops tinha colocado no lugar errado.

    Eu vi ontem no cinema e na minha sessão tinha 23 pessoas num domingo às 18:00, fiquei de certa forma impressionado por que o público que não leu o quadrinho vai ver o filme ou por causa das imagens ou pelos trailers ou pelo fato de ser quadrinhos esperando algo semelhante aos Blockbusters convencionais.

    O começo do filme é sensacional, quem não leu ficou boiando porque se joga uns heróis ridículos na tela em cenas fazendo poses estranhas e apanhando, dai e percebi que as pessoas ficaram incomodadas por não saber como se encaixa isso na historia, mas a partir dai ficou bem claro que esse filme não é para as massas medianas,por que ate fatos históricos as pessoas não enxergavam no começo do filme,num segundo eu pensei como que uma pessoa vai ver um filme desses e não saber ver o que é apresentado a ela.

    Zack Snyder errou e acertou num ponto que crucial, ele acertou em filmar praticamente quadro a quadro da HQ, o que pra quem leu é algo simplesmente sublime você ver algo que você leu sendo traduzido para cinema, mas é ai que ele erra porque quando se faz um filme você tem fazer pra todos os nichos,não estou dizendo que tem que ser didático e linear, mas tem que ser posto em linguagem de cinema e muita coisa no filme faz sentido pra mim que leu a HQ,por que eu sei qual historia se passa por traz das referencias e quem esta do meu lado não sabe.

    É no final do filme eu dei razão ao Alan Moore, por ser contra a adaptação porque as pessoas quando eu sai do cinema reclamaram que não gostaram do que viram,acharam arrastado sem ação e com historia tola, dentre esses só havia três pessoas que gostaram do filme e que ficaram ali no corredor da saída discutindo o que foi fiel ou não, o filme é um quadrinho traduzido pra tela e recortado na edição, o que dificulta o publico leigo.

    Mas eu adorei o filme como eu disse o começo é fabuloso os personagens são como eu realmente eu imaginava e via nos quadrinhos, o Dr.Manhattan que muita gente implicou com a boca, esta perfeito a luminosidade aurífera dele que pensei ser um problema no filme e não ele esta no lugar dele como um semi-deus, como é colocado na HQ e no filme,
    O Ozymandias é defeito a parte no filme por que na Hq ele é tem uma cara de de alguém que ainda não sabe das coisas, e no filme ele é de cara o vilão pela arrogância logo vista no começo mas em meio a tanta coisa boa não chega a atrapalhar.

    O Comediante aparece pouco em cena o que já era de se esperar, e quando aparece tem presença muito forte em tela, uma cena dele que eu gostei muito foi quando ele foi falar com o Moloch, achei do cacete tanto a atuação quanto a transição.

    O Coruja foi uma surpresa por que esperava que fosse ser mais bonachao e ficou muito bem caracterizado, a roupa dele ta meio high-tech,mas condiz bastante até mesmo com que foi apresentado na HQ, tanto tempo atoa tinha tempo pra confeccionar melhor sua roupas, inclusive eu ri sozinho cinema quando ele se veste com aquela casaco de neve que foi zoado pelo Azaghal.

    A Spectral esta fantástica (também tinha que estar né e a única mulher da parada), mas no filme ela parece ser uma vitima de toda a situação e de tudo que aconteceu e de certa forma é, mas a impressão que eu tenho é que nos quadrinhos ele tinha um poder maior uma personalidade mais aflorada, e sem falar que ela é muito, mas muito gostosa e atua muito bem, só em Marte que parece que ele esquece um pouco onde esta e não situa bem,(hahaha).

    E não poderia ficar se falar no melhor de todos o Rorschach que foi literalmente transportado da Hq,parece que Snyder deu Ctrl C Crtl V nos quadrinhos porque ele fantástico em cena, Jack Haley realmente encarna no personagem tanto na aparência quanto na voz(que eu imaginava assim mesmo), o cabelo de maluco a barba por fazer, a filosofia, a atitude é melhor levado em cena com certeza,merece até Oscar de tão boa a atuação dele.

    No mais foi muito bom ver a obra prima dos quadrinhos ser levada ao cinema,mas acho que é tão bom que realmente não deveria ter sido feito,mas espero que aconteça com esse filme o que aconteceu com Blade Runner, pode ter sido meio odiado agora mas daqui a uns vinte anos será muito cultuado e reverenciado, é uma pena não estar fazendo rios de dinheiro por que de certa forma fecha as portas para um cinema de alto nível, espero que haja mais filmes assim e que as pessoa se preparem melhor para experiência, Snyder esta de parabéns porque ele fez a melhor tradução e fidelização dos quadrinhos para o cinema.

  78. lolerman diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 1:31 pm

    Caramba foi o Allotoni mesmo que escreveu isso ai?

  79. Bruno Azevedo diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 10:31 am

    Exelente matéria!

  80. Pablo Canano diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 7:28 pm

    Muito boa sua análise e ao desnudar cada personagem chegou na origem do todo. Eu adorei os quadrinhos, li adolescente. Mas o filme me pareceu um Doutro Manhatam … frio e sem emoção.

    abs

  81. Daniel W diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 7:06 am

    Ótimo texto!
    Aos que são contra adaptações em filme, ruins ou boas, sempre tem um aspecto positivo.

    Quando fiquei sabendo que o filme seria lançado fui correndo ler a HQ, e só graças à existência dessa adaptação que eu, e tenho certeza que muitos outros, pudemos conhecer esse universo, essa história, esses personagens tão interessantes e inesquecíveis.

  82. alvaroxy diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 3:48 pm

    Faz tempo que não vejo algo tão brilhante !

    parabéns

    [have a nice day]

  83. thunder cats vs R2D2 diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 5:05 pm

    isso fala tudo sobre o q eu qria saber so WATCHMAN e outros e um pouco mais muito bom o melhor texto sobre HERÓI (ao todo) uma boa análise da “palavra” ALAN MOORE ÓTIMO

  84. tibe diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 11:18 am

    gostei do artigo, mas nao concordo com algumas coisas, tudo bem eh questao de opiniao!

    watchmen eh um otimo quadrinho, e alan moore eh um otimo escritor…
    mas acho q a galera endeusa demais isso…

    a dc sempre teve uma certa complexidade, deixando clara a barreira entre o heroi e o homem comum, o bem e o mal, e essas questoes que watchmen trabalha …

    bom, nao eh a mehlor HQ do mundo, mas merece um espaço na estante dentro de um saquinho plastico pra nao pegar poeira…

  85. Renato diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 1:37 pm

    Eu vi o filme pela segunda vez ontem e tive uma interpretação sobre algumas mensagens que estão no filme. Em várias cenas, aparecem o World Trade Center (as torres gemeas), inclusive na cena em que o Ozzy é entrevistado dá para ver, através da janela, dois zeppelins indo em direção as torres. Para mim, o ataque as cidades remete ao ataque em 11 de setembro em que os EUA convocam o mundo para unir-se contra um enimigo comum, o terrorismo. Tanto é que no final, Nixon diz “Que Deus abençoe a todos” fazendo uma alusão ao que Bush disse logo após o atentado. O “grande golpe baixo” pode ser uma referência a teoria de que o atentado foi planejado para manter Bush no poder e justificar as guerras no Iraque e Afeganistão, sendo que no Iraque pode ter existido a motivaçao do petróleo, além de beneficiar a familia Bush que é ligada a industria bélica.

    Eu não li os quadrinhos mas gostei muito do filme.

  86. giancarlo diz:
    Terça-feira, 3 de março de 2009 às 12:35 pm

    Olá ,não comcordo com o comentário,o filme e um desperdício de pelíucula,uma história xoxa e fraca,filme de 3º linha .Não sou tão idiota de achar legal só pelo fato de se basear em hístórias de quadrinho que foram sucesso no passado.É essa mania do brasileiro de puxar o saco de gringo,aplaudindo qualquer porcaria iludido pela propaganda.

Comenta aí, nerd!

 
   
+ HOME
+ NERDCAST | PODCAST
+ NERDSTORE | LOJA
+ JNN | NOTÍCIAS
+ HUMOR
  › Versões Resumidas
› Jovem Nerd Pictures
› Reality Shows
› Jornalismo
› Miscelânia
› Quadrinhos
+ CONTOS
  › 1000 Olhos
  › Sitala
+ ESPECIAIS
  › Cinema
› Vídeos
› Eventos
› Jovem Nerd na TV
+ COLUNAS
  › Casting Nerd
› Fala Séries
› Cabeceira
› Phonógrapho Digital
› Vida de Plástico
› Hyperfantasia
› Mistérios e Bizarrices
› No Meu Tempo...
› Press Start
+ FÓRUM
+ DOWNLOADS
+ COMUNIDADES
+ RSS
+ QUEM SOMOS
+ FALE CONOSCO
+ IMPRENSA
+ PRÊMIOS
+ ANUNCIE | MIDIA KIT
  › PDF
› PPT