Dark Knight | HQ O Cavaleiro das Trevas - Resumo
A lenda surgida de um mito: Frank Miller.| sexta-feira, 18 de julho de 2008 | Oliver Perez |


Por inúmeras vezes, o colosso do universo dos quadrinhos, Frank Miller, foi responsável por revitalizar personagens. Em sua estadia pela editora Marvel Comics, o americano Miller deixou marcas permanentes nas mentes de toda uma geração de leitores que vivenciou o ápice de sua carreira. Durante os anos 80 passou pelas histórias do Demolidor, deixando como conseqüência de seu trabalho, personagens como a doentia personagem Elektra, a ninja assassina, e um nêmesis a altura de ambos, o Mercenário (Bullseye).
Já em 1985 Frank Miller ofereceu desta vez aos leitores da DC Comics outro baque deixando seu nome ao lado do gigante Alan Moore (Watchmen e V de Vingança). The Dark Knight Returns (O Retorno do Cavaleiro das Trevas) e chegou ao Brasil em quatro edições no ano de 1987 simplesmente como O Cavaleiro das Trevas, e a partir dela, o Homem Morcego jamais seria visto da mesma maneira.
Após décadas de atividade, finalmente o peso dos anos alcançam Bruce Wayne e seus hábitos noturnos como o mascarado herói Batman. O milionário, apesar de ainda ser destaque em eventuais acontecimentos da mídia, sofre com a chama do velho justiceiro que ainda queima por dentro de si, ao observar a degradação de sua amada cidade, Gotham City.

A crescente onda de violência, recorrentes em todos os noticiários, faz Wayne abandonar a razão e ignorar as limitações de seu corpo e deixa que as origens de sua identidade abandonada voltem a invadir suas entranhas.
A partir daí, a genialidade de Miller abre asas, mas o céu nunca seria um limite. A história passa do real, para o irreal e depois para o surreal. Miller acrescenta muitos elementos que encontramos em nossa triste realidade á sua nova concepção de histórias em quadrinhos.
Aos poucos, Batman com sua nova política de combate ao crime, sua estreita e drástica visão sobre como tal ameaça deve ser tratada, começa a gerar inimigos dentro da lei, já que seu fiel parceiro, o comissário Gordon está prestes a se retirar de seu cargo. Sua sucessora, Ellen Yindel, promete caçar o Homem-Morcego assim que for empossada.
A mini série ainda traz a presença de outros clássicos personagens como os vilões Duas Caras e Coringa, que acaba sucumbindo à nova política de tolerância zero do velho morcego, uma breve aparição de Selena Kyle, Ex-Mulher Gato e Oliver Queen, o Arqueiro Verde. Ainda segue na lista o ressurgimento do “sidekick” mais famoso dos quadrinhos, Robin, cujo manto agora é carregado pela adolescente Carrie Kelley, que salva Batman de uma enrascada após uma dura batalha com o sanguinário líder da gangue dos denominados “Mutantes. E como toda boa história dos mais tradicionais da DC Comics, é claro que não podia ser deixada para trás a presença do todo poderosos azulão, Superman, que desempenha nesta linha de história de Miller a mera função de um joguete do governo, sendo ainda retratada pela presidência de Ronald Reagan.
Clark Kent fica encarregado de fazer com que Bruce Wayne, aceite as imposições de seu governo referentes à sua atitude com relação ao crime. Obviamente Clark/Superman encontra um enorme obstáculo perante este novo Batman.
Além de todos os eventos citados ao redor da vida do Cavaleiro das Trevas, o mundo passa por uma ameaça nuclear agravada por uma crise internacional entre a extinta União Soviética e Corto Maltese, culminando no lançamento de uma Ogiva Nuclear que ameaça a vida de muitos.
O único capaz de impedir que tal evento tome proporções catastróficas é claro, é o homem de aço, que parte em retirada em direção ao míssil. Superman consegue alterar a rota da ameaça, mas sua explosão, mesmo que a distancia, desencadeia uma série de eventos que traz o caos até as ruas de Gotham.
Batman, Literalmente assume as rédeas para estabelecer a ordem novamente, convocando antigas gangues rivais para que se unam em sua causa, para que se faça surgir uma nova ordem a partir do caos. Feito isso, Batman e seu novo grupo de justiceiros cavalgam até a cidade e impõem com braço forte a ordem sobre uma multidão fora de controle.
A ordem imposta pelo Cavaleiro das Trevas prevalece, mas resta uma batalha épica, um duelo de Titãs, entre Batman e Superman, gerada pelo seu conflito de ideologias.
Bruce Wayne é sagaz, inteligente e usa todos os recursos que seu império lhe pode proporcionar, em um embate homérico contra o Homem de Aço, onde visa incutir no Kryptoniano sua razão através da violência e Humilhação. O morcego atinge seu Objetivo mais uma vez.Após a luta, o coração de Wayne pára, Clark se rende à sua determinação, o mordomo Alfred destrói os vestígios do temido herói e a mansão Wayne seguida de sua morte…
Aparentemente uma boa morte para o nosso herói mas, parafraseando o mesmo, “Não boa o suficiente!”. Bruce Wayne domina químicos como ninguém e forja sua própria morte (não para certo ser de Krypton), buscando em seguida um novo começo para si e seu novo grupo de aliados.
É obvio que Frank Miller criou um universo à parte com uma história que nada tem a ver com a cronologia da até então atual série do Homem Morcego, um futuro alternativo. Mas para muitos, este sim deveria ser o fim da longa luta de Batman, este sim deveria ser levado a sério.
Mas no final, Miller só provou uma coisa, que nem as trevas são capazes de levar este cavaleiro ao encontro do seu fim.
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Tags: Batman, Dark Knight, O Cavaleiro das Trevas

sexta-feira, 18 de julho de 2008 às 9:04 am
Poxa.. curti demais o texto…Parabéns.
sexta-feira, 18 de julho de 2008 às 11:55 pm
Que nem disse o Azaghâl essa é a verdadeira estória.
sexta-feira, 18 de julho de 2008 às 1:01 am
Só uma correção.
A história NÃO se chama Dark Knight e sim Dark Knight Returns!