Stay Alive - Jogo Mortal | Crítica
| sábado, 7 de junho de 2008 | Mário "Fanaticc" Abbade |
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O argumento de Stay Alive – Jogo Mortal (Stay Alive, 2006) é deveras interessante. Imaginem, se a realidade virtual vivenciada por jogadores de videogame se tornasse real. Infelizmente roteiristas Matthew Peterman e William Brent Bell (sendo que esse último também dirige) não conseguiram desenvolver o tema. A idéia fica pela metade e sem substancia. Fica a impressão que os dois empreenderam seu tempo em criar nomes “maneiros” para os personagens do que na narrativa. Na trama, um nerd (Milo Ventimiglia) entusiasta resolve testar um protótipo de um jogo com um casal de amigos. Ele acaba morrendo junto com um casal na mesma forma que os três foram mortos no jogo. O jogo acaba chegando às mãos de seu amigo Hutch (Jon Foster). Ele convida os amigos Phineus (Jimmi Simpson), Swink (Frankie Muniz), October (Sophia Bush) e Abigail (Samaire Armstrong) para jogar como forma de homenagear o amigo falecido. Eles também começam a morrer da mesma forma que no jogo. Os sobreviventes resolvem desvendar o motivo, antes que também sejam massacrados.
Tudo no filme é extremamente previsível e dirigido sem nenhuma criatividade. Os personagens não possuem nenhuma profundidade. Estão lá como pinos de boliche, prontos para serem derrubados. Temos o contraditório herói e o seu misterioso interesse romântico, ladeados por mais estereótipos sub-culturais: o insensível fanático por videogames, sua irmã gótica e o nerd com conhecimento tecnológico. Roteiristas Matthew Peterman e William Bell cometem erros infantis a todo instante.
Tem até o trauma clichê, para servir na seqüência final. A própria idéia do filme é sabotada, quando sem uma
explicação, os personagens continuam morrendo, mesmo tendo parado de jogar. Pior, tem gente que morre que volta sem explicação. Tudo isso pontuado por decisões erradas tomadas pelos personagens a cada instante da projeção. O golpe de misericórdia vem na escolha da origem do mal por trás das mortes. O jogo é baseado na condessa húngara Elizabeth Bathory (Maria Kalinina), que no século 17, matou e torturou sadicamente centenas de pessoas. Absurdamente, a condessa e sua casa são transferidas para a cidade de Nova Orleans. Deve ter sido por alguma inspiração mediúnica, já que o furacão Katrina destruiu a cidade depois das filmagens. Stay Alive é o filme mais idiota do ano, que não foi dirigido por Uwe Boll, notoriamente conhecido por destruir as tramas de videogames em suas produções sem neurônios. A única alternativa para tantos equívocos e rir do que está sendo exibido na telona. Para o nosso desespero, finaliza com uma possível seqüência.
Tags: Crítica, Star Alive, Video Games



