Star Wars - Episódio III | Star Wars na visão de outros diretores
| sábado, 7 de junho de 2008 | Mário "Fanaticc" Abbade |
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Ursinhos de pelúcia de capuz na cabeça e lanças na mão, lagartos falantes mais histéricos que o funkeiro(a) Lacraia e um senhor do mal que mais parece um destaque sombrio do desfile da Viradouro. Fora alguns uniformes a la Joãozinho Trinta. Essa, senhores, é a estética de George Lucas , sempre que ele se propõe a mostrar que aprendeu tanto quanto seu brother de celulóide Steve Spielberg nas aulas de direção de cinema que tomou na faculdade.
Muito se falou sobre Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith . Dos chiliques de Ian McDiarmid como Imperador à tosse de tuberculoso do General Grievous, passando pela nudez do petisco Bai Ling vetado na última hora por um pudor pueril. Independente das polêmicas, quase todos concordam que George Lucas não era a melhor escolha para dirigir o filme.
Contra as qualidades de escritor e produtor de Lucas , ninguém pode chiar. Mas quando ele se mete a diretor, as conseqüências são desastrosas. Vide Howard, o super-herói , onde um pato falante tentava levar a apetitosa Lea Thompson pro poleiro, quer dizer, pra debaixo dos lençóis. Enfim… O caso é que reclamar, qualquer fã reclama. Mas propor ao Midas do universo Jedi um substituto capaz de dar uma roupagem nova em folha à franquia mais rentável da história da arte cinematográfica, ninguém ainda teve o peito de fazer. Pois nós, nerds de carteirinha, topamos o desafio.
Leia abaixo o que teria sido Episódio III – A vingança dos Sith se Lucas tivesse tido o bom senso (ou não) de contratar colegas de profissão tão autorais quanto ele – apesar de nem sempre serem os nomes mais associados à cartilha da ficção científica.
Richard Donner – Autor de gêneros variados, tendo passado do terror ( A profecia ) à fantasia HQ ( Superman ), Donner ficou consagrado pela série Máquina mortífera e por uma obsessão em explorar as nuanças do filão policial. Não há dúvidas de que no lugar de Hayden Christensen, ele preferiria Mel Gibson. E seu Obi-Wan Kenobi seria um barrigudo Danny Glover, salvando gatos de explosões e fugindo de cantadas de cantoras gospel disfarçadas de caminhoneiras. Resta saber que papel sobraria para Joe Pesci, outro emblema de Máquina Mortífera? Não seria ele, com seu histronismo de Pica-Pau arrependido, um candidato perfeito para viver o chanceler Palpatine. Mais barulhento que Ian McDiarmid com certeza ele seria. Só que menos afetado.
Carlo Mossy – Acostumado a lotar casas, vide Giselle , que vendeu extra-oficialmente mais de 15 milhões ingressos, o maior comedor do cinema brasileiro transformaria a franquia Jedi numa grande pornochanchada onde ninguém passaria incólume por seu sabre de luz. Costinha seria Obi-Wan Kenobi, Adele Fátima Padmé e Jorge Dória o Imperador. Mossy seria uma espécie de mistura da força com o lado sombrio, um Yoda Sidious. Quanto mais ele empunhasse seu sabre de luz, mais a força estaria em equilíbrio. Obviamente que Mossy seria o Calígula do espaço e o teste da farinha seria obrigatório para se tornar um Jedi. Participação especial de Paulo Silvino no papel de Hans Solo, o segundo maior comedor da galáxia. Nessa versão Hans Solo descobrira que era filho de Yoda Sidious.
Francis Ford Coppola – Faria do épico estelar um filme de gangster. Por puro nepotismo, escalaria a filha Sofia para viver Padmé e o sobrinho Nicolas Kim Coppola, vulgo Nick Cage, para ser Anakin. Al Pacino, que hoje não fala mais com ele, seria o Yoda perfeito, não apenas por ter os requisitos de um bom capo mafioso, digo mestre Jedi, mas pela diminuta estatura. Até o seu exílio na Itália em Poderoso Chefão Parte III, serviria de inspiração no exílio de Yoda. E que tal James Caan como Imperador? Sem esquecer de Robert Duvall como Obi-Wan, retalhando siths ao som de A cavalgada das Valquírias.
Vincent Gallo – Depois de Brown Bunny , ninguém tem dúvidas de que algum felatio seria pago em cena, ao longo de explícitos minutos de sacanagem e dor de corno existencial. Com um ego do tamanho da Millenium Falcon, ele com certeza reservaria pra si o papel de Anakin Skywalker. Talvez Chlöe Sevigny fosse a mais indicada para encarnar a princesa Padmé em seus eflúvios orais. Mas que um boquete guloso de Natalie Portman seria muito bem-vindo, seria…
Glauber Rocha – Pelo engajamento político que sempre guiou seu pensamento, cuspiria na cara do produtor que ousasse lhe oferecer o trampo. Ou convidaria Lucas pra queimar um baseado. Como era imprevisível, poderia até dizer um surpreendente sim à produção, convertendo Anakin Skywalker em um herói marxista. Alderaan seria provavelmente um cenário mexicano. E Naboo, a praia de Buraquinho na Bahia. O lado negro da Força seria encarnado por Antonio Pitanga, que já nasceu bem-dotado de um sabre de luz natural.
Stanley Kubrick – Este nós importaríamos do além por dois motives: a) nós gostamos dele pacas; b) cada filme dele era um exemplo de renovação estética; c) se ele humilhou Marlon Brando quando assumiu, por um dia, as filmagens do western A face oculta , com seu jeitão despótico, imagine o que não faria com Lucas. Cabeça, inverteria o foco do filme para Obi-Wan Kenobi que caberia perfeitamente a Peter Sellers, seu artista preferido. Talvez o sumido Ryan O’Neil (dirigido por ele em Barry Lyndon ) poderia voltar às telas como Anakin. Malcolm McDowell (Laranja Mecânica) seria Palpatine por razões óbvias. R2D2 seria substituído por Hal-9000.
David Lynch – Estranheza sempre foi seu nome. E aversão à lógica ocidental (começo, meio e fim no devido lugar). Nos moldes de Cidade dos sonhos e de Estrada perdida , chegaria algum momento do filme em que a história voltaria pro começo e tudo o que você aprendeu como a ordem da narrativa até ali viraria do avesso. Todos os personagens trocariam de função e motivações. Jedi e Sith, pra que isso? Com seu jeito peculiar, aconteceria algum assassinato em que todos se tornariam suspeitos. A saga teria só um capítulo, mas que valeria por seis, já que cada espectador teria um teoria singular sobre a trama. Isso se Kyle MacLachlan não saísse da geladeira e aparecesse do nada catando alguma orelha perdida no jardim de Aldeeran. Quem sabe Isabella Rossellini (sua ex) não ficaria perfeita como Padmé.
Seymour Butts (nome verdadeiro: Adam Glasser) – Autor de pérolas do pornô como Fashion Sluts , este ex-garanhão do cinema de sacanagem transformaria Naboo no cenário para uma suruba multirracial onde ninguém seria de ninguém. Nem ele, que provavelmente convocaria seu ator-assinatura Rocco Sifried para empunhar seu sabre de luz à serviço da putaria. O lesbianismo ficaria por conta de Natalie Portman e suas acompanhantes. Já Hayden Christensen escolheria algum jogador de basquete bem-dotado para garantir sua adesão ao lado negro da Força.
Woody Allen – Neuroses abundariam na versão deste discípulo de Bergman para o dilema de Anakin. Metade do filme seria passada em um divã, com mestre Yoda na pele de um analista judeu. Talvez Sidney Pollack fosse a escolha certa para o papel. E ninguém dúvida que haja uma princesa Padmé mais nervosa do que Mia Farrow. Anakin teria pesadelos com a sua própria morte. Buscaria em todas as religiões a ressurreição. Terminaria seus dias na Big Apple tocando saxofone.
Federico Fellini – Considerado o Zeus do Olimpo cinéfilo, Fellini era um tipo exagerado. Marcello Mastroianni provavelmente seria um abusado imperador Palpatine e Giulietta Masina, seu amor de vida e parceira ocasional, poderia até ser um Anakin afeminado. Roberto Benigni viveria um Obi-Wan falastrão de doer. Não seria melhor se ele fosse Jar Jar Binks? Realidade e sonho dariam o tom à trama.
Jean–Luc Godard – Não perdoaria os espectadores com suas teorizações anti-americanas e suas divagações lingüísticas. Seu Palpatine, ninguém dúvida, seria o próprio George W. Bush. E Condoleezza Rice estaria prontinha da silva para ser Padmé. Ela trairia a Força, virando uma Darth Vader de saias. Seu cabelo poderia ser incorporado ao elmo de Lorde Vader. Já Anakin seria Bill Clinton e Mônica Lewinsky faria uma ponta para ilustrar que os sabres de luz deram lugar a charutos. Já Obi-Wan seria o milionário saudita Bin Laden. E alguém sugere algum General Grievous mais apropriado do que Saddam Hussein? E que tal ver Michael Moore como Chewbacca? Ou Jabba the Hutt?
Sergio Leone – Charles Bronson nasceu para ser Hans Solo. Mas como o personagem ainda levará algumas dezenas de anos para aparecer, seria melhor se nos concentrássemos nas caretas de Lee Van Cleef como Palpatine e as de Eli Wallach como Dookan. Clint Eastwood, ao som de Ennio Morricone, seria um Cavaleiro Jedi Sem Nome, e seu padawan judeu Anakin seria vivido por Sean Penn. Obi-Wan seria Robert De Niro. O final, com certeza, seria um grande duelo em que Eastwood poria ordem na casa. Imperdoáveis seriam os sith, que, eliminados a tiros de magnum 44 a laser, não deixariam margem para continuação.
Sylvester Stallone – Precisando de uma verbinha pra tirar do papel o quixotesco projeto de Rambo IV , Sly, que dirigiu a rodo nos anos 80, voltaria a capitanear a câmera, convocando o chapa Carl Weathers (o Apollo da série Rocky ) para ser Mace Windu. John Travolta, que foi dirigido por ele em Embalos de sábado continuam , seria Anakin, um Jedi pra lá de Manero. Palpatine seria interpretado por Burgess Meredith, ex-Pinguim, eternizado como o treinador Mickey. Imaginem os diálogos:
Palpatine: - Meu coração! Meu coração! Vocês Jedi são molengas. Seus duelos de sabre de luz foram todos arranjados.
Windu: - Você é um cocô! Você vai ver quando eu pegar você… Eu sou o melhor!
Anakin: - Não Windu. Você é a doença. Eu sou a cura. E não importa o que você faça, o universo não pára de girar!
Pedro Almodóvar – Gael Garcia Bernal seria Anakin. Mas em vez de virar Darth Vader, ele preferiria virar um travesti, motivado por algum Jedi pedófilo que o molestara na infância. Para ficar tudo em casa, seu primeiro mestre, Qui-Gon Jinn, o molestador, teria Antonio Banderas, seu ex-muso, como intérprete. Penélope Cruz seria uma Padmé aidética e Caetano Veloso poderia aparecer, sem nenhum propósito, para cantar Curucucu Paloma num bar (gay) espacial. E Paula Lavigne? Bem no universo inusitado de Almodóvar, ela seria a princesa Leia e Paula Bulamarqui completaria a trama como Hans Solo.
Joel Schumacher – esse é um velho conhecido dos nerds. Titia Schuma adora um carnaval, tanto que durante a sua visita ao Brasil na época do lançamento do pederástico Batman & Robin, fez questão de conhecer algum barracão de escola de samba. Sugestivamente ele foi à Mangueira. Dizem que ele chorou de emoção quando ela entrou. Antes de ter feito teste (do sofá) para ser diretor, ele era figurinista e dava pitacos na construção de cenários. Seu estilo nos lembra uma versão ianque do Clodovil.
Bem, em sua concepção grandiosa, nos planetas do universo de Star Wars faltam luzes e decoração. No templo dos Jedi, deveria ter estátuas de torsos musculosos que simbolizasse a potência dos guerreiros. Uma coisa ele concorda com Lucas, o nome dos planetas são apetitosos (Utapau, Naboo…) e acha que o Conde Dookan não tem o destaque merecido, já que seu nome é muito bonito e magnificente. Ian McKellen seria o escolhido para ser Dookan.
Para ele, já que os sabres de luz são extremamente metafóricos (espada corta dos dois lados), falta cor no potente laser cortante. Uma união de cores seria a solução, lembrando um lindo arco-íris intergaláctico de aceitação universal. O figurino seria todo mudado. Os Jedi trocariam seus trapos por esfuziantes uniformes de couro com diversos zíperes estratégicos. Darth Vader ganharia mamilos, culhoneiras para ressaltar seu vigor, uma pluma branca em seu elmo e luzes de néon para contrastar com o lado sombrio. Como Yoda é o mestre, sua cor seria rosácea. Verde não remete a experiência do sábio. Colin Farrell seria o escolhido para ser Anakin.
O ator já comprovou ser ótimo em dilemas sobre relacionamentos polêmicos em ‘Alexandre’. Suas dúvidas ficariam em que caminho trilhar: Padmé ou Obi-Wan - Mace Windu ou Palpatine. ‘Eu sou de todos e também não sou de ninguém’. Obi-Wan seria Tom Cruise e Padmé seria interpretada por irmãs siamesas. Mylla Christie e Bárbara Borges seriam as escolhidas. Dessa maneira o troca-troca com (entre) os quatros facilitaria no enquadramento. Como o General Grievous não tem sabre luz e se contenta em agasalhar as espadas dos outros, Tia Schuma escalaria Roberta Close para o papel. No papel de Palpatine ele manteria Ian McDiarmid.
Ele acha a performance do ator no filme de Lucas condizente com seus dogmas pessoais, além de ser um velho conhecido de testes (do sofá). E Hayden Christensen? Ele seria assistente pessoal de direção de Titia Schuma. Com certeza ele ‘encaixaria’ perfeitamente nesse papel.
Imagino que todos poderiam citar diversos diretores e suas abordagens. Alfred Hitchcock, Billy Wilder, David Lean, Orson Welles, Akira Kurosawa, François Truffaut, Luis Buñuel, Andrei Tarkovsky, Pier Paolo Pasolini, Michelangelo Antonioni, Martin Scorsese, Ang Lee, Roman Polanski, David Cronenberg, Lars von Trier, Gus Van Sant, Ed Wood, John Waters, Barbra Streisand, Cacá Diegues, Arnaldo Jabour, Walter Salles, Família Barreto, Hector Babenco, Fernando Meirelles, Zé do Caixão (José Mojica Marins), Sam Raimi, James Cameron, Gene Roddenberry, Ron Howard, Robert Zemeckis, Steven Spielberg, Peter Jackson, Ridley Scott, Blake Edwards, David Fincher, Bryan Singer, Irmãos Wachowski, Irmãos Coen, Clive Barker, Wes Craven, George Romero, Dario Argento, Roger Corman, John Carpenter, Quentin Tarantino, Roberto Rodriguez, John Woo, etc. Como seria na visão de Spike Lee? Negros racistas, muita maconha e trilha sonora do Barry White? Todos concordam que a saga de George Lucas é um marco na ficção científica e no entretenimento. Fonte de discussão e inspiração em qualquer rodinha sobre cinema. Só fica um apelo: Lucas se escrever, não dirija e se dirigir pense nos fãs…
Por Fanaticc e Príncipe Namor
Tags: Episódio III, Martin Scorcese, Oliver Stone, Star Wars, Steven Spielberg



sábado, 7 de junho de 2008 às 8:47 pm
Adorei!
Kakakakka
And that the force be with you!
sábado, 7 de junho de 2008 às 10:12 am
O ator Carlo Mossy foi considerado o mais lindo homem do cinema brasileiro. Aliás, continua sensual, sedutor e lindo. Mas quem o conhece, sabe que não é apenas lindo por fora e sim lindo por dentro. Grande cineasta, ator, produtor, diretor. Mossy é alegre, simpático, sincero, amigo. Ele é aquele que faz acontecer, que tem história pra contar. Sou fã e amiga do Mossy. Muita gente tem preconceito com os filmes feitos por ele, por se tratar de pornochanchada. Essas pessoas, são falsas pudicas. Nas novelas da Rede Globo que a maioria gosta e assiste, tem muito mais cena de nudismo, de sexo do que os filmes de pornochanchada, que aliás, não víamos cenas de sexo. Portanto, as pessoas poderiam ser elas mesmas e deixar de fazer gênero.
Adoro Carlo Mossy como ator, diretor e acima de tudo como ser humano!