Up - Altas Aventuras | Resenha
Para o infinito e além!
Star Trek - Resenha
Ajustem seus Phasers em 'explodir cabeças'!
Tudo o que você sempre quis saber sobre Star Trek
Mas não tinha um amigo nerd para perguntar
Watchmen | Com quantos quadros se faz uma obra-prima?
A palavra final de Alan Moore sobre super-heróis
Conheça os curtas de animação indicados ao Oscar 2009
Cinco filmes megaboga!
 
 
   
 
 
Jovem Nerd no Olhar Digital da Rede TV!
Veja a reportagem aqui!
Jovem Nerd no Vida Loca Show
Direto da Jedicon SP 2007
Jovem Nerd no Retrato Celular
Exibido no Multishow
 
 
   
 
 
Casamento Nerd - Azaghâl e Portuguesa!
Veja o ganhador da promoção Dia da Toalha 2009!
Levou um 'A Batalha do Apocalipse'!
Veja e vote nas fotos e vídeos do Dia da Toalha!
Valendo 'A Batalha do Apocalipse'!
 
 
   
 
 
Momentos Nerdcast
Times are A-Changing!
O Diário MEU AMOR da Sra. Jovem Nerd - 02 - Watchmen
Que coisa de luxo!
A vingança nunca é plena
Nova era dos trabalhos escolares
 
 

Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado | Crítica


sábado, 7 de junho de 2008 Mário "Fanaticc" Abbade

Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (Fantastic Four: The Rise of the Silver Surfer, 2007) investe na mesma fórmula do filme anterior. Um roteiro raso, com personagens bidimensionais, recheado de situações humorísticas voltadas essencialmente para o público infantil. Enquanto o formato estiver fazendo sucesso, esse parece ser o destino de vários super-heróis da Marvel. O objetivo aqui é capturar unicamente a fantasia inocente das revistinhas. Infelizmente falta competência ao diretor Tim Story para imprimir ao mesmo tempo densidade e reflexão à narrativa. Os roteiristas Don Payne, Mark Frost e John Turman (a história é dele) criaram duas tramas paralelas (destruição do mundo e o casamento entre a Mulher Invisível e o Senhor Fantástico) e ainda insere duas sub-tramas (o egoísmo do Tocha e a volta do Doutor Destino). Se não era para desenvolver, por que inserir tantos argumentos?

A história combina basicamente três momentos clássicos das aventuras criadas por Jack Kirby e Stan Lee: a trilogia do personagem Galactus (revistas # 48 a 50), o roubo dos poderes cósmicos do Surfista Prateado pelo Doutor Destino (revistas # 57 a 60) e o casamento entre Sue Storm e Reed Richards (revista anual # 3). Esses episódios antológicos não ganham o tratamento necessário para agradar os fãs puristas dos quadrinhos. Para esse grupo está faltando respeito para com o Quarteto Fantástico desde o primeiro filme.

Ioan Gruffudd no papel de Reed não convence como um cientista renomado acostumado a salvar o mundo com suas soluções brilhantes. Acaba se tornando refém de uma serie de situações infames na tentativa de se tornar mais popular, já que Chris Evans e Michael Chiklis, respectivamente o Tocha Humana e o Coisa, roubaram o filme na primeira produção. Por sinal, Chiklis aposta acertadamente no sarcasmo, já que Tim Story e sua equipe de roteiristas estão mais preocupados em investir em piadinhas sobre a forma anatômica do Coisa. O personagem não ganha o tratamento dado por Jack Kirby, John Buscema, John Byrne, entre outros artistas. Falta uma áurea de força bruta. Quem sonha com aquelas lutas espetaculares do Coisa contra o Doutor Destino pode esquecer. Definitivamente não é “clobberin’ time” (“tá na hora do pau!”).

Sue Storm vai pelo mesmo caminho. Mesmo com uma loira em cada esquina em Hollywood, Tim Story escalou a morenaça Jessica Alba para personificar a heroína. É tanta maquiagem para transformá-la em loira que o resultado final incomoda pela artificialidade. O jeito é apostar em sua sensualidade. Mais uma vez tem uma cena dela nua devidamente criada para não aumentar a censura. Infelizmente a personagem se torna chata em vários momentos da trama. Se não fosse pela beleza de Alba e outros papéis interessantes em outras produções (Ex: “Sin City”), com certeza os fãs já a teriam detonado como fizeram com Halle Berry na franquia de filmes do X-Men. Apesar de que, existem diversas comunidades nos Estados Unidos contra Alba no papel da Senhora Fantástico. Até mesmo o Tocha Humana não escapa das idéias tresloucadas de Tim Story. Dessa vez exarcebaram na idéia que ele é um perigo para o grupo por causa do seu excesso de confiança e egoísmo. Obviamente que vai ter a famosa redenção no final.

O mais ridículo na telona é Julian McMahon no papel de Victor Von Doom. O monarca indestrutível da Latvéria continua sendo um simples empresário metrossexual corrupto com faniquitos para dominar o mundo. Suas falas são uma afronta a nobreza do Doutor Destino. Julian deve ter feito um estágio na mesma escola de interpretação para vilões que Hayden Christensen fez para criar Anakin Skywalker/Darth Vader. Os dois concorrem ao premio de como destruir um personagem antológico em uma interpretação patética. O problema não está nas idéias e sim na execução das mesmas. Nada é feito com um esqueleto de sustentação que torne crível as situações. E o caso aqui não é a interpretação dos atores, já que os mesmos renderam bem mais em outros filmes. Os profissionais se tornam reféns dos realizadores. Mas vale a ressalva que as cenas protagonizadas entre o Tocha Humana e o Coisa continuam sendo as melhores da produção.

No caso dos novos personagens, o Surfista Prateado (corpo de Doug Jones e voz de Laurence Fishburne) e Galactus (nevoa disforme?) vão desagradar bastante aos fãs xiitas de ambos. Tim Story estava com receio que a filosofia e o questionamento existencial do Surfista o tornasse enfadonho e pouco compreensível para as crianças. A solução foi descartar isso e transformá-lo em um chaveiro suíço com dezenas de utilidades. Acrescentaram aos seus poderes outros como ressuscitar os mortos, afugentar/destruir entidades cósmicas super-poderosas e ainda passar vídeos em seu estomago para explicar a trama. No caso de Galactus, Story ficou com medo de colocar um gigante vestido de calça azul clara (na primeira versão dos quadrinhos não tinha a calça) com uma saia vinho estilo romana por cima e um elmo em forma de balde com duas alças nas laterais. O jeito foi transformá-lo em uma espécie de nevoa faminta por energia. Só aparece a silhueta de seu elmo em algumas parcas cenas.

O pior é que o Quarteto acaba se tornando dispensável e seu próprio filme. Eles assistem ao Surfista impedir os planos de Galactus. Vale dizer que o Surfista só tem os seus poderes por causa de Galactus. Como ele consegue vencer o devorador de planetas fica a cargo da imaginação dos espectadores. Isso demonstra a preguiça em relação ao roteiro. É mais fácil jogar as coisas sem muita explicação já que o produto é voltado para o mercado infantil. Nos quadrinhos o Quarteto vence Galactus com ajudinha do Vigia Uatu. Os Vigias são extraterrestres quase onipotentes imortais que vigiam o universo com tecnologia avançada. Eles não podem interferir com o desenvolvimento do universo, somente observar. Uatu acaba quebrando essa regra quando transporta o Tocha Humana para a nave de Galactus para pegar o Nulificador Total.

O Nulificador é a arma mais poderosa do universo Marvel. Pertence a Galactus e se disparada é capaz de destruir até mesmo um Sistema Solar senão uma Galáxia. Tocha entrega o aparelho para Reed usar no confronto. Galactus acaba desistindo de devorar a Terra. Mas como explicar o Vigia Uatu, que mora na Lua e tem como missão vigiar a Terra? Talvez fosse demais para o espectador comum que não está acostumado com os quadrinhos. Por isso que precisamos pesar todas as escolhas na balança. O grande problema não são as mudanças e sim a execução das novas idéias.

Os roteiristas colocaram mais algumas referencias do universo dos quadrinhos no roteiro. Vale ser mencionado a alusão ao Super-Skrull quando Tocha reúne os poderes de todos seus companheiros para derrotar o Doutor Destino. Temos a Capitã Frankie Raye (Beau Garrett), subordinada do General Hager e interesse romântico do Tocha Humana, que no futuro poderá se tornar a super-heroína Nova. O Fantasticarro, mais uma invenção de Reed, finalmente aparece. E uma que merece destaque é o dialogo entre Reed Richards e o General Hager (Andre Braugher) envolvendo nerds e jogadores de futebol americano. Nos quadrinhos isso aconteceu entre Reed e Nick Fury no Ultimate Marvel, universo construído para recriar versões atualizadas dos heróis mais famosos da editora para uma nova geração de fãs. Nesse universo, Nick é afro-americano e foi desenhado inspirado no ator Samuel L. Jackson.

Para curtir o novo filme do Quarteto Fantástico sem culpas é necessário reviver aquela criança adormecida que existe de dentro de cada um. Esquecer os quadrinhos, a realidade e embarcar em uma viagem de fantasia escapista. Ter o mesmo espírito que a aparição relâmpago de Stan Lee durante a trama. Até porque todas essas críticas por parte dos fãs xiitas do Quarteto Fantástico não são relevantes no mundo dos negócios. Se uma formula dá certo nas bilheterias, do que interessa décadas de quadrinhos. Até porque os profissionais dessa área também abusam das mudanças e invencionices.

Pode até se fazer uma comparação entre as diversas produções recentes envolvendo os super-heróis nos cinemas e seus resultados. Se “Demolidor”, “Motoqueiro Fantasma” e “Quarteto Fantástico” são acusados de rasos, o que se pode dizer sobre os profundos “Batman Begins”, “Super-Homem: O Retorno” e a franquia de filmes do “Homem-Aranha” e “X-Men”. Os mesmos fãs ficam divididos. Acusam o terceiro filme do Homem-Aranha e o último do Super-Homem de serem tremendos novelões mexicanos. No terceiro X-Men falta a densidade dos filmes anteriores. No caso do “Batman Begins” as lutas não estão a altura da história. Talvez “Homem-Aranha 2” e “X-Men 2” sejam os produtos mais bem acabados desde que os filmes com super-heróis se tornaram uma febre. São tantas discussões, idéias e gostos que fica difícil saber qual caminho seguir. Independente de ser denso, raso ou a qualidade da obra, o importante para os fãs dos quadrinhos é que esses filmes façam sucesso nas bilheterias. Isso cria a esperança de que um próximo realizador acerte nas próximas escolhas. Caso contrário, calha do seu super-herói favorito encerrar a sua carreira em Hollywood ou nunca ter uma oportunidade. E isso é bem pior do que retratá-lo sem respeito.

Tags: , , ,

Comenta aí, nerd!

 
   
+ HOME
+ NERDCAST | PODCAST
+ ZONA DE SPOILERS | VIDEOCAST
+ NERDSTORE | LOJA
+ JNN | NOTÍCIAS
+ HUMOR
  › Versões Resumidas
› Jovem Nerd Pictures
› Reality Shows
› Jornalismo
› Miscelânia
› Quadrinhos
+ CONTOS
  › 1000 Olhos
  › Sitala
+ ESPECIAIS
  › Cinema
› Vídeos
› Eventos
› Jovem Nerd na TV
+ COLUNAS
  › Casting Nerd
› Fala Séries
› Cabeceira
› Phonógrapho Digital
› Vida de Plástico
› Hyperfantasia
› Mistérios e Bizarrices
› No Meu Tempo...
› Press Start
+ FÓRUM
+ DOWNLOADS
+ COMUNIDADES
+ RSS
+ QUEM SOMOS
+ FALE CONOSCO
+ IMPRENSA
+ PRÊMIOS
+ ANUNCIE | MIDIA KIT
  › PDF
› PPT