Up - Altas Aventuras | Resenha
Para o infinito e além!
Star Trek - Resenha
Ajustem seus Phasers em 'explodir cabeças'!
Tudo o que você sempre quis saber sobre Star Trek
Mas não tinha um amigo nerd para perguntar
Watchmen | Com quantos quadros se faz uma obra-prima?
A palavra final de Alan Moore sobre super-heróis
Conheça os curtas de animação indicados ao Oscar 2009
Cinco filmes megaboga!
 
 
   
 
 
Jovem Nerd no Olhar Digital da Rede TV!
Veja a reportagem aqui!
Jovem Nerd no Vida Loca Show
Direto da Jedicon SP 2007
Jovem Nerd no Retrato Celular
Exibido no Multishow
 
 
   
 
 
Casamento Nerd - Azaghâl e Portuguesa!
Veja o ganhador da promoção Dia da Toalha 2009!
Levou um 'A Batalha do Apocalipse'!
Veja e vote nas fotos e vídeos do Dia da Toalha!
Valendo 'A Batalha do Apocalipse'!
 
 
   
 
 
Momentos Nerdcast
Times are A-Changing!
O Diário MEU AMOR da Sra. Jovem Nerd - 02 - Watchmen
Que coisa de luxo!
A vingança nunca é plena
Nova era dos trabalhos escolares
 
 

Piratas do Caribe - No Fim do Mundo | Os filmes 1 e 2


sábado, 7 de junho de 2008 Vinícius Schiavini

Jerome Leon Bruckheimer, nascido em 21 de Setembro de 1945. Ficou conhecido como Jerry, nasceu nos Estados Unidos, e… Ok, quem é Jerry Bruckheimer?

Bruckheimer foi o produtor que teve a idéia de explorar a atração Pirates of the Caribbean, do parque Magic Kingdon (Disney), em um filme. E disso surgiu Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean – The Curse of the Black Pearl).

O nome original, que não especifica gênero (não tem O Peróla Negra ou A Pérola Negra), deixa no ar do que se trata o enredo.

Nele temos Elizabeth Swann, uma moça da aristocracia que colonizou o Caribe, e que tem uma fascinação por piratas desde que ajudou a resgatar um rapaz – agora crescido, Will Turner é ajudante de ferreiro e apaixonado por Swann.

Porém, as vidas dos dois mudariam com a aparição de Jack Sparrow, um ser excêntrico, verborrágico e ágil, que precisa recuperar o Pérola Negra, seu navio, que agora é comandado por Barbossa. Enquanto isso, Barbossa assombra os mares com seu - agora literalmente - amaldiçoado navio.

O diretor Gore Verbinski tinha um dilema: como tornar todos aqueles cenários propostos verossímeis e, principalmente, como contar uma história tão “aberta”, sem muitos cenários fechados?

A solução foi explorar isso. Verbinski utilizou o quanto pôde os planos abertos, os cenários naturais que o Caribe proporciona e, principalmente, as formações típicas daquela região, principalmente para construção dos cenários.

As cavernas utilizaram estúdios inteiros, construídas em madeira (na parte para a água) e isopor esculpido e pintado.

Com isto, sua câmera ganhou maior naturalidade por poder entrar e sair dos cenários e dos pontos naturais da mesma forma. O espectador passou a ser mais um personagem, invisível, que participava das reuniões dos piratas, dos problemas no forte, da briga entre os militares e Sparrow.

Do resto os técnicos de efeitos visuais cuidavam…

Mas e as atuações?

Keira Knightley, com suas frases de “donzela em perigo” no começo do filme, não compromete, mas não se destaca. Porém, conforme a história corre, se vê uma mudança não só em Elizabeth Swann, mas em Knightley na forma de enxergar e interpretar a moça. Com mais confiança, acompanhou os pontos dramáticos necessários.

Orlando Bloom, infelizmente, manteve a expressão de Legolas, papel que interpretou em O Senhor dos Anéis – ou seja, nenhuma. Sem esboçar reações diversas, fica difícil tornar um mocinho verossímil, ainda mais quando este era tão necessário quando o terceiro protagoniza é, na teoria, um bandido.

Johnny Depp, que deveria ser mais um personagem excêntrico que servisse de “escada” para o casal principal, roubou a cena. Sem muito crédito junto aos produtores e executivos da Disney, Depp desenvolveu um personagem que não só tinha falas rápidas, mas colocava intensidade em cada uma delas, assim como em suas ações e intenções.

Com isso, até mesmo um tapa que ele leva, puxandopara uma veia possivelmente cômica, se torna entendível, visto que em pouco tempo conhecemos o pirata sem sabermos nada de seu passado (a não ser o que ele conta – que pode ser mentira). “Quando comecei a desenvolver Sparrow, todos achavam que eu estava maluco. Eu sou maluco. Estava apenas criando algo”, disse Depp em entrevista.

Geoffrey Rush, que aqui chega como o vilão Barbossa, coloca toda sua experiência como ator de teatro de forma visível, como, por exemplo, em seu posicionamento em cena, sempre buscando uma forma de pegar a luz de forma indireta e também privilegiando o ator com quem contracena. Suas falas também são ótimas e gostosas de se ouvir, já que pronuncia cada palavra com uma exatidão até incomum para piratas que deveriam ter um dialeto horrível e condições péssimas desaúde a ponto de, por exemplo, mal ter dentes.

O PEITO DO HOMEM MORTO

Pirates of the Caribbean: Dead Man´s Chest traz outro trocadilho no nome. “Chest” pode tanto querer dizer “baú” como “tórax, peito”. No Brasil ficou O Baú da Morte (quando seria do Morto).

O título, apesar de estranho, faz todo o sentido: Davy Jones era um homem que, após perder um grande amor, acabou se tornando um monstro que comanda uma horda de seres meio-mortos (não chamo de mortos-vivos porque pode remeter a zumbis, e estes asseclas são conscientes no início). A chave para controlar os sete mares, então, é o coração de Davy. Ou seja, o baú que guarda um tesouro é o tórax do homem morto.

A verdade é que Gore Verbinski não radicalizou na direção deste segundo filme. Não inovou, e apenas buscou manter afórmula que fez o primeiro filme ir tão bem nas bilheterias.

Os técnicos de efeitos especiais, por sua vez, tiveram o dobro, triplo, quádruplo de trabalho, sem contar a equipe de maquiagem. Afinal, toda a horda de asseclas de Jones necessitava de adereços que lhes desse o aspecto asqueroso necessário, incluindo até mesmo pedaços de tentáculos.
Davy Jones é puramente efeitos especiais, com sua “face de polvo” que tinha vida durante as cenas. Enquanto o vilão do primeiro filme era baseado na interpretação do ator, este era baseado no choque visual.

O que mudou na atuação? Muito.

Orlando Bloom, que no primeiro filme foi inexpressivo, neste demonstrou sinais de esforço maior, permitindo um trabalho maior na edição em sub-enredos como o triângulo amoroso Sparrow-Swann-Turner.

Porém, mesmo com isso, é necessário dizer que Bloom poderia ter se saído melhor. Se tornou conveniente lhe dar papéis em filmes de pura ação com pouco desenvolvimento dramático e, com isso, ele se sentiu a vontade para não se desenvolver como ator de forma completa.

O contrário se diz de Keira Knightley. Totalmente a vontade com sua Elizabeth Swann e entendendo suas motivações, Knightley traz um repertório vasto e diverso para complementar as atitudes e reações da moça que fora da aristocracia.

Apesar da direção buscar trabalhá-la na edição mais por sua beleza, a atriz permeia suas pontuações no roteiro com um esforço de demonstrar viver exatamente o que lhe é proposto. Claro que não se pode dizer que é a melhor atriz já vista ou coisa do gênero, mas Knightley, até pelos papéis variados que pega para interpretar, pôde se desenvolver em diversos gêneros diferentes e interessantes, que lhe dão diversas facetas para dar profundidade à sua personagem.

Johnny Depp não precisa mais roubar a cena - ela já é dele.
Seu Jack Sparrow, anteriormente visto de forma tão cética pela Disney, agora ganha tamanho espaço que se torna o protagonista, visto que ganhou a empatia do público pelo seu jeito falastrão e esperto.

O que Depp faz nesta continuação é justamente evoluir o personagem, dando-lhe maior sensibilidade até mesmo nas cenas e m que isto não lhe era exigido de forma alguma. Depp criou todo um universo para seu personagem para, através disso, passar uma sensação de experiência quando Sparrow fala, por exemplo, de Davy Jones ou dos problemas que já enfrentou (ou pode enfrentar) pelas águas do Caribe.

No enredo, praticamente todos os personagens desejam a mesma coisa: o coração de Davy Jones. Com ele, é possível controlar os sete mares. Porém, as coisas tendem a dar errado.

Este roteiro, por ter sido desenvolvido juntamente com o do terceiro filme, dá uma sensação de “parte do meio”, como em O Senhor dos Anéis – As Duas Torres, por exemplo.
Os dois filmes também foram filmados juntos, então se barateou os custos e se utilizou a mesma equipe, garantindo um maior entrosamento.

Assim como em qualquer campo, um bom entrosamento entre a equipe garante que todos saibam seus papéis e como desempenhá-los da melhor maneira. No começo, todos buscam apenas fazer suas partes, sem se importar com o todo, com algumas exceções.

Claro que a maior delas é Johnny Depp. Se ele quisesse apenas ganhar o cachê, poderia ter seguido o roteiro e mantido Jack Sparrow como o melhor adjuvante do cinema. Porém, ao buscar dar uma profundidade ao seu personagem, lhe permitiu ganhar vida e espaço a ponto de um bandido se tornar protagonista querido pelo público e bem-visto pelos meios de comunicação de massa.

Portanto, Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra e O Baú da Morte são, principalmente, resultado de um trabalho feito com profissionalismo, claro, mas também com uma boa dose de dedicação rumo a evolução do grupo e das pessoas que dele fazem parte.

Ou então são todos uns mentirosos a fim de pilhar bilheterias e beber rum.

Tags:

1 COMENTÁRIO

  1. evilmirror diz:
    sábado, 7 de junho de 2008 às 10:12 pm

    PRIMEIRO!o 1 e o 2 sao os melhores.

Comenta aí, nerd!

 
   
+ HOME
+ NERDCAST | PODCAST
+ ZONA DE SPOILERS | VIDEOCAST
+ NERDSTORE | LOJA
+ JNN | NOTÍCIAS
+ HUMOR
  › Versões Resumidas
› Jovem Nerd Pictures
› Reality Shows
› Jornalismo
› Miscelânia
› Quadrinhos
+ CONTOS
  › 1000 Olhos
  › Sitala
+ ESPECIAIS
  › Cinema
› Vídeos
› Eventos
› Jovem Nerd na TV
+ COLUNAS
  › Casting Nerd
› Fala Séries
› Cabeceira
› Phonógrapho Digital
› Vida de Plástico
› Hyperfantasia
› Mistérios e Bizarrices
› No Meu Tempo...
› Press Start
+ FÓRUM
+ DOWNLOADS
+ COMUNIDADES
+ RSS
+ QUEM SOMOS
+ FALE CONOSCO
+ IMPRENSA
+ PRÊMIOS
+ ANUNCIE | MIDIA KIT
  › PDF
› PPT