Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal | Crítica
| domingo, 8 de junho de 2008 | Mário "Fanaticc" Abbade |
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Depois de duas décadas aturando imitações, finalmente um legítimo Indiana Jones chega ao circuito. A espera foi longa e muitos duvidaram se ainda haveria lugar para um herói de chicote e chapéu em meio a super-seres, entre outras invencionices modernas da nova era digital do cinema.
Depois veio o questionamento de que Harrison Ford estava muito velho para o papel. Como acreditar que um senhor de 65 anos de idade pudesse protagonizar peripécias inacreditáveis. Ainda tiveram outros que torceram nariz lembrando que George Lucas não era o profissional mais indicado para ressuscitar franquias de sucesso, visto seu trabalho na segunda trilogia de “Star Wars”. O descrédito era tanto que até o cineasta Steven Spielberg também não foi poupado das críticas, que afirmavam que ele não era mais o Peter Pan da 7º arte. Com a velhice, seus filmes teriam se tornado muito adultos e paranóicos, principalmente após os ataques do dia 11/09.
Contrariando todos os pessimistas, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, 2008) é uma ótima aventura escapista com seqüências cheias de adrenalina, amarradas por uma trama redonda e inteligente que homenageia os três filmes anteriores. Os fãs ficarão semanas refletindo sobre várias cenas e diálogos inseridos propositalmente por Spielberg e Lucas com o objetivo de criar um elo entre as quatro produções.
A história avança para 1957 em relação ao último filme. Indiana Jones e seu ajudante Mac escapam por pouco de um encontro com agentes soviéticos, em um campo de pouso remoto. Agora Indiana está de volta à sua casa na Universidade Marshall, mas seu amigo e reitor da escola, Dean Stanforth, explica que suas ações recentes o tornaram alvo de suspeita e que o governo está pressionando para que o demita. Ao deixar a cidade Indiana conhece o rebelde jovem Mutt Williams, que tem uma proposta: caso o ajude em uma missão Indiana pode deparar-se com a caveira de cristal de Akator. Agentes soviéticos também estão em busca do artefato, entre eles a fria e bela Irina Spalko, cujo esquadrão de elite está cruzando o globo atrás da Caveira de Cristal.
Ao ambientar a história nos anos 50, Spielberg e Lucas puderam reverenciar sua infância reunindo vários elementos que sempre foram presentes em suas filmografias como o inicio do rock ‘n roll, jovens travestidos com casacos de couro em poderosas motocicletas, o perigo atômico, a guerra fria com os russos, a perseguição comunista nos EUA, o inicio da obsessão pela paranormalidade e obviamente, visitantes de outros planetas, influência de dezenas de filmes de ficção cientifica produzidos nesse período, que pontuaram a formação dos dois. Percebe-se que a narrativa flerta com a própria vida pessoal da dupla, tornando a nova aventura de Indiana Jones um grande encontro de velhos amigos.
Além dessas referências, o próprio cinema recebe uma homenagem que irá emocionar os cinéfilos mais atentos. Esse tributo vem caracterizado nos personagens coadjuvantes. Shia LaBeouf, que faz Mutt Williams, representa Johnny do filme “O Selvagem” (1953), interpretado por Marlon Brando. O personagem virou ícone de uma geração pós-guerra e influencia até hoje a moda. Cate Blanchett, no papel da agente soviética Irina Spalko, fala com um sotaque carregado em uma postura quase caricatural que é uma clara alusão ao jeito de interpretar da atriz alemã Marlene Dietrich, estrela da era de ouro de Hollywood. Seu personagem também lembra os famosos vilões dos filmes com James Bond, o agente 007, que motivou cineasta Steven Spielberg na criação de Indiana Jones.
São coadjuvantes que estão a altura do herói mais famoso da telona. Com eles, Ray Winstone no papel de Mac e Jim Broadbent, que faz o reitor da escola Dean Stanforth. Ele substitui, em um papel similar, o falecido Denholm Elliott, que fez Marcus Brody (morreu em 1992 em decorrência da Aids) nos três primeiros filmes.
Fora os personagens, os filmes também foram lembrados. Podemos citar “Alien”, de Ridley Scott, em que o crânio do alienígena lembra o da caveira de cristal. Spielberg e Lucas aproveitaram para escalar John Hurt no papel do professor Oxley, responsável em carregar a tal caveira pelo filme em uma mochila perto de seu torso.
Em “Alien”, John foi a primeira vítima do alienígena, quando o pequeno monstrengo saiu de sua barriga a explodindo em vísceras. O próprio Spielberg não escapou: “Contatos Imediatos do 3º Grau”, produção dirigida pelo cineasta, também é reverenciado. Até o personagem Tarzan serviu de inspiração para uma cena bem humorada envolvendo Shia LaBeouf.
Na última cena, Spielberg e Lucas apontam qual pode ser o futuro do personagem. Isso vai depender das bilheterias e da vontade de ambos em retornarem ao projeto. Independente dos possíveis desdobramentos, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal deve ser apreciado com chapéu e chicote no cinema. Ao final, é impossível não cantarolar a antológica musica tema criada por John Williams.
Tags: Crítica, George Lucas, Indiana Jones, Steven Spielberg



domingo, 8 de junho de 2008 às 5:55 pm
Gostei muito do filme, mesmo achando o tema meio forçado e o Shia LaBeouf meio sem-sal. As piadinhas entre o Indy e a Marion são impagáveis e acho que as horas que o filme remete às histórias anteriores são deslumbrantes. Principalmente ao lembrar do Dr. Henry Jones pai.
Gostei!
domingo, 8 de junho de 2008 às 6:36 pm
Por Crom! Esse filme é o PIOR de todos de Indiana Jones.
O que vocês dizem que é referência, na verdade, é plágio e/ou falta de criatividade.
Eles copiaram eles MESMOS!!
A história é a mesma que nos outros 3 filmes: Indiana vai com um grupo procurar uma lenda, ele é traído, ele é preso, o vilão morre por sua ganância e Indiana foge sem perder o chapéu!
E os personagens secundários são patéticos! John Hurt parecia o Dumbledore com extacsy. Uma vilã???? Indiana Jones precisa é de alguém de sua altura não um monte de russos malucos.
Aliens??? Que baboseira!!!!
Indiana Jones é uma homenagem aos filmes de aventura das décadas de 30 e 40 e de repente surgem aliens. Ai foi de Spielberg essa idéia única dele: se não tiver roteiro bom, coloco um alien! hehehe
E o PIOR de tudo: CG!!!
Cadê os dublês e aquelas maquetes legais da trilogia??? Muita pólvora e truques de câmera??? Nada disso… vamos fazer em CG pq é mais fácil, rápido e inverossímil. Aquela cena do carro caindo em cima da árvore é de doer.
Mas tem nerd que gosta de tudo mesmo.. até de meleca.
Ciao!
domingo, 8 de junho de 2008 às 10:36 pm
“E o PIOR de tudo: CG!!! Cadê os dublês e aquelas maquetes legais da trilogia??? Muita pólvora e truques de câmera??? Nada disso… vamos fazer em CG pq é mais fácil, rápido e inverossímil. Aquela cena do carro caindo em cima da árvore é de doer.”
Que saudosismo mais besta!
domingo, 8 de junho de 2008 às 7:56 am
Pode até ser saudosismo, mas besta não é, pois tem uma explicação óbvia que o colega não percebeu: Indiana Jones é uma HOMENAGEM aos filmes de aventura da década de 40.
Até filmes como National Treasure não abusam tanto do CG como foi esse do Indiana 4.
Percebeu agora?
Ciao!
domingo, 8 de junho de 2008 às 4:06 am
Decepção, cara. Foi isso que eu senti quando vi aquele maldito disco voador levantar vôo, levando para o “espaço entre os espaços” minha última esperança de que iria gostar desse filme. Simplesmente faltou aquela magia de Indiana Jones… Nem o tema de John Williams empolgava…
domingo, 8 de junho de 2008 às 3:04 am
eu sinceramente achei esse o melhor filme do indiana Jones