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Fim dos Tempos | Crítica

Um exercício estético de suspense
Quinta-feira, 19 de junho de 2008 Mário "Fanaticc" Abbade

Fim dos Tempos (The Happening, 2008) é o novo filme do diretor M. Night Shyamalan. Com certeza vai criar muita polemica não só na critica especializada, mas como também no publico. Com a exceção do “Sexto Sentido”, todos os seus filmes provocaram discussões intermináveis sobre as idéias e conceitos que existem por trás de suas produções. Independente do gosto de cada um, Shyamalan é um cineasta autoral com uma linguagem cinematográfica própria que reverencia o cinema de gênero e seus mestres. Mesmo trabalhando com grandes estúdios, ele nunca abre mão de seu ponto de vista em detrimento de bilheterias estratosféricas.

Fim dos Tempos expõe uma crise ambiental de larga escala que força a humanidade a combater a natureza para sobreviver. A crise é iniciada por uma suposta toxina invisível, que leva a população à loucura e induz ao suicídio. Wahlberg interpreta Elliot Moore, um professor de ciências que tenta proteger sua família da fúria da natureza.

Apesar do tema atual e as influencias da paranóia pós os ataques de 11/09, esse argumento é uma ótima desculpa para Shyamalan destilar toda sua capacidade técnica para provocar tensão. Ele segue de perto os passos do mestre do suspense Alfred Hitchcock, que ele sempre disse ser uma inspiração. Como em “Os Pássaros”, não interessa as causas do ataque e nem porque o confronto pára de repente. Um simples vento combinado com plantas frágeis se torna assustador. Ao mesmo tempo, essa mistura é uma metáfora, da mesma forma que as aves do filme de Hitchcock, para uma suposta vingança da Mãe Natureza ou até mesmo uma punição divina. Mesmo com uma base cientifica, em que a natureza sempre encontra uma maneira de equilibrar uma agressão, Shyamalan não se preocupa em formar teorias abalizadas, reais ou pregar algum credo.

Todas essas teorias não importam. Elas são importantes para quem se apega ao formato da história clássica e linear. O que interessa em Fim dos Tempos é maneira como Shyamalan captura o terror inexplicável. Esse é o pior pesadelo humano: lutar contra algo que não possui uma razão lógica. A história está a serviço das imagens. Até os personagens estão em segundo plano, pouco desenvolvidos e com alguns diálogos sofríveis. Percebe-se que o longa é um exercício estético de suspense. Para embarcar nessa viagem, é necessário uma boa dose de suspension disbelief.

Além de Hitchcock, as produções de ficção cientifica dos anos 50 (especialmente “Vampiro de Almas”, de Don Siegel) são homenageadas, com uma diferença brilhante: o final da humanidade não será repleto de adrenalina com ataques alienígenas ou mesmo enchentes devastadoras, congelamento e meteoros destrutivos. O ser humano é tão marcado pela soberba e superioridade que não consegue imaginar um final que não seja apoteótico. Mas quem pode garantir essa empáfia? A destruição da raça humana pode ser simples e banal.

Inteligentemente, Shyamalan coloca os espectadores na mesma posição que os personagens: pouca informação. A partir desse conceito, Shyamalan descreve com detalhes como o individuo acuado com a tragédia iminente vai aos poucos do desespero a violência, chegando em alguns casos a se tornar um assassino sanguinário. Mesmo dentro desse cenário de calamidade, a importância da união da família como superação do mal está presente, como em todos os filmes do cineasta.

Tecnicamente, Shyamalan realiza um trabalho magnífico. As tragédias são captadas com enquadramentos artísticos, bem diferente dos cansativos filmes baseados no terror nipônico. Nada é gratuito. Todo o movimento da câmera tem um significado de provocar o máximo de tensão em cada fotograma sem cair no clichê da música alta e no susto pueril. As longas cenas estáticas, uma de suas assinaturas, surge a todo instante aclimatando a narrativa. A cena envolvendo uma arma usada por três pessoas é de uma beleza atroz e apavorante. Seqüências como um pequeno rasgo, em que a luz solar atravessa a capota de um carro, são poeticamente assustadoras.

Nessa corajosa empreitada, a Fox foi a empresa da vez que pagou 60 milhões de dólares para realizar o projeto. O filme rendeu no final de semana de estréia 30 milhões de dólares. Vai conseguir se pagar e dar até um lucrinho. Porém está muito distante dos 673 milhões de dólares obtidos com “O Sexto Sentido”, com um custo de apenas 40 milhões. Com certeza vai ser considerado um fracasso pelos engravatados de Hollywood.

Mas isso não parece abalar o crédito de Shyamalan. Os estúdios continuam financiando seus filmes. A próxima vitima deve ser a Paramount ou a Sony/Columbia. A Warner já quebrou a cara com “A Dama da Água”. Um filme que custou 70 milhões e rendeu parcos 72 milhões, contado a bilheteria mundial. A Disney, que financiou “O Sexto Sentido”, está brigada com Shyamalan por causa de diferenças criativas. Desde que o livro The Man Who Heard Voices, sobre Shyamalan, foi publicado que a empresa resolveu não patrocinar mais suas produções. Apesar do livro ter incomodado a Disney, a verdadeira razão reside no fato que os filmes seguintes ao “Sexto Sentido” foram caindo de renda.

Os números não são animadores, mas podemos citar diversos cineastas que tiveram problema semelhante. O caso mais notório foi “Cidadão Kane”, de Orson Welles, uma obra-prima e ao mesmo tempo um fracasso retumbante nas bilheterias. Até Charlie Chaplin, entre outros mestres da sétima arte, teve seus infortúnios. Woddy Allen é um que tem seus últimos filmes apreciados pelo público europeu. E talvez esteja ai o problema de Shyamalan. Desde o fenômeno do “Sexto Sentido” que os estúdios apostam e rezam todos os dias para que o fato se repita.

Percebe-se que o marketing por trás de seus filmes está errado. Depois de mais de uma década vendendo um conceito equivocado para o público, é muito difícil reverter esse quadro. Para piorar, Shyamalan resolveu declarar guerra aos críticos em “A Dama na Água”, com um personagem arrogante personificando um critico. Para piorar, interpretou no mesmo filme um personagem que é o salvador do mundo. Ninguém parece ter entendido a piada. Para resolver essas questões, Shyamalan deve se inspirar em seus filmes: tirar algum coelho da cartola que encaixe todos esses dilemas, resultando em um final feliz. Será que ele consegue? Na ficção parece bem mais fácil que na vida real…

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32 COMENTÁRIOS

  1. Marco Gomes diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 4:13 pm

    Não sou “endendido” de cinema, e achei o filme o PIOR dinheiro que já gastei na minha vida com ingressos. Simplesmente sofrível, a resenha do Judão está bem mais “pro meu gosto” que essa do Fanaticc.

    Tudo que vi foram cenas sem sentido, enrolação e as PIORES interpretações de atores profissionais que eu já vi. O Mark Wahlberg tava de sacanagem né? E a atrizinha mirim também, horrível.

    Mas isso deve ser só porque sou um reles programador, que não entende nada de cinema :)

  2. Rômulo Melkor Mancin diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 5:17 pm

    Deve ser por isso mesmo Marco.

  3. Dkaoa diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 5:53 pm

    Eu gostaria de saber a opnião do Mário sobre a interpretação do Mark Wahlberg, porque também achei muito ruim.
    Agora sobre o filme eu achei bom, quase regular.
    O que eu gostei foi da idéia. Ele simplesmente quis mostrar uma teoria ou a visão dele de um possível apocalipse e contou essa história pra gente no filme.
    Tem um fundo de ficção-científica e ainda por cima passa algumas mensagens quando o filme acaba.
    Achei tudo isso muito bom.
    A escolha da profissão do personagem principal ser um professor de ciências em relação ao tema do filme, também achei fantástico.
    Até uma das cenas que a maioria não gostou, no caso da velhinha que mora sozinha eu também achei muito boa. Mostra que nínguem vai escapar quando algo acontecer.
    Li muita crítica negativa sobre o filme, não achei ele tão ruim e creio que mostra uma possível volta do Shyamalan a produzir um cinema que mesmo quem não seja tão entendido possa gostar bastante. Afinal eu não sei tanta referência cinematográfica que nem o Mário, mais creio que consigo entender algumas mensagens e nessa questão que o filme ficou bom pra mim. O jeito como ele mostra uma idéia diferente dos filmes comuns que assistimos.

  4. Dkaoa diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 5:59 pm

    #Marco Gomes

    A resenha do Judão eu achei muito fraca.
    Eu acredito que nínguem é imparcial, vemos isso até nesse texto escrito pelo Mário, que já disse em um nerdcast sobre o diretor e que gosta dos filmes dele.
    Lá eles ficaram falando mais sobre o diretor do que se o filme funciona. Creio que não compreenderam algumas mensagens. Ciência que tenta explicar tudo contra algo sem explicações.
    Sinceramente falar mal é fácil.
    Agora resenha boa é algo como essa mais informativa, indicando referências e quem sabe mostrando algo que não compreendemos e por isso achamos ser ruim.
    Gostei da crítica mesmo discordando da nota tão alta.

  5. Eduardo In diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 10:01 pm

    Concordo com o Mário sobre o tratamento técnico do filme, realmente impecável. Quanto às referências, Shyamalan gera uma incrível sensação de vermos uma película dos anos 70, mesmo ficando claro que é atual. Fecho com o Marco Gomes quando diz que o grande furo do longa são as fracas atuações dos protagonistas, ponto sempre forte na filmografia do diretor. Mark Wahlberg e Zooey Deschanel não seguram a onde quando necessário. Nem a criança (marca registrada de Shyamalan) consegue gerar a empatia necessária. Porém, para quem vai ao cinema buscando ansiedade e alterações cardíacas, é um prato cheio. Gerar medo do sopro do vento e de campos verdes só prova que o homem é sim o maior nome do suspense atual.

  6. rodrigoyue diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 10:45 pm

    Sou fã do trabalho do M.Night, e não vou mentir, achei o mais fraco até agora… não achei as cenas assustadoras, na verdade foi até bem cômico me lembrando Happy Tree Friends com tragédias tão absurdas que se tornam hilárias, as coisas são bem sem nexo, o que não é necessariamente ruim,o filme tem um aura surreal de coisa diferente o que torna ele bem interessante até o final, o ponto mais negativo foi que esse filme ao contrário de todos os outros não trás nenhuma grande metáfora, ou algum tipo de recado, ao invés disso o filme soa como um anti-recado, as coisas acontecem simplesmente, no final da para curtir sim, se assustando ou rindo, só não pode ser levado tão a sério.

  7. rodrigoyue diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 10:58 pm

    sobre a crítica desse ou daquele site, é SEMPRE a mesma coisa, uma retrospectiva desde o sexto sentido, copiando e colando frases de outras pessoas e comprando a “qualidade” dos filmes em si levando só em conta o final surpresa, SANTA IGNORÂNCIA BATMAN!
    E pior ainda, ter que ouvir que o sexto sentido é o melhor até agora, pfff, ales realmente assistiram A VILA?

  8. Reinaldo [DarkMG] diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 11:33 pm

    Bom vamos la…

    Primeiro eu achei o filme super fraco…

    Na hora que vi achei uma Mer** Fod* maaaas depois eu ate cheguei a gostar, fui ao cinema numa expectativa pelos trailers, que como um bom brasileiro não aprende que um filme nao se compra pelo trailer!
    Agora realmente o Mark Wahlberg tava de sacanagem… sem vontade nenhuma horrivel ele dando aquela de professor afetado e compreensivo!! Simplesmente ridiculo, vou manter a atuação dele no “Os Infiltrados” na mente por que vale mais a pena!!

    E olha que eu sou um fã do cara hem, Mr.Shyamalan é aquele cara que faz filmes pra mãe, pros nerds e seus amigos cult’s.

    Mas são bons filmes porque sinais é do cascalho!!

  9. Sílvio José diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 11:56 pm

    Realmente Shyamalan é um gênio.
    Acabei de assistir o filme no cinema e adorei. É um filme bem diferente dos suspenses que estamos acostumados a encontrar nas locadoras e salas de cinemas em geral.

    É um filme silencioso onde apenas se ouve o desespero e agônia dos personagens. Não achei a interpretação do Mark ruim, apenas penso que o filme não necessitava de caras e bocas, a interpretação dele foi na medida. Apesar do silencio em várias cenas, alguns sons não sairam mais da minha cabeça como por exemplo o sons dos corpos dos operários caindo.
    Excelente Filme.

  10. VetDuarte diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 12:04 am

    O Jambalaia, ao que tudo indica, sofre da síndrome do filme único, ou o que JN e Aza chamam de “gastou todo o talento naquele filme”.
    Ainda não vi o filme, e achava que ele ia, finalmente, ajudar o Jambalaia (Jamba, para os íntimos) a reencontrar seu talento, mas não sei se estou surpreso pelas críticas, já que esse também era um desfecho previsível…
    Imagino que a crítica do Mário “Simmons” Abbade é o melhor do filme (aliás, sempre gosto das resenhas do Mário), mas tenho que fazer um reparo:

    “Shyamalan não se preocupa em formar teorias abalizadas, reais ou pregar algum credo”

    Mário, acho que isso é o melhor que ele fez, já que “Sinais” e “Corpo Fechado” mostram o que acontece quando o Jamba tenta “formar teorias”…

  11. Patrícia diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 12:20 am

    Sou fã de M.Night, acho TODOS os filmes dele geniais. Porém, ao final da sessão fiquei com a impressão de que ele errou em alguma coisa. Pretendo assistir de novo pra ter certeza, mas acho que o elenco não foi uma escolha feliz. Não sei se foi de propósito, mas o Mark W. é mesmo muito ruim! A atriz que faz a esposa e a garotinha tb me decepcionaram muito em termos de atuação… Fiquei pensando, M. Night deve ter feito isso de propósito, mas com que intenção? O que ele pretendia ao colocar atores tão sem expressão, qd se sabe que um dos pontos fortes dele é a direção dos atores, vide Gibson, Willis, Phoenix…
    Desculpem, gnt, não é à tóa que adoro os filmes do M. Night! Adoro viajar nas diversas possibilidades e interpretações que ele coloca à cada filme!

  12. Fanaticc diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 12:39 am

    Realmente Shyamalan esqueceu dos atores. Tanto que comento que “os personagens não são desenvolvidos e os diálogos sofríveis” no texto. Mas as referências a Hitchcock (Pássaros e até Psicose) e aos filmes de ficção científica me valeram o ingresso. abs

  13. Fanaticc diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 1:06 am

    Uma outra coisa, não é porque gosto de um diretor, que gosto de todo filme que ele faz. Tem vários cineastas que adoro, que para mim, já fizeram filmes sofríveis. No caso do M.Night, ele fez muito pouco.

  14. Paulo diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 10:03 am

    Eu estou pra ver esse filme hoje a noite.

    E era disso aqui que eu precisava pra me impulsionar. Uma crítica com texto de crítica. Li pelo menos 4 críticas em outros sites/blogs, e saí de lá mais decepcionado com os escritores do que com o filme em si. Em todos os textos dá pra perceber um ódio infantil. Isso é deplorável.

    O problema vai ser sempre esse com os filmes do indiano: Quem não entende, odeia como o KKK odeia um negro. Quem entende, faz reserva o DVD com extra.

    Espero entender. Haha…

  15. Kikibas diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 10:30 am

    Realmente… O melhor do filme foi a crítica do Mário… Hahahahaha… Digo… Esse, pra mim, foi realmente o pior filme do diretor (até então)… E só mais uma coisa: o diretor tem que dar suporte para os atores que são desprovidos de talento, se não, o resultado é o que está no filme…

  16. Ed diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 11:50 am

    Esse filme parece valer pra se distrair, pegarei depois pra dar uma conferida… uma pena que esses filmes do Night só servem pra serem vistos 1 única vez =(

  17. rodrigoyue diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 1:32 pm

    Acho que o único feito para ser visto apenas uma vez é O sexto sentido, já que o filme todo é montado unicamente para a revelação do final, já o resto tem várias etapas de história que é sempre bom rever, com ou sem final surpreendente.

  18. rodrigo diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 3:03 pm

    li a resenha do judão e fiquei triste pois gostei do filme e agora concordo completamente com o mario !!! como ouvi em postcast sobre o diretor ele e apenas não entendido pelo publico que vão atrás de outras coisas no seus filmes. mas concordo con o mario e um filme muito bom !!!!! e concordo tb com a nota que ele deu !!!

    ps: Mario não vi resenha do filme no su blog. vou voltar lá e conferir !!!!

  19. fabio diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 2:57 pm

    ED!!

    Nao, esse filme eh um filme que permite e até é uma boa que se veja outra vez sim. para que tenha uma ideia mais abrangente do sentido e das nuances do filme.

    Achei o filme no minimo, perturbador. Eu entendo (no bom sentido) o Shyamalan, eu gosto desse estilo, acho que eu tenho essa “facilidade” de entender o sentido de seus filmes.
    Com certeza nao sao filmes como qualquer outro.
    Ele tem seu proprio estilo e deve ser no minimo respeitado.

  20. Ismael diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 1:00 pm

    Bem, eu gostei do filme. Não sei se o povo odeia por ir com uma certa expectativa ao cinema e imaginar um novo Sexto Sentido e passar pelas mesmas emoções. Eu gosto do modo de pensar do Shyamalan. E a maioria dos filmes dele me agradaram. Mas quando vou ao cinema eu não vou esperando um Sexto Sentido. Eu sequer vou esperando algum susto.

  21. Ismael diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 1:03 pm

    Ah sim! E não gostei da crítica do Judão e do Omelete por estarem muito emocionadas pro meu gosto. Criticaram até algo que não era merecedor de crítica, apenas opção pessoal do diretor. É mais ou menos como o Paulo falou.

  22. Carlos diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 3:03 pm

    Ola, Shyamalan mais um vez me surpreendeu positivamente, construindo um dos mais belos filmes da década. Todos, inclusive eu, esperava o acontecimento, no entanto, Shyamalan mostra o desespero da incerteza. Incerteza essa que não é respondida propositalmente. O que causou as mortes. Sinceramente. Não interessa. Interessa saber que temos que tentar sobreviver. Shyamalan constroí um pesadelo. Eu, ao assistir ao filme era mais um personagem tentando fugir sem compreender o que estava acontecendo. Quase um obra-prima.

  23. Eduardo diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 3:16 pm

    Sinceramente me parece um filme com altos e baixos.

    A tensão criada foi excelente. Várias vezes eu notei que as pessoas no cinema simplesmente não respiravam aguardando a próxima cena. Cheguei a pensar que estava vendo gente morta.

    Mas o Mark Wahlberg é realmente sofrível e não acho que isso tenha sido uma decisão do diretor para colocar as imagens em primeiro plano. Mark é ruim e a decisão de coloca-lo num filme assim foi um erro.

    Outra coisa que não gostei foi o “não-final” do filme. Claro que eu não esperava uma explicação sobre os “acontecimentos” mas simplesmente acabar o filme daquela maneira foi sacanagem.

  24. gui diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 11:20 pm

    SPOILERSSSSSS

    “esse argumento é uma ótima desculpa para Shyamalan destilar toda sua capacidade técnica para provocar tensão”

    Cara, Fannatic, eu tava no cinema ai naquela cena que aparece a galera enforcada teve uma menina que levou um susto TÃO GRANDE que jogou o saco de pipoca pra cima. Ai acabou o clima e a tensão da cena toda.

    Mas tá valendo. O filme é fantástico. O jeito que ele usa o “ventinho evil” ficou bem bacana. aquela cena no transito que a galera vai pegando a arma do guarda ficou bem fera pq ele coloca a camera nos pes da galera e tu só ve o corpo caindo.

    Mas a minha cena favorita é a dos corpos caindo na construção. Ficou bem dark e bem leve ao mesmo tempo.

    O filme é bacana, tirando as interpretações, é claro

  25. Fanaticc diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 6:12 am

    Com esse efeito (lançamento de saco de pipoca) especial no cinema, impossível não cair na gargalhada. O Azaghal pode me ajudar nessa. A gente foi junto assistir a Cidade dos Sonhos, mais uma obra-prima do cineasta David Lynch. Na cena “não tem banda”, teve um cara que deu uma gargalhada tão alta e estridente, que todo mundo começou a rir sem parar. Uma pena que estragou a cena do filme, até eu dei umas risadas - uma heresia. Obviamente que gritei em forma de protesto: “Galera, o filme do Sly é na sala ao lado”. Piorou… Neguinho riu mais ainda, achando que estava incentivando a todos abandonarem a sessão do Lynch para assistir um filme mais divertido na sala ao lado. abs

  26. Vinicius diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 3:11 pm

    Não sei como vocês ainda perdem tempo lendo críticas de filme no Omelete e Judão. Adoro ambos os sites, mas os caras não são críticos e sim apaixonados pelo assunto. Muitas vezes não concordo com o Fanaticc, mas o cara entende de cinema e está nisso a décadas com vasta experiência internacional. O texto do tarado é técnico, mas sem deixar de ser nerd. No Judão eu me divirto e no Omelete eu me informo. Acho que eles nem deveriam usar a palavra crítica. Jovem Nerd já andou publicando suas idéias sobre filmes por aqui, mas nunca teve essa pretensão. Atualmente todo mundo tem um site ou um blog e com isso todo mundo virou crítico. Isso não quer dizer que o cara não possa ter uma opinião, mas dizer que é crítico só porque tem uma opinião é o fim dos tempos. Sobre o filme, eu gostei. Mas podia ter sido melhor, se o Shy tivesse dado atenção a tudo e não só aos seus gostos pessoais.

  27. Claudino diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 12:01 pm

    Atuação dos atores? E se a idéia fosse justamente que os atores não representassem? Que fossem reações de pessoas comuns em uma situação incomum? Ainal, esse não é um filme de super-herois.
    E digo a mesma coisa sobre os diálogos. Quem no seu dia-a-dia mantém diálogos absolutamente brilhantes?
    Esqueçam as tretas do diretor, esqueçam que os estúdios exigem nomes famosos nos créditos, e apenas me digam: o filme te fez ficar pensando no dia seguinte o que aconteceria se aquilo pudesse realmente acontecer?
    Acho essa mania de querer que todo filme tenha que merecer ganhar um Oscar um saco! Não basta apenas um filme legalzinho para se assistir com a namorada e comer uma pipoca?

  28. Paulo Henrique diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 11:02 pm

    Acho que arte e entretenimento bom é aquele que deve instigar a mente, emocionar e entreter qualquer um, não só os entendidos. Acabei de voltar do cinema. HORRIVEL! O que mais me impressionou foi as atuações, péssimas! Pelo amor de Deus, não faça como eu. Fique em casa.

  29. Tako X diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 9:38 pm

    Excelente filme! Tambem sou fã de todos os filmes que este diretor realizou até hoje, e este não fica de fora, não! Gosto muito do estilo dos seus filmes, nota 10 para este! Obra-prima!

  30. Henrique diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 12:22 am

    O filme é interessante e muitas vezes óbvio… Assustador sem mtos clichês. O que eu mais achei interessante foi de não existir um”inimigo paupável”! Tudo assusta! O vento, a grama, até a casa com tudo de plástico dava um ar surreal apavorante. O final decepciona um pouco. Afinal, quem que não gosta de ser surpreendido como no 6o Sentido… Na verdade, fiquei com a sensação que é um filme de homenagem às suas referências… Não é possível que as atuações ridículas e diálogos patéticos estejam no filme à toa! O Mark Walhberg não pode ser tão ruim! Resumindo: tomei susto e sai com a sensação de que não entendi algumas coisas! Recomendo!

  31. joelson diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 12:41 am

    Rapaz, tu é apaixonado por ele?O filme é fraco.Os personagens estão mal desenvolvidos; casal não convence(nem se beijam) e ainda por cima tem um final estilo novela da Globo;tudo volta o normal no fim do filme como se todo aquele caos não tivesse existido(seria coisa do MIB?).Um lixo.

  32. luiz fernando diz:
    Quinta-feira, 19 de junho de 2008 às 1:07 pm

    Shyamalan é o maior diretor de suspense atual, conseguindo criar cenas belas, exóticas e extrema tensão. Em Fim dos Tempos, já na abertura, ele homenageia Os Pássaros, obra-prima de Alfred Hitchcock (meu filme favorito do diretor) e segue-se com várias referências, desde Vampiros de Almas até O Exorcista. Há várias cenas impactantes no filme, as melhores são a da queda dos funcionários do prédio e a das pessoas se matando com uma pistola. Realmente as atuações foram sofríveis, mas todo o resto o compensa. Fim dos Tempos não é o melhor filme do diretor, nemuma genuína obra-prima, mas concerteza é um dos melhores fimes de suspense do ano.

Comenta aí, nerd!

 
   
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