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A difícil vida de ser herói
sexta-feira, 11 de julho de 2008 Mário "Fanaticc" Abbade

Desde a década de 70, com o surgimento da crise de energia, de petróleo e, principalmente, do papel, os quadrinhos não conseguem repetir os números do passado. Os Super-heróis, que sempre desempenharam o papel de protetores da sociedade, tinham como seu instrumento de trabalho superpoderes que os mantinham fisicamente superiores aos seus inimigos. Portanto, o estigma, portanto, da força é o que sempre acompanhou a vida desses heróis. A razão pela qual sem ela de nada adiantaria os montes de músculos de nossos justiceiros, e a violência, dada como única maneira de se tratar os delinqüentes.

Dois dos primeiros heróis dos gibis – Super-Homem e Batman – tinham como principal arma a força bruta. É claro que Batman dependia bastante de sua capacidade intelectual, tanto que é considerado o maior detetive dentre todos os seus companheiros. Porém, de nada adiantaria uma pista certa se, na hora de enfrentar o bandido, ele não utilizasse seus punhos. O mesmo ocorre com o Homem de Aço que, sem precisar de todo aquele aparato técnico do Batman – cinto de utilidades, Batmóvel, Batcomputadores, etc. – concentrava nele próprio, toda a capacidade tecnológica do mundo contemporâneo. Trata-se, precisamente de encontrar um ser humano – ou kriptoniano, como queira – que tenha todo o poder da máquina, sem ser máquina.

A forma de trabalho do super-herói é a aventura, e seu resultado espiritual é aquilo que todo Estado, que se considere eficaz, deveria promover: a felicidade social. Portanto, tudo gira em torno da idéia da preservação da Lei e da ordem nem que, para isso, seja necessária a mais drástica das violências, como um trecho de uma história de Aquaman de 1970, em que ele próprio narra:

“Um dia, durante uma busca, avistei um mergulhador na eminência de arpoar um narval. Eram águas protegidas da pesca por leis internacionais. Cego de raiva, ataquei-o para detê-lo. Mas na minha fúria me traiu… A bordo do navio oceanográfico, percebi com horror o que fizera…

- É o Doutor Simon Link, biólogo. Estava marcando narvais para estudos sobre migrações! Você o matou, Aquaman!

- O quê…? Mas eu não queria… Pensei que era um pescador clandestino!”

Este, portanto, era o principal atrativo das histórias em quadrinhos da época. A grande maioria delas não continha historietas para fazer rir, e sim de criminalidade e de violência. O cenário pode mudar, mas a substância é a mesma, seja em florestas, no lar, na rua, num ambiente urbano, no mar, no espaço sideral, onde quer que seja. Muitas revistinhas de guerra pertencem à mesma categoria, com o crime e a violência disfarçados de patriotismo.

Foi através do amor à pátria que começou a se perceber o quanto era importante nestas histórias a presença de uma relação afetiva. Sem ela, toda violência não teria sentido. O Capitão América, por exemplo, foi criado em 1941 sob encomenda do governo americano em um momento delicado da história mundial, quando se tornava imprescindível a presença do sentimento patriótico.

Os EUA precisavam do respaldo popular para que pudessem participar da guerra, de forma a não comprometer sua supremacia. Por isso, nada mais eficaz do que o apelo à emoção para sensibilizar a opinião pública. Este fato em si já revela todo o poder que a indústria cultural, através de uma veiculação em massa – no caso, as histórias em quadrinhos – exerce sobre a população, e prova definitivamente, que o divertimento é usado como instrumento de manobra ideológica.

Em 1955, quando Sedução do Inocente, do Dr. Fredric Wertham, foi publicado, iniciou-se uma reação social. Pela primeira vez uma série de ilustrações típicas de revistinhas de histórias de crimes despertou a atenção dos pais, cientistas e de outros adultos. Muitas pessoas, pela primeira vez, passaram a ter conhecimento do que contém as “revistinhas”. Foi, também, mostrada a prova clínica e científica dos efeitos resultantes da leitura das histórias de crimes das revistinhas. Uma mudança ocorreu. Diminuiu o assassinato nas revistas, bem como o número de editores. É verdade que títulos de crimes (não histórias) diminuíram e não eram expostos na capa. As histórias de assassinatos realistas, em ambientes urbanos, tornaram-se menos freqüentes. O crime e a violência ainda reinam supremos, embora freqüentemente disfarçados. A partir dessa controvérsia, foi estabelecido o Código de ética das H.Q. (Comics Code Authority). Neste pequeno tratado, além das regulamentações concernentes a crimes, violência e vocabulário, há uma parte dedicada especialmente ao casamento e ao sexo:

1- Divórcio não deve ser tratado humoristicamente, nem sendo representado como sendo desejável.

2- Relações sexuais ilícitas não devem ser retratadas e anormalidades sexuais são inaceitáveis.

3- Todas as situações que tratem com a unidade familiar devem ter como principal objetivo a proteção das crianças e da vida familiar. Em caso algum a quebra do código de moral deve ser representada como recompensadora.

4- Estupro nunca deve ser mostrado ou sugerido. Sedução não deve ser mostrada.

5- Perversão sexual ou qualquer alusão ao mesmo é estritamente proibida.

Os padrões morais, hoje, são bem diferentes dos da época da publicação deste código e também a abordagem do sexo do casamento nos quadrinhos. Depois da leitura do item 3, pode-se compreender que as regras e moral de cinco décadas atrás eram bem mais rígidas. Tanto que em 1988 foi lançada pela primeira vez uma revista que conta como o Monstro do Pântano “transa” com uma mulher. A história, chamada Ritual da Primavera, não transcreve exatamente o relacionamento sexual, porém transmite todo o significado sutil do que seja o orgasmo. Envolto por um clima de completo romantismo, o monstro dá um pedaço do seu corpo (ele não possui órgão genital) para a mulher comer, fazendo com que ela embarque numa viagem psicodélica. Este é, sem dúvida nenhuma, um marco na história das Histórias de Quadrinhos.

Batman foi o personagem mais sacrificado por todas essas regras e códigos do passado. Acabou tornando-se especialmente interessante para o público gay por três razões:

1- Foi o primeiro personagem fictício a ser atacado pelo Dr. Fredric Wertham em seu livro a Sedução do Inocente.

2- O seriado dos anos 60, que satirizava o personagem como sendo um homossexual enrustido.

3- O herói mais popular e conhecido desse planeta, simbolizando como nenhum outro a figura masculina.

A Sedução do Inocente é um livro extraordinário, não por seu conteúdo, mas por ser um melodrama extravagante disfarçado em psicologia social. Fredric Wertham parece um clone do Senador McCarthy – que perseguiu pessoas inocentes, com a desculpa de serem comunistas nos anos 50. Wertham era um evangélico imbuído em salvar a juventude americana dos seus piores impulsos.

Ele acreditava que os leitores copiariam o conteúdo das histórias. Alegava que todos absorviam aquilo de forma passiva. Batman foi o escolhido para exemplificar suas estapafúrdias teorias:

“Todo pré-adolescente tem um período que despreza as meninas. Algumas revistas em quadrinhos fixam essa atitude e ainda criam a idéia de que garotas só servem para apanhar ou para te seduzir. É sugerida uma atitude homo erótica da forma que a masculinidade é apresentada. As mulheres sempre são bruxas ou violentas. As mulheres sempre são desenhadas num tom pouco erótico. Já os heróis sempre estão em tons agressivamente eróticos. O musculoso “super-tipo” é enfatizado com o objetivo de criar estímulo e curiosidade sexual no leitor.”

É tanto absurdo que nem vale a pena confrontar. Até porque Martin Barker destrói cada um das teorias absurdas de Wertham no ótimo A Haunt of Fears (1984). O homossexualismo para Wertham é sinônimo de misoginia. Homens amam outros homens, porque detestam mulheres. Desenhos de mulheres apanhando são responsáveis pelos sentimentos homoeróticos reprimidos. Isso deve ser novidade para as milhares de mulheres que são sistematicamente abusadas fisicamente por heterossexuais. As mulheres que não se encaixam nos estereótipos existentes de feminilidade são mais um estímulo para o homossexualismo. Após explicar suas teorias infames, Wertham dispara sua metralhadora na mansão Wayne:

“Algumas vezes Batman está de cama por causa de algum ferimento. Robin aparece sentado ao seu lado. Eles levam uma vida idílica. Eles são Bruce Wayne e ‘Dick’ Grayson, Bruce é descrito como milionário bon vivant e Dick como seu pupilo. Eles moram numa mansão suntuosa com lindas flores em vasos enormes. Eles têm um mordomo, Alfred. Batman aparece algumas vezes de roupão. Parece um paraíso, um sonho de consumo de dois homossexuais que vivem juntos. Às vezes aparecem num sofá. Bruce reclinado e Dick ao seu lado sem paletó e de camisa aberta”.

As suposições homossexuais de Wertham são sugeridas por sua interpretação de certos signos visuais. Então para se evitar ser chamado de homossexual por Wertham, Bruce e Dick deveriam ter feito o seguinte: não mostrar preocupação quando estivessem feridos, morar numa cabana, terem flores horrorosas em pequenos vasos, chamar seu mordomo de Joe ou nem ter um, nunca dividirem um sofá, usar paletó, manter a camisa toda abotoada e nunca usar roupão. Nem a Mulher-Maravilha escapou dos devaneios de Wertham:

“A conotação homossexual das histórias da Mulher-Maravilha é psicologicamente irrefutável. Para os meninos, a imagem da Mulher-Maravilha é assustadora. Para as meninas é um ideal mórbido. Se Batman é anti-feminino, a atraente Mulher-Maravilha e suas contrapartes são definitivamente anti-masculina. A Mulher-Maravilha tem suas próprias seguidoras femininas. Suas seguidores são as meninas que gostam de ‘festejar’, as lésbicas”.

A visão de homossexualismo de Wertham é inconsistente. Mulheres fortes, resolutas e admiráveis irão transformar meninas em lésbicas – um heroína dessa maneira só poder ser apontada como ‘mórbido ideal’. As loucuras de Wertham surtiram efeito. Nos anos 50 aconteceu um pânico moral por causa dos ‘perigos’ das revistas em quadrinhos. Depois da introdução do Código de Ética, carreiras acabaram e companhias faliram. Da mesma forma que o Código Hayes censurou Hollywood na década de 30, os quadrinhos ficaram reacionários. Na Inglaterra chegou a ser proibido a importação de revistas em quadrinhos americanas.

E o Batman? Perdeu sua couraça de vigilante e tornou-se um defensor dos valores americanos. Introduziram Batwoman e Batgirl para que não existisse nenhuma dúvida a respeito da vida sexual da Dupla Dinâmica. Em 1963, a história “The Great Clayface-Joker Feud” exemplifica as normas sexuais vigentes para todos os morcegos reunidos. Batgirl diz para Robin: “Mal posso esperar para colocar meu uniforme! Não seria o máximo a gente sair em missão juntinhos de novo? (suspiro)”. Robin responde: “Seria ótimo! (suspiro)”. Batgirl era sobrinha da Batwoman, pois se ela fosse filha, implicaria em relação sexual com alguém. Esta é a era de Troy Donohue e Pat Boone. Batman servia de termômetro cultural, ‘tirando a temperatura’ dos tempos.

Clayface/Joker não representavam uma ameaça ou violência. O episódio ainda conclui com mais uma mensagem heterossexual: “Oh Robin,” diz Batgirl, “Fiquei tão assustada depois desse confronto com o Coringa que preciso de um abraço…você é tão forte!”. Batwoman aproveita a deixa e diz: “Batman, você ainda está preocupado com o Coringa. Por que não segue o exemplo de Robin e me deixa aliviá-lo?”. Batman: “É uma ótima idéia!”. Mesmo essa história tendo sido publicada em 1963, ela ainda era um reflexo da década de 50. Se os anos 60 começaram para o mundo com a chegada dos Beatles, para Batman só começou em 1966 com o seriado para a TV.

E o que Bob Kane, criador de Batman, achava disso tudo? Em todo esse período ficou bastante desapontado. Tive a oportunidade de conversar com o lendário criador em uma convenção sobre o Cavaleiro das Trevas nos Estados Unidos. Ele disse que as convenções americanas são as mais hipócritas do mundo. Primeiro teve que criar o Robin para humanizar a figura do Batman por exigência do moral e bons costumes. Não achavam uma boa influência para os leitores o estilo sombrio e seus métodos violentos. Robin foi criado para contrastar com o lado negro do morcego.

Depois dessas mudanças, resolveram acusar os personagens de homossexuais. Bob Kane afirma que Batman e Robin são heterossexuais e que infelizmente os fãs serão obrigados a conviver com essa chacota, por causa da mente insana do Dr. Fredric Wertham. Mas fez questão de frisar que não tinha nada contra os homossexuais. Se os mesmos precisavam do Batman para desmistificar o preconceito, teriam seu apoio. Só queria que isso fosse de forma positiva e não na galhofa, pois incentivava mais ainda a homofobia.

Desde que foi criado, Batman teve vários relacionamentos com mulheres de todos os tipos e estilos. Seu alter ego, Bruce Wayne também. Mas uma coisa é lógica no mundo dos quadrinhos: Batman jamais poderia se casar. Ele estaria se limitando ou até mesmo se castrando como super-herói.

E isso é justamente o que os editores não querem, pois é inconcebível para os leitores a figura de Batman casado e com filhos, ou o herói tendo que voltar mais cedo para casa para fazer companhia a sua esposa, ao invés de se dedicar exclusivamente ao combate do crime. Isso não impede que ele se apaixone. Nesses casos, o amor é utilizado em grande escala, mas é claro que há uma situação limite, pois o amor nada é do que um engodo para atrair a curiosidade do público e que nunca será levado às últimas conseqüências. Com isso, o personagem se aproxima de seu público, satisfazendo por um lado o desejo da aventura e por outro o sonho romântico.

O amor como integrante de um universo de amenidades, teve sempre uma presença maciça dentro dos veículos de massa. As Histórias em Quadrinhos, um pouco diferentes, passaram a abordar assuntos como amor e sexualidade com maior freqüência no intuito de projetar algo que esteve reprimido durante muitos anos, a custo de leis e códigos de ética.

É uma pena que tudo isso levou a deturpar a verdadeira personalidade dos heróis. Tantas décadas de repressão foram as responsáveis por erros que talvez nunca sejam corrigidos. Além disso, há uma enorme luta por parte da comunidade gay em adquirir direitos iguais. E nessa busca por igualdade, uma parte dos gays procuram se auto afirmar se utilizando de personalidades, heróis mitos e lendas. Eles acreditam que divulgando possíveis gays históricos, seja a forma de sensibilizar a sociedade.

Com isso começam a criar e inventar em qualquer particularidade um signo de homossexualidade. O mais patético é quando ser gay, é uma característica negativa. Nesses casos, eles preferem não citar a personalidade em questão. Um exemplo recente é a suposta homossexualidade de Adolf Hitler – já comprovada inexistente – que era usada como uma qualidade para denegrir ainda mais a imagem do sanguinário Führer.

Realmente é muito mais confortável exibir homossexuais tidos como exemplo de heroísmo, capacidade e inteligência. Batman encaixa-se perfeitamente nesse perfil. Até por ser um personagem fictício, ele não existe fora das mentes de seus leitores e escritores. Por isso ele pode ser usado como elemento de auto-afirmação por aqueles que ainda não conseguiram sair do armário ou os que precisam da aprovação da sociedade. Esses não querem saber dos motivos que levaram Bob Kane a criar o herói ou descobrir a psique do personagem.

Preferem fantasiar seu próprio Cavaleiro das Trevas, tanto que, descobriu-se recentemente que Fredric Wertham, o responsável por toda essa polêmica, pode ter tido relações homossexuais na adolescência. Isso sim, merecia um estudo aprofundado por parte da psicologia.


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40 COMENTÁRIOS

  1. Maria diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 9:32 pm

    Adorei essa reportagem!!
    Eu sou fã de HQ faz pouco tempo e o Batman acabou virando o herói q eu mais ADORO (na verdade ele se tornou meu herói!!), e eu não sabia de toda essa história sobre a censura q as HQs sofreram!!!
    Agora me sinto mais informada e pronta pra defender o meu herói!!
    Obrigada!!

  2. Deivide Elven diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 2:49 am

    em relação ao próximo filme ou não.
    O Coringa tem mais carisma que batman, não acompanho hq nenhuma e nem pesquisei histórias, só assisti a filmes e desenhos quando dava vontade e em todos o coringa era melhor centrado.

  3. FeJauM diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 5:02 am

    Hmmmm…
    Esse Padre Camufla…

    brincadeiras a parte, muito boa essa reportagem…

  4. Carlos diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 8:21 am

    Também concordo com o Mario sobre a questão do homosexualismo em Batman. Embora, muitas vezes, essa questão participou da cultura popular. Contudo penso que é um pouco forçado dizer que a comunidade gay está impondo o homosexualismo ao mundo ao revelar figuras históricas. Pois, como diria que Azaghal: “whatever que o Batman é gay ou não”. Assim como Fred Mercury foi um dos maiores cantores homosexuais conhecido na festa da terra digo whatever que ela era gay, o que importa que era que um grande cantor, assim como Batman é ícone da cultura popular… Isto é: whatever, man!

  5. Chapolesco diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 11:21 am

    Ótima reportagem, retratou bem a época.

  6. Josué diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 1:35 pm

    Leiam Brat Pack. É uma ótima sátira sobre a necessidade dos heróis em terem ajudantes mirins. Homossexualismo e outras coisas. É muito hilário. Inclusive tem um personagem que é baseado no Batman (Doninha Noturna).

  7. Luciana diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 2:04 pm

    É isto que acontece quando se deixa o poder nas mãos de quem não tem capacidade de usá-lo. Por que uma mente um tanto quanto insana e desvirtuada viu mal em algo, que hoje chamaríamos tranquilamente de amizade, uma série de fatores foram desencadeiados. Talvez tenhamos sido privados de uma possível continuidade genial. Por outro lado, agora que somos adultos, torna-se até cômico analisar os personagens de acordo com a mentalidade de Wertham. Bem interessante, afinal.

  8. F3 the Master diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 4:00 pm

    Excelente texto Mário, parabéns mesmo. Falou sobre tudo praticamente, e mais importante: imparcialmente !

    Parabéns de novo.

  9. Jaime diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 5:17 pm

    É, a maioria destas imagens foi tirada do site superdickery.com . Favor dar o crédito!

  10. Paranoid diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 6:12 pm

    Excelente a informação e argumentação da coluna, Fanaticc. Parabéns!
    A escolha das imagens ilustrativas está engraçadíssima!

  11. teufel diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 7:13 pm

    o começo da repotagem tá um pouco confusa, mas em geral está boa!
    só tem um pequeno detalhe, o termo “homossexualismo” é incorreto, porque o sufixo ismo conota doença, anomalia. O termo certo é homossexualidade.
    Na verdade o Fanaticc usou os dois termos na reportagem…

  12. Gin Guilt diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 10:59 pm

    Matéria Sensacional,adulta,madura.Parabéns!

  13. Youko diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 10:15 am

    Realmente brilhante reportagem !!!

    whatever batman e Robin não são gays, é claro que realmente inspira tal relação perfeitamente explicado na reportagem …mas não são ué !

    Parece conspiração de ativista ..achar que tudo e todos são gays, e isso ta por fora !

    Contudo, não são todos que pesam assim.. eu sou homossesual e não tenho essa visão .. até tem esses novos heróis gays da Marvel e tal … mas pra mim é Marketing .. bobeira ninguém que realmente seja fãs de quadrinhos compra uma revista interessado na preferencia sexual do personagem e se for o caso vai ler um Mangá que tem muito mais abertura pra esse tipo de coisa ..

    Bom agradeço ao JN por citar tal assunto .. legal mesmo ..

    OBs .. O senhor Jovem nerd é Lindo !!!

    hauhuauhauhuahuahua … Zuei !

  14. Marco Gimenez diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 10:33 pm

    1- Para os “heterofóbicos”
    Tá… o “cara” assiste os pais serem assassinados…
    se torna um “doente” em busca duma justiça
    que não encontra…
    hum…
    trauma… desvio psicolóigico… mente perturbada…
    Grande potencial pra ser gay

    2- Para os homofóibicos
    coisa de mach viver com o mordomo e um adolescente…
    usar roupa preta agarrada… capa…
    e o bat-cinto não engana… é pochete!!!

    Como bem colocado no texto…
    o personagem é ficticio…
    vai da idéia, escolha ou até preconceito de quem escreve…

  15. Kaorushin (Rafael) diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 11:40 pm

    Eu não gosto do Batman. Mas nunca concordei que o Cavaleiro Negro tivesse algum tipo de relacionamento com o Robin, ou qualquer outro cara, afinal, o Bruce é um pegador feladapouta! Não sabia dessa história do livro, gostei da matéria! Parabéns^^

  16. Escax diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 11:49 am

    Parabéns por tocar nesse tema, Mario e JN! E de uma forma clara e isenta de julgamentos. Existem muitos excessos em ambos os lados: dos que buscam a igualdade (homo) e daqueles que a temem (hétero). Ainda assim, também é mais tranqüilo dizer “whatever” quando se está no lado da maioria. E acho uma pena quando ouço comentários preconceituosos e galhofeiros nos nerdcasts (”…Se os mesmos precisavam do Batman para desmistificar o preconceito, teriam seu apoio. Só queria que isso fosse de forma positiva e não na galhofa, pois incentivava mais ainda a homofobia?”). Se nerds vivem falando do preconceito que sofrem ou sofriam justamente por serem nerds, deveriam ter um maior entendimento do preconceito que sofrem outras minorias…

  17. santiago diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 1:35 pm

    pqp! o bat-cinto é mesmo uma pochete!!
    Eu acho isso uma perda de tempo, mas que a série de tv é muito gay, isso é - o que não me impede de gostar, assim como supracitado Freddie Mercury.

    OBS: batmá na feira da fruta é muito bom :D

  18. Paulo diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 3:25 pm

    Não vejo problema do Batman e Robin serem gays. O importante é ser feliz.

  19. Jônatas diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 4:09 pm

    Nunca fui com a cara do Batman, mas tambem acho que gay ele não é.
    Parabens pela matéria, ótima.

  20. A.J. diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 5:24 pm

    Meus parabéns ao Fanaticc, cada vez melhor em suas matérias. Nessa, em especial, ele analisou com maestria toda a origem dessa palhaçada que rola com o Batman.

    O mais divertido, no entanto, foi ver as palavras do Abbade contrastando com as bizarríssimas (e reveladoras) imagens das revistas em quadrinhos antigas e do seriado… ehehehehh…

  21. Paula diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 7:19 pm

    Ótimo, ótimo texto *-*

  22. Fausto diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 11:11 pm

    Mario,

    parabéns novamente pela matéria! Bastante informativa com dados bem preciso (eu acho…) sobre a história do herói. Para todos que não curtem o Cavaleiro das trevas, recomendo as Graphic Novel como A Piada Mortal (para quem gosta do Coringa), O próprio Dark Knight Returns e Ano Um!!! Para quem gosta, já leram tudo isso, obviamente.

  23. Ozzyman diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 5:50 am

    Que surpresa, um artigo sobre homossexualidade, vindo desse cara.
    Um cara que tenta provar que é “macho” a cada participação no NerdCast.
    Fica até patético, cada comentário tem que mencionar que alguém é “bicha’, ou coisas afins.
    Esquisito isso…
    Participação, aliás, sempre boring. Sempre repetindo vinte vezes a mesma coisa numa mesma frase. E tentando ser engraçado.
    Não li esse texto, vou gastar meu tempo com algum autor mais interessante.

  24. diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 7:15 am

    Abbade como sempre mostrando que não vive só de sacanagens hehehe.

    Essa questão de mostrar gays históricos é meio ambigua. Acho interessante que a verdade seja mostrada, porém se isso é feito de forma sensacionalista todo o impacto positivo é perdido. Mas isso não é assunto pra hoje.

    Até hoje muitos autores são influenciados por essa visão homossexual do Batman. A concepção do Coringa em muitas histórias podem levar a uma visão de que o Coringa seja gay, muitas vezes por incapacidade do roteirista em olhar o personagem mais profundamente, ou quem sabe pra mostrar um aspecto negativo da homossexualidade, afinal o Coringa é um psicopata.

    Em “Cavaleiro das Trevas” a obsessão do personagem pelo Batman pode ser interpretada dessa forma em certos momentos (embora seja claro que essa não é a visão do Frank Miller). Grant Morrisson, que tem uma das melhores visões do Batman, em minha opinião, em “Asilo Arkham” (outra HQ clássica do personagem) o Coringa (de forma afetada) alfineta o Batman sugerindo que ele é reprimido sexualmente ou enrustido.

    Particularmente gosto do Batman meio psicopata e obcecado pela sua missão. Quem existe é o Batman, e Bruce Wayne é o disfarce. E nessa concepção podem haver várias situações, o cara é assexuado, usa o disfarce como um fetiche (como quando se envolve com a Mulher-Gato) ou se atormenta porque não pode ter um relacionamento “normal”.

    Mas definitivamente o Batman não é homossexual, ponto final.

    PS: Sem querer entrar em onda de politicamente correto Fanaticc. Mas não se usa mais o termo homossexualismo. Esse termo era o referido aos gays quando a orientação sexual divergente era vista como doença. Desde que ser gay deixou de ser uma patologia (pela OMS nos anos 80) o termo correto é homossexualidade.

  25. diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 7:17 am

    Corrigindo: “…deixou de ser considerado uma patologia…”

    E só mais uma coisa, acho válida a existência do seriado camp dos anos 60, afinal o Batman pode não ser gay, mas todos os ícones devem ser satirizados.

  26. Fanaticc diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 9:15 am

    Não concordo. Tem outro pensamento sobre o assunto na Europa. Por isso me sinto livre em usar o termo. Ele é usado por diversas outras publicações estrangeiras e no Brasil também. Se os grandes jornais endossam e nunca houve reclamações por nenhum orgão, eu posso também. abs

  27. Amauri diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 2:53 pm

    Vale lembrar que o William Moulton Marston, criador da Mulher Maravilha, era realmente um psicólogo com idéias avançadinhas pra época. No livro “Homens do Amanhã” tem algumas declarações controversas dele, sobre bondage, matriarcado e outros quetais (ah, sim, ele também tinha duas esposas…).

    Não que eu concorde com o Wertham, mas daí a dizer que o Moulton “não sabia” sobre o próprio discurso, são outros quinhentos. A mensagem que ele queria passar é muito diferente do que a que o Werthan captou na Mulher Maravilha, mas pode ter certeza que teria escandalizado muita gente nos recantos mais rednecks dos EUA.

  28. jorge freire diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 6:05 pm

    Tenho 37 anos e coleciono revistas do Batman desde os meus 12 anos. (apenas para constar: sou casado e hetero :);

    Fiz publicidade na FAAP e na grade curricular tínhamos dois semestres de “A Historia da Historia em Quadrinhos”. Realmente tudo isso que voce escreveu foi relatado e discutido nas aulas e posso dizer que foi um prazer poder relembrar destes “fatos historicos” dos quadinhos.

    PArabens pelo texto.

  29. Guilherme C. Grunewald diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 11:38 pm

    Senhor “Marabade” ótimo texto, meus parabéns, se colocasse umas duas laudas de teoria sobre industria cultural e metodologia científica dava pra fazer um artigo científico com seu texto.

    O que acho interessante ressaltar é a questão do chamado discurso médico que ganha muito poder por volta do século XIX. Embasados na linha positivista de pensamento, foi levado a ciências humanas o ideal de método científico como algo catalogável e que pode ser repetido em um laboratório, desse pensamento ligado a toda noção de eugenia e aperfeiçoamento do ser humano através de suas ciências e estudos, dessa época saiu bizarrices como as idéias de raça pura, ou autores como “Lombroso” (procurem sobre o que ele chama de mulher degenerada), que associava questões físicas a crimes ou perversões.

    Claro que essa linha de pensamento serve para embasar todo um ideal de colonialismo com sua idéia sobre civilizado, e “Ordem e progresso”, o que no fim das contas acaba legando ao século XX duas grandes guerras mundiais, porém esse tipo de estudos ainda é muito forte em linhas como a “Psicologia social” praticada nos EUA e Inglaterra por exemplo que difere em muito da psicologia social praticada no Brasil que é mais ligado a ou a linhas marxistas, culturalistas, existencialistas…

    Voltando então vale pensar que nessa época ainda essa linha de pensamento se coloca muito forte até para evitar a proliferação do pensamento marxista nos US and A, nessa época estava em curso um choque de gerações com os filhos do pós guerra e toda a nascente “geração beatnik”.

    De qualquer forma o que quero dizer é que sim, é uma visão preconceituosa, mas se olharmos com as ferramentas sociais, filosóficos e científicos de hoje, mas essa visão para a época era algo correto e representava em muito pensamento de grande parte de uma geração, no fim das contas tudo isso vai culminar em 1968 o ano mais louco que já houve, hehe

    Mas deixa pra lá senão vou ficar falando resto da vida aqui, meu texto ja está enorme, muito mal redigido e estou com preguiça de corrigir os erros, então relevem qualquer problema que encontrarem.

    Novamente parabéns pelo texto Mario Abbade.

    Fortuna!

  30. Gustavo diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 12:58 am

    Excelente matéria. O melhor são as imagens ambíguas… Hehehe

  31. T. R. Freitas diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 5:33 pm

    matéria fantástica, parabéns!

    e sim, na minha opinião esse tal do Fredric Wertham dava ré na garagem dos outros e nunca se assumiu!

  32. Dex diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 9:48 am

    Perfeita a matéria. Todos os fãns conhecem as chacotas que denigrem as imagens de nossos heróis favoritos, mas poucos, assim como eu, conhecem a origem de todo esse absurdo. Esta “revelação” por assim dizer, sem ironia, foi extremamente bem escrita!

    Mário Abbade é foda!

  33. Escax diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 12:53 pm

    Bacana observar nesta micro-sociedade nerd a repetição do que se vê lá fora. Há homofobia, heterofobia, gays que estão bem consigo mesmos e com os outros, héteros que estão bem consigo mesmos e com os outros. Só faltaram comentários do Anão (homofóbico desde o BliG) e do JN (de bem consigo e com o mundo desde o berço). No mais, endosso o coro dos que dizem, com suas palavras, que seria mais interessante se cada um se preocupasse com a própria vida e em fazer amor (toda a forma de) em vez de xingar/satirizar. É isso.

  34. Kiko diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 2:01 pm

    Mas convenhamos, as imagens são mto homossexuais…
    Eu me amarro no batman mas ele, pelo menos nessas revistas antigas, é um personagem bem gay.
    Aquela imagem dele com a mão no ombro do robin…
    Ainda bem que sairam esses novos filmes com o ótimo Bale pra revigorar o herói. E espero que num tenha nenhum Robin dessa vez.

  35. Nistelrooybr diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 2:33 am

    Muuuuito boa essa matéria… vocês foram bem ao foco… cercando de informação inteligente… e associando de muito boa forma a relação do quadrinho com uma conjuntura política e social de época…

    anseio por possíveis matérias que possam mostrar tal possível relação com os filmes de hoje em dia, ou séries…

    um abraço!

  36. Endless Nameless diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 4:30 pm

    Ótimo texto, Mário Abadde!

    Bem explicado, embasado, e com informações que nunca tinha ouvido falar ou pensado!

    Não me surpreende que você seja tão bom no que faz!

    Gostei também da ironia na escolha das imagens, com o texto dizendo uma coisa e as imagens insuando outra!

    Uma história que revirou toda esta história de homossexualismo na DC foi o The Authority, onde dois personagens, Apolo e Midnight (alusões a Superman e Batman), formavam um casal homossexual, adotando uma criança, se casando e se beijando! E isso que eles eram os mais violentos do grupo…

    Saudações, e (como diria o Seu Madruga:”seja o que for…”), continue assim !

  37. Luciana diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 6:42 pm

    Desculpe-me, mas para a maioria dos homossexuais (ao menos os mais ‘esclarecidos’) a palavra homossexualismo é uma ofensa. Então para não gerar problemas seria melhor usarmos Homossexualidade.

  38. Rodrigues diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 3:38 pm

    A arte não se limita ao que é mostrado num história em quadrinho, num filme ou num quadro numa exposição, ela continua e tem ecos nas interpretações, nas visões de mundo, no olhar do observador. Se as pessoas querem considerar Batman como gay, qual o grande problema? Justamente por ele não existir é que as múltiplas opiniões fazem sentido. Não importa muito o que Bob Kane achava pois seu personagem ganha vida muito além dele.

    A interpretação do Batman gay faz parte do personagem, que é um ícone cultural. É só mais uma abordagem para personagem tão fascinante e complexo. Abordagem que foi usada de maneira muito divertida na série de TV. E tb de maneira quase doentia por Grant Morrison, como disseram, em Asilo Arkhan, que é sugerida sim uma repressão sexual. Vocês não podem negar que trocar Zorro por Bambi no cinema não quer dizer nada.

    Acho engraçado como a idéia do Batman gay gera tanto incomodo, principalmente em nossos tempos em que vejo em muitos outros meios uma abertura nesse sentido. Só olhar para X-men e Authority. Aliás Authority é foda ao mostrar uma versão de dois símbolos de masculinidade como Batman e Superman, gays, e ainda assim másculos. Como se fosse um versão não hipócrita. Mas enfim, o que me motiva a escrever o texto é a grande importância que os fãos dão a sexualidade do morcego. Why so serious? Pq isso tem que ser tão importante e gerar tanta revolta se há inumeros outras caractrísticas no morcego mais interessante? Pq o herói de suas vidas não pode ser aberto a leituras menos conservadoras? Acho que há uma grande dose de homofobia.

    A mim o Batman está mais para um assexuado mesmo, como são tratados vários heróis americanos, principalmente quando saem das HQs. O Batman de Nolan é extremamente assexuado, aliás como todos os seus filmes. Já os do Burton é plenamento heterossexual e o diretor consegue primorosamente extrair sensualidade das suas cenas com a Mulher-Gato.

    Não estou de modo algum defendendo o artigo de Wertham, acho-o ridículo tb. Só acho que o leitor dever ter a liberdade de olhar seus personagens preferidos como bem entender. Se não há liberdade, não há arte.

  39. gustavo diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 8:32 pm

    batmam não é gay e sim robem
    ola queridos o mundo é rosa com tonalidades pink

  40. eduardo diz:
    sexta-feira, 11 de julho de 2008 às 1:47 pm

    apoio as palavras do Rodrigues, ele disse exatamente o que queria dizer sobre a vida que a arte ganha para além da intensão do autor. E discordo que o texto seja “ótimo”, “excelente”, “fantástico” - e também não é um lixo.
    Acreditpo mesmo que o texto ressoa homofobia - porque não se pode interpretar que batman e seja gay?
    probelma mesmo é o dr. wertham ou qualquer outra pessoa achar que ser gay é problema!
    “uma parte dos gays”… que parte? por favor! não trate gays ou qualquer “grupo” de nameira massificadora, comose seus integrantes fossem depersonalizados e absolutamente iguais - faça um recorte minimamente aceitável.

Comenta aí, nerd!

 
   
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