Dark Knight | Christopher Nolan fala tudo sobre o filme
"Coringa de Ledger entrará para a história"| sexta-feira, 27 de junho de 2008 | Mário "Fanaticc" Abbade |


“Foi muita responsabilidade nas minhas costas. E eu estou muito orgulhoso com o resultado”. Foi assim que Christopher Nolan, 37, definiu seu trabalho por trás das câmeras em The Dark Knight, novo filme da franquia Batman, que estréia nos cinemas brasileiros em 18 de julho.
Nolan foi o homem responsável por tirar o nome de Batman da lama: após o desastroso Batman & Robin, de Joel Schumacher, lançado em 98, o super-herói amargava na geladeira de Hollywood. Aliado ao talento do (até então) pouco conhecido galês Christian Bale, o diretor capturou uma boa história para reiniciando a franquia e reuniu um elenco de titãs: Michael Caine, Gary Oldman, Morgan Freeman, Liam Neeson, Tom Wilkinson, Rutger Hauer, Katie Holmes, Cillian Murphy e Ken Watanabe. Nada mal para um londrino cuja carreira de apenas três filmes havia ganhado um pouco de atenção no circuito independente por Amnésia, de 2000.

“A verdade é que fiquei muito surpreso com a repercussão de Batman Begins. Não esperava tanto! É quase impossível agradar o público em geral, e todos ficaram satisfeitos, os fãs, a crítica, todo mundo. Isso me deixou muito orgulhoso e espero que The Dark Knight agrade também. Estou fazendo de tudo para que seja melhor ainda”, declarou o cineasta, durante sua passagem pela ShoWest, onde recebeu o prêmio de Diretor do Ano, em março desse ano.
“Em toda minha vida, nunca imaginei que um dia estaria por trás de uma seqüência, mesmo no final de Batman Begins. Para mim, é sempre um filme de cada vez e eu faço o que posso para deixar o público satisfeito, entusiasmado, pedindo mais. Foi isso que fiz com os roteiristas [David Goyer e Jonathan Nolan, seu irmão] no final de Batman Begins. E aqui estamos nós, na pós-produção da seqüência, e eu estou dando o melhor em mim para fazer com que seja o melhor possível. Existem seqüências muito boas construídas em cima do primeiro filme, como O Poderoso Chefão II, por exemplo. É isso que almejamos”, finaliza.

The Dark Knight demorou sete meses para ser filmada, passando por Hong Kong, Londres e Chicago. A Warner Bros. investiu pesado, com US$ 150 milhões, esperando gerar pelo menos o dobro em lucro. Antes mesmo da pós-produção, o filme teve seus contratempos, incluindo a morte de um de seus atores principais, Heath Ledger.
Agora consagrado e esbanjando carisma, Christian Bale está de volta à pele de Bruce Wayne/Batman. Dessa vez, com a ajuda do Comissário Jim Gordon e o Promotor de Gotham City, Harvey Dent, Batman encabeça sua cruzada contra o crime na cidade até se deparar com um inimigo a sua altura, o insano e sádico Coringa, o “palhaço do crime”. O vilão que desperta uma onda de caos e crimes por toda cidade. Para acabar com essa nova ameaça, o herói terá de usar a arma mais poderosa de seu arsenal, confrontando tudo o que acredita. Quando tira a máscara de Batman, a vida do bilionário playboy Bruce Wayne se complica: ele se vê em meio a um triângulo amoroso formado por sua antiga amiga (e seu antigo interesse) Rachel Dawes e Harvey Dent.

The Dark Knight promete ser bem mais sombrio que seu predecessor. A história se baseia nos gibis The Killing Joke, The Man Who Laughs e The Long Halloween, três clássicos do universo DC Comics. O próprio Jerry Robinson, 86, um dos responsáveis pela criação do Coringa na década de 40, foi contratado como consultor para ajudar no desenvolvimento do roteiro, que é assinado pelos irmãos Christopher e Jonathan Nolan (eles já trabalharam juntos, em Amnésia e O Grande Truque).
Parte do elenco de Batman Begins retorna a continuação. Batman ainda conta com o apoio de Michael Caine, que volta a viver o elegante Mordomo Alfred, Gary Oldman retorna à pele do Comissário Gordon e Morgan Freeman, a de Lucius Fox. O vilão do primeiro longa, o Dr. Jonathan Crane/O Espantalho, interpretado pelo irlandês Cillian Murphy, também retorna na seqüência.
No entanto, há um desfalque: Katie Holmes, que interpretou Rachel Dawes (o eterno interesse amoroso de Bruce Wayne) decidiu ficar fora da aventura. A atriz alegou estar com a agenda lotada de projetos e passou adiante o cachê de US$ 2 milhões. Já os boatos afirmam que a Warner Bros. quer distância da Senhora Tom Cruise, por sua figura estar sempre nas capas de tablóides. Pior para ela, que foi substituída por Maggie Gyllenhaal, que brilhou nos pequenos A Secretária e Mais Estranho Que a Ficção. A irmã mais velha de Jake Gyllenhaal venceu concorrentes como Emily Blunt e Rachel McAdams.

A escolha para viver o antológico Coringa causou polêmica entre os fãs. Atores do porte de Adrien Brody, Robin Williams, Paul Bettany e Steve Carrell haviam demonstrado interesse em viver o palhaço bizarro. Nolan foi em direção oposta, e escolheu o jovem Heath Ledger. O motivo? “Por que ele não teme nada”.
Ledger sabia o que o esperava pela frente: aos 28 anos, conhecido mundialmente pelo retrato de um caubói gay em O Segredo de Brokeback Mountain, ele ingressaria no sempre traiçoeiro universo dos quadrinhos como um vilão antológico, queridíssimo pelos fãs. Para complicar sua situação, seria inevitavelmente comparado a ninguém menos que Jack Nicholson, ator que interpretou o personagem no longa dirigido por Tim Burton, em 89.

Pouco após ter sido anunciado como o antagonista do Homem-Morcego, Ledger fez questão de mostrar sua admiração por Nicholson, afirmando que seu Coringa foi “perfeito”. Declarou que só topou reencarnar o personagem pela proposta de Nolan ser completamente diferente. “Eu jamais tocaria no que Nicholson fez, seria um crime”, afirmou na ocasião, em que animadamente descreveu seu personagem como “um psicopata, assassino em massa, palhaço esquizofrênico com zero empatia”.
Para se preparar, decidiu mudar drasticamente sua rotina. Visando ficar inteiramente longe da família e dos amigos para se concentrar no trabalho, mudou-se para um quarto de hotel. Foi lá que deu uma nova cara ao Coringa, mais sombria, mais maldosa, mudando sua postura e voz. Além de buscar inspiração no clássico Laranja Mecânica e no punk rocker Sid Vicious, Heath escreveu um “Diário do Coringa”, com os pensamentos do vilão, além de uma compilação de material que a figura bizarra acharia “engraçado” (um exemplo delas é AIDS). O objetivo era se afundar na personalidade do monstruoso palhaço, e o ator conseguiu durante os quase sete meses de filmagens – o que foi ótimo, mas literalmente fatal.
Talvez essa total entrega ao personagem tenha colaborado para levar Ledger a um lugar sombrio demais. Foi uma jornada estressante, e a energia dispensada ao Coringa o deixou esgotado. Em novembro de 2007, durante algumas entrevistas concedidas no lançamento de Não Estou Lá, Ledger parecia não estar bem de saúde, e confessou que havia passado a sofrer de ansiedade e insônia crônica, o que o levou a usar uma série de medicamentos pesados, prescritos por médicos. Deprimido, Heath entrara em um espiral de problemas psicológicos que três meses mais tarde culminaria em sua morte, por overdose acidental de remédios controlados. A notícia abateu toda a equipe de produção. E não foi só pela perda do amigo e parceiro de forma tão trágica e brusca.

Desde o início, The Dark Knight teve divulgação pesada, em massa, “viral” – e a grande maioria do material promocional do longa girava em torno do Coringa. O primeiro trailer, que havia saído em dezembro de 2007, deixou os fãs do mundo inteiro salivando, sendo que alguns ficaram um pouco assustados com a intensidade do palhaço coberto por cicatrizes. Com o falecimento do ator, a equipe de marketing teve a dura tarefa de mudar essa estratégia com uma urgência absurda – o show tinha que continuar, mas não de forma grosseira. No dia seguinte a morte de Ledger, o site oficial do filme saiu do ar, dando espaço a uma singela homenagem. O site viral do Coringa não foi retirado, mas até hoje mantém uma faixa indicando luto.
A Warner Bros. decidiu enfim focar sua publicidade em outro importante personagem do longa–metragem: o promotor de Gotham City, Harvey Dent/Duas-Caras, interpretado pelo ótimo (e ainda subestimado) Aaron Eckhart.

O vilão Duas-Caras tem uma história curiosa: na década de 60, os roteiristas da série televisiva se recusavam a utilizar o personagem na televisão por ele ser muito… “repulsivo”. Metade de seu rosto, desfigurado por ácido, não agradava os mais sensíveis. O personagem ganhou alguma notoriedade por ter sido interpretado por Tommy Lee Jones em Batman Eternamente (95).
“Foi muito divertido ficar sob toda aquela maquiagem. Imagine só encontrar alguém com o rosto totalmente desfigurado, queimado por ácido… Quando você olha para o Duas-Caras, você deve ficar enjoado. O objetivo é esse”, comentou Eckhart.
Aliás, por enquanto, a aparência do personagem ainda não foi revelada. Alguns meses atrás, uma imagem de Eckhart desfigurado se alastrou pela internet. A Warner negou ser a foto real, mas pediu para ser imediatamente retirada de todos os sites. “Os fãs na internet não tem a menor idéia de como o Duas-Caras será, estão pensando pequeno. Chris [Nolan] foi muito além do que todos esperavam”, disse, se recusando a entrar em detalhes.
Mas apesar do que promete ser uma aparência tão sinistra quanto a do Coringa, Eckhart defende o caráter do personagem. Em sua opinião, encarar o Duas-Caras como vilão é apenas uma questão de ponto de vista: “Me interesso pelos personagens bonzinhos que, por um motivo ou outro, seguem o caminho errado. Ele não é exatamente mal, ele apenas está fazendo as coisas erradas. E se alguém conseguir se identificar com alguma característica dele, sendo ele vilão ou não, então eu ganhei, eu consegui o que queria”.
A carreira de Eckhart, 40, ganhou atenção em 2005 quando o ator interpretou o irresistível canalha lobista da indústria do tabaco em Obrigado Por Fumar. No ano seguinte, foi dirigido por Brian De Palma em A Dália Negra, no papel de um tira corrupto. Seu talento para interpretar personagens amorais chamou a atenção de Christopher Nolan, que já expressara interesse em trabalhar com ele. Eckhart venceu Liev Schreiber, Hugh Jackman, Ryan Philippe e Josh Lucas pela “aura de homem bom que é forçado a seguir por um caminho sem volta”, afirmou Nolan.
Para compor o personagem, Eckhart não foi tão longe quanto Ledger, mas garantiu ter feito o dever de casa, estudando o comportamento de pessoas com problemas de dupla-personalidade. “O que mais me ajudou foi ler um monte de gibis antigos do Batman, especialmente para desenvolver a relação com o Batman e o Comissário Gordon”. Ele revelou que Harvey Dent se transforma em Duas-Caras nesse filme, mas sua história só será mesmo desenvolvida em um futuro bem próximo, no terceiro longa-metragem que completará a nova trilogia Batman. “Em Dark Knight, o público verá como Harvey é, e ele é um cara legal, justo, ajuda as pessoas, quer o bem de Gotham City, é apaixonado pelo que faz. No próximo filme, acredito que as razões ocultas por trás de seu comportamento serão mostradas, mas acho que já falei coisa demais…”, completa, misterioso.

Já Bale é um pouco mais discreto ao falar sobre o futuro da franquia, mas abre um largo sorriso quando indagado se já assinou para voltar a usar o uniforme do herói. “Eu quero sim completar a trilogia, acho que The Dark Knight deixa um gancho muito legal para um próximo filme. E eu quero muito trabalhar novamente com Chris [Nolan]. Se ele fizer, eu faço. Com outro diretor, será difícil topar, pois nesse universo só consigo me imaginar trabalhando em parceria a ele”.
Sobre Nolan, Bale não poupa elogios e afirma que uma nova parceria (seja na franquia Batman ou fora dela) é apenas uma questão de tempo: “Essa é a terceira vez que trabalhamos juntos e eu estou muito feliz. Ainda quero trabalhar muitas vezes com Nolan. Já nos comunicamos de forma muito mais fácil, já nos conhecemos muito bem. Às vezes, apenas um olhar basta para a gente se entender. Acho que ele consegue fazer filmes com entretenimento, que o público pode curtir apenas pela adrenalina, pela ação. Mas ele também tem a capacidade de incorporar elementos inteligentes, questões éticas, coisas para fazer você pensar por trás de toda a ação, mas a reflexão sugerida é uma questão de opção”.
Como Heath Ledger não participará do terceiro da trilogia (que, percebe-se, já tem 99% de chances de acontecer), fica bem claro quem será o vilão (ou um dos vilões) do próximo da franquia. Mas, pelo menos em Dark Knight, os fãs poderão conferir o trabalho de Ledger na íntegra – ele havia gravado toda sua participação antes do fim de 2007. Uma das cenas promete causar desconforto (e talvez alguns calafrios): em uma enorme ironia do destino, o Coringa é visto dentro de um saco preto, usado para embalar defuntos. Por motivos óbvios, a Warner pensou em cortar a cena, que poderia ser encarada como uma “brincadeira de mau gosto” (digna do personagem, convenhamos). Nolan afirmou que a cena será exibida, pois se recusa a cortar qualquer parte do último trabalho de Heath. “Eu tinha que terminar seu trabalho. Ele estava muito feliz com o resultado. E a verdade é que seu Coringa é icônico, entrará para a história. Não tem nada a ver com ele, é pura anarquia e maldade. Ele possuiu o Coringa”.
Bale faz coro. Em sua opinião, o trabalho do falecido vai ofuscar até mesmo o próprio Batman: “Heath foi um verdadeiro presente. Ele foi muito intenso em sua atuação e fez um Coringa mais sujo que qualquer outro ator. Seu personagem tem poder exatamente porque não conhece limites, não tem nada a perder. Há muita anarquia em sua performance”.
“Ele era um cara tranqüilo e charmoso nos bastidores, mas levou seu trabalho muito a sério. Eu adorava observá-lo. Contracenar com ele foi muito prazeroso e é uma pena que ele não esteja mais aqui para ver o filme pronto. Eu realmente espero que The Dark Knight se torne uma celebração proporcional a seu excelente trabalho”, comentou o ator.

Mudando de assunto, Bale falou ainda um pouco sobre o processo de voltar a viver o super-herói. “Desde o primeiro filme, eu sabia que seria arriscado. Ou daria certo, ou nós seríamos motivo de piada, não havia meio termo. Mas assim como Nolan e toda a equipe envolvida, eu apostei. Nunca fui um fã de quadrinhos quando criança ou durante a adolescência. Para mim, o Batman é apenas mais um personagem. E Essa é a primeira vez que eu faço uma continuação, que volto a um personagem. O Batman evoluiu, está mais maduro, não é mais aquele homem tentando controlar sua dor, cheio de raiva. Ele está tentando reconhecer seus poderes e suas responsabilidades. Como ator, a experiência ficou muito mais interessante. Agora eu me sinto muito mais livre para transitar entre as personalidades de Bruce Wayne e Batman”.
E, para finalizar, o que o próprio Batman tem a dizer sobre o tão aguardado The Dark Knight?
“Não há porque fazer a parte dois de uma franquia se não existem idéias novas. A acomodação é um erro que muitos cometem. Nós progredimos muito, mesmo por que não haveria motivo em fazer uma continuação se nós soubéssemos que não seríamos capazes de superar o primeiro Batman. E, na minha opinião, nós conseguimos”.
Por Mario Abbade e Érika Grijó
Entrevistas Carlos Castro, de Las Vegas
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Tags: Batman, Coringa, Dark Knight

sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 8:30 pm
Parabéns Carlos Castro, Mario Abbade e Érika Grijó, ótima matéria. Então Nolan só fez poucos filmes. Eu acho pelo pouco que vi, ele é o máximo, espero que nunca caia no mesmo buraco que M.Night, espero não, nunca cairá. Os virais do filmes tem me agradado mais do que os próprios trailers, digo a cena de 6 min do assalto e a cena do bar em que aparece Harvey de costas tomando um trago.
Faltam só três semanas e claro, vou ver esse filme várias vezes no cinema.
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 11:29 pm
Sabendo que tem um dedinho de Piada Mortal, já fico contando os dias pra estréia.
Ótima matéria mesmo!
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 7:40 am
Esse filme vai ser ÉPICO!
Tenho tomado cuidado pra pegar o mínimo de spoiler possível, e lí o texto me borrando pra não ver nenhum por acidente.
MUITO bem escrito. De longe o melhor especial do Batman que eu já li. Parabéns realmente aos envolvidos.
Ler coisa que tem envolvimento do Mario Abbade da gosto, sério.
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 11:02 am
excelente matéria, uma as melhores sobre dark night q e já li até então!
confesso q quando saiu a notícia q ledger faria o coringa, eu duvidei da capacidade dele em interpretar o papel… ainda bem q, com certeza, quebrarei minha cara… pelo q vi, ele está fodástico!!! ai, q nervoso… estréia logoooo!!! rs
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 3:56 pm
Excelente matéria mesmo, estão de parabéns.
Esse filme vai ser ÉPICO![2]
Tô contando os dias pra estréia já.
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 3:33 pm
SENSACIONAL!
grande entrevista, Fannaticc!
sem spoilers, nem nada, o q é raro d se encontrar em sites hj em dia…
cada dia fico mais maluco pra ver esse filme
abraços…
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 9:00 am
Belissima entrevista, parabens Marabade!
Só da uma arrumada no nome do Steve Carell, que está escrito errado, vocês escreveram Steve Carrel.
Valeu
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 11:36 am
Grande entrevista, é muito sinistro os fatos da pesquisa que Heath Ledger fez sobre o Coringa, realmente uma entrega total e um triste caminho fatal. Com certeza estamos para ver uma interpretação inesquecível.
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 2:41 pm
Adorei o resumo geral sobre todo o assunto, já que batman é um único herói da D.C. que me interressa, pois ele possui um pouco de humanidade real que, só os quadrinhos da MARVEL conseguem dar aos seu herois. Com certeza essa breve sitação do coringa do piada mortal (pelo qual achei o melhor coringa que eu tinha visto) me leva a ficar ansioso para assitir o Ledger em sua última atuação em vida. É um pena ele não poder mais está entre nós para prestigiar a gloria pela qual seu personagem, que é um dos vilões mais queridos do mundo (atrás de Vader da trilogia antiga) e colher um, quem sabe, o Oscar Postumo!
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 4:30 pm
Excelente³ matéria!! E olha que eu leio TUDO o que encontro sobre The Dark Knight!!! Realmente, esse filme será o MELHOR filme de 2008 (digo isso desde o primeiro trailer que vi do filme, no final de 2007), e Heath Ledger nos entregará uma das melhores atuações de um ator no cinema moderno (e a melhor de sua carreira, superando a de Brokeback Mountain)!! Aguardo ansiosamente para ver essa maravilha do cinema moderno, e estarei no cinema no dia da estréia (férias rulez!)!!
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 9:11 pm
Essa história de depressão causada pelo Coringa tem forte apelo, mas já vem sendo contestada, como nessa entrevista:
“- Porque ele morreu as pessoas querem ouvir alguma história sombria de que ele estaria tão obcecado pelo personagem, que teria ficado contaminado pelo Coringa, ou que ele não conseguia dormir e coisas desse tipo - disse à revista o ator Gary Oldman, que interpreta o Tenente Jim Gordon no filme, acrescentando que não era esse o caso.
- Nos intervalos, ele sentava na calçada, acendia um cigarro e ria contando histórias de sua filha, Matilda. Eu achava que ele era um garoto maravilhoso. Eu tinha muito afeto por ele - contou Oldman no domingo, durante uma coletiva de imprensa sobre o filme. ”
Fonte: O Globo, a partir da People
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 2:48 am
Não é questão de ser contestada. O Oldman acha isso, já o Nolan acha outra coisa. É questão de opinião. E o Nolan esteve mais próximo dele em relação ao trabalho no filme. Um detalhe chato, essas opiniões às vezes mudam de acordo com o marketing do filme. Na Warner ninguém quer ter mais um fracasso esse ano. Speed Racer já fez estrago suficiente. abs
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 12:38 pm
Poxa, excelente texto. Perfeito, e dá cada vez mais vontade de que chego logo esse maldito dia 18! Realmente é uma pena a mrote de Heath, e como sua última obra, acho que o coringa representa o exuberante ator que ele fora.
Que venha The Dark Knight!
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 2:57 am
espero esse filme a tempos!
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 10:04 am
Raramente faço isso, mas seria vergonhoso me omitir frente ao excelente trabalho aqui apresentado.
Meus mais sinceros parabéns pela matéria.
Belíssima entrevista.
Redação impecável.
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 6:57 pm
Melhor matéria sobre o dark night que eu li até o momento, a galera da crítica que já teve acesso ao filme diz que ele corresponde a toda essa expectativa. Tomara mesmo ^^
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 10:05 am
Nossa, muito bom. Parabéns aos jornalistas.
sexta-feira, 27 de junho de 2008 às 8:24 pm
eu não sou nerd idiota