Beowulf – Crítica
sábado, 7 de junho de 2008Cornwell encontra Tolkien.
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O mais antigo poema épico escrito na língua inglesa chega aos cinemas com a mais nova tecnologia digital. A pergunta é: Funciona? SIM!
Como não sou crítico de cinema, dei uma olhada em vários textos nacionais e internacionais sobre a película antes de escrever. Notei que a maioria se concentra em aspectos da animação, até fazendo comparações injustas a Senhor dos Anéis e a 300.
Por isso decidi escrever sobre a experiência nerd de ver ‘A Lenda de Beowulf’.
Ir ao cinema esperando que um longa de animação se compare a esses épicos é roubada. Beowulf (Ray Winstone) é um herói dos geats (uma tribo do sul da Suécia) que chega à Dinamarca para matar o monstro Grendel (um troll) que aterorizou o rei Hrothgar (Anthony Hopkins) em Heorot, seu salão de hidromel.
Obviamente liberdades artísticas foram tomadas para adaptar a lenda em 2 horas de projeção, mas se você não conhece a história, não vai se importar e ainda vai sair do cinema querendo saber mais.
Um rei bêbado, uma rainha jovem e infeliz, hidromel, música e fornicação em um salão de festa deixam qualquer nerd, que já jogou RPG ou leu um livro de Bernard Cornwell, maluco logo nos primeiros minutos de filme. Apesar de ser tudo CGI, o ambiente medieval chega a parecer mais realístico do que em muitos filmes que vimos por aí.
Mesmo assim, quando a cena é tomada por criaturas mitológicas, como trolls, dragões e Angelina Jolie (!), a proposta de realismo não se perde. É claro que o famigerado selo de censura PG-13 deixou a violência disfarçada, no entanto, um pouco menos que em um filme live-action de mesma classificação. Talvez a fonte de maior estranheza esteja em cenas de nudez, que lembram muito o filme dos Simpsons ou Austin Powers (muito bem lembrado pelo Judão), onde há sempre um objeto, uma pessoa ou uma sombrinha tapando as vergonhas do herói.
Mas se você deixar isso de lado, não há como perder a empolgação nos mega boga combates e no drama épico que se desenrola durante a vida do protagonista.
Apesar de algumas expressões humanas ainda parecerem falsas, dependendo da iluminação, existem momentos em que a animação toma vida. Mas aí o ângulo muda e de repente vemos um boneco novamente. Não obstante, quem se lembra bem de Final Fantasy: The Spirits Within (2001), vai notar o quanto a tecnologia evoluiu.
‘A Lenda de Beowulf’ é uma experiência rica para os nerds, ainda mais se puder ser conferida em um cinema 3D (dublado apenas). Para quem gosta do tema, é imperdível! É Robert Zemeckis na direção, Neil Gaiman no roteiro e Alan Silvestri na música, ora! Precisa mais?!
É de se esperar que animações do estilo apareçam cada vez mais, como soluções para produção de grandes épicos, que seriam caros demais para o live-action.
Alguém aí também ouviu a brisa suspirar ‘Silmarillion’?





























“…Silmarillion”
Foi uma idéia arrepiante, admito.
eu tambem achei brilhante esse filme
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