Arquivo X: Eu Quero Acreditar | Resenha
quarta-feira, 30 de julho de 2008

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Quando eu estava no ginásio, havia um seriado que eu adorava assistir, e eu só tinha uma amiga que sabia qual era ele. Quando alguém ouvia o nome, falava algo como “isso é coisa pra esquisito” e “você gosta disso? boa sorte”. Mas eu adorava.
Esse sentimento voltou.
Arquivo X – Eu Quero Acreditar é o segundo longa-metragem extraído da série Arquivo X, que acabou após nove temporadas. Enquanto o filme anterior foi lançado entre temporadas, este tinha a difícil missão de reacender a vontade nos eXcers (que se comparavam aos Trekkers, de Star Trek), ao mesmo tempo que teria de trazer alguma história interessante ligada a uma série que acabou faz certo tempo.
A trama começa com uma cena quase tradicional de alguém sendo atacado no meio da noite, entre sombras e bafos frios, e só faltou a abertura para declarar que o filme seria um episódio. Ele o é, mas isso não é ruim. No caso aqui, é algo que até beneficia a trama.
Não precisamos saber quem são Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson). Já sabemos que Mulder é o crédulo, enquanto Scully é a cética. Os dois são dois lados de uma mesma moeda, mesmo depois dos dois serem abduzidos durante a série e passando por várias situações.
Enquanto Scully seguiu adiante e agora é médica, Mulder fica enclausurado, estudando teorias da conspiração e deixando a barba crescer. Pois é. Mas, no caso de Mulder, não era necessária uma “evolução” forçada que o levaria para um caminho ruim. E Scully, de volta à medicina, só encontrou um caminho de retomar seu ceticismo.
Padre Joe (Billy Connolly) tem visões de uma agente do FBI que é seqüestrada, e Dakota Whitney (Amanda Peet) decide chamar os dois ex-Arquivo X, contrariando seu parceiro Mosley Drummy (Alvin “Xzibit” Joiner). Mulder, claro, vai correndo, mas Scully tem dúvidas sobre ajudar ou não, já que não acredita no padre.
Esta trama se mostrou muito apropriada para um filme, já que a maioria dos episódios da série que decidiam mostrar alienígenas (sem videntes ou seqüestros) terminavam com as provas sendo arquivadas em algum galpão desconhecido no meio do nada. E davam raiva.
A nova trama é trabalhada até de forma rápida, já que a intenção do longa é, como diz seu título, trabalhar a crença (ou a falta dela) nos personagens principais.
Duchovny e Anderson aparentemente não tiveram problemas em lembrar de como são seus personagens – e é aqui que ele mostra como conseguiu distinguir-se de seu personagem em trabalhos posteriores, como a série Californication.
O problema aqui, talvez, seja que somente a dupla teve espaço. Amanda Peet, uma atriz sempre competente, mal pôde mostrar como era sua personagem, e o pouco que apareceu deu margem a uma interpretação de possível triângulo amoroso. Já Xzibit surpreende aqueles que dizem que músicos não são atores. Quase não reconhecido durante o longa, já que o rapper incorporou seu personagem e não recorreu a nenhum tipo de modismo ou chavão.
A fotografia do filme merece destaque. Trata-se de um mega-episódio de Arquivo X, e por isso mesmo ficou ótima a iluminação (ou falta dela), com alguns ângulos mais fechados para mostrar as reações mas com jogos de câmera para surpreender ou dar o suspense do que está embaixo do lençol – às vezes, de forma literal.
Lembra que eu falei como era minha vida de fã de Arquivo X no ginásio?
Pois é, eu voltei a me empolgar com uma obra que eu acho ótima, mas que todo mundo resolveu falar mal – talvez porque seja “velha”, ou porque outras estão em voga. É coisa pra esquisito? Talvez, mas eu gosto.
Ah, e fica a dica: tem uma cena feita para os fãs durante os créditos. Reparem na neve durante a passagem dos nomes que vocês verão uma “evolução de cenário”.






























Vlw pela dica!!!
Não acreditoque eu passei na porta do cinema e não vi esse filme!!!
vi esse filme e como diz o azagal…”uma merd@ fod@….”
Não me decepcionou porque não esperava muita coisa. Mas é como um episódio bem abaixo da média. Salvam-se poucas coisas. Mas não diria que é ruim.
I want to see…
xDDD
Não gosto…. Mas vou ver….
É horrível esse filme. ¬¬
urgh, achei esse filme ruim demais =/
Trama idiota e personagens pouco convinventes.
Believe to Understand. Chris Carter é gênio. EXCER é EXCER.
Horrível, simplesmente um tédio.
É como o Ricardo disse, eu não me decepcionei pq não esperava muita coisa, mas não esperava um tema tão bizarro … queria algo um pouco mais sobrenatural ^^’
o/
O primeiro parágrafo poderia ter sido escrito por mim, cara. Também assistia Arquivo X no ginásio e ninguém sabia do que se tratava.
Gostei desse novo filme. Mas, sinceramente, os diálogos com aquele padre ficaram muito forçados. Depois do meio do filme, quando o padre sai de cena, a coisa melhora bastante.
Mas, pelo menos, me reacendeu a chama eXcer. =]
eu nao achei ruim. so que eu realmente esperava aquela coisa de alienigenas de mais de 90% dos episodios da serie
Totalmente decepcionante….
Depois de toda a caçada absurda pra cima do Mulder no fim da série, inventam a desculpa mais esfarrapada de “perdão” pra forçar ele a trabalhar com o FBI… Ainda por cima, parece que ninguém tá nem aí pra revelação bombástica do último episódio sobre o futuro da humanidade !!!! …
Por essas e outras, mesmo sendo um episódio prolongado de “monstro da semana”, o filme conseguiu destruir parte da mitologia da série…
Só espero que o fiasco desse filme não prejudique a realização de um novo filme da mitologia antes de 2012, pra dar uma satisfação pros fãs sobre o rumo da história…
Passei os ultimos meses com “aquela” imagem ‘I want to believe’ no desktop……
agora eu sei que posso acreditar que o filme vale a ida ao cinema..
=)
Mew, realmente soh que eh eXcer de VERDADE consegue enxergar tudo de otemo que o Chris consegui trazer nesse filme. Realmente eu tenho de concordar que se vc nunca assistiu um episodio de X-Files na vida… fica dificil ate mesmo entender, por causa das tiradinhas “internas” do tempo do seriado. Mas o Chris deixou bem claro que naum ia envolver NADA, mto meonos tentar esplicar, (da) mitologia da serie…
E sobre a trama de 2012, eh bem provavel q o Chris e o David prossigam a serie nas telonas, como eles mesmo disseram, mas se naum… o filme cumpriu bem o seu papel… de matar a saudade dos fas que acompanharam durante 9 anos seua agentes favoritos!
Notas para o Chris Carter sentado no FBI quando eles entram e pro celular do Mulder ter gravado ‘Gillian’.
Horrível ! Tive vontade de me matar durante aqueles dialogos da Scully e do Moulder sobre acreditar ou não…. Assistam LOST se quisererm ver um verdadeiro conflito entre credulos e céticos!
Demais, prende quem entende, é bom para os leigos, para as criancinhas que gostam da pseudo-intelectualidade fajuta de Lost foi uma aula de como se faz
Pra que ficar discutindo? É isso, nostalgia pura. Diversão. Não precisa acreditar em nada. Quer coisa melhor? Pra quem viu a série, não tem essa de ficar perdendo tempo com conversa mole.
Apesar da critica não ajudar eu ainda quero ver. Abraço
Bem, como uma fã incondicional só posso dizer que foi muito bom ver Mulder e Scully novamente depois de seis anos. O filme foi razoável para a maioria das pessoas, pq para a maioria das pessoas é apenas mais um filme, e se pensarmos que é apenas mais um suspense temos que admitir que há muitos filmes melhores….
Como fã digo que o filme foi muito bom, não foi nem de longe o que a algum tempo eu imaginava para um segundo filme, sem alienigenas, sem conspirações, sem explicações esperadas….mas ao que o filme se propôs, a mim agradou muito.
O primeiro parágrafo poderia ter sido escrito por mim, cara. Também assistia Arquivo X no ginásio e ninguém sabia do que se tratava. [2]
I want to believe
O primeiro parágrafo poderia ter sido escrito por mim, cara. Também assistia Arquivo X no ginásio e ninguém sabia do que se tratava. [3]
eu sempre vou acreditar!
Não foi o filme esperado e merecido de Arquivo X, mas está longe de ser ruim, adorei a fotografia, o clima de inverno intenso, sombrio, tão característico da série.
Chris Carter não me decepcionou na maneira sutil com que mostrou a relação Mulder/Scully, eles nunca foram um casal novela das oito, portanto ver aquelas intimidades, mostradas de forma tão natural, sem forçar a barra, foi muito bom, foram anos esperando e valeu muito a pena, o fato deles se chamarem pelo sobrenome depois de tantos anos juntos, encaro com muita naturalidade, afinal, o Mulder por exemplo nunca gostou que o chamassem de Fox.
Ao contrário do que li, o filme na verdade tem duas histórias, e ambas servem de exemplo perfeito do estado emocional dos personagens, pois enquanto o Mulder não consegue se desligar da sua paixão pelo sobrenatural e mergulha na escuridão sem pensar duas vezes, a Scully quer a todo custo, viver com o pé no mundo real, (cansei de caçar monstros ela diz), pois pra ela, me parece algo do tipo, se é pra perder tempo salvando vidas, que seja a de uma criança.
Os melhores momentos pra mim foram com a trama da Scully, ali pude ver a grande atriz/personagem que me cativou por tantos anos em ação, seus conflitos internos são emocionantes, humanos…e a cena final resume o filme, pois além de magnífica, consegue mostrar a admiração da equipe médica pela Dra. Scully que é nenhum momento deixou de acreditar.
Filmaço…muito bom….agora vou pegar todas as series….
vlw…