10.000 BC | Entrevista com Roland Emmerich
domingo, 8 de junho de 2008
O longa 10.000 a.C. estréia mundialmente essa sexta-feira, inclusive no Brasil. A convite da Warner Bros. estivemos em Los Angeles para entrevistar o diretor, produtor e roteirista do filme Roland Emmerich, responsável pelos sucessos Stargate, Independence Day e O Dia Depois do Amanhã, entre outros. Durante a entrevista Roland foi muito simpático e disse não estar nem um pouco preocupado com os críticos ou com os resultados de seus filmes nas bilheterias. Segundo o próprio, tem as costas quente em Hollywood. No final, trechos em áudio da entrevista de Roland Emmerich.
AV: O que te levou a 10.000 a.C.?
Roland Emmerich: Eu vi um documentário na TV e fiquei interessado no assunto. Comecei a procurar tudo no Google e como tem informação sobre esse período da história. Fiquei fascinado pelo mistério envolvendo o assunto. Estou desenvolvendo esse projeto há anos.
AV: Então a narrativa tem uma base histórica?
Roland Emmerich: Não. Nunca quis fazer um documentário. A base histórica é um simples artifício para contar uma história de amor e amadurecimento. Fiz várias licenças poéticas.
AV: Por que do elenco desconhecido?
Roland Emmerich: Brad Pitt seria muito caro (risos). Nunca convenceria com um Jake Gyllenhaal de protagonista. Isso distrairia os espectadores. Precisava de atores desconhecidos para dar uma aura de autenticidade a trama.
AV: Você assistiu filmes antigos sobre o assunto?
Roland Emmerich: Sim. Principalmente A Guerra do Fogo.
AV: E Apocalypto do diretor Mel Gibson?
Roland Emmerich: Esse eu não assisti, pois quando estava desenvolvendo o projeto, o filme de Mel ainda não tinha sido lançado. Até conversei com ele sobre o projeto.
AV: Como foi a escolha da língua e a dicção dos personagens?
Roland Emmerich: Contratamos alguns profissionais, sendo que o principal foi um consultor técnico da Irlanda. Ele teve a idéia de usar o jeito de falar do ator Omar Sharif. Omar tem uma maneira muito particular de falar que mistura árabe com inglês. Recentemente ele fez uma faixa de comentário para o lançamento da edição especial do DVD do Doutor Jivago. Fiquei muito feliz dele ter aceito fazer a narração do filme.
AV: Como foi a escolha de Camilla Belle para o papel de Evolet?
Roland Emmerich: A primeira vez que a vi, foi em A Balada de Jack e Rose. Era muito jovem para o papel de Evolet. Mas as pessoas crescem e o projeto demorou a se concretizar, dando tempo para que as coisas se acertassem. A química entre ela e Steven Strait foi perfeita. Ela tem uma beleza exótica. Uma mistura de Elizabeth Taylor com Isabella Adjani. Ao mesmo tempo é uma ótima atriz.
AV: O que você mais gostou durante as filmagens?
Roland Emmerich: Trabalhar com os atores durante os diálogos. Uma coisa que adoro, é quando só eu sei o que está acontecendo no set, em que todos os outros envolvidos não tem a mínima idéia do que fazer. Me dá uma sensação de segurança, quando todos dependem de mim (risos).
AV: Então você não usa storyboards?
Roland Emmerich: Uso, mas por mais explicados, sempre falta algum detalhe que está somente na minha mente.
AV: Qual foi a sua maior dificuldade durante as filmagens?
Roland Emmerich: O clima. Acho que foi uma vingança por causa do meu último filme, O Dia Depois do Amanhã (risos). Me garantiram que na Nova Zelândia o tempo é bastante estável. Você consegue prever neve e sol com exatidão. Infelizmente isso não aconteceu. Perdemos seis semanas, pois não parava de nevar. E as tomadas interiores eram poucas.
AV: Os atores sofreram com isso?
Roland Emmerich: Sim. Mas o caso mais peculiar nem foi por causa do clima. Joana, que faz o personagem Velha Mãe, perdia horas para colocar seu traje. Como não queria dar trabalho para os figurinistas, resolveu não beber água, para não ter que ir ao banheiro. Acabou passando mal por desidratação. Tivemos que obrigá-la a beber água (risos).
AV: Seu primeiro filme, Franzmann (1979) é um drama sobre a juventude e transição à vida adulta, completamente diferente do cinema de gênero, das ficções e aventuras que depois você realizou. Você pretende voltar a fazer algo parecido no futuro?
Roland Emmerich: Ultimamente, ando pensando sobre isso. Meu próximo filme é ainda maior que este. Para mim, cada filme tem que ser uma aventura. Já tem muita gente fazendo filmes pequenos. Eu gosto de filmes grandiosos com efeitos especiais.
AV: Não tem medo, que cada vez maior, mais cobrança por um ótimo resultado nas bilheterias?
Roland Emmerich: Não. Adoro o desafio. Os estúdios pressionam, mas aprendi a lidar com eles. Consegui me adaptar ao sistema. E tenho a opção de escolher o corte final de todos os meus projetos. Como meus filmes deram bastante lucro, consegui o direito de ter uns fracassos também (risos).
AV: Cada vez mais, o Oscar tem premiado filmes de baixo orçamento. Esse ano, os indicados a Melhor Filme eram pequena produções.
Roland Emmerich: Para mim, o Oscar de Melhor Filme deveria ter sido entregue a O Ultimato Bourne (venceu três prêmios técnicos). Mesmo com orçamento grandioso, continuo a fazer os mesmos filmes que fazia na Alemanha. Diferente de outros cineastas que vieram para Hollywood e perderam sua identidade. Um exemplo é o cineasta holandês Paul Verhoeven. Eu nunca fui contratado para fazer um trabalho para o estúdio. Em todos os meus filmes em Hollywood, fui o mentor do projeto.
AV: Você parece ter uma paciência muito maior do que outros diretores de blockbusters, quando se refere à reação às críticas, reportagens de jornalistas, ou mesmo a filmes seus que não fazem toda a bilheteria que almejariam. Quero dizer é preciso ser uma pessoa muito bem humorada para topar a brincadeira de aparecer no filme Die 120 Tage von Bottrop (1997), como você mesmo, e topando uma brincadeira.
Roland Emmerich: Não dou muita atenção aos críticos. Eles são uma parte muito pequena dos meus espectadores. Levo na esportiva o que escrevem.
AV: Mas sobre Die 120 Tage von Bottrop (A trama é a seguinte: um grupo de atores do movimento chamado Novo Cinema Alemão (anos 70), está de saco cheio do atual estado do cinema de lá (começam vendo na TV o “Oscar da Alemanha”). Entre eles, gente da turma de intérpretes do Rainer Fassbinder. Se reúnem num castelo para rodar uma refilmagem de “Saló”, do Pasolini o que na verdade é a desculpa para um monte de cenas de sacanagem e humor negro. Em dado momento um dos caras pega o telefone e liga para alguém. Aparece o Emmerich numa piscina embaixo de um toldo, tomando um suco com um guarda-chuva no copo. O cara começa a xingar o Emmerich e o cinema que ele faz, e ele embarca na brincadeira.)?
Roland Emmerich: Participei, mas não foi uma boa experiência.
























Eu Amo o Trabalho de Roland Emmerich,
Ele sem Duvida é um dos 10 Melhores Diretores do Mundo.
Ele Dirigiu maravilhosamente o filme 10.000 a.c,
Ficou um Trabalho Perfeito.
Agora iremos rumo a catastrofe-2012,
mais um Trabalho do Roland Emmerich.
Estou escrevendo um roteiro na linha prevista para 2012. É a “cara” do trabalho de Roland Emmerich. Alguem tem o seu contato?
Abraços e parabéns pela belíssima entrevista.
Ricardo.
eu adoraria conheser todas as péssolas emportante dos estados unidos um dia eu vou ter essa chanse e vou brilhar como vcs bjs
Adorava conhecer o steven ele e lindo adorei o filme the covenant, foi o melhor filme que ja vi.