MENTERGAISBOMBERGAIS!
quarta-feira, 8 de abril de 2009

Alguns anos atrás, fiz a cobertura de um festival de jazz em Porto Rico. Num dos dias do evento, antes do início da programação, fiquei conversando com um colega estadunidense. Ali, diante do almoço ignorante servido pelo hotel cinco estrelas, com o mar do Caribe à nossa frente, fomos forçados a admitir que, apesar dos pesares, a vida de jornalista proporciona alguns privilégios.
O sujeito então se gabou do fato de que, dos três artistas que em sua opinião eram os maiores compositores de música pop do planeta, ele havia entrevistado dois: Tom Jobim e Paul McCartney (faltava o Stevie Wonder). Senti certa inveja e quis retrucar, mas a única coisa que me veio à cabeça foi que, dos três maiores ícones da minha infância, eu havia entrevistado dois: Renato Aragão e Maurício de Souza. Por isso, apenas balancei a cabeça e entornei uma talagada do meu mojito.
Não faço ideia se o gringo conseguiu completar a listinha dele. Eu sei que eu completei a minha. Com a impressionante marca de 21 milhões de exemplares (contabilizados até 2008), Pedro Bandeira é o escritor infanto-juvenil mais vendido no país. Com clássicos do gênero, como A Droga da Obediência, em seu currículo, o autor é responsável pela formação de gerações e gerações de leitores e – por que não? – de escritores. Simpático, atencioso e bem-humorado, ele é tudo o que se espera de alguém que vive de criar personagens e enredos cativantes para crianças, adolescentes e – por que não? – adultos.
Às voltas com a primeira adaptação de uma obra sua para o cinema e com os planos para escrever uma prequel para A Droga da Obediência, Pedro Bandeira gentilmente nos concedeu uma entrevista exclusiva, na qual falou sobre seus autores e gibis preferidos, sua experiência em teatro e publicidade, o início da carreira literária e, é claro, sobre os Karas.
Aquele jornalista gringo que me perdoe, mas eu sou mais os meus ídolos…
Confesse: você era um nerd quando criança, certo? Vivia mergulhado num mundo de gibis, seriados e filmes?
Fui um moleque solitário, pois meus dois irmãos eram bem mais velhos do que eu. Depois da escola, eu brincava sozinho; até jogava futebol de botão comigo mesmo! Minha principal diversão era a leitura. Eu adorava gibis! Cheguei a pegar o final de O Tico-Tico [emblemática revista infantil brasileira que se manteve em circulação desde 1905 até meados da década de 60]; também acompanhei toda a produção que surgiu depois da Segunda Guerra: Super-Homem, Batman, Tarzan, Fantasma, O Príncipe Valente, Flash Gordon e, principalmente, os gibis de cowboys, como Roy Rodgers, Gene Autry, Hopalong Cassidy e Zorro (aquele que tem como companheiro o índio Tonto; sabe-se lá o que faziam aqueles dois sozinhos no meio das pradarias…).
E cinema! Ah, o cinema! Ainda não havia a televisão e, mesmo depois que ela surgiu, era uma diversão muito cara para a minha classe social, que seria “pobre-alta”, pois já havíamos caído da classe “média-baixa” há tempos. Desde pequeno, tornei-me um cinéfilo. Via tudo o que podia, naquela época em que os bangue-bangues imperavam. Depois, fiquei com os capa-e-espada protagonizados por Errol Flynn, com as comédias de Chaplin, Danny Keye, Jerry Lewis, Oliver & Hardy e os Três Patetas, e, em seguida, com os musicais e policiais.
A consequência foi que a agilidade dos scripts cinematográficos muito me ajudou na construção do meu estilo de escritor – na maior parte dos meus textos, você quase pode “ver” os cortes e a montagem de um filme. Vários de meus livros já foram adaptados para o teatro, mas seu alto custo sempre os impediu de ir para as telonas. Só agora um deles chegará ao cinema: no final deste ano, O Fantástico Mistério de Feiurinha estreará numa produção da Xuxa, em que sua filha Sasha será a protagonista.
Meus pais têm aproximadamente a sua idade. E o único autor que eles se lembram de tê-los cativado na infância foi Monteiro Lobato. O que você lia?
Com os gibis, logo vieram os livros. Eu lia o tempo todo, mas como diversão, não com intenções didáticas – até porque disso não se falava no meu tempo. Lobato foi tudo, tanto para seus pais como para mim. Na minha época, ele era visto como “comunista”, perigoso, e seus livros foram até queimados em praça pública em algumas cidades do Brasil.
Em Santos, onde nasci, o preconceito contra Lobato era forte. Eu era proibido de lê-lo e o fazia às escondidas. Li tudo dele e logo passei para a literatura juvenil estrangeira, pois a brasileira ainda não existia: Mark Twain, Robert Louis Stevenson, Jules Verne, Edgar Rice Burroughs, Edgar Allan Poe, Maurice Leblanc, Rafael Sabatini, Emílio Salgari, Charles Dickens, Victor Hugo, Alexandre Dumas, Emilio Salgari, Jack London, Herman Melville, Daniel Defoe…
Quando e como você se deu conta de que o que queria mesmo fazer da sua vida era escrever livros?
Só aos 40 anos. Desde adolescente, sempre gostei de escrever contos policiais, poemas, sonetos de amor para as minhas paqueras, pequenas peças de teatro. Mas isso pra mim mesmo, como diversão, sem jamais pensar em fazer desses escritos uma futura profissão.
No entanto, desde cedo, paralelamente à tentativa de tornar-me um ator profissional, sempre tirei o meu sustento da capacidade de escrever, exercendo a profissão de jornalista e de redator, porque o teatro paga muito pouco. Em 1972, a Editora Abril, onde eu trabalhava, precisava de pequenas histórias infantis para suas publicações de banca. Comecei a fazer essas historinhas, ganhando como free-lancer. Como eu cumpria os prazos, cheguei a escrever dezenas delas.
No começo dos anos 80, uma querida amiga de infância, hoje a consagrada professora de Literatura Marisa Lajolo, instou-me a escrever um livro de verdade. Assim, em 1982, redigi O Dinossauro que Fazia Au-Au, divertindo-me à beça e procurando escrever como Lobato.
No ano seguinte, o livro saiu pela Editora Moderna, junto com É Proibido Miar – e, pronto, eu já estava infectado pelo prazer de escrever. Fiz então A Droga da Obediência e Cavalgando o Arco-Íris, que foram grandes sucessos. A partir desse ano, 1984, eu “descobri” que queria fazer da minha vida um acúmulo de histórias. Pedi demissão do cargo de diretor de marketing das revistas infantis da Abril e… E foi bom, ora se foi! Aliás, está sendo muito bom!
Os ofícios que você teve antes – ator e jornalista – são, de alguma forma, semelhantes ao de contador de histórias, não?
Sim. Escrever, entender uma peça, representar um papel, dirigir um espetáculo, isso tudo é arte. Mas não significa que jornalistas e atores possam se tornar escritores de ficção.
A propósito: você chegou a protagonizar alguma peça?
Em teatro amador, que eu fazia em Santos com o grande dramaturgo Plínio Marcos, eu sempre fui protagonista. Em São Paulo, a partir de 1961, no teatro profissional, fui protagonista somente em produções de segunda linha. No “teatrão”, sempre fui o quarto índio a contar da esquerda. Protagonizei, sim, dezenas de comerciais de televisão, de 1969 a 1984. Era uma graninha maravilhosa, que muito ajudava meu orçamento.
Agora, a inevitável série “Perguntas que todo fã dos Karas gostaria de fazer”. Primeira: você teve um clubinho secreto na infância?
Só em minha imaginação. Os Karas são uma idealização minha, com base nas turmas da adolescência que todo mundo teve ou tem. Felizmente, eu também tive uma fantástica patota no colégio, em Santos, que se mantém unida até hoje. Os componentes desse grupo continuam meus amigos, mas nunca fomos “secretos” nem “heroicos”.
Segunda: o Colégio Elite, dos Karas, foi inspirado na escola em que você estudou?
Estudei em uma instituição estadual, o Colégio Canadá, em Santos. O Elite não foi baseado nessa escola da minha juventude; é um projeto imaginado por mim, com as características de excelência que eu desejo para todos os jovens brasileiros.
Criei os Karas como meninos ricos, de “elite”, sem problemas pessoais, sociais ou econômicos, pois, se eles os tivessem, isso influiria nas histórias. Para serem independentes e poderem lutar pelos problemas dos outros, eles precisavam ter dinheiro no bolso para o que fosse necessário; precisavam poder viajar de avião na hora em que quisessem e coisas assim. É como o Batman – se o Bruce Wayne fosse pobre, não poderia possuir toda aquela parafernália tecnológica e nem poderia dedicar o seu tempo para enfrentar o Coringa.
Terceira: quem é você? Miguel, Calú, Crânio ou Chumbinho? Se quiser dizer que é a Magrí, não tem problema…
Os Karas são um só personagem, desdobrado em cinco: uma persona que tem a liderança e a seriedade de Miguel, a inteligência de Crânio, o charme e o talento de Calú, a agilidade, a coragem e a beleza de Magrí, e a alegria, a vivacidade e a sem-vergonhice de Chumbinho. Eles não são eu; são o meu sonho de perfeição.

Tenho que confessar que, dos Karas, eu só li A Droga da Obediência, Pântano de Sangue e Anjo da Morte. A série tem um final? Ou uma conclusão planejada?
Não pensei nisso. Atualmente, ando tentando escrever uma história que seria algo como a aventura “número zero”, ocorrida antes de A Droga da Obediência e que revelaria como a turma dos Karas foi formada. Vamos ver se consigo… Mas nunca pensei em algo “final”.
Os Karas não têm fim, nunca desaparecerão. Eles foram criados em julho de 1983 (o primeiro livro saiu em 1984) e seus primeiros leitores teriam hoje algo em torno de 35 anos. No entanto, jovens que têm hoje 10, 11 ou 12 anos continuam lendo e gostando deles. Isso talvez signifique que os Karas já são um clássico, que atravessou seu próprio tempo e pode durar ainda muito tempo.
A Magrí decide, em algum momento, com quem ela quer ficar?
Isso é porque você ainda não leu A Droga do Amor… Nesse livro, ela se decide, sim. Por quem? Não vou contar, senão estraga a surpresa. Ela escolhe um deles, mas não declara abertamente, pois sabe que os dois não-escolhidos (o Chumbinho não conta, pois é muito novo) sofreriam com isso e a turma correria o risco de dissolver-se. Assim, pela união de todos, pelo amor que tem por todos, Magri esconderá seu grande amor.
Em Anjo da Morte, o episódio que funciona como ponto de partida pra toda a trama acontece momentos antes da estreia de uma montagem de Rei Lear, de Shakespeare. Não é difícil imaginar que, como ator, você tenha um apreço especial pelo texto teatral. Mas, e como escritor? Qual a influência que o bardo inglês pode ter sobre o trabalho de um escritor infanto-juvenil?
Shakespeare é o grande autor da minha vida. Eu já usei suas peças duas vezes: em Agora Estou Sozinha está Hamlet e em A Hora da Verdade está Otelo. Shakespeare me mostrou que, quando se trabalha com os sentimentos humanos, uma obra de arte jamais morrerá porque, ainda que a tecnologia e o modo de viver evoluam, sentimentos como amor, paixão, ódio, inveja, cobiça e ciúme, fazem parte da vida humana e nunca desaparecerão.
Além dessas duas citadas, você escreveu outra brilhante adaptação de um texto teatral pro público mais jovem – Cyrano de Bergerac, de Edmond Rostand, virou A Marca de uma Lágrima. Não sei se sua intenção foi exatamente essa, mas você já foi abordado por jovens dizendo que começaram a se interessar por literatura clássica por causa dos seus livros?
O meu maior prazer é ouvir ou ler e-mails e cartas de leitores que confessam: “Pedro, antes eu detestava ler, mas, depois que li tal livro seu, me tornei um(a) leitor(a) voraz”. Logo no final de 1984, um ou dois meses depois que A Droga da Obediência foi publicado, recebi uma carta de uma menina chamada Núbia, que dizia ter passado a gostar de ler com aquele livro, que havia sido o primeiro que conseguira ler até o fim.
Essa menina tornou-se minha amiga e continuamos a trocar correspondência. Quatro anos depois, em 1988, uma carta dela comentava que estava lendo naquele momento Odisseia, de Homero, e Canaã, de Graça Aranha! Em quatro anos, por causa de A Droga da Obediência, uma menina passou do ódio à leitura para um livro pesado como Canaã, que eu jamais li e nem pretendo ler! Esse é o meu prazer e a minha missão: criar leitores, como Lobato me criou.
Foi difícil convencer os editores de que uma ideia maluca como essa – adaptar tragédias shakesperianas pra molecada – poderia dar certo?
Felizmente, tive sucesso logo que comecei a publicar e meus livros são aceitos sem discussões, pois os editores estão cientes de que eu, melhor do que eles, sei como conquistar leitores. Se algum editor soubesse, melhor do que eu, como escrever um bom livro, pediria demissão de seu emprego e tornar-se-ia um escritor capaz de vender mais do que os meus 400 mil exemplares anuais.
A impressão que eu tenho é que o principal desafio de se escrever pro público infanto-juvenil é que você não pode jogar temas ou estruturas demasiadamente complexas em cima da garotada; ao mesmo tempo, não pode tratá-los como idiotas. Como é que você consegue atingir esse equilíbrio?
Posso sim! Analise minha obra e veja que eu uso estruturas complicadas e levanto o tema que eu quiser para eles: já falei de nazismo, de holocausto, de política internacional, uso personagens que falam “portunhol”, espanhol, inglês, francês e até russo! É só tratar o leitor como igual, não importando a idade que ele tenha.
Quando criança, eu tinha a ideia fantasiosa de que você, a Stella Carr, o Marcos Rey e o João Carlos Marinho eram todos amigos e se reuniam regularmente. Como se fosse, sei lá, um tipo de Academia Brasileira de Letras Jovens. Qual sua relação com outros autores do segmento?
Fui muito amigo de Stella Carr e de Marcos Rey, ambos infelizmente já falecidos. Conheço e admiro demais João Carlos Marinho, mas, como moramos em cidades mais ou menos distantes, só nos vemos em bienais e feiras de livros, mesmo assim de modo meio apressado.
Sou muito amigo de Ruth Rocha, Ziraldo, Eva Furnari, Marcia Kupstas, Ana Maria Machado, Luiz Antonio Aguiar, Rosana Rios, Rogério Barbosa, Leo Cunha, Júlio Emílio Braz, Bartholomeu Campos Queiroz e tantos outros. Não é sempre que nos encontramos, então trocamos e-mails e mantemos viva nossa amizade e a admiração que nutrimos um pelo outro. No meu ramo, não há rivalidade, não há ciúmes. Somos todos soldados em uma mesma batalha e não há desertores, nem traidores.
Você sente que a literatura infanto-juvenil é subestimada?
Não pelos leitores, que são o que nos importa. Talvez haja, sim, setores da academia que nos menosprezam, mas os cães ladram e a caravana passa.
Pra finalizar: o Alottoni, idealizador e CEO do Jovem Nerd, tem uma gíria que logo passou a ser adotada por todos os nossos leitores: “megaboga”. Qualquer coisa que extrapola uma qualificação positiva é “megaboga”. Você faria algum dos seus personagens dizê-la? Tenho certeza que o público do JN em peso iria comprar o livro…
O problema é que um escritor para jovens não pode usar a gíria do momento, porque o momento passa e um livro é feito para durar. Essa é uma dificuldade que temos: não é possível utilizar-se do que se chama “linguagem do jovem”, pois, além de as gírias serem efêmeras, elas não são as mesmas em todas as partes do país. Temos de usar somente a norma culta, sem esnobações, é claro.
Quando uma personagem está apaixonada, como está Isabel em A Marca de uma Lágrima, como dizer isso? Que ela está “gamada” pelo garoto? Que ela está “vidrada” por ele? Não tem jeito – o jeito é dizer que ela está “apaixonada” mesmo, porque assim todo mundo vai entender meu livro para sempre.

























Cara, que fantástico chegar cedo no trabalho e dar de cara com uma entrevista tão fantástica com um dos meus ídolos de infância nerd. Parabéns para vocês, sempre nos surpreendendo…
Chegando em casa, vou ler a “pentalogia” dos Karas de novo…
Aliás, parabéns ao Daniel, a entrevista foi muito inteligente, especialmente as “perguntas que todos os fãs gostariam de fazer”.
Fantastica a entrevista, livros que fizeram historia em nossas vidas.
Como trabalho em livraria fico pasmo, como que 1 livro que minha irma mais velha leu e depois passou pra mim continua vendendo tao bem até hoje?
Parabéns pela entrevista! Percebemos a “paixão”!
Pedir pra ele escrever MegaBoga!?!
Mesma coisa que pedir pra ele escrever “Grande C* u”. A interpretação pelo dicionário. Mesmo acreditando no desvirtuamento da linguagem em certas regiões do brasil, a maioria sempre teve (tem) em BOGA uma conotação negativa.
Só fica legal na boca do Alottoni.
“Cara, que fantástico chegar cedo no trabalho e dar de cara com uma entrevista tão fantástica com um dos meus ídolos de infância nerd. Parabéns para vocês, sempre nos surpreendendo…” [2]
Foi maravilhoso! Gosto muito do Pedro Bandeira e fiquei pensando em todos os livros que já li dele. Lembrar da infância é sempre bom. Acho que está mais do que na hora de começar as influências dele… hahahaha
“Mark Twain, Robert Louis Stevenson, Jules Verne, Edgar Rice Burroughs, Edgar Allan Poe, Maurice Leblanc, Rafael Sabatini, Emílio Salgari, Charles Dickens, Victor Hugo, Alexandre Dumas, Emilio Salgari, Jack London, Herman Melville, Daniel Defoe…”
Emilio Salgari duas vezes, é isso mesmo?
E por*a, que INVEJA de vc kara HUAHAUAHAUH Dane-se entrevistar o Paul ou o Vin Diesel, você entrevistou o Maurício e o Pedro! Tu é meu herói =D
Gente, na minha cabeça Pedro Bandeira já tinha morrido. oO
Não sei pq/ inconsientemente matei o homem!
Credo…e eu que li tantos livros e tenho até hoje “A Marca de Uma Lágrima”, super conservado e tudo na estante do meu quarto…
Bela entrevista, Daniel!
O Pedro Bandeira é, até certo ponto, tradicionalista e nunca escreveria uma gíria, quanto mais uma tão setorizada, quanto “megaboga”. Mas, até pela admiração que todos temos por ele, é uma pena que ignore a capacidade de autores imortais de “criar” palavras. Guimarães Rosa, por exemplo, inundou sua obra de neologismos sertanejos perfeitamente cabíveis como “os velhos velhavam”, e nem por isso sua obra ficou datada. Pelo contrário, ele é considerado, ao lado de Machado de Assis, um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. Ou seja, utilizar ou não palavras que não estão na norma culta vai depender exclusivamente da sua genialidade como autor, e não da “oficialização” das palavras na norma. Afinal, a norma culta, mesmo sem afrescalhações, é uma lingua ideal, que não é a mesma falada em todas as regiões do país. Mas isso é uma outra e longa discussão…
Legal que o JN vá de Pedro Bandeira a Vin Diesel. Assim como a cultura humana, o JN é um site/blog universal.
Marcelo Salgado.
Daniel, um milhão de vezes PARABÉNS pela entrevista!!!!!!
Que maneiro saber que a “Santíssima Trindade da Literatura Juvenil” eram amigos!
Mas como é que vc não leu A Droga do Amor e Droga de Americana? Imperdoável isso!! hehehe!!!!
Tem um monte de coisa que eu gostaria d eum dia perguntar ao Pedro Bandeira e agora minhas dúvidas só aumentaram:
- Quando ele escreveu O Fantástico Mistério da Feiurinha muitas pessoas não conheciam a Princesa da história da Moura Torta (nem todo mundo leu Histórias de Tia Nastácia), o que omotivou a escrever o livro da história da Moura Torta, que ficou lindo.
Será que no filme da Xuxa vai aparecer essa princesa, apesar d eaté hoje ela ainda ser meio desconhecida… até por que a Moura Torta é a vilã da história?
- Quando ele era redator da Abril ele trabalho una linha de HQs Disney como Pato Donald, Tio Patinhas, Zé Carioca e Mickey?
- Que livros ele mais curte do Marcos Rey e da Stella Carr, especialmente os de Leo, Gino e Ângela do Marcos e os dos Irmãos Encrenca da Stella?
- Como ele bolou os códigos dos Karas? De onde vieram os nomes Magrí, Calú e Mike Sierrabrava (Pântano de Sangue)? E por que Magrí escolheu justamente o… hehehehe!!!
- Qual a posição dele sobre a reedição de alguns de seus livros com textos diferentes, como De Piolho à Garrote, que virou na Colméia do Inferno e agora já teve um terceiro título diferente?
E especificamente o caso do (até então) último livro dos Karas, A Droga Virtual, que ele mandou recolher de todas as livrarias por achar que o livreo tratou a informática de maneira datada e se um dia ainda o veremos de novo?
Pior que eu tive esse livro nas mãos… ARGHHH!!!
- Como é pra um homem ser um escritor tão querido pelo público feminino com livro como A Marca de Uma Lágrima, Agora estou Sozinha, A Hora da Verdade, Mariana etc?
- Como foi fase dele na Ática (a maioria dos livros dele é da Editora Moderna) onde escreveu livros maravilhosos como Brincadeira Mortal, Mariana, Prova de Fogo, Hora da Verdade e O Grande Desafio?
Pq esses livros não saíram na série Vaga-Lume, a coleção infanto-juvenil mais popular da Ática?
Eu sei que eu to viajando, mas me empolguei mesmo… é muito raro ver algosobre alguém cujo trabalho é tão querido…
Ó minhas memórias! essa entrevista resgatou tudo que li da coleção vaga-lume da minha memória!
Muito boa a entrevista, e corajosa sua última pergunta! E também parabéns pela conquista!
E Pedro Bandeira é demais! É daqueles caras que pode soltar uma resposta do tipo “se algum editor souber mais do que eu, que deixe de ser editor pra vender mais do que eu” e todo mundo concorda!
Maravilhosa entrevista. Me levou para as primeiras leituras. Adorei tudo. O Pedro Bandeira, além de talentoso é inspirador. O entrevistador tem ritmo e inteligente demais.
Tudo lindo!
Parabéns
Mais um que aprendeu a gostar de ler com os Karas e demais livros de Pedro Bandeira! Ótimas lembranças vieram à tona!
Utilizar Mega Boga num ambiente fora do JN pode trazer complicações e desentendimento, digo por experiência própria.
CARAMBA!!! NÃO ACREDITO! BEM ALI UM LINK PARA COMPRAR MARIANA!!!
Passei um tempão procurando esse livro, li quando era mais novo e perdi, sempre quis comprar.
Adoro os livros do Pedro Bandeira, marcou a minha infância!
Agora vou ler a entrevista!
Muito boa a entrevista!
Ele parece ser super gente boa, lendo os livros dele, eu meio que tenho essa impressão.
Mas… Sasha protagonizando uma adaptação de um livro dele…
Terça minha prima de 12 anos veio nos visitar e eu dei pra ela “A marca de uma lágrima” e “Droga da obediência”, que eu tinha guardado aqui em casa desde quando eu tinha a idade dela (além do resto da série dos karas e mais uns 3 livros do Pedro Bandeira). Quarta entro no JN e vejo essa entrevista fantástica com um dos grandes autores da minha infância. Deu saudades!
Poxaaa… eeu ADORO os Karas, infelizmente só li a Droga da Obediência e a Droga do amor, mas gostei MUITO dos dois! (mais da droga da obediência)
Tom Jobim, pop?
Apesar do Pedro Bandeira ser muito foda, e todos os outros mencionados tbm, ainda preferiria entrevistar Tom Jobim a todos eles…
Muito obrigado por me ajudar, em pleno expediênte de trabalho, a relembrar momentos felizes da minha infância já tão distante.
Li quando muito criança os livros de Pedro Bandeira e com muito carinho guardo as “imagens” das aventuras obtidas naqueles livros. Creio que se não fossem por aquelas leituras, se não fossem pelas lições aprendidas com aqueles livros, com certeza não seria quem sou hoje.
Grande abraço, parabéns e obrigado!
Poxa, Daniel…
Parabéns pela entrevista! Eu tomei um giga susto quando abri o site e vi a entrevista ali…
Se hoje eu sou essa traça de biblioteca, é graças a esse homem aí. E se eu e meu namorado – que conheci dez anos depois dos livros de Pedro Bandeira – temos algumas piadas internas e trocadilhos, é também por causa dos livros desse homem.
Fiquei muito, mas muito feliz por ter lido essa entrevista.
E dane-se Vin Diesel e o escambau! Tio Bandeira rula! \o/
Cara, Eu já parei, há muito, de ler livros infanto-juvenis. Eles tiveram um papel importantíssimo na minha infância e em parte da adolescência, mas a gente vai amadurecendo, e passa a ler coisas mais maduras, também.
Mas, caramba, se o Pedro lançar a aventura zero dos Karas, meu irmão, eu compro e leio feito uma criança.
ais enter inis omber ufter.
Assim que vi que era Pedro Bandeira, consegui lembrar do código todinho.
Alguém lembra também de “mogibegi”?
Muito boa a entrevista!
Pedro Bandeira é realmente fantástico!!!
To descobrindo nas entrevistas que aparecem aqui no JN mais um cantinho de ouro. Coisa de qualidade com gente grande.
Ótima entrevista.
[]`s
Linda entrevista!
Ele teem a MAANHAA, ele é o CARAA . ! *-*
Perfeito… Como tudo que produz, gentil e simpático!
O Pedro [Bandeira] é um icone da literatura brasileira.
Lembro-me que o primeiro livro que eu li na vida foi “A marca de uma lágrima”… e depois disso não parei mais.
Amei a entrevista… Muito boa!!! Parabéns!!!
Beijos
“E o meu amado, o que diria se eu partisse? O que diria se esses versos não ouvisse?”
Sempre me recordo, com bastante carinho, dos versos do livro “A Marca de uma Lágrima…”
Caras , acompanho o site a um tempo e sempre q posso mostro para meu filho ,pois assim como eu é um nerd , e sempre comentava com ela sobre uma série de livros q eu eli qdo tinha a idade dele , mas infelizmente nao lembrava os nomes dos livros e nem do autor.. hj graças ao Jovem Nerd eu sei quem é e com certeza, ele será presenteado como toda a coleção . Obrigado JOvem Nerd..
Dsegi di Ebodaôlcai
Leia esse livro, é muito legal! Lembro que foi um dos que eu mais gostei quando era um adolescente.
Nainissomber qufterenterrinisainiss diniszenterr, mainisss enterufter somberufter ufterm dombers kainissrainisss!
Seria muito legal ver os livros mais famosos com os Karas nos cinemas!
É uma pena pegarem esse outro livro e colocarem a Sasha pra atuar
Rolou uma lágrima saudosista aqui…
Cara, esses livros marcaram minha infância. Acho que vou desencavá-los, para uma lida no feriadão.
Parabéns por essa entrevista!
Abraços!
Karamba, que prazer ler essa entrevista…
Na minha adolescência, devorei tudo de Pedro Bandeira, ainda hoje me lembro de cenas dos Karas, de Telmah…Brilhante, brilhante.
Que beleza essa entrevista!
Parabéns, nerds. Continuem assim!
Só acho que, talvez, essa ideia de que para ajudar os outros os karas deveriam ser ricos, sem problemas pessoais ou sociais ou econômicos, é uma coisa que o pedro bandeira não faria hoje em dia. É discutível que alguém precise necessariamente dessas características para ajudar alguém.
Eu sou uma das leitoras de 35 anos que o Pedro mencionou. Sou professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira e devo muuuuuuuito às obras dele. Até hoje, quando o encontro, faço questão de dar uma abraço apertado e agradecer o tanto que ele fez por mim. A entrevista foi muito boa, pena que a edição normalmente “come” partes importantes.
MEGABOOOOOGA esta entrevista!!!
Me deu muita inveja dos jornalistas.
Sobre o que o rok falou ali em cima sobre as características para ajudar alguém, acho que interpretou mal. O Pedro Bandeira não quis dizer que para ajudar os outros tem que ser rico, e sim que a intenção do livro não era fazer um tratado social, e sim um livro de aventura. Como é que os Karas iam viajar de avião se tivessem de ficar juntando dinheiro para comprar comida?
CAAARAAA!!!
JA LI A DORGA DO AMOR E ADROGA DA OBEDIENÇIA E NAUM CONSIGO ESQUECER DE TUDO QUE APRENDOI COM ESSES LIVROS…LE ESTE ARTIGO FOI MASSA…SINCERAMENTE, APLAUDO O SENHOR PEDRO BANDEIRA POR ISSO…
A SERIE VAGALUME NAUM ME SAI DA CABEÇA…
FORAM MOMENTOS UNICOS…ADMITO…EU ERA NERD…RSRSRS
SPHARION, ZEZINHO OMENINO DA PORQUINHA PRETA,A Árvore que Dava Dinheiro, A Serra dos Dois Meninos,Açúcar Amargo, Coração de Onça(PUMASSONCO…DEMAIS), Deus me Livre! , Éramos Seis, Menino de Asas, Meninos sem Pátria -SENSACIONAL, O Feijão e o Sonho,O Mistério dos Morros Dourados ,O Rapto do Garoto de Ouro ,Quem Manda Já Morreu,Tonico e Carniça ,Xisto no Espaço ,Xisto e o Pássaro Cósmico….KAARAS…SAO TANTOS QUE JA LI QUE NEM PRECEBI O TANTO QUE NAUM LI AINDA…
PEDRO BANDEIRA…VC É 1000!!!
Ó muipe bom ribos quo euprir torrair ialdi urim e cedage de gruto karas…
indico tambem para que gosta de aventuras em papel…
20,000 leguas submarinas
viagem ao centro da terra
viagem ao redor da lua
5 semanas em balao
E a serie da escritora inglesa Agatha Christie…
Dopur ibolçei peder vecor!!!
Jeliphil
Meu irmão me mandou esse link e eu amei!
qnd eu era mais nova, eu li todos os lviros infanto-juvenis do Pedro Bandeira publicados até então! todos!! além de vários contos da coleção Sete Faces!
sabia, e descobri que ainda sei, “A Marca de uma Lágrima” praticamente de cor!
mandei umas 4 cartas pra ele, q ele respondeu!! duas, ele respondeu à mão, personalizadas só pra mim! eleas estão guardadas com muit carinho…
e hj, quis o destino q eu caísse trabalhando em uma biblioteca de uma escola aqui de BH! e aí fui relembrando dos livros q li, vendo como os livros do Pedro Bandeira ainda fazem sucesso, e os meninos amam os Karas!!
e as meninas ainda choram com “A Marca de uma Lágrima”…
muito bom!
tô até com vontade de mandar outra carta pra ele contando essas cosias!!
assim q eu descobrir seu endereço ou email….
Adorei a entrevista com esse autor que já tive a oportunidade de ver de perto, na Bienal passada. Trabalho em uma biblioteca escolar e os livros dele sempre são bem aceitos pela criançada e pelos adolescentes. Essa é a magia de escrever, sua obra atravessa as gerações, gerando aquele encanto que só a leitura proporciona.
Como jornalista fiquei com inveja, mas pelo menos li A Droga do Amor, há.
Megaboga essa entrevista!
Parabéns!
Ele estará aqui, em Foz do Iguaçu, no salão do livro que começa amanhã.
Genial entrevista com um genial escritor.Parabéns!
que entrevista !
pow…show de bola!!!
tive a oportunidade de ler o livro e estou adapitando uma peça sobre o mesmo…e atraves desta entrevista,abriram-se novas ideias…
o pedro bandeira é sensacional…
o Kara é demais…
massa a entrevista
vlw!!!!
o cara é d mesmo…
para fazer esse livro, vc “usou” qual reportagem
Que alegria foi relembrar a adoração que eu tive pelo Pedro Bandeira, li a droga da obediência bem novinha e depois comecei a dizer que um dia seria escritora.
Adorei a entrevista, principalmente por que percebi que o repórter também tem uma memória afetiva envolvendo a turma dos Karas e seu criador.
voo’c hé de pedro bandeira hurruhhhh!!!!!=*!(=.=)…
essa entrevista está show.tive uma oportunidade de ler o livro e fiz um trabalho deleesta muito massa ganhei um 10
pedro bandeira voo’c he uma pessoa uma inteligente nóis fizemos o trabalho sobre os seus poemaaas.Ea entrevista he muito show.PARABÉNS voo’c he um homem muito inteligente. Xau,xau BJSSSSSSSSSSSS!!!(=.=)
SOMOS FÃ DE VOO’C MINHA PROFESSORA DE PORTUGUÊS HÉ FÃ DE VOO’C TBM.
Parabéns Daniel, ótima entrevista, eu amo o Pedro, tive o prazer de conhece-lo na bienal 2010 em sp, já todos os livros deles e agora estou apresentando os livros aos meus filhos…Ainda sonho em ver o nºzero e um sonho mais distante é ver os Karas, a Hanah, a Telmah nas telonas também…