SITALA - Parte 4
FÚRIA IRLANDESA| Quarta-feira, 25 de junho de 2008 | Fernando "Tucano" Russell |

Sitala é um conto seriado apocalíptico de Fernando “Tucano” Russell, com ilustrações de Brunner Franklin.
Perdeu o início? Confira aqui!
Cork era uma cidade legal. Eu moraria lá o resto da minha vida, mas seus habitantes não eram muito amistosos com estrangeiros. Javier tinha reputação na cidade, mas era uma exceção, porque ele era quase um ídolo.
Depois que “visitamos” o último endereço, perguntei o porquê daquela loucura. Trocar tiros por chuteiras? Isso é insano! Ele riu da minha cara. Explicou-me que fazia aquilo por causa do futebol e pelos amigos. Disse ainda que a única coisa que o mantinha vivo era a certeza de que, no final de cada mês, sempre haveria o futebol em Cork.
- Chuteiras australianas para Will e Sean. Chuteiras sul-americanas, para mim, e para os hooligans – disse ele, enquanto dirigia a moto pela rua do canal norte.
Havia ainda uma coisa que me perturbava. Perguntei a Javier:
- Aquele trecho da Bíblia que você declamou… Você mudou o texto, não é?
Javier riu e olhou sobre o ombro esquerdo:
- Bíblia? Eu nunca li a Bíblia, chico!
Paramos em um bar próximo ao cais de St. Patrick. O nome era Druida Verde e mais parecia uma taberna medieval. Só faltavam os javalis assados. Os caras mais truculentos do mundo estavam ali. Era o tipo do lugar que eu nunca entraria sozinho. Ou se entrasse, provavelmente não sairia inteiro.
- Salve o nosso craque! – gritou um ruivo barbudo e cheio de sardas no rosto.
Todos no bar levantaram suas canecas cheias de cerveja e gritaram feito loucos quando viram Javier entrar.
- Trouxe chuteiras e charas!
A gritaria aumentou e todo mundo, menos eu, começou a cantar uma música cuja letra não fazia sentido algum. Estavam todos bêbados e acho que sequer perceberam minha presença.
Clique na imagem para ampliar.
Aquele era o quartel general dos Celtics. Hooligans enlouquecidos, que tinham como única motivação viver pelo time que torciam e jogavam: o Cork City Foottball Club.
Graças ao Deus Pai, eu não abri a minha boca para falar de futebol. Javier - ou El Toro, como era chamado ali - também teve a presença de espírito de não falar que eu era americano. Disse apenas que era de bem longe. O grande problema é que até então, futebol para mim era o que os Jets jogavam. Aquilo que eles idolatravam era o soccer e eu achava que era jogo para meninas.
Eu parecia estar invisível no bar. Ninguém falava comigo e nem perdia atenção em mim. Isso se estendeu até minha bexiga inchar de Guinness e eu perguntar onde era o banheiro. Um dos hooligans apontou para uma porta nos fundos e, quando me virei, todos se voltaram para mim e viram a estampa da minha camiseta, os Celtics ficaram furiosos.
Javier foi bem hábil em me defender. Por um momento, pensei que seria espancado pelos brutamontes embriagados. Tudo porque tinha uma cruz estampada nas costas da camisa, justamente o símbolo do time rival do Cork City: o Catholics Football Club.
Após desfazermos o mal-entendido, me deram uma camiseta listrada em verde e branco, com um brasão amarelo no peito e me mandaram tirar a que eu vestia. Botaram-na num balde de alumínio e atearam fogo. Eu não discuti. Para mim, estava tudo “muito ótimo”. Eu só queria sair vivo dali.
Bebemos cerveja durante toda a tarde e ao cair da noite, pegamos a “Estrada Velha” para Youghal. Voltamos com a mochila cheia: alguns DVDs de filmes antigos, um óculos escuro da Oakley, uma caixa de balas de teflon e a promessa de explosivos C4. Tudo trocado por charas e chuteiras.
As charas realmente valiam bastante. Tanto quanto a heroína em Nova York. Mas o engraçado é que, cada pessoa que trocava mercadorias por charas dizia a mesma coisa: vou trocar esses charas por algo. Parecia que ninguém usava os malditos charas.
Bem, Javier usava, às vezes.
No caminho de volta, a chuva recomeçou. Javier diminuiu a velocidade e me mandou dobrar a atenção. Chegamos em casa completamente encharcados. Os cães nos receberam com festa e também estavam molhados. Eles tinham zoado a casa inteira. O espanhol ficou louco com eles e começou a berrar em seu dialeto gallego.
O dia tinha sido cansativo e eu queria dormir até o meio-dia. Ingenuidade a minha achar que um dia teria a sorte de dormir uma noite inteira sem precisar ficar alerta ou ser acordado no meio da madrugada com um alarme.
Não eram nem 3 horas da manhã quando o sino, que servia de campainha da casa, começou a badalar incessantemente. Os cães começaram a latir no quintal e Javier, que estava vendo um filme em DVD, se levantou rapidamente com uma pistola na mão.
- ¿Quien és? - Perguntou, subindo as escadas da torre improvisada que construíra próximo ao portão.
A chuva estava ainda mais forte e era difícil ver quem tocava o sino. Corri para a torre com minha calibre 12 carregada e Javier ligou um holofote mirando no vulto que estava à porta.
- Sean, o que houve? - Gritou Javier ao reconhecer o amigo, que vestia uma capa de borracha amarela e tinha uma espingarda na mão.
- Espanhol! Aqueles malditos filhos da puta mataram Will. Eles mataram Will e os meninos, Espanhol! Vamos atrás deles, Javier!
- ¡Puta de la madre! – disse Javier descendo rápido as escadas.
Eu desci também e abrimos os ferrolhos que trancavam o portão. Sean estava transtornado. As lágrimas se misturavam com a chuva escorrendo por sua face e seus berros ecoavam pela escuridão.
Nós levamos Sean para dentro da casa. Javier serviu uma dose dupla de MacCutcheon 60 anos para o amigo. Foi pouco e o ruivo tomou a garrafa da mão do espanhol.
- Como você ficou sabendo disso?
Sean contou que ouviu uma explosão vinda da estrada para Ardmore, pegou a caminhonete e foi ver o que tinha acontecido. Quando chegou lá, viu o caminhão de Will em chamas. Tentou socorrer o filho, mas era tarde. O corpo estava muito queimado e crivado de balas. Ele e os amigos foram emboscados na volta a Youghal. Ninguém sobreviveu.
- Foram os Dragões, Espanhol. Foram os malditos Dragões.
Eu ouvi aquilo atentamente e, por um momento imaginei dragões voando pelos céus e cuspindo fogo, como naquele filme antigo. Acho que o nome era Reino de Fogo, onde os dragões se alimentavam de cinza. Ou não? Já não me lembro direito do enredo.
Mais uma vez, tive o bom senso de ficar calado. Os Dragões eram um grupo paramilitar oriental que tentava invadir a região. Eram os piores inimigos de Sean e Javier.
- Malditos chinas – resmungou Javier. - Precisamos contra-atacar.
Os Dragões eram mais numerosos e organizados que os irlandeses. Além disso, eles tinham tecnologia. Dizia-se por toda Europa que eles estavam até ressuscitando a rede. A nosso favor, só havia o fato de que eles ainda não estavam ambientados à cidade. Era mais fácil para o pessoal do Sean se defender, do que para eles invadirem Youghal.
Ainda estava caindo um aguaceiro dos infernos, mas mesmo assim, fomos para a estrada de Ardmore na pick-up de Sean. Era uma Hilux com o chassi elevado e rodas enormes, que o ruivo e o filho tinham remontado completamente, além de improvisado alguma blindagem.
Quando chegamos ao local do incidente, demos uma olhada no caminhão de Will. Não restava mais nada além da carcaça do veículo e o cheiro de queimado. Os Dragões tinham levado toda a mercadoria que ele havia ido buscar no norte. Além de perder o filho, Sean sabia que os Dragões estavam mais fortes e tinham muitos explosivos.
Por causa do barulho da chuva caindo, demorou até que percebêssemos seus carros voltando para terminar o serviço. Javier olhou para a estrada e gritou:
- Carajo, hombre! Puta de la madre. Los Dragónes estam volviendo.
Eram três carros e duas motos em alta velocidade. Estavam longe, mas vinham rápido.
Sean entrou na pick-up e ligou o motor, enquanto eu e Javier fomos atrás na caçamba. Os carros dos Dragões eram mais rápidos que nós, mas pensamos que talvez pudéssemos igualar as chances se resistíssemos à bala.
Não foi surpresa nenhuma encontrar uma metralhadora .50 na caçamba da caminhonete. Javier a apontou para trás e seguiu um dos carros com a mira. Eu fiz o mesmo com minha espingarda.
O ruivo acelerou e nós seguimos rumo à cidade, com os Dragões nos perseguindo. Javier não disparou um tiro até que os perseguidores estivessem bem próximos. Eu fiz o mesmo.
Quase quando estávamos chegando às ruas de Youghal, os orientais começaram a atirar com suas submetralhadoras israelenses, apoiados do lado de fora das janelas dos carros. Javier começou o seu showzinho particular. Parecia um vídeo game de guerra. Os primeiros a tombar foram os Dragões que vinham de moto.
Clique na imagem para ampliar.
Como não podia roubá-las, Javier as destruiu. E isso partia seu coração. Eram motos especiais, inspiradas em um desenho animado japonês do século passado. Eram realmente muito iradas e Javier se lamentava por nunca ter conseguido capturar uma inteira.
As Akira Bikes – como ele as chamava – eram blindadas. Resistiam ao tiro de uma 9mm à queima roupa. Resistiram até aos tiros da minha 12, mas quando se tinha uma M2 .50, o negócio era outro. Logo as duas motos foram para o espaço.
Os carros dos Dragões eram Hyundai Qarmaks, que contavam com uma blindagem bem mais resistente. Chegamos a capturar um desses num confronto posterior e devo acrescentar: esses caras sabiam fazer carros.
Os meus tiros com a calibre 12 não surtiam efeito algum e os disparos da M2 apesar de danificarem a lataria, não chegavam aos motores, nem os impediam de seguirem no nosso encalço, porque a tal blindagem era extremamente resistente e igualmente leve.
A perseguição só teve fim quando chegamos ao centro da cidade. Javier deixou a metralhadora de lado e acendeu um morteiro sinalizador. Sean havia seguido por ruas mais estreitas onde ele sabia que encontraria reforços.
Logo os ocupantes do primeiro carro descobriram o que era a fúria irlandesa. Ewan, o loiro louco, estava à espera do comboio em uma janela do quarto andar da Torre do Relógio.
- Diga adeus, olho rasgado! – Gritou Sean, antes de ver o aliado disparar um foguete.
O primeiro carro dos perseguidores subiu uns 5 metros com a explosão. Os outros dois, que vinham atrás a toda velocidade, tiveram que frear bruscamente para não serem atingidos pelos destroços.
Clique na imagem para ampliar.
Os Dragões sobreviventes deram meia volta e fugiram para o norte. Eles não regressariam naquela noite. Mas estava claro que a guerra tinha chegado ao seu ponto mais crítico. Não fazia nem uma semana que eu havia chegado à Europa e já estava metido numa confusão pior do que qualquer outra que eu já tinha visto na América.
Texto: Fernando “Tucano” Russell
Ilustrações: Brunner Franklin
Cores: Felipe Prieto
Tags: Apocalipse, Contos, Sitala




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Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 2:41 am
fera d , to lendo ainda…
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 2:42 am
d *
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 3:20 am
f#% *_*
acabei de ler…
espero ansioso pelo proximo capitulo XD
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 6:40 am
Muito legal mesmo. Bem criativo.
Só uma besteirinha que, bem, em futuras publicações pode fazer diferença =).
Não sei como é na Irlanda, mas na Escócia o verde e branco e o nome Celtics está relacionado com a religião católica. E essa relação vem exatamente devido ao fato de o time ser Irlandês. É só ver o Glasgow Celtics ou os Glasgow Rangers. A rivalidade é enorme e vai além do futebol, sendo algo que envolve religião tb. Meio triste de se ver mas é bem próximo do que você mostrou no início do texto.
(Akira bikes rula!)
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 8:34 am
A história está ficando muito boa, mas os desenhos… ixe, deixam MUITO a desejar… dá pra ver que o pessoal das ilustrações está se esforçando, mas ainda falta bastante prática e estudo pra gurizada aê!
Bom trabalho pra vocês!
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 8:58 am
aliá, a unica coisa boa do conto são as imagens…
o companheiro aí em cima não sabe p*rra nenhuma sobre estilos de desenho.
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 9:08 am
Cara muito bom mesmo, as Akira Bikes são o sonho de todo NERD. Os chinas como inimigos e a eterna dúvida sobre o cardápio dos dragões também ficou excelente!!!!
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 9:35 am
P… destruir a moto do Akira foi sacanagem. Quase imperdoável.
Espero que depois dessa o Tucano, se redima.
O texto ta du K.r.io.
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 10:24 am
Gostei muito!
Mas não sei se passei batido nos outros capítulos.
Até agora eu não sei o que são as Charas…
Alguem pode me informar?
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 11:07 am
Acho que ainda faltam conectivos!!!
hahahahahaha…
que nada, o texto tá muito bom e ilustrações idem!
Parabéns Tucano!
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 11:13 am
As imagens só não são piores que o texto
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 12:37 pm
Bem… Eu estou gostando bastante e um monte de blá blá blá…
Só uma coisa que está engasgada sobre o desenho:
Tijolos não se quebram daquela forma que parece vidro. Ele se esfarela e fica menos… anh… digamos… sem essas saliências.
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 1:01 pm
Excelente, Tucano! A passagem da perseguição rendeu muita tensão!!
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 1:10 pm
êbaaa. tava esperando
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 1:28 pm
Fenyang, você está correto. Foi ratiada minha, mas teve um porquê, que eu provavelmente vou explicar daqui a 2 capítulos. Mas você está certíssimo, a maioria dos times que se chamam Celtics (Donegal Celtic, Lurgan Celtic, entre outros) são formados por comunidades católicas.
Rcop, estamos tentando melhorar, mas o tempo é um inimigo pior do que os Dragões!
Igor, Charas são, digamos, ervas medicinais canabinácicas plantadas no Nepal e no Tibet que são ilegais.
No mais, obrigado. Críticas construtivas como essas são muito bem-vindas. Ajudam a melhorar o conto (tanto texto, quanto ilustrações). Malaman, seu nic não nega seu espírito! hehehehe
Abraço a todos.
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 1:46 pm
Rcop,
discordo.
acho q pelo contrário, a pessoa q tá fazendo os desenhos tá se esforçando sim, qualquer pessoa que saiba que o seu desenho vai ser publicado aqui, vai se esforçar ao máximo pra receber elogios.
uma coisa é não gostar do estilo da desenho da pessoa, outra falar que não se esforçaram.
entenda que ninguém tem tantos anos de desenho quanto o senhor deve ter
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 2:15 pm
Sei que eu vou ser atacado pela galera daqui mais f*&a-se.
A história é muito clichê, e as ilustrações muito fracas ( sendo estilo ou não), eu particularmente naum curto ilustrãções feitas 100%.
Aguardo os ataques dos outros leitores, e que o tucano melhore a história.
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 3:41 pm
“eu particularmente naum (SIC) curto ilustrãções (SIC) feitas 100%.” (???)
Ok, Rafa. Vou pedir para o Brunner fazê-las apenas 68%.
Cristiano, não sei se eu não compreendi o sarcasmo do Rcop, ou se você se confundiu com o que ele escreveu. Acho que ele disse que estavam se esforçando.
De qualquer forma, valeu pelo apoio.
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 3:41 pm
Vai la entao Rafael, manda um melhor?
Sempre tem nego pra reclamar, o Tucano nao é um ESCRITOR, ele só quer escrever um livro, e o Jovem Nerd é o espaço ideal para isso. Aqui ele pode obter dicas valiosas. A medida que ele for escrevendo, vai ficar melhor, pra quem sabe um dia, fazer igual ao Sphor.
Eu to curtindo muito a história sim, e nao axo que seja tão clichê, afinal , hoje em dia nada se cria.
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 5:07 pm
E ae galera, eu continuo gostando muito da história…
To curtindo poder participar do JN…
Os desenhos do Bruner eu acho do c@#$%&… são de um estilo semelhante aos daqueles livrinhos de RPG… que a cada decisão tomada você devia seguir para uma determinada página… eu achava f…!!
Se alguém quiser dar sugestões com relação a colorização, eu aceito de bom grado…
de resto, acho apenas que reclamações deveriam ser acompanhadas de sugestões… se não gostam deste estilo.. apontem outro… sei lá..
abraços
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 7:06 pm
Não vai ter sugestão positiva porque, apesar do nome do site, o povo tem preguiça de ler. Simples assim. Duvido que quem tanto torra a paciência chegou a ler metade, ou até menos. Bate o olho, ve 3 figuras e vários parágrafos e já quer meter o pau.
Sugestão? Faz na próxima vez um monte de ilustrações, 3 ou quatro falas dentro de balões e pronto. Sucesso garantido.
Os desenhos estão bons o suficiente para ilustrar o que foi dito no texto.
Pra mim, tem funcionado bem.
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 10:59 pm
haha boaa, mande esses nerds lerem quadrinhos.
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 11:59 pm
Criaturas patéticas… só conseguem visualizar a história com quadrinhos e balões ? Não desmerecendo a obra, mas vá ler Maurício de Souza !
Mônica, Cebolinha e Cia te aguardam ! Ou como disse-me uma vez um bastardo ao ser questionado “Já leu O Senhor dos Anéis ? ” aí o cretino manda ” Não, eu hein, nem tem figura ! ” … ¬¬
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 4:05 am
aah irado, espero pelo próximo capítulo.
história e imagens muito maneiras.
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 11:53 am
Só mais um para não parar no 24.
O que é clichê?
Depois de séculos de literatura, música e cinema, fica realmente difícil fazer algo totalemnte novo.
A maioria dos CDs compostos por regravações , versões e covers de músicas antigas. Pouca coisa inédita!
A maioria dos filmes são continuações, refilmagens e baseados em obras literárias. Pouca coisa inédita!
Na literatura, é quase impossível não achar semelhanças entre obras.
Eu até tento fugir do lugar comum. Ao menos não vi nenhum filme ou livro com um espanhol que vive na Irlanda e rouba chuteiras. Mas, lógico, futuro pós-apocalíptico, virus mortal, tiroteio, tudo isso já foi usado.
A grande questão é: o que o mundo deve fazer? Continuar a tentar diversificar um pouco, mesmo que sempre haja o dito clichê? Ou encerrar a produção artística?
Em tempo: Indiana Jones é o mais clichê e eu adorei!
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 2:40 pm
muito bom Tucano, o foda é esperar um mês
Agora até o fim da história eles vão ter que ter uma Akir Bike!!!!huahaua (meu sonho)
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 10:13 am
Muito Bom Mesmo..Parabéns Tucano!
É dificil encontrar pela net uma história que cative o leitor dessa maneira.
*Só não caiu muito bem aquela e dizer que a hyundai ’sabia fabricar carros’… but whatever.
Esperamos os proximos capítulos!
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 4:29 pm
Muito bom. Muito bom mesmo.
As ilustrações são boas, o artista leva o crédito, mas o texto é o que importa aqui. Poderia não ter ilustração alguma e ainda assim seria muito bom!
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 1:31 am
Pra colocar essa moto ae a regra diz que alguem precisava gritar “Kanedaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa” e outro responder “Tetsuooooooooooo”
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 12:48 pm
Na minha singela opinoão (tb tenho muuuita experiência com contos e coisa e tal….culpa desse tal de Rpg né…) Gostei muitissimo da movimentação dada a história, nada fica parado por muito tempo, só achei que poderia dar uma caprichada mellhor na descição das paisagens e tal, explorar um lado mais sensorial, tal como descrever mais cores e blá blá blá…mas como conjunto ca do C@R@#0W…mal posso esperar a proxima parte….
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 3:21 pm
hauuhahua eu vi a motinho do akira ali hein XD
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 10:22 am
Diogo, valeu pelo elogio. Quanto à descrição de paisagens e cores, o grande problema é que esse é um conto pensado para a internet, então não dá para detalhar muito como em material impresso, porque fica um texto muito longo. Valeu pela sugestão!
Quarta-feira, 25 de junho de 2008 às 9:46 pm
Po Tucano… Achei ótimo…
eu tinha lido o primeiro capítulo e parado, até por falta de tempo mesmo.
Mas hoje, em menos de 40 minutos li os 4 capítulos e gostei muito. O “clichê” realmente existe, mas não liga pra esse pessoal não…
A maioria deve estar com ciúmes do seu conto… O meu sonho é poder publicar um conto no meu blog… O f… é que eu ainda não tenho um roteiro “original” (entre aspas já que tudo hoje em dia é clichê).
Muito bom trabalho. As ilustrações estão legais!
Abraços pra vcs!
AVE NERDS!