SITALA - Parte 3
CERVEJA IRLANDESA E CHUTEIRAS| Quarta-feira, 28 de maio de 2008 | Fernando "Tucano" Russell |

Sitala é um conto seriado apocalíptico de Fernando “Tucano” Russell, com ilustrações de Brunner Franklin.
Não demorou muito para chegarmos à costa, mas os cães já estavam impacientes, saltando de um lado para outro dentro do barco. Eu teria uma enorme simpatia por esses cães, se nosso começo não tivesse sido tão desastroso. Apesar de nunca mais terem me atacado, eu jamais perdi o medo completamente.
Nós desembarcamos em um local diferente daquele em que eu havia chegado. Javier se guiou pelo farol da cidade e aportamos em um pequeno ancoradouro rochoso. Os cães foram os primeiros a saírem do barco. Eu e Javier saltamos em seguida.
Enquanto Javier amarrava o barco no cais, me disse que aquele local era mais seguro para eles aportarem e que ele tinha um grande amigo que morava no farol. Não demorou muito para eu descobrir grau de amizade entre os dois.
- Espanhol desgraçado. Ladrão de chuteiras. – Gritou um homenzarrão ruivo, com uma espingarda nas mãos e sotaque carregado.
- Não atire, Sean. – Respondeu Javier se abaixando e se protegendo próximo a uma pedra.
O pedido de Javier não surtiu efeito e o ruivo disparou um tiro, que ricocheteou em um rochedo, indo se perder no mar.
- Esse é o seu amigo? Perguntei, ainda fraco pela viagem.
- Calma, ele está bravo porque eu peguei as chuteiras dele emprestadas. Ele gosta de Rugby!
Um tiroteio por causa de um par de chuteiras! Eu não estava acreditando que tinha atravessado o oceano para me livrar da selvageria de Nova York e tinha achado gente mais louca na Europa.
- Fica com esse barco e eu te arrumo chuteiras novas. Achei a casa de uns australianos em Cork. Prometo que semana que vem eu trago um par novo para você – gritou o espanhol.
O ruivo disparou mais um tiro e berrou:
- Espanhol mentiroso. Acabou com as minhas chuteiras. Maldito!
- Eu tenho Charaaaaas – gritou Javier, levantamos as mãos e mostrando o saco cheio de plantas que ele tinha buscado no navio. – E pode ficar com o barco. Trouxe para você, Sean. É seu!
Os cães começaram a uivar e Javier os repreendeu, mandando-os calarem as bocas. Os cães obedeceram ao dono e se deitaram no chão como se pedissem desculpas.
- Charas? - Perguntou o ruivo. - Por que não disse logo? - Continuou, abaixando a espingarda e abrindo um largo sorriso.
Javier levantou a cabeça vagarosamente, olhando para o farol. – Posso ir até aí? - Perguntou ele desconfiado. O homem, do alto do farol, fez um gesto com a mão, nos mandando entrar.
O ruivo era Sean Cotter, um velho marujo irlandês que vivia no farol. Sean morava ali com seu filho Will, mas havia três semanas que estava sozinho. Will Cotter havia seguido para Dublin com mais quatro aliados para comprar explosivos para uma guerra que, fatalmente, eles teriam que travar na cidade.
Aquele farol era quase uma fortaleza. Possuía um muro alto que o circundava desde o mar, até a avenida principal. Cara, esse tipo de paisagem só reforçava a minha teoria de feudalismo pós-moderno. Sean era o senhor feudal da zona costeira de Youghal e o farol era sua torre medieval.
Eu, Javier e os cães subimos por um caminho que circundava o muro, até chegarmos ao portão. Lá, estavam esperando Sean e seus cães. Eram oito setters irlandeses, ruivos como o dono, que fizeram festa para os visitantes.
- Trouxe charas, seu maluco? - Perguntou Sean. – Pena que Will já se foi. Ele poderia trocar alguns charas por muito explosivo – completou.
- Sim, é uma pena. Mas vamos fazer negócios em Cork. Os japas vão ter que ir embora daqui de uma vez – disse o espanhol.
Eles tomaram cerveja irlandesa e eu fiquei só no leite. Não que eu não gostasse de cerveja, mas na situação em que eu estava, achei melhor me alimentar antes de começar a beber.
Depois de um tempo na Irlanda, nós três voltamos a nos encontrar algumas vezes para tomar Guinness e devo confessar: depois de Guinness, a Budweiser nunca mais teve a mesma graça. Assim como o football, que tinha perdido o encanto depois que descobri o rugby.
Infelizmente eu só descobri o prazer de beber cerveja quando já era mais velho, depois que meus pais morreram. Enquanto eles eram vivos eu era ainda muito jovem e doutrinado segundo a lei de que o álcool é um veneno e contra os ensinamentos do Criador. Mas depois, lendo a Bíblia, entrei em parafuso: não há uma passagem onde Cristo não tome uma taça de vinho. Bem, o álcool é realmente um veneno, mas eu tomo minha cerveja como Jesus tomava seu vinho.
Muitas coisas mudaram na minha vida quando resolvi interpretar a Bíblia ao meu modo, sem levar tudo ao pé da letra, como faziam meus pais. Apesar de tudo, minha fé continuava intacta.
Depois que saímos do farol, eu e Javier caminhamos um pouco menos de uma milha pela a avenida costeira, até chegarmos a um prédio antigo que possuía uma garagem grande e cheia de carros.
- Esses carros são seus? - Perguntei.
- São de Sean. Essa parte da cidade é toda dele e do filho – me respondeu o espanhol, fazendo ligação direta em um jeep aberto. – Vamos pegar emprestado para chegarmos à minha casa. É do outro lado da cidade. A pé cansa!
Youghal devia ter uns seis ou sete mil habitantes antes da varíola. Quando eu cheguei lá eram 200 no máximo. Javier dirigia muito bem, mas corria feito um louco. Por várias vezes quase caímos nos rochedos, mas ele dizia que era preciso dirigir rápido para escapar dos atiradores nas janelas. Naquele dia eu não vi ninguém, mas depois iria saber que ele estava certo.
Porra, o espanhol era completamente louco. Muitas vezes eu não entendia nada do que ele falava. Não apenas por causa do péssimo inglês e pelos passeios lingüísticos, ora no castelhano, ora em um dialeto que eu nunca soube o que era. Às vezes eu não o entendia simplesmente porque as coisas que ele dizia não tinham nexo.
A arquitetura era o que mais me causava estranheza nos primeiros dias. Nada de arranha-céus. Só prédios no estilo antigo. Mas algumas coisas eram a mesma merda. Os carros nas ruas estavam abandonados e depredados, a maioria sem os motores, que eram usados para gerar energia nas casas. As pessoas não ficavam nas ruas também e o silêncio quase absoluto chegava a ser irritante.
A casa de Javier era em cima de um monte. Uma bela casa que ele tinha tomado para ele. Devia ser uma mansão em outros tempos, mas se parecia mais com um quartel general, cheio de bugigangas e equipamentos empilhados e armazenados.
Durante quatro dias eu me recuperei da viagem. Foram quatro dias de chuva ininterrupta. O tradicional clima irlandês. Depois desse tempo, quando a chuva diminuiu, Javier disse que estava na hora de eu pagar minha estadia. Ele tinha uma lista telefônica guardada dentro de um cofre. Era o maior tesouro dele. Ele a usava para localizar “artigos de necessidade”. A lista em papel era muito rara, já que a maioria dos catálogos telefônicos ficava on-line antes do colapso da rede.
Fomos até Cork de moto. Javier tinha uma Ducati vermelha de mil e duzentas cilindradas. A moto era a realização de um sonho de infância, que a pandemia lhe havia proporcionado. Na cabeça dele, esse era um ponto bom da varíola: os bens foram socializados. Um milionário morria e seus bens eram divididos pelos sobreviventes.
Com esse processo de “socialização”, Javier tinha conseguido realizar quase todos seus sonhos. Ele tinha uma Maserati Qattroporte automática, uma casa com piscina e a Ducati vermelha. O único sonho que estava incompleto era o de uma mulher bonita para dividir a cama:
- As irlandesas e as inglesas são horrorosas. De vez em quando uma sueca ou uma holandesa aparece em Cork. Mas eu já nem me lembro de quando eu vi uma mulher sem marcas na cara. Malditas pústulas – lamentava-se ele.
Eu não era tão exigente quanto ele nesse quesito. Mas também, nunca fui um ícone de beleza e a varíola foi cruel com meu rosto. Javier me lembrava o primeiro cara que eu matei. Não tinha marcas no rosto. Eu me perguntava se ele não havia desenvolvido a doença, ou se o sistema imunológico dele tinha sido mais eficiente. Nunca falamos sobre isso.
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Cork foi meu batismo de fogo na Europa. Javier dirigia e eu ia atrás, com duas pistolas Glock 17 apontadas para frente e uma mochila cheia de outras armas nas costas. Ele tinha uma lista de endereços e eu daria cobertura. Fomos a todos, um a um. Ele tinha separado alguns nomes latinos e outros tantos que, sabe-se lá como, ele deduziu que eram de australianos ou neo-zelandeses.
Acho que o cara era uma espécie de gênio. Era difícil entender como a mente dele funcionava, mas no final, as coisas geralmente davam certo. Achamos o que ele queria em Cork: chuteiras.
Estávamos bem armados e foi necessário o uso do nosso poder de fogo para invadir alguns edifícios. Eu só estava perplexo com o grau de insanidade daquilo tudo. Estávamos matando gente para roubar chuteiras.
No último endereço, um prédio de três andares na Shandon, nos deparamos com uma mulher de cabelo castanho que nos recebeu com uma rajada de uma submetralhadora alemã. Ela atira como um homem!- comentamos com um tom de escárnio.
- Venham aqui seus filhos da p&*%. Comam isso! - Gritava ela enquanto atirava.
Javier ficou olhando para aquela mulher com certa admiração e hesitou um pouco antes de revidar. Ele se lembrou de um filme antigo. Domino, era o nome.
Ficamos atrás de uma pilastra esperando uma chance.
- Quer se render, chica? - Gritou ele.
A mulher respondeu cuspindo mais uma rajada de balas de 9mm.
Javier recarregou as duas pistolas Glock, olhou para mim e disse meu nome com um tom grave. Os sinos da igreja de Santa Ana tocaram naquele exato momento e eu me arrepiei.
O espanhol respirou fundo e recitou:
- Ezekiel, 25:17. O caminho do homem justo é rodeado por todos os lados pelas injustiças dos egoístas e pela tirania dos homens do mal. Abençoado é aquele que, em nome da caridade e da boa-vontade pastoreia os fracos pelo vale da escuridão, para quem ele é verdadeiramente seu irmão protetor, e aquele que encontra suas crianças perdidas. E Eu atacarei, com grande vingança e raiva furiosa àqueles que tentam envenenar e destruir meus irmãos. E você saberá: chamo-me o Senhor quando minha vingança cair sobre você.
Depois disso, ele prendeu a respiração e caminhou decidido pelo corredor que nos separava da mulher. Ele nem sequer se protegeu. Tinha as armas apontadas para frente e foi pisando nos cadáveres que estavam no caminho.
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- Hola, muchacha. Vámonos ahora mismo para el infierno, beber una cerveza con el diablo. Te gusta cerveza, chica?
A mulher apareceu na frente de Javier e tentou atirar novamente, mas o espanhol foi mais rápido que ela e acertou sua perna esquerda e seu ombro direito, fazendo-a cair no chão.
- Olé! - Gritou ele, dando um chute na HKMP5 que estava na mão da mulher.
A arma voou longe. Ele olhou para ela e viu seu rosto marcado pelas pústulas. Olhou para mim e fez uma careta:
- Carajo, más fea que un Perro. Adios, muchacha.
Foi a última coisa que ela ouviu, antes de sua cabeça explodir em pedaços. Excelente. Mais um Bola de Neve para minhas memórias.
Texto: Fernando “Tucano” Russell
Ilustrações: Brunner Franklin
Cores: Felipe Prieto
Tags: Apocalipse, Contos, Sitala



Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 1:04 am
Parabéns Tucano,
Mais uma vez sensacional !!!
Divertido pacas
Abraços
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 1:05 am
Olha que legal, de terça feira às 1am os Nerds que ficam todos meninões escrevendo primeiro, segundo, terceiro e Whatever encontram-se dormindo
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 1:41 am
terceiro, babaca
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 1:42 am
Iraaado
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 7:52 am
@rvf lol
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 8:20 am
Referência a Pulp Fiction excelente..
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 8:31 am
DUcaraio!!
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 9:16 am
Ezekiel 25:17 foi do c#ralho hehehe
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 9:51 am
Sacanagem….
Vou parar de ler na web e esperar virar livro!
Tá de parabéns Tucano!
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 12:03 pm
Cara, qual seu problema com conectivos? o.o’
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 12:19 pm
É comiga?
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 12:37 pm
Tô ansioso por isso tudo em papel na Nerdstore….
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 2:11 pm
Pulp Fictioooooon!
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 2:49 pm
Sim, Tucano, é com você. \o\~
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 3:00 pm
Nem sei o que é conectivo.
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 3:20 pm
Ryo, seja mais claro.
1. Você acha que eu uso pouco os conectivos e divido uma frase em duas, ao invés de dividir uma frase em períodos?
ou
2. Você acha que eu emprego mal os conectivos e deveria ser como nosso ex-presidente FHC e utilizar mais o “não obstante” e o “todavia”?
ou
3. Os conectivos são aqueles caras que ficam conectados ao computador no filme Minority Report, advinhando os crimes e também chamados de Précogs?
Por favor, me esclareça o problema com os conectivos.
Abraços
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 3:38 pm
Primeiro gostaria que é um grande prazer estar contribuindo com este site, o qual acompanho a um bom tempo, colorindo as ilustrações do conto Sitala.
Segundo, fodam-se os conectivos! Estamos na era Wi-fi!!!
falou
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 3:48 pm
Do c#ralho Tucano!
Muito foda mesmo…
Se fosse livro eu comprava.
Parabéns.
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 3:51 pm
@ Chapolesco:
Por isso que tem tanta gente gostando ;D
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 4:33 pm
Ryo, acabei de tomar ciência de que tem mais gente intrigada com os conectivos. Quando puder nos esclarecer, eu agradeço.
Abraço.
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 5:35 pm
Conectivos são aqueles sujeitos que vivem conectados 24/7.
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 6:40 pm
Já estava preocupado com a demora; está muito bom.
Parabéns Tucano!
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 8:01 pm
Tucano, receber críticas de modo tão arrogante.
Olhe pro seu texto e pro meu comentário e não vai ser difícil deduzir. Aliás, você já até fez isso.
Não se faça de idiota =]
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 8:32 pm
Cara, mas Sitala não tem nada a ver com Minority Report.
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 8:49 pm
Ryo ja conseguiu seus minutos de fama cretino, cala boca cala …
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 9:11 pm
Hehehehe
Primeiro: eu não me fiz de idiota. Eu estava sendo irônico. Eu já disse antes, mas alguns parecem não entender. Eu escrevo sem frescura. Do meu jeito. Escrevo com o único intuito de divertir as pessoas. Alguns gostam. Outros não. Ok. Você não curte textos dividido em frases curtas? O Cegalla e o Pasquale me disseram uma vez que não está errado. É só um jeito de se escrever.
Se tem gente que gosta do que eu escrevo, não é porque não sabem o que são conectivos, como você disse aí no coment acima. Talvez seja porque eles enxergam algo mais do que gramática apurada. Talvez eles encontrem aqui a mesma coisa que leva gente a gostar de musica punk de 3 acordes. DIVERSÃO!
Em segundo lugar, todos os capítulos tiveram polêmica. Não poderia deixar esse sem uma pequena rusga!!!
GABBA GABBA HEY para você!
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 9:24 pm
Eu fiz uma leitura “por alto” do seu texto e tenho algumas dicas pra te dar, pra próxima vez
1) Decida o tipo de naração.
Você está usando uma narrativa em primeira pessoa clássica, mas em dados momentos você age como se o narrador fosse onisciente, o que vai contra a lógica da sua narração.
Por exemplo, enquanto o protagonista caminha em direção a Sean com Javier, ele diz informações sobre o primeiro sem ser previamente apresentado a elas.
Uma forma simples de consertar isso é colocar um siples “Segundo eu fiquei sabendo” ou algo do gênero antes da frase em questão.
Um texto é como um filme, se você não mostra como A chegou em B, é erro de continuidade.
2) Que espécie de gênio é o protagonista? (Possível variação da primeira)
Ele reconhece armas só vendo elas de longe e de relance. Sabe quantas cilindradas tem uma moto só de olhar pra “cara” dela, detalha carros que nunca viu direito.
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 9:24 pm
3) Inadequações gramaticais e congêneres
Você está usando períodos simples demais, o que deixa seus parágrafos muito curtos e o texto um pouco truncado.
Se alguém está gritando, use pontos de exclamação pra mostrar isso.
Entretanto não há necessidade de usá-lo em casos como este: “Calma, ele está bravo porque eu peguei as chuteiras dele emprestadas. Ele gosta de Rugby!”, já que não é uma surpresa, um grito e o próprio enunciador diz para haver calma.
Se alguém fizer uma pergunta, você não precisa dizer em seguida “perguntou”, isso já é suficientemente expresso pelo ponto de interrogação.
Sempre que possível, omita os pronomes de primeira pessoa, que podem ser aferidos pela desinência verbal: “para eles aportarem” = “para aportarem”
Também não é necessário explicitar quem disse algo quando isso for óbvio.
Evite repetições como em “Durante quatro dias eu me recuperei da viagem. Foram quatro dias (…).” ou “A casa de Javier era em cima de um monte. Uma bela casa (…)”
“Os cães foram os primeiros a saírem do barco”=> (…) a SAIR do barco
“estadia” => estada
“Enquanto Javier amarrava (…), me disse (…)” => A segunda oração exige um sujeito que não existe, ou dela está separado por vírgula. Consertando: “Enquanto amarrava(…), Javier me disse (…)”
“mandando-os calarem as bocas” => fica mais adeqüado “mandando que calassem a boca”
Gerúndio: São mais de TRINTA verbos nesse tempo no texto.
Evite usar “por causa de”.
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 9:25 pm
4) Inconsistências/Contradições/Etc
- É inconsistente dizer que o protagonista tomou leite enquanto os outros tomavam cerveja ao mesmo tempo em que ressalta os prazeres, favores e sabores da cerveja.
- Se Javier morava tão longe do porto e era dono de motos e carros, por que precisou roubar um transporte para voltar pra casa? Como ele chegou no porto antes, andando no meio do caos?
- Se carros são tão importantes, porque o “senhor feudal” do lugar tinha carros há um quilômetro de casa num lugar onde qualquer um podia roubá-los?
- Não faça referências tão diretas, deixe que seus leitores tenham o prazer de desvendar o texto.
- Javier fala com sotaque carregado, o que torna dificil que o protagonista entenda muita coisa. Ainda assim, ele diz uma passagem INTEIRA da “Bíblia” sem problemas e durante um tiroteio.
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 9:29 pm
Desde quando os comentários do JN dão fama a alguém?
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 11:33 pm
Não dão fama e ainda enchem o meu saco.
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 11:36 pm
hahhhahhhahahhahaha
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 12:14 am
Vão continuar limando meus comentários?
Eu fiz comentários construtivos apontando como o Tucano pode fazer pra deixar o texto melhor daqui pra frente.
Não critiquei NADA. Só dei dicas. Não pode isso também?
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 12:18 am
Calma S, às vezes os comentários ficam presos no filtro. O meu demorou para caramba para aparecer! Algumas palavras não passam de primeira, como clichê e conectivos! hehehehe
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 1:21 am
S, eu postei minha resposta no Cancer de Jack: http://www.cancerjack.blogspot.com
Se tiver interesse passe por lá para ler.
Agradeço suas dicas, mas você não está compreendendo o intuito.
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 1:30 am
Boa!
Pulp fiction!!
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 8:14 am
QUE COMAM BRIOCHES !
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 8:25 am
Eu sei que foram deletados por que um já havia passado pelo filtro de extensão, desaparecendo em seguida.
Fato ratificado pelo comentário do Azaghâl.
Entendo perfeitamente o intuito, mas penso que uma coisa melhor elaborada diverte muito mais os leitores (Principalmente leitores nerds que ficam procurando falhas em tudo ;]) e se tornam um “”"desafio mental”"” (com muitas aspas mesmo) pro autor, principalmente se ele realmente gosta de escrever.
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 3:37 pm
o Tucano curte Ramones
parabéns ae Tucano se sair um livro eu compro
e GABBA GABBA HEY! \o/\o/\o/\o/
Quarta-feira, 28 de maio de 2008 às 11:01 pm
Caraca!!! Bola de neve??? Citação de Full Metal Jacket. Minha cabeça explodiu!!! hua hua huahu ahu uha huauh auh uha