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12 MACACOS
 
 
   
 
 

SITALA - Parte 1

12 MACACOS
Quarta-feira, 5 de março de 2008 Fernando "Tucano" Russell

Sitala é um conto seriado apocalíptico de Fernando “Tucano” Russell, com ilustrações de Brunner Franklin.

Eu não sei exatamente se essa é uma história sobre o que aconteceu com o mundo, ou se é a história sobre o cara mais insano que eu conheci na minha vida. Está mais para a segunda opção, mas não dá para falar de um, sem falar de outro, então, vou começar pelo o que eu vi e ouvi acontecer primeiro.

Eu era garoto e não entendia quase nada no começo. O primeiro fato que eu me lembro é que, quando eu tinha uns nove para dez anos, uma nova doença apareceu e logo criou pânico no mundo inteiro. Depois, fiquei sabendo que, na verdade, não era uma nova doença, e sim uma doença antiga, mas em uma nova versão.

Logo que a paranóia começou, eu fiquei assustado e fui pesquisar. Li um artigo na Wikipedia e isso ficou gravado na minha mente como tatuagem. O verbete dizia: “A varíola matou quase 500 milhões de pessoas só no século XX.” Eu imaginei que seria um período ruim pra cacete, mas não imaginei que ia dar numa merda tão grande.

A pandemia começou na Ásia Central. No início, o mundo todo começou a achar que alguns russos tinham vendido o vírus da varíola para algum extremista islâmico. Aliás, naquela época, era moda culpar Alá. Toda merda que acontecia era culpa dos caras de turbante.

Até hoje ninguém sabe o que realmente aconteceu. O fato é que a doença se alastrou tão rápido que foi impossível continuar com as investigações. As agências de inteligência tentaram em vão descobrir a origem do vírus. As pesquisas envolveram várias nações, a OMS e o CCD americano, mas em pouco tempo, ninguém se importava mais com quem poderia ter sido o culpado. As pessoas só queriam se salvar.

Pode ser ingenuidade minha, mas para mim, o mais provável é que o vírus tenha sido uma mutação natural do orthopoxvirus da varíola. Eu não sou enendido, mas eu sei que essas coisas acontecem.

O que eu entendi é que o grande problema desse novo vírus da varíola, é que além de mais agressivo, também podia ficar hospedado nas células de gatos domésticos. Os cientistas só se deram conta disso muito tarde.

Cara, aquilo foi horrível. Na minha casa, minha irmã foi a primeira. Nosso gato estava infectado e passou o maldito vírus para ela. No primeiro dia, ela parecia que estava com uma gripe forte. Nos dias seguintes a febre aumentou e ela começou a vomitar intermitentemente.

Minha mãe rezava para que fosse apenas uma intoxicação passageira, mas no fundo, todos nós sabiamos o que ela tinha. Em quatro dias as feridas começaram a aparecer. Primeiro nos lábios. Depois no resto do corpo. Pústulas é como chamam.

Em uma semana todos nós estavamos contaminados. Foi nessa época que meu pai, ao ver na TV que os cientitas haviam descoberto que os gatos eram hospedeiros da doença, pegou a espingarda e estourou a cabeça do Bola de Neve. Era miolo de gato por toda sala. Era um gato idiota, com um nome idiota. Mas minha irmã chorou.

Clique na imagem para ampliar.

Minha irmã morreu no nono dia após o aparecimento dos sintomas e nem pudemos enterrá-la. Meu velho, com muito esforço físico e emocional, levou-a para o nosso quintal e queimou o corpo dela com gasolina.

A última alegria dos meus pais foi saber que meu organismo estava reagindo à doença. Eu cheguei a ter pústulas e até hoje ainda guardo marcas no meu rosto, mas a doença retrocedeu e eu sobrevivi para ver meus pais definharem. Eu os queimei no quintal e depois de um tempo, me mandei.

As autoridades que haviam sobrado diziam que os infectados que sobrevivessem deveriam procurar os centros médicos para análise de anticorpos. Eles achavam que a chave para a cura poderia estar no sangue dos sobreviventes.

Eu não fui a porra de centro médico nenhum. Não ia virar cobaia na mão de cientista. Pode ser egoísmo meu, mas se eu me salvei foi porque Deus quis. Talvez isso tudo possa ser mesmo um castigo Divino.

Na minha rua sobraram umas dez pessoas. Alguns deveriam ter morrido. O primeiro cara que eu matei na minha vida foi um vizinho. Eu tinha treze anos e minha família estava morta no meu jardim, e o cara estava invadindo as casas para roubar os pertences dos mortos. Foi mais fácil do que eu pensei. Quando ele entrou no quarto da minha irmã, tomou um balaço no meio da cara. Por um momento, me lembrei do Bola de Neve.

Clique na imagem para ampliar.

O cara não tinha marcas de pústulas no rosto. Tudo bem, depois do tiro, nem rosto ele tinha mais. Mas fiquei imaginando se ele não tinha sido infectado, ou se os anticorpus dele tinham sido mais eficientes do que os meus.

Fiquei olhando para aquele corpo com a cabeça aberta, jogado em um quarto de criança. Meu ombro estava doendo muito por causa do coice da arma. Eu revistei o cara e só encontrei uma pistola 380. Olhei para aquela cena de novo, me sentei no chão e comecei a chorar sem parar.

Eu tinha apenas treze anos. Matar aquele merdinha foi fácil. Duro era pensar na vida sem meus pais, sem os amigos do ginásio, sem ninguém em quem confiar. As ruas estavam desertas. O mundo estava vazio.

Antes da pandemia, a população no planeta era estimada em mais ou menos 6 bilhões de pessoas, mas em cinco anos, só tinhamos sobrado nós. Os setecentos milhões de sobreviventes que, de alguma forma eram imunes à doença.

Cara, isso foi o caos. As lavouras ficaram abandonadas, pois quase cem porcento da população rural morreu. As usinas de energia foram para o inferno porque não havia mão-de-obra especializada o suficiente para operá-las. Pior nas usinas atômicas. Muitas delas entraram em colápso e contaminaram regiões inteiras.

Na Alemanha e nos Estados Unidos, a merda foi pior. Eu acho que nas usinas nucleares desses países só sobraram funcionários do tipo Homer Simpson. O resultado foi devastação radioativa numa área de milhares de milhas. Quem não morreu de varíola, morreu de radiação ou ficou com câncer e sem tratamento. Também não duraram muito.

O cheiro das ruas era de carne podre. Os primeiros a morrer foram incinerados, como minha irmã e meus pais. O grande problema é que depois de um tempo foi faltando gente para queimar tanto cadáver. As cidades iam ficando entupidas de corpos e cada vez mais perigosas.

Eu tenho certeza de que isso tem a ver com o apocalipse. Eu li um livro há muito tempo atrás sobre a batalha dos anjos no apocalipse. São todos uns malditos. O autor se dizia ateu, mas eu sei que aquilo era verdade. E eu vivi isso. Primeiro a peste, depois a fome. E posso dizer com toda convicção, a fome foi pior que a varíola. Não em números, é claro. A doença matou quase 5 bilhões de pessoas, enquanto a fome exterminou “apenas” 500 milhões. As cenas que vi no período de fome foram mais bizarras que qualquer outra.

Quando a maioria dos alimentos produzidos tinham estragado ou acabado e as fazendas não cultivavam mais alimentos, começamos a caçar. Mas não caçamos apenas animais. Quando acabaram os veados do Central Park, vi gente caçando os vizinhos para comê-los no jantar.

Foi por isso que eu fugi de Nova York. Eu não era nenhum Plissken, mas consegui escapar da barbárie e seguir para o velho mundo em um navio cargueiro que levava gente desiludida para a Europa. O capitão do navio estava lucrando muito com isso, mas durante a viagem ocorreu uma briga e mataram o capitão.
A viagem que era para durar menos de um mês, acabou demorando dois meses e meio e foi um verdadeiro inferno. Mas essa história eu conto mais para frente, porque o mais importante é o que eu encontrei no antigo continente.

No final das contas, o mundo se tornou uma idade média pós-moderna. Um tanto estranho esse conceito que eu inventei, mas tem uma certa lógica. Nós tinhamos tecnologia, mas não podiamos usá-la a vontade, pois faltava energia a toda hora e faltava manutenção. Nós tinhamos armas de fogo. Aliás, isso nós podiamos usar a vontade, pois munição tinha de monte. A população era mínima e o dinheiro não tinha valor. Estavamos em uma sociedade feudal no século XXI.

Bastante irônico. No século XX, 500 milhões morreram pela varíola. No XXI, só sobraram 500 milhões. Eu me recordo de ter visto vários filmes em que o futuro era dominado por grandes corporações, ou que governos fascistas dominavam o mundo com mão de ferro. Eu deveria ter visto 12 Macacos antes.

Clique na imagem para ampliar.


Texto: Fernando “Tucano” Russell
Ilustrações: Brunner Franklin


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79 COMENTÁRIOS

  1. Rubens XD diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 9:41 am

    Se esse é o começo do seu livro (que você já citou em alguns nerdcasts), ele tem bastante potencial! =D

  2. ROTFLOLASTC diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 10:00 am

    LOL
    very goood.

  3. Zaffari diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 10:02 am

    O_O

    reitero uma das ultimas frases do texto “devia ter visto 12 macacos”. hehehe.

    parabéns!

  4. Slash/Rick diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 10:04 am

    O texto está muito bem escrito! Mas tenho a impressão que já vi algo parecido em algum filme recente estrelado por Will Smith!
    De qualquer forma… Parabéns!

  5. diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 10:08 am

    O Slash já expôs meu ponto de vista. Mas sem dúvida está bem escrito.
    Espero que você consiga diferenciar sua história pra não ser comparada ao conceito do Matherson.

  6. Marcelo Salgado diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 10:11 am

    “Eu li um livro há muito tempo atrás sobre a batalha dos anjos no apocalipse. São todos uns malditos. O autor se dizia ateu, mas eu sei que aquilo era verdade.”

    Cara, eu adoro essas citações… Se você, nerd, não sacou, GO TO NERDSTORE, NOW!

    Tucano, seja como Fernando ou como Jack, seu texto tem uma levada ao mesmo tempo culta e malandra que envolve o leitor. Parabéns! Mal posso esperar pelos próximos capitulos…

    Falou!
    Salgado

  7. diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 10:14 am

    Porém seria legal revisar o texto pois tem alguns erros de português. Acho que não se escreve “nôno” e o correto é “anticorpOs”.

  8. Rodwolf diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 10:16 am

    Tem futuro…

  9. ROTFLOLASTC diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 10:23 am

    @Slash/Rick
    vc falou uma coisa com sentido. o texto é muito bom e eu gostaria de ler mais. Mas o que a gente leu podemos dizer que já vimos espalhados em outros filmes ou contos.

  10. Igor Harã Serafim (Maquiavel Warson) diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 10:24 am

    Parece muito uma mistura de A lenda com Reino de Fogo e Resident Evil. Só que com uma doença real.

    gostei muito!

  11. Igor Harã Serafim (Maquiavel Warson) diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 10:34 am

    Concordo com o ROTFLOLASTC,

    O texto está muito interessante, principalmente sendo apresentado do ponto de vista de um sobrevivente. Deixa com vontade de ler mais. Apenas faltou a diferenciação, o que o diferencia das referências. Acredito que com uma boa diferenciação o texto terá muito sucesso!

  12. Jabour diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 10:47 am

    .
    .
    Gostei muito…

    E só…
    .
    .

  13. PSica diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 11:01 am

    Me lembra as narrativas de Morte, Neil Gaiman. Muito legal.
    Um apanhado de idéias nerds, ou não, mas ainda assim interessante.
    Parabéns.

  14. Igor diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 11:07 am

    Muito Bom!

    Como foi sitado nos comentários, lembra um pouco de cada história (12 Macacos, Eu Sou a Lenda, Reino de Fogo, Resident Evil…) mas mesmo assim é original e interessante, vejo um futuro promissor…

    Abs

  15. TCZ diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 11:26 am

    Não era Snake Pilsen?

  16. Carlos Correa diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 11:54 am

    Sim, muitas referências nerd e pop. Porém o que marca neste texto é a informalidade na qual foi escrito, como se fosse algum diário ou um blog que o personagem nos mandou. É uma linguagem diferente do estilo literário que temos hoje, porém acho que é a que mais daria certo, pensando na renovação deste estilo; pois o “relato” dá a impressão de ser real. Mistura-se aí o que é realidade e o que não é. Também vi influências de Oswald de Andrade e Bertold Brecht. Enfim, vai ser difícil sair da sombra da ficção científica que já foi escrita, incluindo o Batalha do Apocalipse; mas se conseguir sair dessa “sombra”, tem um grande futuro.

  17. Tucano diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 12:09 pm

    Huahuahuha, deixa eu falar uma parada para vocês. Das citações aí em cima, eu só vi mesmo os 12 Macacos. O filme do Will Smith eu fiz questão de não ver para não me influenciar e, devo dizer, fiquei com muita raiva, já que eu havia escrito isso algum tempo antes do filme.

    SPOILLER HEROES 2ª Temprada

    Fiquei apreensivo também quando vi a segunda temporada de Heroes, pois pensei que iam se prender naquele futuro, que é bem parecido com o “meu”.

    Zé, valeu pela correção. Esse conto já passou na mão de 1.500 pessoas, mas sempre passa um erro ou outro.

    Só para você ficarem ligados, a periodicidade do conto é mensal, porque dá um trabalho dos diabos para o Bruno fazer esses desenhos, que aliás estão irados.

    E por último, esse não é o meu livro. O meu livro é um conto de Fantasia, mas provavelmente só será publicado após minha morte! hehehehe

    PS.: O Azaghâl me conhece há 20 anos exatos e ainda assim não aprendeu a escrever meu nome, que é Russell (com dois LL).

  18. actualmind diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 12:10 pm

    Exelente!!! adorei distopia pura! mandou bem =P

  19. henrique diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 12:13 pm

    Latericius Valete =)

  20. Jonas diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 12:20 pm

    Se você não sabe português direito, escreva no Word que ele te dá uma força.

  21. Barone diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 12:38 pm

    Muito bom, Tuca! O mais legal das semelhanças com outras obras no texto é que são usadas como parte do universo do personagem, que está passando por uma situação imaginada e projetada diversas vezes por todos os meios de entretenimento de seu prórprio mundo. Acho que é aí que começa o diferencial da sua idéia.

    OBS: Me divirto com gente que critica o portugês dos outros e escreve pior.

  22. Iuri Carraro diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 12:41 pm

    Muito bom!
    Se isso é o teme de um livro… qual o link da pré-venda!

    Parabéns.

  23. Joshua Crow diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 12:52 pm

    Wow. o.o

  24. LOGANX diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 1:10 pm

    Bom texto! Parabéns!

  25. Éden Thiago diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 1:27 pm

    Foda mano, parabéns /s /s
    Nerdcast 103 será sobre omnisciência???? heheh
    Esse provavelmente será amsi um livro que ficarei louco para comprar na nerdstore X_X

  26. Shaka diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 1:38 pm

    Ah velho, tipo, é bom escrever esses textos pra ir treinando. Um dia você escreve algo bom! Abraços.

  27. Jhonatan diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 1:44 pm

    Tucano tem sobrenome de matemático: Russell.

  28. Beicom diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 2:12 pm

    Tucano mandou bem :)
    Escreva mais Câncer Jack.

  29. henrique diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 2:22 pm

    “Um dia você escreve algo bom!”

    Uia, que sutileza =p

  30. Elfo diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 2:28 pm

    Excelente texto. Gostei dessa visão pós-apocaliptica do mundo. A verdade é que todos se tornaram dependentes demais do mundo como ele é hoje e não saberiam voltar no tempo.

    Aguardo mais, e se sair um livro, pode ter certeza que eu vou comprar! =)

    Aliás, é feliz ler algo assim. Estou escrevendo meu primeiro livro agora. Que bom que os nerds como um todo fazem disso também! =D

    Excelente! Continue, por favor! =)

  31. Bruno Moraleida diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 2:51 pm

    tem gnt que sabe muito e gnt que sabe nada comentando.
    Eu só sei que gostei. Das referencias citadas a unica que posso discutir é o filme “Eu sou a lenda” que realmente se aproxima, mas a semelhança não chega a me causar repulsa como em outros casos que é pura e simples imitação. Você soube criar bem… Gostei mesmo!

  32. Gui diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 2:58 pm

    interessante!

  33. Vagner (Zero) diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 3:07 pm

    Não bastava o Eduardo Spohr e o JN com seu livro sem fim, um novo escritor é revelado. Parabéns pelo texto. Um cyberpunk escrito nos anos 00. Tava fazendo falta.

  34. Tucano diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 3:13 pm

    Shaka e Jonas, obrigado pelas dicas. Estamos aí.

  35. Anônimo diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 3:13 pm

    Meh.

  36. Itallo Rossi diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 3:27 pm

    Parabens cara muito bom seu texto, espero ansiosamente pela continuação!

  37. Aiken Frost diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 3:57 pm

    Cara, muito foda. Adoro este estilo de história.

    Agora, uma correção, porque ser chato é uma arte:

    É Snake PLISSKEN, seus malucos! Será que eu fui o único que vi esse filme de verdade, por aqui?

    Para não dizerem que estou mentindo: http://www.imdb.com/title/tt0082340/

  38. Rodwolf diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 4:13 pm

    É Russell de Kurt Russell que interpreta o Snake D. Plissken.

    Plissken.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Snake_Plissken

    Só para efeito de curiosidade hehehe

    Então o conto será publicado mensalmente, isso é bom considerando o fato de que é tempo suficiente para manter a excelente qualidade mas ao mesmo tempo deixa muito tempo os leitores curiosos e ávidos pela aventura :P

  39. O Questão diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 4:18 pm

    O correto é Snake Plisken (não sei se com um n ou dois, vejam no google hehehe). Snake Pilsen deve ser cerveja de cobra.
    Parabéns ao Tucano pelo texto.

  40. Gley Riviery diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 4:19 pm

    Cara, eu cheguei agora aqui e tenho uma pergunta: que poha é essa? É uma coluna? É um conto que acaba aqui? Dá pra botar uma explicaçãozinha antes?

  41. Tucano diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 4:23 pm

    Gley, como eu comentei mais a cima, é um conto, de periodicidade mensal, previsto para ter 10 capítulos. Se jogarem muitas pedras pode ter menos capítulos ou ser cancelada como Jericho.

  42. Leonardo :D diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 4:24 pm

    fik bom msm!!

    mais um bom motivo pra acessar o JN!

  43. Slash/Rick diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 5:34 pm

    Ah! Mais uma coisa…
    Acabei de ver Rambo e lembrei de comentar sobre as ilustrações!
    Elas estão MUITO boas!
    Vamos ver onde isso vai dar! =P

  44. Rnw@y diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 5:40 pm

    nao li :]

  45. Rnw@y diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 5:40 pm

    pelo oq os outros falaram, é plagio…

  46. Ozmandias diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 5:52 pm

    Tucano, parabéns pelo conto.
    Como já dito pela galera, seu conto remete a outras referências no cinema, games e literatura, mas cumpre a sua função principal que é prender o leitor e divertir. Se você criar um diferencial entre esse “seu mundo futuro” e os conceitos já explorados por outros autores, com certeza ficará muito melhor do que já está. Seu texto e narrativa é agradável de ler, contudo, repito, é preciso ter cuidado para não chover no molhado com mais uma historinha de futuro apocalíptico com zumbis.

  47. BrunO SathleR diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 5:59 pm

    Aê Tucano…o nome do ilustrador é BRUNO SATHLER msm? pq eu n lembro d ter ilustrado isso pra vc n cara, se não for pede os caras pra concertar aê, não é justo receber o crédito pelo trabalho de outro colega.

    No mais tá muito legal msm cara, parabéns!

  48. Jacy diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 6:07 pm

    Como costumo ser um dos maiores crítico a essa nova fase do JN que parece mais focada em propaganda do q em nerdísse, não posso deixar de registrar minha satisfação ao me deparar com essa grata surpresa.

    O Carlos Correa falou boa parte das observações q eu ia fazer lá em cima.

    Muito embora pareça um apanhado de coisas que já foram escritas, o que importa é que o Tucano conseguiu pegar tudo isso e criar algo bacana de se ler, utilizando um jeitão próprio.

    E eu concordo com o cara que falou que seria bom dar uma revisada no português :)

    Espero que mais textos como esse, não só sequenciando essa história, mas também com outros autores e outras histórias, possam aparecer por aqui.

  49. Quincy diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 6:18 pm

    Não dá pra ter certeza do que se trata ainda, mas isso tá muito bom mesmo.
    Porém: nono e colapso não se acentuam. E o correto é corporações, não coorporações.

  50. Tucano diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 6:36 pm

    Cara, uma gafe do inferno. Não quero nem ver quando o verdadeiro ilustrador Brunner e não Bruno ler isso aí. O verdadeiro ilustrador é Brunner Franklin e depois dessa gafe acho difícil ele continuar a desenhar!!!!

    Muda isso aí, Jovem Nerd!!!!

  51. Rafael Lorena diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 7:33 pm

    hoho.. muito bom! c sair livro vo comprar ^^

  52. Nubia diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 8:22 pm

    Gostei, quero mais!

  53. QUEIROZ diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 8:38 pm

    “pegou a espingarda e estourou a cabeça do Bola de Neve. Era miolo de gato por toda sala. Era um gato idiota, com um nome idiota. Mas minha irmã chorou.” Olha Tucano, garotas com gatos chamados Bola de Neve, deve estar em choque depois de ler esse trecho.
    “Eu tinha treze anos e minha família estava morta no meu jardim, e o cara estava invadindo as casas para roubar os pertences dos mortos. Foi mais fácil do que eu pensei. Quando ele entrou no quarto da minha irmã, tomou um balaço no meio da cara. Por um momento, me lembrei do Bola de Neve.” Pessoas atenção, não entrem no quarto do Tucano sem avisar, pode ser fatal.

  54. Ankh diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 8:42 pm

    Tucano,

    o filme do Will Smith é na verdade a 3ª adaptação para cinema de um livro bem antigo do Richard Matheson. Tem bastante semelhanças mas como foi dito é só você conseguir diferenciar a história que não tem problema (até porque eu sou a lenda é um filme de zumbis, o que não tem na sua história acho…)

    No mais ficou bem legal, apenas algumas revisões ortográficas (talves, anticorpus…) mas nada que atrapalhe a leitura não.

    Tomara que a continuação saia rápido!

  55. Rodrigo o Rodidoxx diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 9:02 pm

    Eu gostei, mas acho que é um pouco forte demais para estar na pagina inicial do jovem nerd, um site de classificação etária Livre.

  56. Tucano diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 9:11 pm

    Zumbis? Ahhh, ta sussa. Não tem zumbi aqui não!! uahauhauhu Ja estava baixando o filme do Will Smith para dar uma olhada!

  57. Tucana diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 9:26 pm

    QUEIROZ,
    Se entrarem no quarto do Tucano sem avisar, quem vai dar tiro vai ser eu…

  58. GomesPR diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 9:29 pm

    Poxa Sr. Tucano, “baixando” o filme não né? Pegue sua máquina do tempo e volte para o período, ainda recente, em que o filme estava no cinema e assista.
    Você vai perceber alguma semelhança no filme (esse povo de hollywood gosta de boas idéias)! E vai perceber que uma adaptação do conto seria mais interessante de ver na telona do que um maluco em NY.
    PARABÉNS PELO TEXTO!
    Minha cabeça explodiu e eu nem precisei adentrar em seu jardim!

  59. Eli Mafra diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 10:09 pm

    Não li tudo que todos falaram. Parei num cara que falou que não leu, e pelo que notou era plágio. O negócio é o seguinte, você não pode plagiar idéia, e o que ele fez foi pegar a idéia de várias outras coisas - mundo apocalíptico depois de uma doença bizarra - e escrever da forma dele.
    Atualmente é quase impossível fazer algo novo! O que importa é a forma que é feita. Mas enfim…
    Alguém também disse que pareciam os relatos da Morte, do Neil Gaiman. Parece mesmo! É um texto bem relaxado, bem escrito e envolvente.
    Estou muito curiosa pra ler as próximas. E os desenhos tão FODAS!
    E é isso!

  60. Bruno Moraleida diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 11:51 pm

    posso perguntar a origem do nome ou devo esperar pelos próximos capítulos?

  61. Lucas Marques diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 2:10 am

    Excelente… ótima narrativa, e a linguagem simples e direta ajuda a prender a atenção do leitor!

    Continue, você tem muito potencial!

    Parabéns!! ^^

  62. Julia diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 3:05 am

    Eu gostei muito. A premissa é simples, mas isso de certa forma é bom porque dá uma liberdade incrível pro autor. Tu ode fazer 300 mil coisas diferentes depois que quase toda a população do planeta foi aniquilada. Espero que a história continue sendo publicada no JN.

  63. actualmind diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 6:42 am

    Vi agora que falaram lá em cima de semelhança com Sandman e lembrei de um spin-off em 3 edições do destino (não escrito pelo gaiman) que tinha uma historia muito parecida muito MESMO mas nele era com peste negra ao invez de variola… gostei tanto do spinoff como to gostodando dessa do “jack” , o spinoff do destino era o “Destino: Cronica de uma morte anunciada.” Editora metal pesado.

    Muito foda anyway…

  64. Maurice diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 10:25 am

    O texto seria bastante interessante não fosse o amontoado de cliches recorrentes em filmes pós-apocalípticos. Tudo o que aparece no texto já foi mastigado pela midia do cinema ou mesmo pela literatura. Seria realmente interessante ver algo novo nesse segmento. Uma pena. No entanto o potencial para criar a partir de idéias próprias está ai. Em tempo… Não tenha medo das pedras.

    abraços.

  65. igor diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 7:58 pm

    Está seguindo um bom caminho. Há sim, alguns clichês na ambientação, mas como um cyberpunk atual está bem legal. Continua assim e vai aperfeiçoando que tem tudo pra ser uma boa história, falta só uma idéia original.

    E não dá idéia pra pedradas idiotas. Fique com as críticas decentes.

    Go, go Fëanor!

  66. Nilda diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 9:28 pm

    Plágio? esse povo tá doido?
    Só por que a história tem o mesmo tema de outras não significa que é plágio. É outra história sobre o tema, e esta é um bom começo.
    Está muito bom, e se seguir neste ritmo, vai ficar melhor.

    E o futuro medieval me lembrou “Os Mestres do Tempo”, do John F. Trhall

  67. Junior diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 9:37 pm

    Tucano, o conto está interessante e quero ver o que mais você vai contar sobre essa “Idade Média Pós -Moderna”.
    Mas o que mais me impressionou foi seu comentário sobre Jericho! Pensei que só eu assistisse essa série, que aliás eu acho FO******SSIMA. Pena q vai ser cancelada.
    Enfim, continue com a história.
    [i]Nuts![[/i]

  68. Diego Kober diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 10:21 am

    Parece interessante… Como diria o senhor K, Tem potencial….

  69. Garu - 28 Anos - Duque de Caxias diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 8:42 pm

    Muito bem escrito, o texto te prende logo nas primeiras linhas, continue assim!

  70. Kikibas diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 3:58 pm

    Pequena correção: “…da varíola. Eu não sou enendido, mas eu sei que essas…”, onde está “enendido” é “entendido”, certo?

    No mais, apesar das semelhanças com algumas outras obras, ficou mt bom, principalmente pela não formalidade da escrita.

    Infelizmente, se vc não quer ouvir “plágio”, escreva e “registre”… Hehehehe… Só assim, vc garante… =b

    Imagine vc falando: Richard Matheson me plagiou!

    Abraços.

  71. Junião Mamuty diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 2:31 pm

    engraçado… a ideia de mundo todo f#dido após uma doença, e as pessoas se matando nas ruas, é uma ideia que tem dono?
    pra ser plágio, tem que ter alguem a quem plágiar… ou eu to bebado?

    PS: Se acontecer desse futuro algum dia REALMENTE existir, vai ser engraçado quando a familia de Richard Matheson começar a processar as grandes empresas culpadas por isso… imagina a apelação dos advogados
    “se mais algem morrer dessa doença, e algum lunático matar seus vizinhos, queremos a indenização de $ 100.000.000… “

  72. Mateus Alves diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 8:20 pm

    Que foda cara, que foda, to começando a ler isso hoje, meus parabéns

  73. G4mbit diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 12:32 pm

    O texto ficou muito bom! Me lembra “A Torre Negra”, que estou lendo agora. Parabéns.

  74. Roy diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 1:55 pm

    Muito bom, alguns podem achar semelhante a “Eu sou a lenda” o que de fato é, mas com certeza, ta bem melhor!

  75. Rodolfo Dorfo diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 9:33 am

    Cara, estava na merda do trabalho sem nada para, entrei no jovemnerd e deparei com esse conto. Muito foda, muito mesmo. Recomendo que lêem A Dança da Morte de Stephen King.

    Abs

  76. polon diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 1:12 pm

    “morreu de radiação ou ficou com câncer e sem tratamento.”

    uma correção… radiação causa cancer. Morrer de radiação ou cancer é a mesma coisa!

    pode confiar, faço biomedicina na UFRJ (e dai?) mas pode confiar

  77. polon diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 8:23 pm

    só reparei que falei uma besteira enorme.
    existe sim coisas como “sindrome de radiação aguda”

    que pode ocorrer em casos de contaminação.
    lembrando que contaminação é diferente de exposição.

    pois é, falei besteira!
    vlw

  78. Ellen diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 6:09 pm

    Gostei muito do que tu escreveu aí!
    Acabei de ler essa 1° parte e já estou indo para a 2° anciosa pra ver como que é. :) Parabéns.

  79. Yandara Rose diz:
    Quarta-feira, 5 de março de 2008 às 7:50 pm

    Nossa muito fodaa cara =D

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