1000 Olhos - Parte 3
Visita inesperada| Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 | Fernando "Tucano" Russell |

Perdeu o início? Veja aqui!
Visita inesperada
Izbaza havia partido para visitar seu tio no campo e isso preocupava Draszen. Com a neve, as estradas ficavam ainda mais inadequadas para viajantes. Principalmente para uma jovem franzina.
- Teimosa! - pensou alto, enquanto se lamentava por ela não ter aceitado sua escolta.
Draszen já estava em casa com Deyan quando a neve começou a cair. Aquele fora o dia mais gelado de todo o inverno e o falcoeiro se precaveu, acendendo a lareira antes do anoitecer para que o frio não os castigasse.
Por causa da neve, Deyan não quis dormir cedo. Ficou na janela observando os flocos alvos caírem do céu. Aquilo não era raro em Anikka, mas o garoto tinha verdadeiro fascínio pelo gelo que forrava o chão no dia seguinte a uma nevasca. E sempre que conseguia permissão do pai, ficava hipnotizado na janela.
- Amanhã faremos uma verdadeira farra lá fora, filho.
O garoto sorriu por alguns instantes, mas logo se virou bruscamente para a janela. Era o latido dos cães em direção à escuridão do lado de fora da casa.
- Fique aqui, Deyan. Vou ver quem é - disse o falcoeiro segurando uma lamparina com a mão esquerda e uma adaga com a direita.
O guerreiro levantou a tranca da porta com a ponta da arma e abriu-a numa fresta para ver quem despertara a atenção dos cães, que ainda latiam incessantemente
- Quem está aí? - gritou, em tom intimidador.
- Sou eu, seu tolo. Bair, o sacerdote. Preciso de abrigo. Essa neve me pegou desprevenido - disse o homem de meia idade, vestido em um hábito púrpura, feito de tecido churdo.
Clique para aumentar.
- Bair, entre rápido, antes que congele - respondeu Draszen, abrindo o resto da porta ao reconhecer o sacerdote.
- Estava voltando à cidade e fui pego de surpresa por essa neve, meu bom Draszen.
- De surpresa, Bair? Essa neve já está prometida desde o início da manhã. Você é mesmo distraído.
- Eu estava na floresta, mal conseguia enxergar o céu. Graças a Nrude sua casa fica próxima à mata. Do contrário, estaria morto de frio.
Draszen serviu um copo de vinho ao sacerdote e puxou uma banqueta forrada com couro de iaque para que ele descansasse. Deyan olhava para o visitante com olhos atentos.
- Como está crescido o pequeno Deyan. Deixe-me ver esses olhos verdes, cheios de dúvidas, minha criança - disse o sacerdote, levando Deyan ao seu colo.
- Ele está quase um homem, não é mesmo Bair? Daqui a pouco já estará treinando falcões como o pai - disse Draszen, orgulhoso.
- Como ele se portou ontem à noite, depois do acontecido? Perguntou o sacerdote quase cochichando.
- Foi valente, apesar de ter ficado assustado. Não chorou. Mas é difícil saber o que ele realmente está pensando. Ele é muito calado.
- E você e Izbaza, Draszen? Quando se casam? A presença dela será muito boa para o menino.
- Depois da caçada do rei nós marcaremos, Bair. Quero que realize a cerimônia, já que é o sacerdote mais próximo a mim. Os outros, eu mal conheço. A não ser Juraj, que encontro frequentemente no palácio, com o rei.
Bair bebeu o vinho e estendeu a caneca para que Draszen o servisse novamente.
- É claro que eu realizarei o seu casamento, meu amigo. Ficaria até ressentido se não fosse convidado para abençoar essa união. Mas já está demorando, não? Daqui a pouco a jovem desiste de você.
- Sim, eu sei. Mas logo marcaremos a data, Bair. Logo marcaremos.
Os dois conversaram durante um longo tempo enquanto Deyan adormeceu na janela. Draszen colocou-o em sua própria cama e preparou a cama do garoto para o visitante pernoitar.
Era uma cama pequena e o sacerdote, apesar de não ser muito alto, certamente ficaria com as pernas para fora. Mas, como ele mesmo pensara: melhor meia cama, do que cama nenhuma.
Após acomodar a todos, o falcoeiro se preparou para descansar. Tirou o uniforme da guarda e colocou uma veste de flanela espessa. Apesar do rumo da conversa que acabara de ter, começou a pensar em Nastia. Mas logo ouviu os cães latirem novamente.
- Malditos cães - disse o sacerdote ao ver o amigo se levantar. - Qualquer dia, faço um ensopado com essas tuas feras, Draszen!
- Eles são meus guardas, Bair - respondeu rispidamente, puxando a adaga e aumentando o fogo da lanterna. - Eles não latem à toa.
Draszen abriu novamente a fresta da porta, mas nada viu. Entretanto, os três cães não paravam de latir, o que deixou o falcoeiro receoso.
- Quem está aí?
- O que há? Ninguém responde? Questionou o sacerdote, seguindo o guerreiro.
- Espere aqui. Vou calçar as minhas botas e dar uma boa olhada lá fora.
Draszen fez o que disse, mas ao invés de sair com a adaga, levou sua espada. Pediu ao sacerdote que ficasse com Deyan e soltou os cães para que fossem atrás do barulho.
Os cães correram para a parte dos fundos da casa, que era voltada para a floresta, e Draszen foi atrás, em traje de dormir, botas e espada em punho. Uma cena ridícula, não fosse a tensão do momento - pensou. O gelo dificultava seus movimentos, mas rapidamente alcançou os cães que estavam parados latindo para a escuridão.
Draszen iluminou a mata com a lanterna e viu um lobo grande e negro com os dentes cerrados, como se estivesse a espera de um ataque dos cães. Suas gengivas encarnadas estavam repletas de saliva, que pingava a cada rosnada. Draszen tentou acalmar seus guardas e puxá-los para dentro, sem tirar os olhos da temível criatura.
- É só um lobo - ele não nos fará mal. Deve estar com fome. Deixem-no partir. Ele prefere uma boa ovelha à carne dura de cães de guarda - disse o falcoeiro a seus cães, como se eles o entendessem.
O lobo deu uma volta ao redor do próprio corpo. Depois, soltou um uivo agudo e ameaçador.
O sangue de Draszen gelou mais do que a neve.
O guerreiro recuou lentamente, andando de costas, com os cães seguros pelas coleiras. Sua intenção era apenas retornar em segurança e não deixar os cães enfrentarem o lobo, que, embora sozinho, era bem maior que seus sentinelas.
Quando já estava quase na soleira da casa, porém, outro som que remetia a lembranças de seu passado fez-se ouvir: o relinchar grave seco de um cavalo. A princípio, Draszen preferiu não olhar para trás, mas logo se concentrou e virou-se para o local de onde vinha o barulho.
- Malditos! - gritou.
E lá estava o falcoeiro diante de um enorme corcel negro e um cavaleiro ameaçador, com espada em punho.
A visão paralisou Draszen por alguns momentos. O brutamontes tinha uma barba loira, comprida e emaranhada numa capa de pele de urso. Seu elmo de ferro trazia meia dúzia de pequenos chifres, nascendo no cocuruto e nos lados.
Clique para aumentar.
Seria o mesmo da noite passada?
- Ataquem! - gritou, soltando os cães.
Os cães avançaram contra o cavaleiro. O corcel empinou as patas dianteiras soltando um relincho estridente. Ao voltar às quatro patas, porém, atirou longe um dos cães com um coice.
Draszen largou a lamparina no chão e correu em direção ao guerreiro com a espada levantada acima da cabeça. Porém, antes que o falcoeiro se aproximasse o bastante para desferir um golpe, seu oponente deu meia volta e partiu iluminado pelo quarto crescente.
- O que está havendo? Perguntou um atordoado Bair, saindo de casa com a adaga na mão.
- Volte para dentro, Bair. Mandei-o ficar com Deyan.
- Tenha calma, Draszen. Deyan está a salvo. Entre logo e estaremos todos seguros.
Draszen entrou e contou ao sacerdote o que vira, deixando-o boquiaberto:
- Um lobo maior do que esses monstros que você chama de cães de guarda? De quais infernos vêm essas criaturas?
- O lobo veio do mesmo inferno de que veio esse cavaleiro. E é noite com lua. Já estamos no quarto crescente, diabos! Eles nunca haviam atacado em noites assim - disse Draszen, olhando pela janela.
- Talvez não fosse um cavaleiro da escuridão. Talvez fosse apenas um salteador.
- Não me venha com sandices, Bair. Não foi a primeira, nem a segunda vez que me deparo com estes monstros. Se não te lembras, foi um da raça da escuridão que levou meu irmão Druje. E algo naquele semblante me era familiar. Acho que pode ser o cavaleiro da noite passada. Assim que amanhecer, irei notificar o rei Andras. Há anos isso acontece e ninguém toma uma atitude de verdade. Precisamos acabar com esta ameaça de uma vez por todas. Quantos mais precisam morrer para que o rei se manifeste como se espera dele?
- Desculpe-me, Draszen. Eu havia me esquecido que esses guerreiros tinham seqüestrado seu irmão. Irei com você e darei meu testemunho. Ainda que não tenha visto o tal cavaleiro, ouvi os cães latindo, o uivo do lobo e o relinchar do cavalo.
A exaltação de Draszen acordou o pequeno Deyan que correu para a sala, assustado. Bair o acalmou com brincadeiras.
Draszen não pregou os olhos durante o resto da noite e começou a temer pela vida de Izbaza, caso ela não tivesse conseguido voltar do campo antes do escurecer.
História: Fernando Russell @cancerjack
Ilustrações: Victor Negreiro @estivador
Revisão: Lucio Nunes @Lucio_N
Tags: 1000 Olhos, Contos, Medieval, Tucano



Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 2:09 am
simplismente Incrivel e instigante!
Parabens Jack!!!
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 3:24 am
esse Tucano me surpreendendo a cada dia
estou orgulhoso, a historia ta otima
Parabens Jack!!![2]
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 8:08 am
Pô… Bem legal, hein?!
Go on with the good work…
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 8:42 am
Está cada vez melhor esse conto.
Tensão máxima.
Parabéns Tucano.
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 11:55 am
Opa, parte 3!! o/
Olha só vi as figuras até agora. Horário de almoço aqui e estou sem tempo.
Mas a noite, volto aqui, leio o conto, comento e faço um jabázinho la no ONE. =)
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 12:07 pm
Parabéns Tucano, ta mt foda a história
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 12:08 pm
Realmente, está cada vez melhor!
Esperando as próximas partes!
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 12:11 pm
Fantástico! Vai ser foda esperar até semana que vem pela quarta parte!
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 1:03 pm
tah foda os desenhos e o texto =o
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 1:19 pm
aposto que o cavaleiro é o irmão dele que ficou evil.
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 2:28 pm
Tucano, uma curiosidade: vc ta usando os conselhos de A Jornada do Herói?
só pra saber msm
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 2:34 pm
aposto que o cavaleiro é o irmão dele que ficou evil[2]
mesmo assim, muito bom!
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 2:46 pm
Se um dia o Tucano lançar o Draconiano e o 1000 Olhos em livros, vocês juntam com A Batalha do Apocalipse e terão uma bela coleção pra NerdBooks.
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 4:49 pm
tah foda os desenhos e o texto[2] xD
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 6:26 pm
Anatomia distorcida, com cara de anime de terceira.Mas o texto ta legal.
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 6:34 pm
[possivel spoiler? Nao, só ideias malucas de um fan do Jack]
Já dava p/ desconfiar, e agora saber quem participa do esquema de roubar olhos…
E o cavaleiro, p mim, nao é evil, e sim esta combatendo o evil (e caçando, com o lobo). Pode ser o irmão, faz sentido.
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 8:07 pm
Demasiado excelente.
Grato.
ABS
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 8:23 pm
Excelente continuação. Esta escrevendo muito bem Tucano! Detalhando e deixando suas histórias cada vez mais interessantes.
E ta falando de casamento ai no conto tb… sera que a real life inspira a fantasia?! =)
E.. caramba.. apenas 17 comentários, pessoal nao gosta de ler mesmo. =/
Para finalizar, como sempre ótimas ilustrações, parabéns ao Victor que torna este conto ainda mais interessante. =)
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 8:43 pm
Demais, Tucano! É como eu disse em um comentário no capítulo anterior: dá gosto de ler e vontade de escrever!
Parabéns e obrigado mais uma vez!
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 8:43 pm
O conto está começando a tomar forma, já estão até surgindo as primeiras teorias hehe. Proximo capítulo promete!
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 8:51 pm
Parece que está dando certo. Já ta rolando umas teorias sobre a história. Ótimo! hehehe
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 8:51 pm
hehe
Logo teremos um NC:
“teorias da conspiracao: Contos - 1000 olhos”
sem contar, claro, que faria sucesso na NerdBooks (2)
grande trabalho!
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 9:35 pm
O conto tá animal… o que mata é o intervalo de publicação, pô bixo… um mês é sacanagem com os leitores.
aê tucano… espero que tenha pesadelos… e que nele o falcoeiro lhe dê uma lição para que diminua o intervalo de publicações [:)]
parabéns cara… texto e ilustração animal!
será que não rola dos nerds versados na arte do CG animar esse história?
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 9:49 pm
@The Gunslinger - O Nerd Escritor
hahahaha! Sacanagem!
@Tucano
Estava lendo pela segunda vez e uma coisa me chamou a atenção. A forma como Bair se identifica ao chegar na casa do Draszen não me pareceu muito natural para pessoas que se conhecem a tanto tempo.
Olha só, se o conheço a algum tempo e sou uma pessoa próxima, é pouco provável que, ao chegar de surpresa em sua casa, eu diga algo como ‘é Palla, o programador’.
A julgar pelo estilo que você está adotando na narrativa, eu acho (e posso estar dizendo uma m#rd@ gigante. rsrsrs) que esta apresentação foi escrita assim para situar o leitor sobre quem é Bair. Não sei, mas acho que o mais fluido seria algo como:
-Sou eu, Draszen. Bair. Abra logo antes que eu congele de uma vez!
Draszen se apressou em atender o pedido do amigo, imaginando o que trazia o sacerdote a sua porta tão tarde da noite.
Abração, Tucano!
P.S:
1-Senti falta da Izbaza. Ela é gata, cara!
2-Este sacerdote não me engana. :D:D
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 10:16 pm
Muito bom Tucano, a leitura esta ficando bem mais dinamica e interessante. Não sei se é meu humor q mudou desde os ultimos contos, mas pra mim ta fluindo bem melhor as palavras.
Isso ae, keep the good work
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 12:48 am
Pô, será que depois, quando terminar, rola tudo junto num pdf, bonitinho? É que não consigo ler assim, aos poucos. =P
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 1:09 am
Volta Izbaza! =P
Cara, a ilustração do cavaleiro tá demais. Um único desenho desse nível na minha vida e eu me aposentava. Achei um pouco curta essa terceira parte, mas a narrativa continua muito boa.
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 1:51 am
Ok, vejam o novo episódio de Flash Foward.
Blue hand está tomando conta do mundo.
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 11:09 am
AHHHH!!! eu acho que o cavaleiro negro é o irmão de Draszen!
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 1:53 pm
Ah caraca, agora fiquei é preocupado é com a Izbaza. Só semana que vem saberemos se ela chega a cabana do tio em segurança, ou pior, se ela regressa ao castelo em segurança. Agora duas coisas que estou percebendo, a aparição desses cavaleiros está cheirando a INVASÃO por ai… E outra o Goran deve estar macumunado com os cavaleiros sim….. vamos ver o que acontece…..
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 4:12 pm
Eu já acho que o Goran é o contato dos cavaleiros dentro da cidade e que eles estão planejando uma invasão mesmo. Olha os fatos.
- O Goran é sempre o cara que enfrenta os cavaleiros e nunca matou nenhum.
- Ele saiu correndo atrás do cavaleiros e não achou nada,
- Ninguém encontra os cavaleiros, mas o Goran sempre os vê e não se machuca.
- Ele é o antagonista com certeza, e mandou os cavaleiros atrás do Draszen para ele ficar com a Izabaza. Provavelmente já deve ter raptado a menina.
E tenho dito.
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 8:20 pm
É, fiquei curioso sobre o cavaleiro, pode ser o irmão mesmo, ele não atacou, apenas deu meia volta. Louco para saber quem é ele e o que aconteceu com Izbaza.
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 11:23 pm
@Rodrigo Marini
Semana que vem não, mês que vem.
De qualquer forma, parabéns Tucano, tenho notado uma evolução grande na história.
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 11:06 am
Goran (…) “enfrenta os cavaleiros “: bom, é certo que ele encontrou com pelo menos um cavaleiro, que pode ser esse mesmo. Ele não ter se machucado pode ter sido justamente pq esse cavaleiro não é o evil da parada, mas sempre aparece qndo termina de rolar um “arranca olhos” pq chega atrasado p/ pegar o verdadeiro culpado (que por acaso pode ser alguem conhecido que se faz de vitima ou “mero expectador”).
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 1:11 am
A visita inesperada do cavaleiro negro na casa de Draszem e sem ser numa noite de lua nova e NÃO atacá-lo já diz muita coisa! Ele (o cavaleiro negro) quer alertar seu irmão sobre o que realmente está acontecendo e quem está por trás do fenômeno “arranca olhos”! E o desconforto da Rainha e principalmente de Izbaza com relação aos Sacerdotes não é atoa, eles têm alguma treta com a possível coleção de 1000 olhos!
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 9:21 am
Pera ai, acho que matei a charada. Então tem 2 tipos de cavaleiros? Os Evil Knights e os Good Knights?
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 8:41 pm
ola
Quinta-feira, 29 de outubro de 2009 às 8:25 pm
eu não poso viajar que vc posta??
deito tucano fico muito bom.