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1000 Olhos - Parte 2

Izbaza
Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 Fernando "Tucano" Russell

Perdeu o início? Veja aqui!

IZBAZA

A lâmina brilhosa deslizava lentamente pela pedra molhada. Em um movimento intermitente de vai e vem, produzia um assobio agudo e irritante. Goran gostava de deixar sua espada afiada, embora seu golpe fosse letal, mesmo que ela estivesse cega. Em rodas de conversa fiada, o chefe da guarda real sempre ressaltava que a mão que empunha a lâmina é o que decide o combate. Entretanto, o guerreiro fazia toda questão de manter impecável seu instrumento de trabalho.

Depois da espada, Goran afiou um punhal de gume duplo e cabo de marfim, que sempre carregava pendurado na cintura. Seus olhos acompanhavam a dança hipnotizante da lâmina pela pedra negra de amolar. Estava frio e era a última noite de lua nova. Logo a tensão das noites sem lua diminuiria, a ponto de se esquecerem do pobre ferreiro sem olhos que fora ao encontro de Nrude.

O guerreiro, montado em um corcel, partiu para a cidade, deixando o palácio real de Anikka. Nada de errado havia acontecido nos dias anteriores, mas sempre se esperava pelo pior.

Draszen também estava partindo quando Goran passou pelo portão principal. O chefe da guarda olhou para o falcoeiro, que se despedia de Izbaza, e fez um muxoxo, deixando clara sua insatisfação com a cena.

- Até mais tarde, Draszen. Te encontro na taverna de Nastia logo mais - disse o careca, tentando desestabilizar a cumplicidade que fluía entre os dois amantes.

Draszen abraçou Izbaza e disse-lhe ao pé do ouvido para que não desse atenção ao guerreiro. Beijou-a na boca e partiu, carregando Deyan adormecido no colo.

O falcoeiro caminhou tenso pela cidade, atento a qualquer movimento. As ruas já estavam desertas. Janelas fechadas, portas trancadas e um silêncio soturno que só era quebrado perto da taberna, onde a algazarra prevalecia.

Olhou para a janela do quarto de Nastia e a viu de costas penteando as madeixas ruivas. Por coincidência, ou por destino, ela se virou e seus olhares se encontraram. Desde a noite em que discutiram, Draszen não havia aparecido para visitá-la. O coração estava apertado, mas o falcoeiro era um homem da razão. Precisava pensar em seu filho e em Izbaza.

Ao ver Draszen passar em frente a sua taberna, Nastia sentiu os pelos da nuca se arrepiarem e titubeou por um momento. Parou de escovar o cabelo e, de súbito, puxou a cortina de veludo vermelho e sumiu.

Draszen seguiu seu caminho para casa e mais uma vez se perdeu em pensamentos. Aquele era um conflito que o atormentava. Odiava ver o ressentimento carregado no olhar de Nastia, mas não queria magoar Izbaza, nem decepcionar Deyan. Mas os devaneios do falcoeiro foram abruptamente interrompidos por um grito que ecoou pela cidade, anunciando que algo terrível acontecera. Ainda imerso em seus dilemas, Draszen não compreendeu as palavras berradas na primeira vez. Porém, o apelo não tardou a se repetir: e era alguém pedindo socorro.

Com o filho nos braços, Draszen hesitou. O grito vinha de longe e talvez fosse tarde para qualquer ajuda. Mas bastou que viessem a sua mente as imagens de seu irmão mais novo e a figura cruel do cavaleiro que o levou, para que ele mudasse de ideia.

Tão rápido quanto pôde, Draszen correu em direção ao chamado. Deyan acordara assustado e o pai disse, ofegante, para que ele não se preocupasse. O menino fechou os olhos e encostou a cabeça no ombro de seu protetor, tentando escapar da realidade.

Os gritos ficavam cada vez mais altos, até que cessaram. Draszen diminuiu o ritmo ao chegar a uma larga travessa da rua principal pela qual seguia. A cena era um tanto confusa, mas Draszen sacou sua espada, deixou o filho no chão e partiu para o confronto.

Enquanto corria, tentava perceber o que acontecia. Rapidamente notou Goran montado em seu cavalo e com a espada em punho, tentando intimidar um cavaleiro de barba negra como a noite. Era da raça da noite, com certeza, pensou o falcoeiro. O ódio fez seu sangue ferver como poucas vezes na vida.

Draszen tentou se nortear e percebeu mais duas silhuetas naquele cenário. Deitado no solo, um homem com roupas humildes parecia dar seus últimos suspiros, envolto em sangue. Sua cabeça estava amparada pelas mãos de um sacerdote de Nrude. O rosto do religioso pareceu familiar, mas ele não teve tempo de pensar e foi auxiliar seu desafeto, Goran.

O cavaleiro, que carregava uma espada de lâmina larga e pesada, viu a aproximação de Draszen e puxando as rédeas do cavalo, fez com que sua montaria desse meia volta e fugisse.

- Vou atrás desse maldito - disse Goran, golpeando o ventre de seu cavalo com os calcanhares.

O falcoeiro guardou sua espada na bainha e se ajoelhou no chão de pedra para socorrer o clérigo e o jovem que se esvaia em sangue.

- Sem olhos - constatou.

Clique para aumentar.

Um camponês desavisado, ou teimoso demais, que teve o azar de encontrar seu algoz. A respiração cessara e a pele estava pálida como a neve do inverno que chegaria em breve. Nrude o tinha chamado.

- Draszen, obrigado - balbuciou o clérigo apoiando a mão nas costas do guerreiro.

Voltando seus olhos para o seu interlocutor, Draszen o reconheceu. Era Bair, a quem tinha grande apreço e o único entre os sacerdotes de Anikka com quem tinha amizade.

- Bair, o que aconteceu aqui? Está ferido?

- Não, meu bom Draszen. Eu passava pela rua principal, quando vi o cavaleiro atacando esse rapaz e comecei a gritar. Quando me viu, pareceu ter se assustado, mas percebi que foi Goran, que estava atrás de mim, que o fez vacilar. Não fosse a chegada do chefe da guarda, estaria sem meus olhos e sem minha alma também.

O sacerdote soltou suavemente a cabeça do aldeão e levantou-se, tentando limpar seu robe púrpura, manchado de sangue. Draszen também se levantou e correu de volta para Deyan, que observava com olhos arregalados toda aquela confusão.

As criadas do palácio ficavam a postos antes do sol nascer. A rainha Smiliana acordava de fato muito cedo e, todos os dias, suas aias a aguardavam às portas do aposento real.

Ao contrário de Andras, seu esposo, Smiliana orava à Nrude pela manhã, antes que os sacerdotes acordassem. A rainha achava a companhia deles um tanto incômoda e dizia que não conseguia orar com tantos tagarelas a sua volta. O rei preferia a tarde, pois as manhãs eram muito frias para passar horas em um salão de mármore gelado.

O cotidiano do palácio real era extremamente enfadonho e, às vezes, quando a monotonia tomava conta de seu espírito, a rainha inventava um fato novo para ocupar-lhe as horas do dia.

Numa manhã de inverno, algum tempo atrás, Smiliana botou em sua cabeça que precisava casar Izbaza, sua serva predileta. Com aquilo em mente, resolveu falar com o marido, ainda muito cedo. No início, o Rei pouco deu importância ao fato.

- Quero que Izbaza se case, Andras. Ela é jovem, muito bonita e se não se casar agora, vai ter que se ajeitar com um qualquer.

O rei, ainda com os olhos fechados, respondeu com a voz empolada:

- Case-a com Goran, querida.

- O que disse, Andras? Espantou-se a rainha, sem saber se tinha ouvido errado ou se o marido estava realmente sugerindo aquela sandice.

- Goran, o chefe da guarda, Smiliana. Ele é louco por Izbaza. Tem um bom posto e é um guerreiro formidável - completou, em meio a um bocejo.

- Deve ter batido forte a cabeça em uma de suas caçadas, meu rei - disse ela, fechando o punho e batendo na própria cabeça. - Goran é um nojento. Ele anda com todas as servas do castelo contra a vontade delas, além de ter aquele bigode repugnante. Quero um bom esposo para Izbaza.

Nesse momento, o rei percebeu que teria um problema, caso não desse importância aos anseios da esposa. Passou a mão na cabeça, ajeitando as madeixas castanhas.

- Deixe-me ver - disse Andras, pensativo. - O falcoeiro é um bom homem. Ele é viúvo. A esposa morreu no parto do filho, há pouco mais de dois anos. O nome dele é Draszen e é um bom amigo.

- Eu sei de quem fala, meu rei. Draszen é muito educado e gosto de ver o jeito com que cuida de seu filho. Demonstra responsabilidade e afeto. Mas ele tem aquela cicatriz no rosto.

- Acidente de trabalho, Smiliana. Ele treina falcões, oras. E todo grande guerreiro precisa ter cicatrizes. Elas deixam o homem mais másculo. Você já perguntou a sua criada se ela já não tem um amante?

- Ela não fala sobre isso. Acho que tem vergonha de dizer.

- Então eu falarei com Draszen depois do almoço. Agora, vá orar à Nrude e deixe-me dormir mais um bocado.

Smiliana não sossegou até que o esposo convencesse o falcoeiro a desposar sua criada. Depois de alguns dias, o fato estava consumado e desde então, Draszen passou a visitar Izbaza todos os dias e Deyan começou a ser pajeado pela jovem, dentro do palácio real.

Goran, que já tinha certa inveja da admiração do rei por Draszen, passou a odiá-lo. Desde que a jovem serva sequer tinha idade para servir a rainha, o chefe da guarda já a observava, desejando-a para si.

A situação era ainda pior, pois anos atrás, após um banquete, o rei fez uma promessa que não pôde cumprir. Mesmo porque, o vinho em demasia não o permitiria lembrar-se:

- Meu bom Goran, você é um soldado leal e destemido. Se houver algo que eu possa lhe dar para recompensar seus préstimos, diz-me agora que lhe darei - disse o rei, embalado pelo álcool.

Goran não hesitou um segundo sequer e, prontamente, respondeu:
- Izbaza, meu rei. A jovem criada de vossa majestade. Eu a quero como esposa, quando ela tiver dezesseis invernos.

O rei arregalou seus olhos azuis, estupefato.

- Aquela de cabelos loiros? Uma magrela de olhos verdes brilhantes? A mais estimada por minha esposa?

- Sim, majestade. É dela mesmo que estou falando.

- Mas Goran, você já esteve com quase todas as criadas do palácio. Porque essa jovem?

- Eu sonho com ela, majestade. Sinto seu perfume de menina e fico maluco.

- Está bem, meu caro Goran. Falarei com Smiliana pela manhã.

Clique para aumentar.

É claro que aquela promessa, regada a muita bebida, nunca mais foi lembrada pelo rei Andras. Goran também não insistiu, mas sentiu-se traído pelo monarca quando soube que sua amada havia sido prometida ao falcoeiro.

Um ano depois, Draszen e Izbaza continuavam comprometidos, sem no entanto, se preocuparem em formalizar essa união. Goran se animava, pois acreditava que enquanto eles não se casassem ainda teria alguma chance. E Izbaza, por sua vez, fazia questão de deixar claro que nunca se deitaria com o chefe da guarda. Apesar de não se entusiasmar com seu compromisso com o falcoeiro, usava daquele fato para afastar o guerreiro truculento.

Naquela manhã de inverno, a rainha levantou bem cedo e foi com suas criadas ao salão de mármore para orar a Nrude, o criador do céu e da terra. Grande foi sua surpresa ao encontrar Juraj, o sumo sacerdote de Anikka.

- Minha rainha, que bom vê-la logo pela manhã - disse o sacerdote, já ancião, de barba branca e com pouquíssimos fios de cabelo, escondidos por baixo de um capuz.

Clique para aumentar.

- O que houve, Juraj, meu velho? Caiu da cama? Não costumo lhe encontrar antes da hora do almoço.

- Vigília redobrada, majestade. Esta noite tivemos mais um ataque dos cavaleiros.

- O ferreiro! Já me disseram, Juraj.

- Não, majestade. Um jovem camponês. O ferreiro foi há cinco dias. Tivemos mais uma vítima nesta madrugada. Estava sem olhos!

- Que horror. E a guarda não viu nada?

- Ao que me chegou aos ouvidos, Goran encontrou-se com o cavaleiro e lutou contra ele. Mas o maldito deu fuga e sumiu na escuridão. São demônios, minha senhora.

- Vamos orar pela alma do pobre aldeão, Juraj. Mas de boca fechada. Vocês sacerdotes falam demais.

A rainha permaneceu em silêncio por mais de uma hora, pedindo misericórdia a Nrude e proteção para o povo de Anikka. Depois se retirou para seu passeio pelo bosque do castelo, junto à sua jovem criada.

- O que achas de Juraj, Izbaza?

- Desculpe-me, majestade. Não entendi o que a senhora deseja que eu responda.

- Somente a sinceridade, minha cara.

- Não sei o que dizer, minha rainha. Não presto muita atenção nos sacerdotes.

- Não minta para mim, Izbaza. Eu vejo como você torce o nariz toda vez que encontra com os sacerdotes.

- Perdão, majestade. É que não me agrada falar do alheio. Eu não gosto da presença deles, em especial de Juraj, porque ele tem uma feição um tanto arrepiante. Além disso, eles falam demais. Mas é só impressão minha, nunca fizeram nada que me fizesse não gostar deles.

- Eu sinto o mesmo, Izbaza. Na verdade, acho Juraj um ranzinza. Ele vive com aquele nariz enorme se metendo nos assuntos de Andras. Como fala esse velho. Pode até ser um bom homem, mas continua intrometido.

Izbaza sorriu e as duas caminharam por algum tempo pelo bosque, até que Smiliana notasse a falta de Deyan:

- Onde está o garoto, Izbaza? Porque ele não está por aqui conosco?

- Vou buscá-lo, majestade. Ele estava dormindo quando chegou e preferi deixá-lo descansar no dormitório.

- Mas ele já deve ter acordado, minha jovem. Vá buscá-lo. Esse bosque precisa de crianças para ter mais vida. Fica muito soturno com duas mulheres falando da vida dos outros.

Izbaza foi correndo buscar o garoto, que de fato já havia acordado. A rainha olhou os dois e ficou admirada com a afeição que a criança tinha pela jovem e percebeu a recíproca do sentimento.

- Sabe, Izbaza, vocês se parecem bastante. Os dois têm a mesma cor de cabelo e os olhos brilham com uma luz ímpar. Acho que a mãe dele era parecida com você.

A jovem sorriu, mas percebeu que a rainha vertera uma lágrima.

- Não desanime, minha rainha. A senhora logo dará um herdeiro ao rei.

- Izbaza, não posso me enganar. Esse é o trigésimo inverno que assola meus ossos. Doze deles, passei casada com Andras e ainda assim, nenhuma semente germinou em meu ventre. Ele tem verdadeira paixão por crianças, como eu, mas não conseguimos que Nrude nos envie um príncipe.

- A senhora tem tomado as ervas de Juraj, majestade?

- Sim, sempre. Mas de nada adianta.

Smiliana enxugou suas lágrimas com as costas da mão e sorriu ao olhar para Deyan, que corria pelo bosque atrás de borboletas.

O tempo passou mais rápido com a tarefa de cuidar do pequeno Deyan e logo a hora do almoço havia chegado.

Izbaza pegou o menino no colo e solicitou permissão para viajar no dia seguinte, pois uma vez a cada mês a jovem saía do palácio, com a permissão da rainha, para visitar um tio que morava no campo. Segundo a jovem, aquela era a única família que lhe tinha sobrado e ela precisava cuidar do tal parente, idoso e debilitado.

- Você precisa trazer esse seu tio para a cidade, Izbaza. Quando casares, Draszen há de acolhê-lo na casa de vocês - dizia a rainha com toda a certeza.

- Meu tio é um velho turrão. Ele reluta em vir para a cidade. Já tentei convencê-lo, mas não há meios de fazê-lo entender.

- Tudo bem, Izbaza. Amanhã terá o dia livre. Mas tome cuidado, se viajar à noite.

- Minha rainha, não se preocupe. As noites sem lua já passaram. Os cavaleiros ficarão longe por um bom tempo. Não há o que temer.

- Não só desses cavaleiros das trevas se constitui o perigo da noite, querida. Seria melhor que Draszen a acompanhasse.

- Obrigado, majestade, mas prefiro ir sozinha. Draszen tem seu trabalho aqui e durante a noite precisa cuidar de Deyan.

- Está bem, mas cuide-se menina. Você me é muito estimada.

História: Fernando Russell @cancerjack
Ilustrações: Victor Negreiro @estivador
Revisão: Lucio Nunes @Lucio_N

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42 COMENTÁRIOS

  1. Tw1sT diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 4:22 am

    first!! continua mtu boa… a espera da proxima parte…

  2. JerryColapse diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 4:54 am

    orgulho de ser de santos *-*

  3. Ricardo diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 8:42 am

    Nerds, está fantástica novamente!
    Só gostaria de fazer um pedido: Se possível, coloquem essa série em um espaço de tempo mais curto… Porque a primeira eu li a 1 mês, e já quase não me lembro de nada.. Não queria perder esse tipo de detalhe.

    Tucano, meus parabéns. Sensacional!!

  4. Blaven diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 9:15 am

    First!? Who cares?

  5. Leitor diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 9:47 am

    Brilhosa? Esta palavra não existe…
    Ótimas gravuras.
    Bom texto.
    Péssima história.

  6. NILSON diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 10:19 am

    “É claro que aquela promessa, regada a muita bebida, nunca mais foi lembrada pelo rei Andras.”
    O q vçs queriam do rei mais do q ele sugerir a esposa o nome de Goran quando esta indagou a respeito de um partido para a sua jovem criada?
    Um rei tem mais o q fazer.^^
    Mesmo pq Goran sabe q quando se trata de relacionamentos, deve-se “vender o peixe”, mas a vida é feita de oportunidades e consensos entre as pessoas, todos sabem q não se pode obrigar ninguém a nada, alias todos menos os obsessivos. (será esse o caso?).

  7. NILSON diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 10:29 am

    Repararam q o titulo do capitulo 2 é IZBAZA, ou seja, ainda estamos na apresentação dos personagens, e q ainda não entramos a historia propriamente dita. E falando nisso, vçs tiveram a mesma sensação q eu de q um dos personagens neste capitulo esta ocultando algo dos demais?

  8. Bruno Vox diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 10:31 am

    Hmmmmm curioso pra saber o que são aqueles cavaleiros e porque só aparecem quando não há lua. Curioso demais…

  9. NILSON diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 10:38 am

    Ta certo q não era da conta dele e foi motivado por ciúme e inveja, mas eu achei hilaria a parte em q os protagonistas estão no maior clima de romance e derrepente passa o Goran e diz:
    ” - Até mais tarde, Draszen. Te encontro no Cabaré das pvt4s logo mais.”
    Veio na minha mente aquele som de agulha raspando disco de vinil.^^

    hauhauha.q saia justa.^^

    e quando o Draszen disse para que não desse atenção ao guerreiro. imaginei a cara de “estou com vç só por conveniência mesmo” de IZBAZA.

  10. Thiago Anselmo diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 12:27 pm

    “Brilhosa? Esta palavra não existe…”
    Direto do Wikcionario:
    bri.lho.so masculino

    1. (Brasil) que brilha, que emite brilho;
    três grandes barras de cores brilhosas
    2. (Brasil) que possui lustre:
    fina e brilhosa como purpurina
    _____

    Isso esta muito interessante. O Fernando esta apresentando os personagens e o cenário de forma instigante, a gente fica querendo saber o que vai acontecer e como as trama se desenvolverá.
    Muito bom! muito bom!
    estou esperando a proxima publicação.
    Parabeeens Fernando!!

  11. Maurício Amaro diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 12:48 pm

    Será que eu já estou tendo algumas revelações do enredo? “1000 olhos”, um camponês sem olhos…

    De qualquer forma, parabéns mais uma vez Tucano, o conto está fluindo de maneira cativante, dá gosto de ler. Parabéns também ao Victor pelas ilustrações. O chato é ter que esperar tanto tempo para ler o próximo capítulo…

  12. Anderson Neo-X diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 1:00 pm

    Excelente!
    Texto incrível e a arte do Victor Negreiro é fantástica. Não vejo a hora de ler a continuação. Fico impressionado com o número de talentos envolvidos com o Jovem Nerd. Mais um grande trabalho.
    Hã… alguem falou em um livro de contos na Nerdstore? Pelo que ví até agora seria uma boa.

  13. Ziderich diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 1:03 pm

    Excelente, espero que não demore muito pra sair a terceira parte.

  14. J.V diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 1:28 pm

    Uau, acabei de ler os dois primeiros capitulos, houve uma evolução, no texto e nos desenhos de sitala pra cá, a história ganhou certos aspectos intrigantes legais. Continue com o progresso.

  15. Zatin diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 1:37 pm

    Muito bom mesmo, nem esperava q fosse publicado hoje, me surpreendi!
    Continue nos surpreendendo Tucano

  16. Palla diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 3:56 pm

    “…além de ter aquele bigode repugnante.”

    Tucano, muito bom mesmo, cara. Dá vontade de escrever assim, entende o que eu digo? Fora isto, dei muitas risadas com a rainha usando o bigode do Goran como justificativa…

  17. Elwing diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 5:22 pm

    Brilhante ! mesmo sendo o segundo capitulo ja deu pra sentir que a historia tem potencial. Espero que Izbaza tenha um maior desenvolvimento, gosto de personagens femininas fortes =/.
    Mais estamos apenas no segundo capitulo, ainda tem muita água pra passar debaixo dessa ponte.
    Aguardo o proximo capitulo =D

  18. Scarlett diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 7:08 pm

    “…Esse é o trigésimo inverno que assola meus ossos. Doze deles, passei casada com Andras e ainda assim, nenhuma semente germinou em meu ventre…”

    Poxa, é triste ler isso, tendo 30 anos no seculo 21, hehehehe.

    Mas fora a brincadeira, gostei muito do texto!!! Parabéns!

  19. Leonardo Cruz diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 7:51 pm

    Se o Tucano me permitir um elogio…

    ficou muito bom, gostei bastante, voce manda muito bem, parabens e to aqui aguardando o restante.

  20. Rodrigo J diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 7:58 pm

    Caramba, ta ficando ótimo Sr. Russel ;)

    @Bruno Vox
    Não sei se vai estragar o ar de mistério. Mas segundo o que li(o mesmo que todos) creio que o fato de só virem quando não há Lua é porque a escuridão é mais predominante, pois com a Lua já se tem uma boa visão do que se tem pela frente… Mas nao sei, é a minha opinião até agora já que a historia não foi concluida.

  21. @Gui_Bravaskis diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 9:22 pm

    Muito Bãããão Tucanooo!!! Só uma pergunta: Essa história tem algum envolvimento com algum jogo de RPG que você participou ou você simplesmente teve a idéia?

    Abração! o/

  22. Albalzalmar diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 9:29 pm

    Bem que podiam aproveitar os equipamentos fodásticos do Nerdcast e fazer audiobooks desses contos =]

  23. Tucano diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 9:32 pm

    Galera, valeu pelos elogios.

    Gui_Bavaskis, não jogo RPG há muito tempo, mas é claro que rola influência!

  24. wesley diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 9:36 pm

    Parabéns!
    A história está muito boa, estou gostando muito de ler.
    Realmente de a publicação dos episódios fosse em um espaço menor seria muito legal.
    Contui assim evoluindo sempre, novamente parabéns!

  25. Pacha Urbano diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 9:53 pm

    Economize nos adjetivos.

  26. Cristiana Sbardella (Gata Flecha) diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 11:12 pm

    Ah, tá ficando legalz =) To acompanhando a história e por enquanto tá me prendendo sim, hehe. Embora, como tenham comentado, faz tanto tempo q li a primeira parte q eu já num tava lembrando direito (tava já confundindo o nome de todo mundo XD) mas blz, deu pra continuar mesmo assim =)

    Parabéns!

  27. Marília diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 11:14 pm

    Nerds, nunca me atrevi a comentar, mas…mereceu. Mereceu demais. Sensacional!
    Keep up the good work ;)
    Beijos!

  28. victor @estivador diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 12:13 am

    caramba.. eu li o roteiro pra discutir q cenas desenhar, reli pra fazer os desenhos, reli pra pintar. e agora nos comentarios ai é que me liguei que a rainha não gosta de bigodudos e eu tenho um bigodão gigante =O nesse reino ai eu não podia ‘catracar’ as moças =~~

    bigodão mexicano fail!

  29. Cress diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 12:46 am

    Não sei pq ainda postam isso… o verdadeiro “Nerd Moleque” não tem tanto tempo para ler textos extensos no trabalho.

  30. Michael Spider_S4TO - 23 - Japão diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 1:29 am

    Aquele velho de barba ta sacaneando com a rainha =)

    muito bom Tucano. Parabens!

  31. NILSON diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 8:26 am

    @Maurício Amaro
    Será q os caras tão montando um Beholde?^^

  32. William O. diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 8:29 am

    Tucano, tu melhorou muito desde a Sitala! Personagens interessantes, história fluindo bem, mistério.. Continue assim!

    Ah, e as ilustrações estão excelentes! Aquela do camponês sem olhos tá sensacional!

  33. Doutor C diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 3:04 pm

    Parabéns, Tucano.
    O texto flui bem, as personagens são bastante humanas, com suas virtudes e falhas. Eu tive a sensação de um cotidiano em um mundo de fantasia que traz consistência de realidade ao cenário.
    A apresentação de personagens está ótima, assim, a gente se importa com elas quando correrem perigo.
    O dilema do Draszen é bem tocante e espero que o Goran seja devidamente trucidado no final.

  34. Vinicius Machado diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 4:10 pm

    muito bom!

  35. Arbalesto diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 11:24 pm

    Caramba, tô curtindo demaaaaaaaais!!!!!

  36. Gohrmul diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 2:44 am

    Já elogiei a notável evolução do Tucano de Sitala para a primeira parte de 1000 Olhos e aqui já deixo uma crítica: a citação dos nomes em quase todas as frases, fica maçante.
    No mais, ilustrações excelentes e enredo interessante, ainda mais porque ler a descrição de armas medievais dá um vontade de rolar um d20..

  37. Grazi-k diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 4:37 am

    Eu percebi que o Goran tá sem bigode no desenho. .-.Tipo, mesmo de lado, achei que o bigode apareceria… ou ele não tinha bigode na época.. uheuhuheuhuehuheu

    Eu adoro essa coisa de ir acompanhando a história quando ela é publicada. Os 1000 olhos também começam a ter algum sentido….

    Achei grança do Nilson defendendo o rei…. uehuehuheuheuheu “ele é rei, tem mais o que fazer!’ kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Só eu achei que o Goram é parecido com aquele cara do Goonies??? Eu concordo com a Rainha!… uheuehueh O chefe da Guarda não serve pra Izbaza.

    Eu também acho que tem gente aí escondendo o jogo.

  38. knighter diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 2:10 pm

    Parabéns Tucano, o texto está de primeira qualidade, mais isso acaba se tornando um problema pois temos de esperar 1 mês de intervalo entre os capítulos!!!

  39. Emanuelle Rossetti diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 7:12 pm

    Meus Parabéns Tucano.
    Esta incrível!!!
    Estou anciosíssima para o próximo capítulo.

  40. mavieg diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 7:35 pm

    Tucano, embora não seja nenhum crítico literário, já li muitos livros, e já deixei de ler alguns depois dos primeiros capítulos, mas no caso do seu conto, estou aguardando a continuação com uma certa ansiedade. A estória parece boa (digo isso porque acho que ainda estamos no prólogo) e a narrativa está cativante. Em resumo, tá agradando legal. Parabéns!

  41. Lilica diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 7:33 pm

    Bom, sou nerd de carteirinha, viciada em livros. Não pensei duas vezes ao ver esse texto longo, comecei a ler o primeiro parágrafo e não parei até terminar xD
    Pena que eu só tenha conhecido esse site hoje, e não li o primeiro capítulo. Vou ter q voltar atrás pra ler, mas mesmo assim, consegui entender bem todos os personagens.
    Gostei muuuuuito e vou querer continuar lendo (pena que fico tão aguniada pra saber o resto e pelo que vi, demora um pouco a publicar…)
    Achei interessante que o autor conseguiu escrever com uma lingugem bonita, pomposa, mas ao mesmo tempo clara e fácil de entender.
    Apaixonada por leitura como sou, também tento escrever, mas esse é um dos meus grandes problemas: escrever de forma bonita e clara.
    Vou continuar tentanto e quem sabe, um dia, tenha minha estória publicada aqui ^^

  42. @rogerwillc diz:
    Quarta-feira, 23 de setembro de 2009 às 9:33 pm

    Disse isso no post passado e digo nesse também:

    Conversando com o Tucano surgiu a oportunidade de publicar o 1000 Olhos também em O Definitivo, meu blog nerd pessoal (http://odefinitivo.blogspot.com/). Então que quiser conferir por lá também é possivel!

    E parabéns ao Fernando por esse conto muito bacana!

Comenta aí, nerd!

 
   
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