Killzone 3 | Resenha

Existe uma grande dose de responsabilidade em ser considerado como carro-chefe de um console, e cada sistema tem o seu. Se o XBox se sustenta em grandes pilares como Halo e Gears of War, o Playstation 3 se sustenta em Uncharted, God of War e Killzone. Neste caso, Killzone 3 (exclusivo do PS3) ainda recebe um pouco mais dessa responsabilidade do que as aventuras de Nathan Drake e de Kratos, por englobar algumas das funcionalidades que a Sony quer vender a seus consumidores, como o 3D e o PS Move. Só que no fim das contas, os gamers querem jogos épicos, surpreendentes, de qualidade e com algo a mais. E nestes pontos, Killzone 3 cumpriu sua missão.

Para aqueles que não conhecem, Killzone é uma série que nasceu ainda no PS2, e fez um relativo sucesso, mesmo já quase no fim da vida do sistema. Teve sua estréia no PS3 com Killzone 2, em 2009, passou pelo PSP como uma versão isométrica contando side-stories da mesma época dos demais games, e teve seu “terceiro” capítulo lançado em fevereiro de 2011 também pro PS3.
O plot principal vem desde a época em que o Império Helghast se recuperou de sua derrota, na Primeira Guerra Helghan, e lançou um ataque contra a ISA (Interplanetary Strategic Alliance, do qual faz parte a Terra) na colônia do planeta Vekta, ainda no primeiro game.
Os helghast são uma espécie descendente do grupo humano que colonizou o Planeta Helghan há gerações, mas desde a colonização não são mais considerados humanos: eles são mais fortes, mais rápidos e mais resistentes do que os seus semelhantes humanos e possuem um irracional ódio pela humanidade, além de um senso de superioridade. E se você achou esta história um pouco familiar, você não está errado.

Toda a áurea do jogo remota fortemente aos acontecimentos da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), do surgimento e ascensão do nazismo, e à segunda grande Guerra (1939 – 1945). Seja pelos principais personagens da “etnia” Helghast, contando com o general assassino, o líder fervoroso, e os comandantes com suas características próprias, ou seja pelo símbolo que se assemelha fortemente à suástica, a tônica de Killzone é uma re-leitura dos eventos das guerras já sofridas pela Terra, numa roupagem espacial em ficção científica. E Killzone 3 pode ser considerado o Dia D para a humanidade nesta outra guerra.
Você assume o papel de Tomas “Sev” Sevchenko, que tem a “pequena” missão de terminar a ação militar começada no game anterior. Para quem não jogou Killzone 2, no final deste game a situação não era boa pra ISA: o Imperador Scolar Visari havia sido abatido, e seus principais comandantes militares Helghast derrotados, mas a organização estava longe de se dar por vencida, e, pelo contrário, preparava uma grande ofensiva contra a Terra, último local de resistência humana conhecido.
Contando com alguns poucos soldados, Sev, seu parceiro Rico e seu comandante Narville tem a quase impossível tarefa de invadir a sede do poder militar adversário e destruir suas últimas invenções, antes que tudo isso seja transportado pra Terra, e se possível, acabar com o comando dos Helghast.
Infelizmente, a história começa bem, mas é deixada de lado quando os objetivos já estão claros a sua frente, e por quase toda a etapa final não existe mais desenvolvimento, plot-twists ou grandes revelações. Muitas pontas soltas ficam pra trás, e a criação de um “Killzone 4” é praticamente necessária para fechar o plot.

Graficamente, o jogo realmente impressiona. Os cenários são muito bem trabalhados, e dão ênfase à criação de um universo inédito, peça fundamental na criação de histórias sobre planetas desconhecidos. Os locais são bastante amplos, e embora o personagem siga por um caminho relativamente fixo (como a maioria dos FPSs), é possível ter uma noção da grandiosidade que a Guerrilla Games quis dar ao gráfico do jogo.
Para um mesmo objetivo (ir de A até B), você tem pequenas variações para adaptar ao seu estilo de jogo (mais combativo, se movendo pelos covers, ou mais furtivo, passando por corredores laterais e cercando os adversários). Mas em resumo, o caminho geral é um só, como a maioria dos FPSs.
E em quase todas as partes é possível ver os mínimos detalhes sobre cada elemento, seja na floresta nativa de um dos refúgios militares da ISA, seja nas geleiras da prisão improvisada mais ao norte da capital, seja nos símbolos Helghans em cada uma das caixas dentros dos galpões militares, e tudo isso com uma gama de cores ampla que não destoa do que poderia ser verdade. A modelagem dos personagens também merece destaque, sendo possível identificar cada aliado no meio do fogo cruzado, e cada classe de inimigos no campo de batalha.

A violência da guerra não foi menosprezada. Cada golpe arranca sangue dos inimigos, tiros de grosso calibre abrem rombos nos corpos adversários, e uma bala de um rifle sniper transforma uma cabeça numa poeira de sangue e destroços com uma fidelidade impressionante. Os ataques corpo a corpo ganham detalhes mais agressivos, e mesmo numa situação envolvendo tiros, fumaça, fogo e explosões, o grau de definição não perde nem um quadro. Mesmo em batalhas campais, com 10 inimigos de cada lado, mais tanques, mais mechas, além da ambientação, o jogo roda sólido.
Cada cenário parece sentir os efeitos de devastação sofrida devido à guerra, e o visual corresponde muito bem. A Guerrilla Games tinha a “pressão” de tirar o máximo de proveito sobre o que o PS3 poderia fazer, e conseguiu cumprir, deixando o jogo leve, sem parecer que sobrecarregou o sistema. O resultado é impressionante.
A trilha sonora cumpre bem seu papel, e dá o tom certo em cada uma das partes. Já na tela de abertura, pode-se sentir sobre o que o jogo trata, somente ouvindo a composição clássica que acompanha o vídeo inicial. Durante o jogo, o som de cada arma é diferenciado, ajudando a identificar o tipo de armamento dos aliados e dos inimigos, assim como o som do impacto nos adversários ajuda a identificar o tipo de inimigo, se ele é orgânico ou não, se ele tem armadura ou não.
Falando nisso, você vai enfrentar novos inimigos. Depois da morte de Scolar Visari, um grupo de militares fiéis a ele assume o poder, e entre eles consta Stahl, CEO da maior fornecedora bélica do regime imperial, que secretamente almeja o poder. Além dos já conhecidos soldados Helghan, entram em ação droids voadores não tripulados, robôs articulados semelhantes a tigres armados com metralhadoras, e veículos de combate pesado, sendo um deles semelhante a um AT-AT, só que de 3 pernas e com um canhão capaz de derrubar o maior dos cruzadores espaciais da ISA com um tiro.
Dos inimigos orgânicos, a nova classe a aparecer é a dos Stealth Snipers, com capacidade de se camuflar totalmente, e dos Strikers, soldados mais rápidos e resistentes, especializados no combate corporal, capazes de te dar calafrios somente aparecendo na tela. Alem destes, retornam ao jogo os soldados Helghan dos games anteriores, com seus rifles de combate, suas shotguns, granadas, e a mais recente invenção das Indústrias Stahl: um raio esverdeado que reage à movimentações bruscas e simplesmente implode seu alvo.

A Guerrilla Games anunciou que colocaria mais veículos nos jogos para diferenciar um pouco o gênero de FPS, e cumpriu a promessa. Você pilota tanques, snow-mobiles, e dois veículos que merecem destaque: o JetPack armado, e as naves espaciais. Destes últimos, as naves espaciais são as menos inesperadas, já que um jogo que trata de invasões planetárias passa pelo espaço eventualmente. O destaque aqui fica por conta do cenário que realmente remota à grandes guerras já mostradas no cinema, notoriamente Star Wars. O cenário é recheado de naves inimigas, de todos os tamanhos, e você precisa derrubar um cruzador que tem só 500 vezes o seu tamanho, e a jogabilidade dessa seção não deixa a desejar em nada mesmo se tratando de um outro gênero dentro de um FPS.

Já os JetPacks são a grande novidade mesmo. Não só eles realmente são divertidos de se jogar, eles acrescentam estratégia no seu gameplay. Na fase onde eles aparecem, você precisa invadir uma base, e ter os JetPacks ou não muda a forma com que você executa a infiltração. Embora sejam fáceis de manejar, eles exigem atenção por ter um estoque de combustível limitado, e você conta com uma metralhadora para derrotar os inimigos em terra, além dos outros em JetPacks.


Fora do modo principal, Killzone 3 ainda reserva o modo Multiplayer, que foi um dos mais consagrados à epoca do seu lançamento, rivalizando com Modern Warfare e Bioshock 2. Os mapas retornam com cenários tirados desta versão do game, e mantém a proporção do anterior, ou seja, espere por mapas grandes com várias opções de refúgio, bases inimigas e pontos de respawn. Nos modos de jogo, estão presentes os mais conhecidos, como Guerrilla Warfare, nome dado ao Team Deathmatch, Warfare, que é o simples Mata-Mata, e o modo mais diferenciado, chamado Operations, onde os objetivos vão mudando dentro do mesmo jogo, por prazos de tempo ou de vitórias. É um pouco mais dinâmico porque engloba as demais fases e objetivos do modo multiplayer. Ainda há um modo cooperativo, mas o fato dele ser somente offline acaba com qualquer motivação de jogar. Claro, enfrentar as tropas Helghans acompanhado é melhor, principalmente quando se é abatido, mas a tela dividida agride aos que estão acostumados a jogar numa tela só.

Podemos dizer que Killzone 3 cumpriu com honras muito do que prometeu, embora tenha algumas falhas. O jogo é belíssimo, se utilizando bem da potência do PS3, porém a falta de atenção dada à história (principalmente na parte final) poderia ter sido revista. O modo multiplayer consegue se manter além do seu anterior, e é um dos mais divertidos que temos nessa época, cativante e de fácil aceitação.
Escolher uma classe e juntar pontos para que esta mesma classe se desenvolva é fácil, e logo você estará num ranking bem alto, apesar da dificuldade dos modos online. Ao exigir bastante do PS3 em termos gráficos, e mesmo assim mostrar um jogo fluido, a Guerrilla Games garante seu lugar nas desenvolvedoras de respeito da nova geração, e Killzone 3 pode descansar sabendo que seu papel foi cumprido.
Guilherme Costa escreve regularmente no blog DIA DE GAMER































Tá aí um jogo que vou demorar à comprar devido ao preço, não consigo achar por um preço “amigável”… É uma pena, parece ótimo.
Valeu pela ótima resenha!
Esse jogo realmente ficou muito bonito .. graficamente falando .
O MAIS LOUCO É A ANOLOGIA COM A SEGUNDA GUERRA .SÓ QUE EM KILLZONE OS “NAZISTAS” TEM CANHÕES DE PROTONS! GIGABOGA!!!
nossa vai ser bem loko…..
Ficou muito bom Killzone 3, comprei o meu recentemente, e ja percebi que a jogabilidade esta muito melhor do que o seu antepassado, agora a jogabilidade ta mais call of duty, e em relaçao a história dispensa comentários.
Um belo jogo!
Boa analise.
Ah,espero mais participações sua no NerdOffice.
Um detalhe importante os Helghast não possuem um ódio “irracional” pela humanidade. Eles tem motivos bem fortes para querer acabar com os humanos.
Imagine o seguinte, vamos pegar o povo sofrido da Africa e manda-los para outro planeta com condiçoes de vida minimas e esperar que eles morram por lá. Só que ao invés de morrer, eles se adaptaram, se desenvolveram e militalizaram. Tai quem são os Helghast. Os excluidos da sociedade que voltaram pra dar o troco.
Esse ainda não joguei.
Joguei o um e o dois e achei muito bom.
Não entendo porque as pessaoas não gostaram do Killzone do ps2. Era um jogo bom com uma nova idéia. Não sei se esperavam ver um jogo com gráficos dessa geração… não entendo.
Whatever, parecer ser muito bom mesmo.
Pena que a Sony é muito fraca em questão de conteúdo online. Os jogos do 360 na maioria estão vindo todos com o co-op online. É uma nova cara para os jogos que estão cada vez mais angariando jogadores.
Percebo que muitas pessoas perguntam se o jogo terá um co-op online ou não.
Gears 3 está para ser lançado e já estão esperando o modo “Beast” que é o Horde do Gears 2 com algumas sérias mudanças.
A Sony deveria investir mais na parte online e desenvolver jogos com essa premissa, tenho certeza que mais gamers iriam agradecer.
Outro ponto também são as conversas, inexistente fora do jogo! Isso é péssimo.
Ótima resenha!
ABs.
T+
Tô jogando KZ3 e está excelente!
Só uma coisa, nos multiplayer online, os modos não são:
Warzone – Team deathmatch
Guerrila Warfare – missões específicas
Operations – Helghans vs ISA em base
O correto não é esse?
Eu tenho o Killzone 3, mas na boa, se a sony tivesse só aqueles tres carros chefe ela estaria perdida, o diferencial do playstation são os exclusivos. Mas quem não tem killzone ainda, compre, o online entao… Eu comprei o meu por pouco mais de 100 reais com o frete, tomem vergonha na cara e parem de dar impostos pra safados e comprem la fora.
@Guilherme (oi xará!)
Eu não entendi bem sua frase inicial…
“se a sony tivesse só aqueles tres carros chefe ela estaria perdida, o diferencial do playstation são os exclusivos.”
Os três jogos que citei são os exclusivos, com Little Big Planet de fora por causa do estilo de jogo somente, e Resistance pelo fato de Killzone receber mais atenção… E sim, a Sony se baseia nestes games e nos seus frutos como carro chefe.
Mas concordo com você, mercado de games no Brasil ainda não sabe se comportar. Comprar lá fora é uma saída.
Jogo direto esse game. A qualidade da dublabem é Excelente, e de todo o resto também! Melhor FPS para PS3 – MWF2 não bate esse game, nem adianta chorar!
Estou Jogando o Kill Zone 3 com o Move, é TERABOGA.
No começo cansa um pouco, mas depois acostuma.
Vale a pena jogar com o move nesse jogo.
Se alguém estiver com dúvida quanto a isso, pode esquecer, compre vale a pena.
Eu ainda nao comprei esse jogo, mais já terminei o Killzone 2 e gostei muito, ouvi somente elogios do jogo… Estou curioso pra ver!
Mais o preço podia colaborar.
Guilherme, acho que o DIA D, seria mais o Killzone 2 não? que eles invadem Helgan, inclusive os veiculos usados lembram aquelas embarcações de Normandia…
Jovem nerd eu assisto todos os NerdOffice de vocês e acho muito fodaaaaa animal e eu gostei mais do NerdOffice Campus Party e World RPG Fest e foi muito foda e o Azagal fazendo o simbolo do rock quando a musica começo a tocar lá atrás que o jovemnerd falou clima de festa foi muito engraçado! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk e K3 Killzone 3 é muito foda e eu ja joguei!!! Valeu NerdOffice e vou fazer minhas comprar no NerdSotre fui até o proximo NerdOffice
tem pra pc!!!
o meu ps3 esta ruim!!
pqp + o grafico e d+!!
Poxa, faltou comentar da dublagem em Português, maravilhosa!
Comprei o KillZone 3!
Nossa, que jogo “repeteculê’!!
Os gráficos são um show a parte, a história é bem envolvente e tem partes do jogo que parece realmente que vc está dentro de um filme.
Se alguém ainda tem dúvidas sobre um jogo que empolga muito, pode comprar o KillZone 3.
Estou jogando com áudio original, mas assim que terminá-lo irei jogar com áudio em Potuguês-brasileiro.
Ri muito com esse desenho do Azaghal e do Alexandre que ilustram o final dessa página!
O Alexandre com a pochete na cintura… hahahahaha
ABs. para todos.
T+
opa galere que tem KZ3 addedem na PSN ai pra gente fazer uma jogatina tudo junto
juanrs85
Estava pensando em comprar, mas depois que li a resenha, todas as minhas dúvidas foram pra cucuia!!!
O jogo em si é muito bom…
mas pro pessoal que já zerou, dedico a pergunta:
só eu que achei bizarro aquela frase final “lance a bomba atômica”???
tipo…. WTF?!?!?!?!!?!?
Como assim bomba atômica naquela nave fulera?? Ô.Ô
taí um jogo FODA que não se v todo dia
muito show as fase ilarias
Bom, vamos lá.
Gostei da resenha, mas discordo também que o ódio dos Helgash seja irracional, se nós no mesmo planeta temos desavenças, imagina enviando um povo para se estabelecer em outro planeta…
Comprei este jogo, e quis aproveitá-lo de forma diferente, já tinha o PS MOVE, então comprei a Case Sharp Shooter e o PS Navigator.
Depois disso minha esposa me pegou na correndo pela sala feito louco, recomendo, aumenta muito a imersão do jogo e a resposta ao jogo fica muito mais interativa.
Espero um dia ainda poder testar com o 3D, aí sim seria o top dos tops.
Fico pensando, será que quem tem um X360, consegue curtir um jogo assim?(Eu tenho, tô vendendo…)
Abcs.
Um jogão que não subestima a inteligência do gamer como muitos por aí. Podem comprar de olhos fechados, e se o game for ruim eu devolvo eu reembolso a compra! rsrsrs E olha que eu sou exigentíssimo com a qualidade dos games.
fiquei nervoso pq zerei muito rapido,prefiro o um em longitude,o jogo é muito bom mais é curto sem explicação porque afinal no mapa q sevchenko e rico veram eram quase 6 naves e eles só acabaram com uma e voltaram para casa n tem sentido,n tem explicação e ainda no final os helgast acham o q chamam de tirano e da uma sensação de quero mais,precisa de um 4 pra explicar mais vale a pena compra se vc achou dificil o jogo até no modo facil é pq esse jogo n é para noobs nem novatos é pra quem tem experiencia,zerei no elite em um dia e consegui todos os troféus
ESSE JOGO É MUITA ONDA EU PESSOAL MENTE POSSO DIZER QUE VALE A PENA JOGAR EU JA ZEREI MAIS DE 10 VEZES E JA SEI TODOS OS DETALES DE CADA FAZE DO JOGO E ISSO AO É VICIO EM!!! SRSRSRRS
pessoal comprei o Killzone 3 para jogar com o move + navigator, mas estou com dificuldades para fazer os botões “X” e “O” funcionarem no navigator, apenas os botões do movi funcionam.
Detalhe que no socom4 tudo funciona perfeitamente e se eu jogar o Killzone3 com o dualshok3 tudo funciona perfeitamente também.
Alguém poderia dar uma dica?
Rodrigo
Killzone JOGA ELE TAMBM SO *–* PELAS ORDEN