S02E08 - Save the heroes, save the rabbit
Fala Série, Schias!| Terça-feira, 11 de novembro de 2008 | Vinícius Schiavini |
As grandes, as boas, as ruins e as novas séries. Todas começaram a voltar, e teremos aqui uma série de análises de como elas se saem.
Quer começar de forma polêmica?
HEROES: VOLUME 3 - VILLAINS

Comparar a terceira temporada de Heroes com a segunda é covardia. Mas não quer dizer que o Volume 3, Villains, seja uma maravilha.
Os produtores de Heroes tiveram um ano para preparar algo extraordinário, mas houve medo. A resposta, em parte, foi um “vamos voltar pra primeira temporada, que deu certo”.
(A partir de agora, posso soltar alguns SPOILERS)
- Nathan Petrelli (Adrian Pasdar), após um “milagre”, volta a ser político e vira senador, fácil assim. Ele sumiu da vida pública entre as temporadas 1 e 2;
- Noah Bennet (Jack Coleman) volta a trabalhar para a Companhia;
- Peter Petrelli (Milo Ventimiglia) volta a vislumbrar um futuro com Nathan Presidente e onde os superpoderosos ferram tudo;
- Existe alguém que pinta o futuro, mas agora mora no deserto africano;
- Linderman (Malcolm McDowell) aparece, mesmo tendo sido morto no final da 1a temporada.
Por outro lado, houve uma busca por inovações, o que tornou as coisas interessantes… ou bem idiotas:
- O talento de Zachary Quinto foi reconhecido, e Sylar ganhou muita importância na trama. Pena que, para isso, ele tenha deixado de ser aquele vilão insaciável de cérebros para chegar a pedir a ajuda de Peter;
- Ali Larter ganhou uma nova personagem bem interessante, Tracy Strauss. Mas Niki morreu sem nunca ter sido bem utilizada, e Micah (Noah Gray-Cabey) mal aparece em um episódio;
- Elle (Kristen Bell) é uma das poucas que Sylar não pega facilmente, mas só. Para quem já protagonizou sozinha uma série por 3 temporadas, estão deixando Bell de lado;
- Novos personagens são interessantes… quando não são mal utilizados, esquecidos e deixados de lado. Onde está Molly Walker (Aidar Tishler), que pode achar qualquer pessoa? E Robert Bishop (Stephen Tobolowsky), então?
- “Hiro, não abra o cofre”, e o que Hiro (Masi Oka) faz? Ele abre o cofre!
- Mohinder (Sendhil Ramamurthy) continua chato, e quando Maya (Dania Ramirez) manda ele se livrar do soro que podia dar superpoderes, ele vai jogá-lo no rio e acaba o injetando em si mesmo. Porra, jogasse na privada, seu animal!
Ficou claro que a intenção foi boa, mas o receio de criar algo igual ao Volume 2 fez com que todos os personagens ficassem limitados, e suas tramas muito “jogadas”. É revelado um laço familiar que não é contestado nem por dez minutos e logo todos se tratam como família.
Fica claro também que Masi Oka não tem talento apenas para ser a veia cômica. Que Ali Larter podia ter uma personagem minimamente trabalhada. Que não dá pra girar tudo em torno da Família Petrelli e que, perto disso, a Companhia em si fica pequena (aliás, surge uma rival, Pinehearst - por que a Companhia não tem nome? É Primatech?).
Para não dizer que só ataco a série, devo admitir que algumas coisas me surpreenderam e animaram, como alguns dos vilões que escapam do Nível 5 da Companhia. Os poderes criados são cada vez menos óbvios, como ficar forte com o medo dos outros. Mas isso ainda é pouco, muito pouco.
ALICE

Do outro lado da moeda de mesmo valor temos Alice.
A nova série brasileira da HBO veio com tudo. Eu mesmo disse várias vezes que mal podia esperar para ver a série, que mostraria Alice (Andréia Horta), uma moça do Tocantins que vem pra São Paulo quando o pai se mata.
“Conteúdo na internet, entre os universitários e tudo mais. Promete. Oba.”
Prometia…
Quando saquei que a história seria uma analogia com Alice no País das Maravilhas, fiquei com medo. O episódio inicial, “Na Toca do Coelho”, só confirmou tudo.
A premissa da série era a que escrevi acima, e nada foge daquilo. Muito pelo contrário.
A série começou corrida demais. Alice, que não é boba (e faz sexo direto com o noivo), vai para São Paulo enterrar o pai e reencontrar a tia, a meia-irmã… e se perder indo para o aeroporto.
Forasteiros se perderem em São Paulo é um baita clichê.
Aí ela liga para a tia (que leva três horas e meia para tomar banho) e acaba chamando uma amiga, que a leva para uma “festa estranha, com gente esquisita”. De lá ela já conhece um “gringo” (é colocado bem assim), que tenta flertar. Ela resiste mas, depois que ele coloca um fone de ouvido nela, ela topa e eles vão pra cama (ela é colocada bem assim).
Peraí, fone de ouvido que dá transe (ou transa) não é de Heroes?
Enfim, correram com a história para já colocar Alice como uma alienada no mundo do sexo fácil e das baladas de São Paulo para só depois, nos episódios seguintes, trabalhar o lado família da moça, o que dá maior profundidade e nos permite entender a seriedade de sua mudança, de querer largar o noivo e a vida.
Andréia Horta não faz feio - muito pelo contrário, conseguiu criar uma Alice com um charme infantil e uma Alice femme fatale. Mas a forma como as coisas foram jogadas não ajuda.
NO PRÓXIMO EPISÓDIO DESTA SEQÜÊNCIA: WHO ARE YOU WITHOUT MONEY?


Terça-feira, 11 de novembro de 2008 às 8:29 am
Aew… o nome da Companhia, é Primatech!
Terça-feira, 11 de novembro de 2008 às 12:02 pm
Whataver…
Terça-feira, 11 de novembro de 2008 às 4:39 pm
Resumindo: a personagem é uma beescatchy
Terça-feira, 11 de novembro de 2008 às 6:09 am
Heroes já desisti no final da primeira temporada, e minhas esperanças pra segunda temporada se esvaiaram a cada notícia que lia…
Quando li a descrição da Alice, eu tb pensei que ia ser bomba, pois parecia ser muito clichê… E o Schiavini só me comprova isso.
E claro, obrigado por escrever!
Terça-feira, 11 de novembro de 2008 às 12:54 pm
heroes ta meio triste msmo .. ta dificil ateh de ver … e alice ..o começo da temporada tava melhor atualmente ta meio q sem rumo a serie
Terça-feira, 11 de novembro de 2008 às 6:06 pm
As duas séries tem algo em comum com políticos
Prometeram muito…
Acabaram sendo uma m@#$
Terça-feira, 11 de novembro de 2008 às 1:10 pm
Essa série Alice é um lixo. Que pena a HBO desperdiçar grana com essa bosta, ao invés de investir em um projeto com 1 roteiro decente. O pior é que esse tipo de produção depois vai “divulgar” o Brasil fora. Só reforça o estereotipo dos brasileiros vagabundos, primatas e das mulheres vadias. Ninguém merece ver aquela cena de lesbianismo geriatrico que teve no 2º episodio.
Terça-feira, 11 de novembro de 2008 às 7:04 pm
parei de ver Heroes quando o Ando soltou um kame hame ha vermelho no futuro da brilhantina…
Terça-feira, 11 de novembro de 2008 às 9:23 pm
robert bishop foi morto por sylar na 2 temporada!!!
Terça-feira, 11 de novembro de 2008 às 10:20 pm
Nah… Heroes, teve seus altos e baixos, mas nessa 3ª temporada, primeiramente tava desconfiado, mas a trama foi melhorando a cada episódio.
O Episódio que o Hiro ve toda a história dos Petrelli depois de ter comido M#RDA DE HIENA é brilhante!!!
Terça-feira, 11 de novembro de 2008 às 8:32 pm
como é que é essa serie aí? tah, esquece heroes q é muito fantasia mas assisto mesmo assim, mas a tal brasileira aí… qdo se é para divulgar o país, vamo fazer alguma coisa decente, isto é, não certinho, mas dando um clima mais legal, roteiro inteligente e não somente sermos conhecidos por filmes pornôs.
a safra atual de filmes está melhorando, mas em séries temos muito o q aprender. o público quer mesmo assistir a mais sexo sem noção? sem razão, só para não dormir só e dormir com a tv? não acredito que haja muita gente assim, a maioria deve preferir ver séries de vários temas: há desde herois ate família, rotina no emprego, série policial, suspense, mistério, com tantos roteiros inteligentes. até friends, que só era um grupo de amigos falando sobre sexo e cotidiano fez sucesso, nao precisa apelar, é so ser bem escrito.
Terça-feira, 11 de novembro de 2008 às 7:58 am
Concordo que a 2ª temporada não foi tão boa, mas para quem está vendo a 3ª temporada sabe que ela só começou de verdade no episódio 8, quando tudo começa a se desenrolar (ou enrolar mais, aí já é por quem vê…) até mesmo o último epísodio, 12 our father mostra que Heroes voltou a ativa.