Empoeirados Vol. 3 – Toma essa, Dan Brown!

Conheço um compositor que tem a resposta na ponta da língua no caso de alguém sugerir que uma canção que ele escreveu é “parecida demais” com alguma outra: “são sete notas musicais; mais cedo ou mais tarde, alguém acaba repetindo uma sequência já utilizada”.
Tá certo, somente uma coincidência pode explicar, por exemplo, a bizarra similaridade melódica entre o refrão de Buffalo Soldier, de Bob Marley, e The Tra La La Song, tema de abertura de The Banana Splits Adventure Hour (se bem que não é difícil imaginar o senhor Marley, chapadão, assistindo ao programa e gritando “ya, man!” pra Drooper, o leão). Mas em outros casos, é pura questão de cara-de-pau mesmo – como Rod Stewart, que, depois de perder o processo de plágio movido por Jorge Ben Jor, ainda conseguiu se safar da encrenca doando os royalties de Do Ya Think I’m Sexy (cujo refrão é “parecido demais” com o de Taj Mahal, do brasileiro) pra UNICEF.
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No universo literário, não há a desculpa fajuta das sete notas. Mas sempre resta o velho truque de alegar que uma eventual semelhança se trata, na verdade, de “referência”. Pra acabar com qualquer resquício de dúvida, basta citar nominalmente no seu livro o autor e a obra dos quais você chup… ops, nos quais você se inspirou e, pronto, ninguém vai poder acusá-lo de agir de má-fé.
Essa foi a estratégia adotada pelo estadunidense Dan Brown, cujo best seller O Código Da Vinci toma os argumentos envolvendo o Priorado de Sião “emprestados” do livro O Santo Graal e a Linhagem Sagrada. Brown não apenas cita a fonte como ainda usa os sobrenomes de dois dos autores, Richard Leigh e Michael Baigent, pra batizar um de seus personagens principais, Leigh Teabing (e nem se dá ao trabalho de criar um anagrama decente).
Os escritores citados se sentiram lesados, mas o processo movido por eles não deu em nada. Só serviu pra incrementar as vendas de sua própria obra e, de quebra, dar publicidade extra ao já hypado O Código Da Vinci. Particularmente, nenhuma das ideias me impressionou – nem as teorias conspiratórias de Leigh e Baigent e nem a trama de suspense de Brown. Afinal, uma das responsáveis pela minha formação literária foi a brasileira Stella Carr.
Crime em um museu e vilão misterioso? São os elementos principais de O Segredo do Museu Imperial. O Palácio de Cristal, em Petrópolis (RJ), inaugurado pela Princesa Isabel, pode não ser tão charmoso quanto o Louvre, em Paris; mas está ameaçado por um suposto atentado, previsto por uma menina com poderes paranormais. Cabe aos Irmãos Encrenca, Marco, Eloís e Isabel (protagonistas de diversas aventuras escritas pela autora carioca), impedir a tragédia – não sem antes cruzar com o homem com um zíper costurado na boca e o rapaz com olhos de fogo. O epílogo do livro ainda brinca com a história brasileira, ao imaginar o dia em que, aos 14 anos de idade, Pedro de Alcântara, filho de D. Pedro I, assumiu o governo e tornou-se imperador.
Conspiração e uma sociedade secreta? Já estavam lá, em O Fantástico Homem do Metrô. Dessa vez, aparições fantasmagóricas no metrô de São Paulo colocam os Irmãos Encrenca frente a frente com os segredos da Maçonaria; para desvendá-los, é preciso pesquisar em recortes de jornal do século 19 e seguir uma pista que passa por locais emblemáticos da capital paulista, como a quadra da Vai-Vai, a Biblioteca Mário de Andrade e a Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Ao mesmo tempo, uma invasão de criaturas mutantes revela que a questão ambiental já era motivo de preocupação no final dos anos 1970.
A autora não se contenta em usar nomes de personalidades reais para batizar seus personagens. Ela prefere colocá-los dentro da obra, como os escritores Marcos Rey e João Felício dos Santos e o radialista Randal Juliano, entre outros, que aparecem em O Fantástico Homem do Metrô. E, ao invés de referência, ela parte direto para a reverência. É o caso de A Morte Tem Sete Herdeiros.
Assinado em parceira com Ganymédes José, o livro é uma divertida homenagem aos romances policiais de Agatha Christie (que, sim, um dia será abordada aqui na coluna). Na cidade de Jacuruçunga, os sete herdeiros do título se reúnem para o enterro do milionário Rogério Matta Leitão. Estranhas mortes, sumiços e regressos ocorrem e todos, preocupados com as revelações do misterioso diário do falecido, são suspeitos. Até mesmo o fantasma da criadora de Hercule Poirot e Miss Marple aparece pra mostrar quem é que manda.
Realmente, um compositor qualquer tem apenas sete notas musicais com as quais trabalhar; um compositor de verdade, por outro lado, elabora melodias que não apenas soam originais, mas que continuam sendo assobiadas com o passar das décadas e incentivam outros a criar suas próprias. Stella Carr certamente pertence ao segundo grupo.


































totalmente bem pensado…
Falou e disse! Sempre defendi que o Dan Brown não passava de um Shit Seller, mas sempre me atiraram pedras. Mesmo mostrando as evidências, todos continuavam a afirmar que ele era um grande gênio… BULLSHIT!
Nós temos a Vagalume inteira para dar um show na obra ridiculária desse escroto! A única coisa que ele teve é dinheiro pra bancar muita publicidade…
@Felipe B.
Agora pense por outro lado, por mais que o Dan Brown seja um galhofeiro de 1ª, quanta grana ele ganhou com isso?
Olhando por ees lado fica em evidencia que a maioria dos “livros” conhecidos como best seller são na verdade “best-bussiness”, para os escritores, claro [tosse]Crepusculo![/tosse].
Quinto Comentário!
PS:Só não achei o artigo
Abaixo Dan Brown !
Permitam-me discordar, caros companheiros nerds.
O livro “O Santo Graal e a linhagem sagrada” apresenta uma teoria baseada em pesquisas feitas por seus autores. Ele é escrito como obra acadêmica, não tem um enredo ou narrativas e não se propõe a ser obra ficcional.
Dan Brown estaria cometendo plágio se tivesse escrito um livro similar, de perfil acadêmico, apresentando as mesmas teorias com as mesmas provas como se fosse dele. O que Dan Brown fez foi escrever um thriller, uma novela de ação, com tramas criadas a partir das teorias propostas por Leigh, Baigent e Lincoln. Nessa situação, o livro deles é referência e o livro de Brown não é plágio. Foi por isso que eles perderam o processo e Brown recebeu apoio de escritores pelo mundo todo.
Eu não conhecia a obra de Stela Carr, agradeço a dica do Daniel Furuno e foi procurar os livros. Eu entendo a raiva por autores brasileiros serem pouco conhecidos no mundo e pelos próprios brasileiros. Machado de Assis e Monteiro Lobato seriam nomes mundiais se eles fossem americanos ou europeus, ou se o Brasil divulgasse mais sua produção cultural para si e no exterior.
O livro de Dan Brown se propóe a ser um thriller novelesco e isso ele faz muito bem. Eu li e me diverti. Não se propôs a ser mais do que isso, vendeu bem, ficou muito badalado, muito marketing etc. Mas, não é uma m, para o que ele pretendia ser.
Concordo com o Doutor C.
Não curto muito o Dan Brown, mas não acho que ele tenha cometido plagio do livro citado, já que esse era um livro escrito para um outros fins e outro público.
Já no caso da J. K. Rowling e do Neil Gaiman, não sei não. Mas ainda assim acho que tbm não tenha sido plagio, só referencia.
Sem contar que é normal se apropriar das ideias e do texto alheio, isso é a intertextualidade. Ana Cristina Cesar usava e abusava disso.
Abços
Vamos resumir isso tudo. Dan Brown não cometeu plágio, mas também não fez nada de extraordinário, criativo, revolucionário ou magnífico. Ele pegou o trabalho de outro ou outros escritores, criou uma narrativa mais pop e fez da polêmica seu marketing. Dan Brown é um Best-seller (mas não será por muito tempo) e não um Best-writer (e nunca será). Pronto, falei.
Oi Thiago,
sobre a possibilidade de plágio entre Neil Gaiman e JK Rowling creio que vc está falando das similaridades entre Tim Hunter e Harry Potter. Eu tenho uma hipótese para isso, baseado nas observações de uma amiga que é grande conhecedora da literatura inglesa.
Alguns tipos são recorrentes nas literaturas como as prostitutas e os parasitas na literatura brasileira, bem como determinadas situações, como o triangulo amoroso na ficção brasileira.
Na literatura inglesa temos o cara grande e forte, meio bobo e de bom coração: João Pequeno; Hagrid; diversos do Richard Gemmel; o cara urso do The Hobbit etc.
Um desses tipos é o chamado “schoolboy” que é magro, usa óculos e tem cabelos pretos escorridos. Se vc se lembra do filme “Reino de Fogo” o menino que descobre os dragões tem quase essa aparência, faltando os óculos.
Uma situação recorrente da literatura inglesa é descobrir um portal para um mundo mágico ou se descobrir portador de uma herança fantástica: o menino Artur descobre que é na verdade rei da Britânia; Tim Hunter descobre que é mago; os meninos descobrem o portão para Nárnia; Harry Potter descobre que é um mago; etc.
Assim, essas referências fazem parte do imaginário de Gaiman e Rowlings, ambos britânicos, e eles as usam em suas obras. Lembre que a situação social e os coadjuvantes de Tim e Harry tem diferenças marcantes.
A visualidade similar pode nos tornar nosso julgamento mais tendencioso, como as pessoas que viram os filmes originais de Galáctica como cópias de Star Wars, apesar dos roteiros serem bem diferentes.
Só aqui pra assinar embaixo doque o Doutor C falou, post com qualidade =Db
Belíssimo texto.
Fãs de Marcos Rey, Pedro Bandeira e Luiz Puntel agradecem.
Doutor C falou tudo. Muito obrigado, eu não olhado para essa questão do plágio sob esse ponto de vista. Muito informativo.
Só para ilustrar, o personagem Tim (Thimothy) Hunter, não é criação do Neil Gaiman. Ele usou o personagem com a permissão da autora, Diana Wynne Jones, uma escritora tbm britânica.
Acho que o maior problema foi a Rowling ter negado a influência. Ela disse que desconhecia as obras do Gaiman e da Diana. Quer enganar quem?
Dan Brown sucks.
Mas, caraca!!!!! Stella Carr, tenho todos dela! Simplesmente demais.
Tanto faz se é plagio, copia, inspiração ou referencia, os 4 livros do Dan Brown são muito bons.
Só faltou o Dan Brown querer roubar roubar a Loteria Esportiva, boicotar o Grande Prêmio do Brasil e explodir a Usina Nuclear de Angra!
hahahahahahahahahahaha!!!!!!!!!!!!
Ótimo texto, e obrigado pro falar dessa Stella, não conhecia, mas vou procurar! Ela nunca teve nada na Coleção Vaga-lume?
Quanto ao plágio, os caras deveriam se sentir honrados por esatrem no livro. Pelo que eu já vi, existem dezenas, ou centenas, de livros e estudos sobre essas teorias do Graal, todos na Inglaterra. Teve um que li que diz que essas teorias são muito conhecidas em muitos meios por lá. Um dos melhores é o que o Sr. Marrom usou, por isso ele mesmo referencia.
E outra coisa, as pessoas tendem a desmerecer a obra porque fez sucesso, como se fosse uma “fórmula” que ele tivesse seguido para isso, igual falavam da Rowling nos primeiros livros, ou o Paulão Lebre, ops Coelho. Se fosse só seguir uma fórmula, toda editora faria isso, alguma coisa esses livros tem de diferente dos outros.
WHATEVER!!!
DAN BROWN RULES!!! E se danem os pseudos-intelectuais!!
Blá blá blá, mais da metade que comentou crucificando o Dan Brown aqui e defendendo a literatura nacional jamais tinha ouvido falar dessa escritora.
O fato de ela ter tido as mesmas idéias que o Dan Brown não prova que ela é melhor, como o autor do texto quis sugerir. Só prova que tanto ela quanto o Dan Brown são escritores criativos. Ponto.
Não preciso nem comentar sobre acusações de plagio por parte dele, o Doutor C já deixou bem claro o que aconteceu, e concordo com o que o Endless Nameless disse, os autores do livro deveriam se sentir honrados pelo livro deles ter saído do meio acadêmico e ganhado mais leitores que procuraram pelo livro após a leitura do Código Da Vinci.
Falar que é fã desde sempre de qualquer autor desconhecido por aí pra posar de “O Intelectual” é fácil, difícil é ser criativo na hora de elaborar um discurso que já tá batido faz tempo.
E fim de papo.
Eu tô perdido nessa coisa da Rowling e do Gaiman. Pra mim o Tim Hunter era criação da Diana Wynne Jones daqueles livros da série Os Mundos de Crestomanci e os direitos foram concedidos ao Gaiman pela autora para que ele o colocasse nos quadrinhos (de forma excelente por sinal). Então ele deveria processar a Rowling? Soube que a Diana disse em entrevista que a Rowling “Precisava daquela grana” então deixou quieto. Não li nada mais depois que falasse de processos e tal, mas estou desatualizado. Mas como disseram aí em cima, órfãos de cabelo preto e cara de nerd são comuns na literatura inglesa. E já que todos chegaram à conclusão de que o Dan Brown não plagiou ninguém (muito menos a autora brasileira que eu infelizmente desconhecia) ficamos conversados.
pq todo mundo quer ter a última palavra? eu, hein…
Bom, vamos ser honestos.
A Stella Carr já escreveu um livro chamado Os Criminosos Vieram Para o Chá, que nada mais era do que a versão dela pro filme O Quinteto da Morte, que foi refilmado como Matadores de Velhinha…
E pra falar a verdade eu também sempre desconfiei que o Marcos Rey escreveu o Garra de Campeão inspirado no filme Cowboy do Asfalto e o 12 Horas de Terror inspirado no Chuva de Chumbo.
Independente disso, ainda acho tanto o Marcos quanto a Stella melhores que o Dan Brown, mesmo ele fazendo livros pra um público mais jovem.
Dan Brown é literatura ruim.Plágio ou não.Eu li o Código da Vince e independente do tema, os Agatha, os Vaga Lume, os Doyle, e O Nome da Rosa (só pra citar alguma coisa próxima, inclusive dentro do mesmo contexte, esse é imbatível) do sr. Eco, são infinitamente melhores. Dan Brown é lixo. E não é por ser Best Seller, existem bons livros que venderam muito, e esse não é o caso.
Síndrome do underground é coisa séria entre nerds, deus me alívia!
“Dan Brown é literatura ruim.Plágio ou não.Eu li o Código da Vince”
É amigo, sua opinião é muito bem embasada.
E é esse o tipo de gente que sustenta os argumentos do autor do texto.
Lamentável.
Dan Brown é um bom escritor, não vejo nada de errado em se fazer sucesso. Comparar é uma tolice.
Não sabia dessas analogias, muito legal =D
Vc escreve muito bem, parabéns
Dan Brown fez um livro ótimo na minha opinião. Não me interessa se ele copiou outros livros! É claro que os autores podem muito bem se manifestarem e o acusarem de plágio, mas as teorias que ele usou em Código da Vinci são só pesquisas desses livros, quem garante que ele não leu outro livro menos conhecido e se inspirou nele? hã? E a trama? ele copiou a trama de outro livro? Ou Código da Vinci só fala da história do Santo Graal?
Não
Pode ser até um livro feito para “vender”, mas, sua narrativa é complexa e bem estruturada, o intelecto do autor deve ser levado em conta. E “”tá bom, é copia, “” Como pode ter passado por olhos de analistas rígidos e por normas e leis para poder pelo menos “entrar” na ideia dos diretores de filmagem??
Não lembro exatamente em que programa de TV eu vi isso, mas sugiro o que foi feito lá e o que eu fiz: Leve seu exemplar de “Código DaVinci” até um local público e abandone-o lá.
Mas antes, arranque a última página.
Pura inveja de autores que nunca obtiveram um best seller xP
“Pode ser até um livro feito para “vender”, mas, sua narrativa é complexa e bem estruturada, o intelecto do autor deve ser levado em conta.”
Não vejo problema nenhum em alguém fazer um livro pra vender, se isso for feito de forma inteligente, afinal, ganhar dinheiro é bom e todo mundo gosta. Esse bando de nerd chorão adora falar mal de algo que vende, mas esquecem que as séries e filmes preferidos deles foram feitos pra fazer dinheiro…
Não creio que ele tenha feito o livro pra ganhar dinheiro, até porque ele já tinha escrito outros antes e usou a fama já adquirida pra promover o novo, mas ganhou uma caralhada de dinheiro, que mal isso né, ficar rico com seu talento.
Pra todos que odeiam o Dan Brown, sugiro acordar para o mundo real.
Vagalume é meu ovo, se fosse tão melhor assim não seria encontrado só em sebos empoeirados, vendidos a preço de banana.
Mas o cara (Dan Brown) é um gênio. Pensem bem, o mané ganhou rios de dinheiro, é mais rico que todo mundo aqui. Se o livro dele é bom ou não isso é um problema para quem lê, por que acho que ele ta rindo a toa de tudo, ja que embolsou uma grana do caralho. Agora pergunto aqueles que falam, ele é burro? claro que não, burro são so que lêem.
dan brown serve como diversão, mas depois que vc leu um livro dele, ja leu todos, td igual..
Dan Brown: superestimado.
Lamentável execrar livros de brasileiros que estão em sebo e exaltar Dan Brown só porque está vendendo. Considero a indústria audio-visual americana como a mais avançada em termos de tecnologia, marketing e enredos etc. Agora não é por isso que eu vou cuspir e cagar em obras audio-visuais feitas em outros países só porque não vendem ou não são conhecidas. Só falta dizer que qualquer crítica dada a um best-seller é nula “só porque vendeu pra caramba”.
A falta de conhecimento de uma obra literária também passa pelo problema de não procurar tal obra. O Código da Vinci era citado até na Caras, Contigo, Rede TV, daí o fato de muita gente ter ouvido falar sobre ele. O que me deixou mais preocupado sobre o teor do livro, dado os canais de comunicação citados. E como quem ocupa o posto de leitor dessas revistas não deve ter lido lá muita coisa interessante na vida, faço das palavras do post acima, as minhas. Dan Brown: superestimado.
PS: Criticar é uma coisa, ofender é outra. Espelhem-se nos textos do Senhor C.
PS 2: Agora só falta alguém dizer que tem muito doutor formado, Phd e tal lendo muita Contigo por aí. Tá, vou acreditar…
Ué, alguém aqui citou alguma Caras da vida? Meu amigo, se alguém lê algum livro porque viu na Caras, whatever, esse site é bem específico pra você já ter percebido que ninguém aqui (pelo menos eu espero) lê nada por causa de críticas de Caras da vida.
O que não dá pra aturar é nego falando mal de alguma coisa só porque todo mundo resolve mordiscar um pedaço da pizza e usar isso pra ganhar atenção. Se todos os opositores do Código Da Vinci aqui se esquecem, mas Senhor dos Anéis foi um fenômeno absurdo aparecendo em tudo quanto é lugar, inclusive em programas de auditório sensacionalistas com aqueles debates insanos de: Bruxaria vs Igreja. E nem por isso qualquer um aqui ousa falar qualquer droga que seja de SdA.
Agora, se vocês vêm algum romantismo tolo em ser um autor desconhecido mas que não é citado em midias de conteúdo duvidoso por aí, ótimo, mas pergunto eu para o JN e o Azaghal se é isso o que importa ou se é ter seu trabalho divulgado aos quatros ventos não importa se vai ser lido por dondóca ou PhD.
Mas é isso aí, sejamos o maldito grupo de nerds-babões-do-contra-metidos-a-intelectuais, é mais saudável.
Dan Brown é legal, série Vagalume é legal, a autora do livro do post pode ser legal (não li) então agora vamos todos dar as mãos e cantar uma música do Bob Dylan.
PS: Eu espero que todos que criticaram tenham lido o livro antes de falar qualquer coisa. Porque ir só “porque tá escrito no JN” é a mesma coisa que falar que leu na Veja que o Lula é um mau presidente.
Eu li O Código justamente para poder criticar [paulo coelho está na lista de espera], então lá vai: o livro é mal escrito, ponto. Não ruim no que pretende, apenas mal escrito como literatura séria. A forma como é estruturado, com flashes repetitivos e que sempre ficam no quase até a última página é um artifíciozinho muito simplificado para instigar a curiosidade do leitor [daí a comparação justíssima que fizeram de um leitor de dan brown com um leitor de caras]. O tamanho dos capítulos também são outra evidência de como o livro inteiro é pensado como algo para divertimento. [se alguém assiste family guy, tem um episódio que eles brincam com o livro. Frase de lois: "...and the chapters are really short, so you feel smart reading it!"]
Pra concluir eu só queria esclarecer que não tenho nada contra dan brown, realmente o cara deve ser muito talentoso no que faz e seu livro é um sucesso no que se propõe. Mas daí a chamar o cara de gênio e colocá-lo ao lado de escritores [que também são best-sellers, diga-se de passagem!] do calibre de um Marquez, Saramago ou Borges já é pedir demais!
na verdade essas semelhanças demonstram muito mais a falta de criatividade de ambos autores em contruir tramas pobres, facilmente resumidas e finalmente…. repetida inumeras vezes por diferentes escritores que nunca se leram
é, eu tbm nunk gostei de Dan Brown! é 100% chato, e as idéias parece coisa de aluno de 5ª série quando começa a jogar RPG e fika pegando idéias ja existentes e pondo em aventuras! ABAIXO o DAN BROWN!
Bando de revoltado o.o
Anjos e Demônios e O Código Da Vinci?
Muito bom, li e adorei, achei foda ‘-’
Não achou?
Não lê… Deixa pra lá…
Putz… -.-”
oi, sou legal, grosso, intelingete, me acho importante, massa
beijokas a todUuUuUssSsssSSSs!!!!!!! DiogOOOooOOOOOooooOOO das Quebrada
Humilde opinião:
Dá pra analisar de suas formas o livro do Brown.
1º Como critica especializada: o livro não tem estilística própria, ele escreve como qualquer autor de best seller, é um livro nada inovador, não tem espressão artística suficiente (sim queridos, literatura é arte), a narrativa é fluida demais, não faz o leitor parar para pensar se o autor quer dizer alguma coisa com a estruturalização do texto, etc. (vide vidas secas se quiserem saber do que estou falando).
Além disso, as personagens não tem profundidade, não é comparável a Pairot em matéria de mimetizar a psiqué humana, por exemplo.
2º Como leitor comum: o enredo é muito bom, o tema escolhido é ótimo e junto ao ritmo aplicado pelo autor (narrativa simples rápida e objetiva) torna o livro interessante a ponto de lermos em uma sentada na privada.
O que podemos aproveitar disso tudo?
Acho que o leitor comum não está interessado em saber o que a critica especializada tem a dizer sobre o livro, especialistas lêem critica especializada, leitor comum lê blog.
O livro é bom? Lógico que é bom, é um livro objetivo e de rápida leitura e ainda abre seus olhos para uma coisa que antes vc, talvez, não enxergasse (olha mãe aquilo ali é um maçom, eles são legais??), porém é Arte?? Em minha opinião não, mas como arte é um conceito subjetivo…..
Eu ia escrever alguma coisa sobre o codigo da vinci mas nem vou polemizar sobre isso.
So vou comentar pq o Daniel cututcou fundo as memorias da minha infancia literaria. lol
OMG A morte tem sete herdeiros e um otimo livro. Deve fazer uns 15 anos que o li.
Parabens pelo artigo, pelas otimas comparacoes e referencias.
Viva STELLA CARR.
Dan Brown conquistou imensamente o público a partir do Best-Seller o Código da Vinci, até então seus trabalhos não eram assim digamos tão referencialmente conhecidos.Até mesmo eu só conheci outras obras de Dan Brown depois de ter lido o Código da Vinci.Se formos analisarmos Dan sempre segue arduamente a mesma linha de livros. Suas obras são sempre ligadas a CRIPTOGRAFIA e outros tantos enigmas, como uma provável “busca ao tesouro”.
O fato é que esse jeito de escrever de Dan se tornou uma literatura tão impolgante que a maioria que le suas obras se determina a ir até o final. É verdade que as vezes seus códigos tem uma maestria tão grande que parece extramamentte difícil de nós desvendarmos antes dele contar.
Plágio na minha opnião escritores não cometem. Inspiração sim. Dan Brown obviamnete se inspirou em várias outras obras, não apenas em uma. Aliás para uma obra Literária ter uma boa perspectiva diante dos leitores é inevitável contar com um pingo de realidade e foi isso que Dan fez, buscou realidade em outras fontes.
Abraço
Bem… eu não gosto mesmo da história de Dan Brown, por motivos relevantes, porém também não gosto de como ele escreve, literalmente o acho mediocre de como utiliza a literatura.
Porém eu não li os livros citados por vcs, mas, já faz um tempão eu li um livro muito louco, rico em detalhes… se não me engano é “O cavalo de Tróia”, ou é “Operação Cavalo de Tróia”… comentem sobre este livro… indique para a leitura pra quebrar mais ainda esse Dan Brown.
Muito obrigado pela atenção!!!!
Sobre este livro recomendado pelo ROBERSON CARNEIRO ”Operação Cavalo de Tróia”, eu gostaria de saber:……Por um acaso há um livro sobre tal história que não seja do escritor ” Benitez, J. J. ” distribuído pela editora ”Planeta do Brasil”?
É que esse escritor escreveu 8 volumes sobre tal história.
Enfim, caso haja um livro com que conte sobre tal operação, eu gostaria ( se não for pedir muito..) de ser informado a respeito de um livro com a história da ”operação cavalo de tróia” p/ poder procurar e comprar (?)…
Disse tudo Doutor C. Disse tudo e derrubou a matéria.
Mania que esse povo tem de querer criticar o que cai no gosto popular (intelectualóides anti senso comum) copiando o que se lê em algum lugar. Resultado? Se fala do que não se sabe.
Poxa, disse tudo!!!Eu li O segredo do Museu Imperial quando era adolescente, e adorei!Com certeza os “Irmãos Encrenca” também fizeram parte da minha formação…Outros livros que gostava bastante da autora foram O esqueleto atrás da porta e um que, se não me engano tbm tem os irmãos, que é O Caso da Estranha Fotografia.
Parabéns pelo post!
Eu li “O Fanstástico Homem do MetrÔ” e “O segredo do Museu Imperial” e achei muito legais. Faz muito tempo isso, mas fiquei fascinado e queria conhecer o Museu Imperial de todo jeito. Acabei fazendo isso em 98, se não me engano. (Sou do Nordeste).
Quanto o que eu penso sobre o Dan Brown, tá aqui (com referência ao Nerdcast do Código DaVinci):
http://culturadesnecessaria.blogspot.com/2009/12/o-problema-com-dan-brown.html
Ahh… eugosto dos livros dele, não pela informação contida, mas pela trama…sei lá eu gosto de livros/filmes deste estilo… mas cada um gosta de uma coisa!!
Não conheço a autora Brasileira, mas vou procurar conhecer…
;]
Bom dia meu caro,
Como músico e escritor me sinto obrigado a comentar que na música não existem apenas 7 notas musicais mas no mínimo 21 sendo que os acidentes, bemóis e sustenidos, têm funções diferentes na composição musical assim como letras acentuadas têm funções diferentes na composição escrita.
Gostei muito da matéria defendendo a literatura brasileira de qualidade ao invés de ovacionar os clichês Norte-americanos e neo-liberalistas desenvolvidos como produtos de marketing sem respeitar a beleza pura da escrita artística e não-comercial.
A história das 7 notas é muito boa, hora ou outra acabamos repetindo padrões tanto na música quanto na literatura e é ai que mora a genialidade, fazer com que os padrões sejam diferentes.
Parabéns pela matéria.
gente, não li o código da vinci, mas li todos os outros do dan brown(fortaleza digital, ponto de impacto, anjos e demonios e o simbolo perdido) e vi o filme do codigo da vinci…
falar que ele não é genial é intriga da oposição…
o cara traz a tona assuntos desconhecidos pelo povão, passa informações legais, enfim, o melhor escritor da atualidade.
tecnothriler com o dan brown é foda, o resto é moda.
ps: cheguei atrasao pra comentar hsauhsuah
Finalmente alguem que me inspira a ler coisas úteis na internet!!! Concordo plenamente com tudo que voce disse; Com relação ao que o Fernando Turatti disse,acho que a unica coisa que ele fez foi trazer a tona coisas ja publicadas em uma série de livros em uma época propicia em que qualquer chatisse vira best seller. Depois que Crepusculo virou Best Seller,acho que ser um Best Seller é ser um livro sem credibilidade. Ele foi esperto,jogou com marketing e usou as peças certas,ficou famoso por isso,tem uma legião de fãs e uma legião de haters religiosos… mas o marilyn manson tb… então…