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Don’t Believe The Hype

Cabeceira [Literatura]
Terça-feira, 14 de outubro de 2008 Daniel John Furuno

Eu não tenho nada contra a Mallu Magalhães. Acho que ela canta direitinho, toca um violão que dá pro gasto e tem bom gosto musical (se bem que, tempos atrás, vi um programa de tevê no qual ela falava bem do Cachorro Grande…). Pra ser sincero, até simpatizo com a moça pelo fato de, ao completar 15 anos, ter dito aos pais que queria sua parte da festa de debutante em dinheiro, pra poder entrar no estúdio e gravar sua demo – o que é uma atitude bem nerd. Bom, atitude de nerd burguês, é verdade. Mas, até aí, ninguém fica recriminando o Alottoni por ter mais de um videogame, não é? Não é?

O problema é que o hype me irrita. Deve ser alguma falha de caráter minha; algo sobre o qual eu deveria conversar com o terapeuta ou com o pastor, sei lá. Mas eu simplesmente não consigo evitar: sinto uma aversão natural a tudo aquilo que os “formadores de opinião” tentam me empurrar como sendo cool. Parece-me que a imprensa “antenada” não tem lá muito critério – ao eleger seus favoritos da semana, colocam no mesmo saco os realmente bons e os medíocres bons de marketing. Convenhamos: será que não é no mínimo justo eu desconfiar do que me diz a MTV, que há alguns anos tinha declarado a morte do videoclipe? Ou a Rolling Stone, que estampa na capa a Ivete Sangalo (vestida) e o NX Zero (pelado)? Ou o Lúcio Ribeiro, que gosta do CSS?

Felizmente, eu não acompanhei o frisson causado pelo livro de estréia de Jonathan Safran Foer, que foi alçado ao posto de queridinho da crítica literária estadunidense em 2002. Assim, livre de qualquer preconceito que o hype poderia ter me inspirado, eu me deparei com seu segundo (e, até agora, mais recente) romance, Extremamente Alto & Incrivelmente Perto, numa livraria e, atraído pelo texto da orelha, comprei um exemplar. Narra as aventuras de Oskar Schell, um garoto de nove anos que encontra uma chave misteriosa no armário do pai, recém-falecido no atentado ao World Trade Center. O personagem é encantador – precoce, Oskar passa os dias imaginando invenções malucas, estudando francês e ouvindo os Beatles. Ele aprende com a avó o que é se sentir “cem dólares” e, em sua jornada em busca da fechadura que será aberta pela chave, encontra um “googolplex” de pessoas interessantes.

Foer utiliza narrativas paralelas – além da história de Oskar, há uma série de cartas escritas pela avó do garoto e o diário do homem que vai “perdendo as palavras” até ficar mudo. O autor também abusa dos recursos gráficos, truque que alguns podem achar “pirotécnico” demais, mas que às vezes funciona bem, especialmente quando associado a boas sacadas. É o caso das páginas dos cadernos que o homem que perde as palavras usa para se comunicar com as pessoas – no final do dia, quando o caderno está todo preenchido, ele é forçado a recorrer a frases que ele já escreveu e tentar encaixá-las em diferentes situações.

Extremamente Alto & Incrivelmente Perto só não ganha nota dez porque, no final, Foer peca pelo excesso. O livro termina com uma determinada seqüência de fotos; infelizmente, algumas páginas antes, o autor faz questão de explicá-la, o que tira completamente o seu impacto. Mesmo assim, é uma grande obra, que me motivou a dar uma chance ao tal do elogiadíssimo romance de estréia: Tudo se Ilumina.

Nele, Foer se coloca como um dos personagens centrais – ele viaja até a Ucrânia, em busca de uma mulher que pode ter salvado seu avô das mãos dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. A jornada é narrada por Alex, um jovem ucraniano que fala um inglês “macarrônico” no melhor estilo Borat e que trabalha como guia turístico. A dupla é acompanhada pelo avô de Alex e pela cadelinha Sammy Davis Junior Junior (sim, Junior Junior). Assim como em seu livro seguinte, o autor faz uso das narrativas paralelas. A principal é a história do shtetl (aldeia judaica) de Trachimbrod, onde teriam vivido os antepassados de Foer; mas há também trechos de diários, cartas e livros.

Tudo se Ilumina rendeu uma adaptação para o cinema em 2005, dirigida por Liev Schreiber (que viverá Victor Creed/Dentes-de-Sabre no filme solo do Wolverine) e aqui intitulada Uma Vida Iluminada. O filme traz algumas diferenças com relação ao livro, principalmente no que se refere ao desfecho da parte da trama ambientada na Segunda Guerra. Isso talvez se deva ao fato de que, originalmente, Schreiber estava escrevendo um roteiro baseado na história de seus próprios antepassados; depois de ficar sabendo da obra de Foer, decidiu escrever uma adaptação.

Considerando a maneira pouco ortodoxa com que o escritor constrói suas narrativas, é possível compreender o porquê de alguns críticos terem se maravilhado com ele. E, no entanto, apesar de muito bons, nenhum dos dois livros traz algo tão genial ou inovador como fazem supor os reviews mais empolgados. O hype pode servir para aumentar o burburinho e alavancar as vendas, mas, no fim das contas, acaba sendo prejudicial tanto para o público (que pode se decepcionar) quanto para os artistas (que têm que lidar com muito mais pressão do que o necessário). Melhor ficar com a análise sóbria do bom e velho Palpatine: “We will watch your career with great interest”.

OBS.: Ficou interessado? Para comprar Extremamente Alto & Incrivelmente Perto e Tudo se Ilumina (ambos editados pela Rocco), basta clicar nos nomes ou nas imagens.

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Publicado em Cabeceira |
FALANDO NISSO
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29 COMENTÁRIOS

  1. André HP diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 11:25 pm

    Deve ser legal esses livros. Valeu a resenha =]

  2. Jim diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 12:35 am

    O hype realmente me faz pegar “nojinho” de diversas coisas, bem como você falou, não separam mais o joio do trigo, colocam tudo no mesmo saco com uma laço cor de rosa e empurram goela abaixo da população. É triste.

  3. Replicane diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 9:16 am

    Cara, o Hype é simplesmente oque chamou atenção da midia. Não é porque todo mundo tá lendo certo livro que é bom. Cabe a você dizer. Ignoro quando dizem Nx Zero é bom, tem um certo publico sim, mas gosto é que nem braço, tem gente que não tem. Hype é só algo que chamou atenção, que nem serviços como Digg e etc. Se falei merda, ignore…

  4. John_Coffey diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 4:44 pm

    Quando o hype é só o burburinho por conta desse ou aquele, beleza. É de se dar uma olhada com os próprios olhos (ou ouvidos) e seguir em frente (ou não).

    O problema é quando a tal “mídia especializada” (em quê mesmo) entra numas de endeusar o povo como se fossem a última coca do deserto, vide NX Zero, Fresno e similares.

    Eu acho que a pricipal qualidade que aflora com a Nerdice é o senso crítico, que faz com que separemos o joio do trigo.

    Eu sou mais um que ignora automaticamente tudo que é incensado como sendo o “novo qualquer coisa”… Se for mesmo bom, resiste ao tempo…

  5. Tran diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 9:23 pm

    Eu li esse livro.
    Demorei mais de um ano pra começar realmente a ler, pq o garotinho me irritava muito, mas até que depois que vc começa o livro é legalzinho.
    É um livro decente, mas não está na minha lista de recomendações

  6. LuizNdo diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 6:47 am

    Hype é apenas uma ferramenta de Mercado.
    A Mídia criar seus jovens talentos como o cinema cria franquias.
    As vezes nem tão bons, mas vendem horrores.

    A MTV tá entupindo o povo com essas bandinhas medíocres já citadas e a turminha -15 anos cai na deles.

    Logo entenderão a Regra dos 15 anos.

  7. Gilson diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 9:49 am

    “atitude de nerd burguês, é verdade.” Que pensamento mais anos 80.

    Se você é contra a ‘burguesia’ (isso existe ainda?) vá viver no meio do mato. O remédio que você evetualmente usa pra se curar, o computador que você usa, o mp3, celular, cueca, comida e tudo o mais é feito pelo modo capitalista.

    Gilson

  8. Gilson diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 10:07 am

    Não gostou do comentário e apagou é?
    Ótimo isso num blog.

    Gilson

  9. Gilson diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 10:08 am

    Só confirma o que escrevi. Que lástima…

    Gilson

  10. Gilson diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 1:07 pm

    Recolocando:
    “atitude de nerd burguês”. Que postura mais anos 80 e antes. Burguesia ainda existe? Achei que tinha acabado com a revolução industrial. Uma sugestão: vá viver no meio do mato, sem roupas industrializadas.

    O remédio que eventualmente melhora sua saúde, o computador, o mp3, o celular e toda sua vida depende do capitalismo. Que hipocrisia e falta de percepção.

    Gilson

  11. Gilson diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 1:30 pm

    A postagem resolveu voltar/ foi liberada?

    Gilson

  12. Luciana diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 5:29 pm

    O cara aí em cima resolveu ir à aula de geopolítica.

    Em relação aos livros e/ou ao hype… me estressa mais as pessoas que ’surtam’ por essas críticas positivas do que a própria crítica. Não li os livros dele, e na verdade não fui atrás também… mas se cair no colo, a gente lê. Gosto da sua escrita.

  13. Gilson diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 6:37 pm

    Não, querida. É apenas a falta de coerência. É como alguém fazendo protesto contra a morte de animais ir à churrascaria depois. Entendeu agora?

    Gilson

  14. Daniel diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 12:10 am

    Caro Gilson, como você escreveu várias vezes, vou responder. Não sei como funciona com outros colunistas do JN, mas eu não tenho nenhum poder de veto sobre os comentários, até porque nem login eu tenho: mando meus textos para o Azaghâl, que se encarrega de publicá-los. Portanto, não sei o que pode ter acontecido. Se os administradores do site resolver deletar seus comentários e depois mudar de idéia, é prerrogativa deles.

    Quanto ao seu incômodo com a frase “atitude de nerd burguês”, recomendo que não leve a sério tudo o que eu escrevo neste espaço. Aliás, é melhor não levar muito a sério nada do que aparece neste site de humor e entretenimento.

  15. ALINE diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 10:01 pm

    Pelo amor de deus!
    As pessoas ainda tem direito a falar o que pensa?
    Primeiro pq ninguém precisa engolir uma idéia, e essa idéia não foi radical para tanta crítica assim “SEu Gilson”.
    O que acontece se vc lê algo que não gostou? Esquece, ou ri se foi absurdo.
    E outra, somos pessoas mutantes, derrepente mudamos de idéia, daqui a pouco penso algo e depois os fatos podem mudar.
    O importante é:Foda-se cada um fala, e tem liberdade para penasar e ser como Quer.
    P.s:Gostei do som da Malu, espero que os gazes que ela me deu por ser tão nova se renovem para ela me provar que é prodígio mesmo, e não questão de “fácil acesso”….
    Parabéns Daniel, vc é um preconceituoso com a mídia muito foda!

  16. JM diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 3:11 pm

    Sinceramente, acho que essa postura anti-mídia, anti-capitalismo, anti-isso e anti-aquilo é mais modinha do que uma opinião.

    Conheço gente que curte NxZero mas diz que não curte só para ser a bala de cereija perdida no meio das balas de menta.

    Se as pessoas passassem a assumir o que realmente gostam e o que não gostam, a maioria dessas tribozinhas cheias de preconceito contra tudo o que é de fora (diga para um fã de Fresno ir ouvir The Killers e ele vai rir da sua cara) ia acabar.

  17. Michel Alisson diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 5:02 pm

    Mais deprimente que a crítica da crítica por si só é quando ela é feita SEM ENTENDER o texto.
    Gilson, o que o Daniel disse é que ele particularmente não gosta (gosto é pessoal, lembre-se) do material que é publicado e a grande mídia o enaltece. Eu concordo plenamente, pois tenho um gosto parecido. Alguns críticos eu não faço a menor questão de ler porque não me acrescenta NADA sobre a obra. Outros eu leio porque sei que minha opinião vai ser EXATAMENTE O CONTRÁRIO do que disserem (entra pra mim aqui as críticas sobre cinema da VEJA, por exemplo). E tem ainda aqueles em que sei que posso confiar na sensibilidade sobre alguns materiais. Nesses eu incluso justamente o Daniel, uma vez que, além dos textos bem escritos, dá um enfoque sobre as obras bem peculiar, o que faz valorizar o objeto da resenha.
    Por outro lado Gilson, não confunda modelo de Estado e sociedade com produção tecnológica ou necessidades básicas do ser humano. Quem disse que os críticos do modelo capitalista são contra o desenvolvimento? Na sua ótica eles são pessoas que devem viver no meio do mato por que? Você acha que o Sputinik da URSS chegou ao espaço antes que os EUA porque eles viviam em cavernas??
    Fala sério.
    “Burguesia acabou com a Revolução Industrial”?!? Depende do autor, do enfoque… E mesmo assim, no máximo só trocou de nome.

  18. mrx diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 10:34 pm

    Quer ler um livro bom? Que vai lhe mostrar uma lição de vida? Shantaram, melhor livro que li ano passado, caso não goste pode me xingar em um post. =)

  19. Marília diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 9:38 am

    Não me impressiona essas opiniões todas. vocês repararam que há pouquissimas opiniões sobre o texto em si? para mim, veja bem para mim, esses comentários fundamentalistas são típicos de falta de crítica e análise mais profunda sobre o texto e por que não dizer sobre tudo. esse tipo de conduta só reforça a falta de reflexão. quanto ao daniel , quem não gostar do que ele escreve tem duas opções: já nem lê ou então lê, ri , concorda ou não e clica num “x” que tem lá no canto direito superior da janela.

  20. Will Sparrow diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 2:34 pm

    Primeiro, comentários ao texto.
    Eu lembro quando saiu o filme “Uma Vida Iluminada”, que contava com o Elijah Wood no papel principal, e um cartaz que lembrava o de “A Vida e Morte de Peter Sellers”. Não me interessou na época, mas talvez possa repensar um dia nisso, como bom cinéfilo que sou. Eu nem conhecia esse autor, sendo sincero. Então, talvez, deva dar uma olhada uma hora dessas. =)

    Sobre essa repercussão que a história do hype causou:

    @Gilson:
    Cara, hoje eu tava lendo uma coisa sobre um livro que foi publicado, e algo que foi dito sobre o Rubens Barrichello (sim, o piloto de Fórmula 1), numa vez que ele teve que deixar o Michael Schumacher vencer na reta final. A suposta transcrição que o cara colocou no livro beira o ridículo, e foi colocada como real. Tudo o que o Barrichello fez foi o que alguém citou aqui mais cedo: ele riu, e disse sentir pena do cara que publicou isso. E, como o próprio Daniel disse, tente não levar tão a sério certas coisas ditas em um site de humor e entretenimento. =)

    Eu sempre paro pra ver/ouvir/ler certas coisas hype que surgem, em caráter de “vamos ver o que é isso”… muito disso fica no “vamos ver”, mas certas coisas acabo gostando. E a vida continua. Simples assim! ^^

  21. Ronald diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 10:31 am

    Realmente, fale com seu terapeuta. Malu Magalhães não é nada de novo, talvez o fato de ter 15 anos traga algum diferencial. Mas com relação à música, tudo do mesmo.

  22. Gley Riviery diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 10:51 am

    Sério que ainda tem gente que entra nessa velha e sem saída discussão “liberdade de expressão é eu poder falar ou você poder criticar o que eu falei”

  23. Marcelo diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 11:03 am

    Grande autor, sabe utilizar bem os diversos recursos que a literatura oferece.
    Mas já que o texto também faz uma critica ao mainstream, recomendo a leitura do livro Dedo Negro com Unha, do não tão conhecido Daniel Pelizzari, uma torrente de metalinguagem, polifonia e intertextualidade.

  24. Pacha Urbano diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 8:58 pm

    Demorei muito tempo para pegar este livro porque tinha dezenas de outros na frente, e como este é bem grandinho, fui deixando de lado. Assimm que comecei a lê-lo eu dei uma brochada, porque o Oskar é muito chato. É como aquela garotinha do SBT, que é inteligente e tal, mas que eu não agüentaria passar um dia do lado dela. Daí imaginei que viriam mais centenas de páginas com ele e fui colocando outros livros na frente. Até que vieram as cartas, o diário do coroa, e a melhor parte do livro: o depoimento daquela mãe japonesa sobre ter perdido a filha em Hiroshima. A história do Sr. Black, que morava no andar de cima, também é bem bacana. Enfim, é um livro divertido. E só. Ainda não li o Tudo Se Ilumina, mas o filme é muito maneiro.

  25. Luana diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 8:26 pm

    A Malu canta e toca bem :)
    Vc escreve muito bem!!!

    Gostei da capa do livro ^___^
    E me chamou a atenção a história dos ucrânianos =]

  26. Guz diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 8:54 pm

    De todas as referências musicais citadas, a única que relamente interessa é a do Public Enemy, don´t believe the hype!

  27. thiciana diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 11:27 pm

    Fiquei interessadíssima nos livros, acho que já ouvi falar dessas adaptação para o cinema e tal…mas putz! Você me assusta quando diz que até vai com a cara da Malu Magalhães! Acho realmente que sou só eu que acho essa menina a maior mala sem alça do cenário musical brasileiro…hahahahahaha!

  28. Ferdi diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 5:19 pm

    Eu li o Extremamente alto e incrivelmente perto porque meu professor de interpretação dramática um dia me disse “Ferdi, você tem que ler, você É o Oskar Schel” na semana seguinte tinha lido e me senti tão absolutamente elogiada por ter sido comparada por tão prodigiosa criaturinha.. é um livro querido a valer, mesmo.

  29. Cvorrxvr diz:
    Terça-feira, 14 de outubro de 2008 às 3:48 pm

    ARXwjp

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