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Azincourt - Ingleses, esta noite jantaremos no inferno!

Batalha épica!
Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 Daniel John Furuno

Não tem jeito: quando leio ou escuto as palavras “Inglaterra“, “França” e “castelo” na mesma sentença, a primeira imagem que me vem à mente é a do guarda francês instalado sobre a muralha, escrotizando Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda, atirando vacas e outros animais sobre o rei dos bretões e ofendendo sua real genitora em Monty Python e o Cálice Sagrado (1975).

Apesar de todo o deboche e absurdo da sequência, há dois fatos que surpreendentemente não estão assim tão longe da verdade. O primeiro é que a escrotização era realmente uma tática de intimidação empregada pelos soldados medievais durante cercos e batalhas. É claro que nem sempre havia catapultas e animais à mão, mas sempre restava a opção de berrar impropérios ou mostrar as bundas e (vejam vocês) os sacos escrotais para os adversários, como Mel Gibson nos mostrou (ops!) em Coração Valente (1995).

O segundo é que um encontro entre ingleses e franceses durante a Idade Média fatalmente resultaria em m*rda. Só que a rivalidade estava além da mera picuinha entre vizinhos: era uma acirrada disputa por territórios (lembrando que a posse de terra era a maior riqueza do mundo feudal) que vinha se desenrolando desde meados do século XI e que cresceu sob a forma de conflitos esparsos, até finalmente se transformar em uma contenda pela coroa francesa - e não me refiro a Brigitte Bardot (sobe a música dos Trapalhões).

“No século XIV, extinguiu-se a linha masculina de herdeiros da dinastia capetíngia, que governava a França desde o século X. Como candidatos ao trono francês, restaram dois parentes do último grande rei capetíngio, Felipe IV, o belo: um era seu sobrinho, que acabou sendo escolhido e coroado como Felipe VI; o outro era seu neto, Eduardo III, rei da Inglaterra. Do ponto de vista dinástico, ambos estavam em condições de assumir, mas o fato de haver rivalidades de longa data entre as duas nações possivelmente fez com que as reivindicações de um inglês ao trono fossem preteridas”, explica Cybele Crossetti de Almeida, historiadora, professora de pós-graduação da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e membro da ABREM (Associação Brasileira de Estudos Medievais).

Rei Henrique V.

Foi nesse contexto de políticas expansionistas e soberanos ingleses reclamando seus direitos reais na França que, a partir de 1337, desenrolou-se a Guerra dos Cem Anos - um período que se arrastou por mais de um século, alternando momentos de atritos, negociações diplomáticas e guerra declarada. Obviamente, ao longo desses anos, ambos os lados tiveram seus heróis e culpados, vitórias grandiosas e derrotas vergonhosas. Para a Inglaterra, o auge foi durante o reinado de Henrique V (1386-1422), quando o país mais se aproximou de seu objetivo final: fazer dos franceses suas menininhas.

Os fatos históricos em si (ou o que sabemos deles) já formam uma narrativa atraente. Nas mãos de um gênio da literatura como William Shakespeare, se transformaram no clássico obrigatório Henrique V; nas mãos de um escritor megaboga nerd como Bernard Cornwell, resultaram em algo não menos do que fodástico: Azincourt, obra ficcional ambientada em plena Guerra dos Cem Anos.

O livro tem como protagonista Nicholas Hook, guarda-caça do interior da Inglaterra cuja habilidade sem igual com o arco longo acaba sendo sua bênção e maldição, salvando-o em diversas ocasiões mas levando-o a se tornar um fora da lei e mercenário. Mais tarde, acaba indo parar na corte de Henrique V, onde vira protegido de sir John Cornewaille, famoso veterano de guerra e campeão de torneios de cavalaria.

Hook é recrutado então para participar da primeira campanha militar do rei inglês na França, em 1415, e integra a vanguarda das tropas que desembarcam na Normandia (sim, lá mesmo. Como diria Emmett “Doc” Brown, aquele ponto deve ter algum significado cósmico; provavelmente, é a junção de todo o continuum do espaço-tempo. Ou, quem sabe, é só o porto mais fácil para quem vem do lado de lá do Canal da Mancha).

Cornwell apresenta uma trama envolvente para o seu herói (com direito a romance, um clã rival, um inimigo odioso e intervenções divinas), mas uma de suas principais virtudes é conseguir amarrá-la bem com a História - os momentos de maior dramaticidade na parte fictícia da narrativa coincidem com episódios reais marcantes, como o massacre em Soissons ou o cerco a Harfleur. O mérito maior do autor, no entanto, é a sensacional ambientação que ele cria, transportando o leitor para a Europa do século XV.

“Do mesmo modo que em outros de seus livros, como O Arqueiro e O Andarilho, Cornwell mostra não apenas um excelente conhecimento dos armamentos e das técnicas militares, mas também do contexto político. Seu Henrique V, por exemplo, é bastante verossímil, um rei religioso - como era a grande maioria da população naquela época - e, ao mesmo tempo, cruel, tanto com os hereges quanto com os seus inimigos. Ele se preocupa com a justiça e legitimidade de sua empreitada e representa a figura do rei guerreiro, que lidera os soldados, prova o seu valor e inspira os homens à ação. E, de fato, o contraste entre Henrique V e o débil Carlos VI da França - incapaz de governar - é bastante grande e tem um peso nos confrontos”, observa a professora Cybele.

Todos esses pontos positivos convergem no primoroso capítulo final dedicado à Batalha de Azincourt, na qual as reduzidas e fragilizadas forças inglesas enfrentam o numeroso e descansado exército francês. Uma vitória de Davi contra Golias, no melhor estilo “Termópilas motherf*cker”.

Se até esse instante o livro acompanha as aventuras do protagonista Hook, na hora da batalha o autor decide mostrar também os pontos de vista de Henrique V, de sir John Cornewaille e do sire de Lanferelle, um dos inimigos franceses. Dessa forma, elabora um relato praticamente cinematográfico, de tirar o fôlego.

Como todo evento de grande repercussão, a Batalha de Azincourt (ou Agincourt, na grafia inglesa) tem sido objeto de discussões entre historiadores, que discordam principalmente quanto ao nível de superioridade numérica dos franceses durante a batalha. A linha contestatória, encabeçada pela historiadora britânica Anne Curry, autora de Agincourt, a New History (não publicado no Brasil), aponta que a relação deve ter sido, aproximadamente, de 9 mil ingleses contra 12 mil franceses - o que tiraria muito do caráter épico do feito.

Em sua obra, no entanto, Cornwell adota os números consensuais entra a maioria dos pesquisadores: 6 mil ingleses contra 30 mil franceses. A escolha, ele admite, “não é resultado de estudos acadêmicos detalhados de minha parte, e sim de um instinto de que a reação contemporânea à batalha refletia que algo espantoso acontecera, e o que é mais espantoso nos vários relatos de Azincourt é a disparidade de números”.

Tal disparidade é um problema comum enfrentado por quem estuda a Era Medieval, até porque não se pode confiar na imparcialidade das fontes. Em seu livro Agincourt, a historiadora britânica Juliet Barker observa que um cronista francês da época “chegou a ponto de sugerir que havia 8 mil franceses na vanguarda e no batalhão principal, mas alega terem sido derrotados por um exército inglês de alguma coisa entre 20 e 22 mil homens!”

O trabalho de Barker, aliás, é apontado por Cornwell como uma das principais referências em sua pesquisa histórica. Assim, o estudo da especialista britânica funciona como complemento perfeito para o romance, uma vez que responde a muitas das perguntas do leitor mais curioso (Henrique tinha mesmo uma cicatriz no rosto? Carlos VI era realmente maluco?) e revela detalhes interessantes sobre alguns personagens (por exemplo: sir John Cornewaille era quase um profissional na arte de capturar nobres inimigos no campo de batalha e depois pedir resgate; ele, inclusive, comprava “participações” nos reféns dos outros). Além disso, apresenta uma contextualização mais detalhada da Guerra dos Cem Anos e avalia as consequências da Batalha de Azincourt, bem como relata os destinos de seus protagonistas.

O campo de batalha, hoje.

Azincourt, o livro, é essencialmente uma obra de ficção e deve ser apreciada e analisada como tal. Mas, além de possuir evidentes qualidades literárias, não se pode questionar o fato de que é capaz de inspirar no leitor a busca por conhecimento. A professora Cybele cita um trecho do artigo que ela escreveu a respeito da versão cinematográfica de Henrique V dirigida por Kenneth Branagh (1989), texto que foi publicado no livro A Idade Média no Cinema (Ateliê Editorial) e que é totalmente aplicável ao romance de Cornwell: “O cinema, o teatro e a literatura podem ser não apenas aliados no ensino da História, mas também (…) fontes de pesquisa histórica. (…) Queiramos ou não, o cinema forma e informa a visão de mundo atual, a maneira como jovens e adultos veem a história e, em particular, a Idade Média”.

Eu assino embaixo. Afinal, posso dizer com orgulho que aprendi com Bernard Cornwell. E com o Monty Python.

Agradecimentos especiais à professora Cybele Crossetti de Almeida pela enriquecedora entrevista que ela gentilmente concedeu, e ao departamento de imprensa da Editora Record, que publicou Azincourt, de Bernard Cornwell, e Agincourt, de Juliet Barker, no Brasil.

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FALANDO NISSO

27 COMENTÁRIOS

  1. Rag diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 4:19 pm

    Excelente livro, pena q tão curto! Por isso preferi a trilogia dO Arqueiro e as crônicas Saxônicas, além da fantástica Crônica de Arthur :D

  2. André Teodoro da Luz diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 5:08 pm

    Esse será o proximo livro que lerei do Cornwell, por acaso eu assisti o filme baseado na obra de shakspeare esses dias, e é bem interessante, não é uma maravilha, afinal a obra de shakspeare e cheia de pompa e tudo o mais. quero muito ler a versão do Cornwell.

  3. Leonardo Cruz diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 6:16 pm

    Ótima coluna, adoro os livros do Cornwell, vou providenciar o meu exemplar desse livro hoje mesmo, ainda mais depois de um belo review desse.

  4. Ramon Wolf diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 6:44 pm

    Otimo livro, excelente escritor. Adoraria ver alguma obra dele virar filme (mas sem perder o realismo imposto pelo escritor.

  5. The Gunslinger - O Nerd Escritor diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 7:02 pm

    @Ramon Wolf ja tem obra dele que virou filme, um seriado na verdade, que é a história de Sharp!

    Sobre o livro, Azincourt .. estou lendo ainda. =)

  6. Gabriel Valente diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 7:56 pm

    Espero ler essa pérola quando terminara série Aventuras de Sharpe, que também é fodástica!

  7. RenanMacSan diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 8:08 pm

    @Gabriel vai demorar então pra terminar pq Sharpe sáo 21 livros.

    Quanto ao Azincourt estou no final do livro. É muito boa a história, mas ainda prefiro O Arqueiro, Andarilho e Herege.
    O personagem acabou ficando parecido com o Thomas de Hookton, aliás até o nome é parecido, Nicholas Hook. Mas o Cornwell não podia usar o primeiro já que Azincourt se passou muitos anos depois.

    Mas para quem queria saber há uma citação ao Thomas de Hookton (da série A Busca do Graal) nesse livro. Só lendo pra ver.

  8. Andre diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 8:24 pm

    Tá na lista!

    Estou lendo ‘Mundo sem Fim’ de Ken Follett que aborda o início da guerra dos cem anos mas infelizmente não segue nessa direção e opta por abordar a vida pessoal dos personagens fictícios que não são tão interessantes assim =/. Em todo caso não é um livro ruim, quem tiver coragem de encarar 940 páginas de um livro médio que vá em frente rs.

  9. Zeve diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 11:51 pm

    O que faltou dizer eh que o capítulo sobre Agincourt propriamente dito eh quase uma versão romanceada do capitulo sobre a batalha no livro The Face of Battle, de John Keegan (que prefacia o livro de Cornwell, aliás). Outro livro obrigatório, aliás. (também trata de Waterloo e do Somme). Não-ficção que se lê com o mesmo sabor de um livro de Cornwell, praticamente. Infelizmente sem versão em português, para quem não lê inglês.

  10. Onor diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 2:02 am

    Adoro o trabalho do Cornwell. Desde as Crônicas de Arthur, a Saga do Graal e as Crônicas de Sharpe, virei fã do Cornwell.

    Infelizmente não achei Stonehenge tão bom assim, tampouco apreciei as Crônicas Saxônicas.

    Acho que gosto dos heróis de Cornwell como Derfel, Thomas de Hookton e o modafucker badass Richard Sharpe, pois Cornwell os faz sofrer, os torna bons na arte de matar e depois os faz sofrer ainda mais e aí, amigo… hehehe… os faz se transformarem na mais perfeita encarnação de NEMESIS. Citando Snatch, Porcos e Diamantes: “Do you know what “nemesis” means? A righteous infliction of retribution manifested by an appropriate agent.”

  11. Anselmo Cí-Joga diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 8:22 am

    O livro realmente é megabogafodástico!! E é uma pena mesmo que seja tão curto.

    Pra que não leu ainda: Go, nerd, GO!!

  12. Anselmo Cí-Joga diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 8:24 am

    Só acho (Talvez pelo livro ser curto) que o Nick Hook é um dos personagens menos carismáticos do Cornwell.

    Mas com certeza o “pior” do Cornwell ainda é muito melhor do que o melhor de muito escritor por ai!

  13. Pedro Torres diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 9:39 am

    eu TENHO que ler Azincourt!
    depois de ler a Trilogia do Graal (O arqueiro, O Andarilho e O Herege) eu to maluco com a guerra dos cem anos.
    =)

  14. Gilson diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 11:15 am

    Sou fã dos livros do Cornwell e fiquei com muita vontade de ler esse livro, porém me proecupa as semelhanças com a trilogia do Graal. A trilogia é ótima, será que Azincourt não será repetitivo?

  15. Doug Sasquatch diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 1:37 pm

    Cornwell é o cara!!! Já li as cronicas saxonicas e a trilogia do graal, estando atualmente no meio das cronicas de Artur. Já comprei Azincourt este fds, e comeco a ler assim que terminar a atual.

  16. Gustavo diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 5:12 pm

    Eu tenho o meu autografado pelo Cornwell…

  17. André HP diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 7:47 pm

    Despertou uma vontade de jogar RPG.

  18. Paulo diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 8:25 pm

    Bah… não chega aos pés do ultra-escritor brasileiro André Vianco e seus vampiros portugueses!!

  19. Álvaro Chícharo diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 8:54 pm

    Cornwell é fod@stico de mais, e esse é um ótimo livro.

    E eu também tenho o autografo nele no meu arqueiro e no rei do inverno!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  20. NILSON diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 7:43 am

    É realmente uma pena o cinema atual preferir reboots até o talo e adaptações meia-boca como dragonball revolution e street fighter a lenda de shun li, além de roteiristas incompetentes criando roteiros como Superman Returns.
    Eu não entendo, a adaptação do Senhor dos Aneis deu tão certo, então pq eles não continuam a mesma linha e adaptam outros livros, como a trilogia do Vale do Vento Gélido de R. A. Salvatore, ou as historias de Bernard Cornwell?

  21. Daniel F. diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 1:11 pm

    Excelente livro, to no final tambem, pag. 390. Hoje acabo!
    Um pena, curti muito o livro.

  22. Eduardo diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 9:59 am

    Mais uma vez, lá vem Cornwell com seus personagens overpower. Nada contra ele, nem contra quem gosta. Contudo, depois de alguns livros vai cansando…

    Thomas Hook, Nicholas Hook, ambos arqueiros de arco longo com uma boa relação com a coroa…. HUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUM

  23. Doutor C diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 4:00 pm

    Eu gostei bastante do Arqueiro e de Azincourt. Impressionante combinação de “realismo histórico” (como indica a matéria, sempre é a nossa perspectiva da época) com boa trama e personagens envolventes.
    A trilogia do ARtur eu parei no primeiro livro. Já li histórias e versões demais sobre Artur e saber desde o inicio o final do narrador me desanimou. Li o primeiro pelo contexto histórico e parei.

    Uma coisa que aprecio muito em Cornwell são os epílogos com explicações dos ajustes entre a pesquisa histórica e a trama criada.

  24. Sayu diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 5:19 pm

    acabei de ler esse livro, e adorei! eu ainda não sei como o cornwell, com aquela cara de vovô bonzinho, consegue escrever com tanta maestria livros com batalhas tão sangrentas… você se sente dentro do livro, a ponto de até subir a adrenalina quando você está lendo. é meio viciante… o_o”

  25. Aline Leal diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 7:21 pm

    Ah, valeu! ¬¬”
    Agora eu to c mais vontade de ler do q qnd vi o livro na Bienal do Rio, só q meu orçamento estourou x_x
    #aidemim

  26. Gustavo diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 2:19 pm

    Já li a trilogia das crônicas de Artur e adorei, mostrando Derfel Cadarn como um grande matador, espero que Azincourt seja tão bom quanto os outros livros de Cornwell.

  27. Arthori diz:
    Segunda-feira, 21 de setembro de 2009 às 10:13 pm

    Esse Henrique V num é o Arnaldo Antunes?

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